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14 de janeiro

Autor: Maxuel 
Em 14 de janeiro 
Isso tudo iniciou 
Com 3 grandes mestres honrados 
Esse grupo se formou 
Eu falo de seu Paulão 
Mandingueiro e guerreiro 
Luta pela capoeira 
No Brasil no mundo inteiro 
Mestre Paulinho Sabiá 
Ele joga na mandinga 
Ele é malicioso 
Tem espírito de Bimba 
Agora tem Mestre Boneco 
Conhecido e respeitado 
É bamba de capoeira 
No mundo é considerado 
Esse grupo ta crescendo 
É o melhor que já se viu 
Todo mundo já conhece 
Esse é o Capoeira Brasil 
 
Capoeira Brasil 
Capoeira Brasil 
 
Todo mundo já conhece 
Esse é o Capoeira Brasil 
 
Capoeira Brasil 
Capoeira Brasil 
 
De Fortaleza ao Japão 
Esse é o Capoeira Brasil 

A arte de caribé

Coro: 
Ê cadê Caribé, e cadê Caribé 
Que desenhou pra Bimba 
Lá na ilha de Maré 
 
Quem desenhou pra Bimba 
Também tem o seu valor 
Caribé com seu desenho 
A Bahia encantou 
 
Coro 
 
Caribé alem da arte 
Também foi estivador 
Salve Mestre Bimba 
Por ter visto esse valor 
 
Coro 
 
Olha a volta que o mundo deu 
Olha a volta que o mundo dá 
Caribé hoje tem sua história 
Vamos todos preservar 
 
Coro 
 
Todo ouro tem seu peso 
Todo peso tem valor 
Na batida que o gunga marca 
Vou lembrando o estivador 
 
Coro 
 
Na cadencia da benguela 
Jogo de dentro, jogo de fora 
Eu me lembro de Caribé 
Começando a sua historia 
 
Coro 
 
Com A escrevo Angola 
com B o Berimbau 
Com C é Caribé 
Com R Regional 

A bananeira caiu

O facão bateu em baixo
a bananeira caiu
o facão bateu em baixo
a bananeira caiu
cai cai bananeira
a bananeira caiu

A benguela chamou pra jogar

Coro
A Benguela chamou pra jogar
A Benguela chamou pra jogar
capoeira (repita uma vez)
Tudo começou assim
Hoje eu tenho que lembrar
De Maria Martinha do Bonfim
Luiz Candido Machado
Que eram os pais de Mestre Bimba
Manoel dos Reis Machado
Coro
Em mil novecentos
Este fato aconteceu
Em vinte trés de novembro
O Mestre Bimba nasceu
Coro
Bimba assim dizia
Tocando seu berimbau
Sentado no velho banco
Ensinando regional
Coro
Nos dias de formatura
Era obrigado a jogar
O São Bento Grande e o toque de
Iuna
a Benguela nâo podia sujar
Coro
Em cinco de fevereiro
do ano de setenta e quatro
Esta tristeza aconteceu
Na cidade de Goiânia
Mestre Bimba faleceu

A canoa virou, marinheiro

A canoa virou, marinheiro
No fundo do mar tem dinheiro
A canoa virou, marinheiro
No fundo do mar tem segrêdo
A canoa virou, marinheiro
No fundo do mar tem malícia
A canoa virou, marinheiro
No fundo do mar tem capoeira
A canoa virou, marinheiro
Mas se virou, deixa virar
A canoa virou, marinheiro
Oi está lá, no fundo do mar
A canoa virou, marinheiro

A capoeira e o cantador

Eu passava numa rua; 
Quando alguém me parou; 
Ouvi falar de você; 
É o tal cantador; 
(Refrão 1) É cantador; 
É cantador;(Refrão 1) 
 
(Refrão 1) 
 
Quero que tu me responda; 
Usando suas palavras; 
O que é a capoeira; 
Do fundo de sua alma; 
(Refrão 2) É o meu céu, é o meu mar; 
A luz das estrelas; 
E o brilho do luar;(Refrão 2) 
 
(Refrão 2) 
 
É muito mais do que isso; 
Ela é o meu viver; 
Se eu canto é pra contar; 
O que você quer saber; 
 
(Refrão 2) 
 
Quando ouço um berimbau; 
E um canto bem entoado; 
Meu coração se alegra; 
Deixo as tristezas de lado; 
 
(Refrão 2) 
 
E vai muito mais além; 
É minha filosofia; 
É o meu jeito de ser; 
Enquanto eu tiver vida; 
 
(Refrão 2) 
 
Não me demoro falando; 
Bem, simples dessa maneira; 
Não existe nesse mundo; 
Nada igual a capoeira; 
 
(Refrão 2) 

A capoeira meu amor

Iê Capoeira Iê Capoeira
Iê Capoeira Iê Capoeira
Iê Capoeira Iê Capoeira
Iê Capoeira Iê Capoeira
Quando chegou na Bahia,
Trago berimbau em mão,
Eu toco cavalaria,
Gosto de fazer canção, Capoeira
Coro
Ninguém sabe o sofrimento,
Ninguém sabe a minha dor,
Olha o negro de Angola
Oh lutou e se libertou Capoeira
Coro
Eu jogo um jogo bonito
Com amor no coracao
Com um sorriso no rosto
E um aperto de mao
Capoeira
Iê Capoeira
Le le le le le le
O berimbau
Le le le le le le
O atabaque
Le le le le le le
O pandeiro é legal
Meu professor
Que me ensinou
A Capoeira meu amor

A carta de besouro (boa voz)

Oi quem mandou levar! 
Essa carta pra sinhá! 
 
Óia lá Besouro preto 
No jogo da emboscada 
Vão tentar lhe enganar 
Nego não sabia ler 
E a carta foi levar 
Mas o que tava lá dentro 
Era coisa de matar 
E se for pra S. Caetano 
Cuidado pra não quebrar 
Pois pra lá não tem mais jeito 
Cuidado “seu” Mangangá 
Vai virar toco de pau 
Ou inseto pra escapar? 
Se caiu na armadilha 
Dá seu jeito de escapar 

A deus pessoal baiano

A Deus pessoal baiano

Ao povo dessa cidade

Adeus pela madrugada

Nos vamos deixar saudades

A Deus pessoal baiano

Ao povo dessa cidade

Adeus pela madrugada

Nos vamos deixar saudades

A história nos engana - mestre moraes

A história nos engana
Diz tudo pelo contrário
Até diz que aboliçâo
Aconteceu no més do maio

 

A prova dessa mentira
É que da miséria ou não saio
Viva vinte de novembro
Momento para se lembrar

Não vejo no treze de maio
Nada para comemorar
Muitos tempos se passaram
E o negro sempre a lutar

Zumbi é nosso herói
Zumbi é nosso herói, colega velha
Do Palmares foi senhor
Pela causa de homen negro
Foi ele que mais lutou

A pesar de toda luta, colega velha
O negro nâo se libertou, camara

A hora e essa

A hora é essa
A hora é essa
A hora é essa
A hora é essa
Berimbau tocou na capoeira
Berimbau tocou eu vou jogar
Berimbau tocou na capoeira
Berimbau tocou eu vou jogar

A hora é essa / um dia na senzala

A hora é essa, A hora é essa 
A hora é essa, A hora é essa 
Berimbau tocou na capoeira 
Berimbau tocou eu vou jogar 
Berimbau tocou na capoeira 
Berimbau tocou eu vou jogar (coro) 
A hora é essa, A hora é essa 
Berimbau tocou na capoeira 
Berimbau tocou eu vou jogar (coro) 
 
Um dia na senzala 
 
Quem já foi na senzala um dia 
Sabe me dizer como é 
 
Coro: 
Moendo cana ê, socando pilão 
Moendo cana ê, socando pilão 
 
Negro era escravizado 
sobe a olho do capitão 
De dia trabalhava 
Descalço com os pés no chão 
 
Coro 
 
Negro sofria na senzala 
Na vista do coronel 
De dia trabalhava 
Descalço com os pés no chão 
 
Coro 
 
Negro sofria na senzala 
Na vista do coronel 
Onde olhava da sacada 
Como um raio vem do cú 
 
Coro 
 
Mas que vida era aquela 
Hoje já não existe mais 
Como era ruim ficar 
Na mira de um capataz 
 
Coro 

A iúna é mandingueira

A iúna é Mandingueira
A iúna é Mandingueira
Quando tá no bebedô
Sabida foi ligeira
Mas a Capoeira matô, Camará
Agua de beber

A manteiga derramou

Vou dizer a meu sinhô
Que a manteiga derramou
E a manteiga não é minha
E a manteiga é de ioiô#
Vou dizer a meu sinhô
Que a manteiga derramou
E a manteiga não é minha
E a manteiga é de ioiô
Vou dizer a meu sinhô
Que a manteiga derramou
A manteiga é de ioiô
Caiu na água e se molhou
Vou dizer a meu sinhô
Que a manteiga derramou
A manteiga é do patrão
Caiu no chão e derramou
Vou dizer a meu sinhô
Que a manteiga derramou
A manteiga não é minha
É prá filha de ioiô...
Vou dizer a meu sinhô
Que a manteiga derramou

A moça do sobrado (boa voz)

A moça do sobrado me chamou 
Venha ver capoeira meu sinhô 
 
Sinhá mocinha 
Gostava de aparecer 
Nos domingos de tardinha 
Para a capoeira ver 
 
Ficava olhando 
Admirando encantada 
Sem entender muito bem 
Os negros dando pernadas 
 
A energia, 
Que da roda ia saindo 
Mexia com os sentimentos 
De quem tava vendo e ouvindo 
 
Muita das vezes 
Dali jogava dinheiro 
Premiando o jogador 
Que mais gostasse de ver 
 
Chegava o pai 
Sinhá moça disfarçava 
Dizia será que um dia 
Posso descer na caiçada? 
 
Caindo a noite 
A negrada ie embora 
Sinhá ficava esperando 
Quem sabe uma outra hora? 

A onça morreu, o mato é meu!

A onça morreu, o mato é meu!
O mato é meu, o mato é meu
a onça morreu, o mato é meu!
O mato é meu, o mato é meu

A roda é boa

Autor: Peninha 
Eu tava na roda de bamba 
só tinha gente boa querendo jogar 
Mestre Rato tocava seu gunga 
o jogo é maneiro no espaço cultural 
 
A roda é boa, a roda é boa 
No Água de Beber a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
Capoeira Brasil a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
E o coro cantando a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
No Mestre Paulão a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
Em Fortaleza a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
Eu falei pra você que a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
 
Ê o Tocha com a ginga alongada 
e com o balanço do braço 
tentou me pegar 
Oi Peninha saiu no rolê 
voltou no aú com um salto mortal 
 
 
A roda é boa, a roda é boa 
No Água de Beber a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
No Mestre Rato a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
Em Fortaleza a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
 
Ê Olho de Gato puxou um corrido 
Mandala e Joãozinho começaram a jogar 
Olha o Bolha fintou meia-lua 
Marcelo esperto foi la bloquear 
 
A roda é boa, a roda é boa 
No Água de Beber a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
Capoeira Brasil a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
As meninas jogando e a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
No Mestre Rato a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
Eu falei pra você que a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
 
As meninas estavam na roda 
Bia, Dani, Folha e Medalha começaram a jogar 
A Lekinha tocava o pandeiro 
o jogo é maneiro no espaço cultural 
 
A roda é boa, a roda é boa 
No Água de Beber a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
Capoeira Brasil a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
No Mestre Rato a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
No Água de Beber a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
Mas o Rato tocando a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
Eu falei pra você que a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
Capoeira Brasil a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 
E o coro responde a roda é boa 
A roda é boa, a roda é boa 

A roda vai começar

Subiu ao céu Zumbi 
Aberrê e Paraná, 
Também subiu Mestre Bimba 
e Besouro Mangangá 
 
lá no céu tem capoeira, 
uma estrela me falou. 
Quando ronca a trovoada 
É que a roda começou 
 
Joga Besouro, Zumbi 
Mestre Bimba e Paraná 
a roda estava animada 
Todo mundo a espiar 
 
Mas Pastinha aqui na terra 
Estava cego a lamentar 
Levantou a mão e disse: 
Ah meu Deus! Eu também 
quero jogar 
 
Subiu ao céu Pastinha 
Começou a trovejar 
No céu um clarão mais 
forte o iaiá. 
A roda vai começar, camarada.. 

A saga do cantador (autor: boa voz)

Menino fique sabendo, ô iaiá 
O peso de um cantador 
É responsabilidade 
De verdade sim senhor 
Não é só gritar iê 
E abrir a boca pra cantar 
É coisa que vem de dentro 
Dada por meu Deus, meu Pai 
Tem que passar energia, ô iaiá 
E saber contagia 
Falar de coisa bonita 
E também fazer chorar 
Estrela brilha no céu, ô iaiá 
Mas não brilha como o sol 
Nosso sol é nosso mestre 
Que devemos respeitar 
Por isso se algum dia, meu Deus 
Você não me ouvir cantar 
Por favor colega velho 
Não fique zangado não 
É que esse não é meu o dia, ô iaiá 
Me desculpe meu irmão 
E saiba que eu trago sempre 
Dentro de meu coração 
Camará 
 
Iê, viva meu Deus 
Iê, viva meu mestre 
Iê, a capoeira 
Iê, Salve Bahia 
Iê, viva Rio de Janeiro 
Iê, Salve o Brasil 

A terra tremeu

A terra tremeu, balanceu 
Foi capoeira, 
Capoeira que chegou 
(coro)A terra tremeu, balanceu 
Foi capoeira, 
Capoeira que chegou 
Capoeira é ligeiro, capoeira é cantador 
Capoeira não apanha, porque Deus é protetor 
Vou jogando a meia lua e martelo voador 
Cuidado com a cabeçada e morcego voador 
(coro)A terra tremeu, balanceu 
Foi capoeira, 
Capoeira que chegou 
A terra tremeu, balanceu 
Foi capoeira, 
Capoeira que chegou 
Pode tá tocando Iúna, Angola ou Regional 
Vou jogando a capoeira no bater do berimbau 
Você diz que é bom de briga, com instinto animal 
Na roda de capoeira, pode crer vai levar pau 
(coro)A terra tremeu, balanceu 
Foi capoeira, 
Capoeira que chegou 
A terra tremeu, balanceu 
Foi capoeira, 
Capoeira que chegou 
E no jogo de Angola, com molejo brasileiro 
O bom capoeira é chamado mandingueiro 
No toque do berimbau, do atabaque e de um pandeiro 
Vou jogando a capoeira de janeiro a janeiro 
(coro)A terra tremeu, balanceu 
Foi capoeira, 
Capoeira que chegou 
A terra tremeu, balanceu 
Foi capoeira, 
Capoeira que chegou 

Abalou cachoeira (domínio público)

Abalou cachoeira abalou 
Abalou deixa abalar 
 
No dia que eu amanheço 
Dentro de Itabaianinha 
Homem não monta cavaco 
Mulher não deita galinha 
As freiras que tão rezando 
Se esquecem da ladainha 
Abalou deixa abalar 
Quem quiser saber meu nome 
Não precisa perguntar 
Eu me chamo louça fina 
Cuidado pra não quebrar 
Casa de palha é palhoça 
Se eu fosse fogo queimava 
Toda mulher ciumenta 
Se eu fosse a morte matava 
Abalou deixa abalar 
 
Oi chora menino 
Nhé, nhé, nhé! 
 
Menino chorou 
Cala a boca menino 
Menino chorão 
O chora menino 
Menino malvado 
Por que não mamou 
Menino chorou 
Chora menino

Abalou capoeira, abalou

Abalou capoeira abalou
E abalou vem abalar
Abalou capoeira abalou
E abalou vem abalar
Abalou capoeira abalou
E abalou vai abalar
Abalou capoeira abalou
Menino bom deixa jogar
Abalou capoeira abalou
A balou deixa abalar

Acende a luz (boa voz)

Acende a luz crioula 
Pro terreiro clarear 
Traz pra fora o candeeiro 
Que a roda vai começar 
Hoje é noite sem lua 
E os cabras já vão chegar 
Hoje é dia de festa 
Capoeira no arraial 
Lá vem Besouro e Zumbi 
Seu Traira e Paraná 
Tem uns pretos batuqueiros 
Que vieram pra cantar 
Cantador pra cantador 
Já lá vem seu Valdemar 
Corre lá pega meu gunga 
Pra mestre Bimba tocar 
Nega traz meu candeeiro 
E não deixa apagar 

Água de beber

Autor: Peter 
Meu camarada 
Se você já vem de longe 
 
Em Fortaleza 
não deixe de conhecer 
O Espaço Cultural 
Água de Beber 
 
E a família aqui é muito unida 
 
E o segredo 
eu vou contar pra vocês 
Tem Mestre Rato 
Pra passar o ensinamento 
Com todo fundamento 
E a magia do saber 
No Espaço Cultural 
Água de Beber 
 
E no Espaço há tudo a oferecer 
 
A capoeira, frevo 
e samba de roda 
Caboclinho, maracatú 
No Espaço a oferecer 
No Espaço Cultural 
Água de Beber 
 
Água de Beber 
Água de Beber 

Ai ai ai ai são bento me chama

Ai ai ai ai
São bento me chama
Ai ai ai ai
São bento me quer
Ai ai ai ai
Pra jogar capoeira
Ai ai ai ai
Conforme a razão

Ai ai aidê

Ai, ai, aidê.
Joga bonito que eu quero ver
Ai, ai, aidê.
Joga bonito que eu quero apprender
Ai, ai, aidê.

Ajuda eu berimbau

Ajuda eu berimbau
Ajuda eu a cantar
Ajuda eu berimbau
Ajuda eu a cantar

Alegria de jogar

Autor: Peninha 
É com alegria que eu vou jogar 
capoeira na beira do mar 
 
É com alegria que eu preparo meu corpo 
com axé desse povo na beira do mar 
o sol ilumina o corpo da menina 
o jogo vai rolando na beira do mar 
 
É com alegria que eu vou jogar 
capoeira na beira do mar 
Olha a ginga de corpo 
e o samba no pé 
 
Seja homem, menino ou mulher 
É com alegria que eu vou jogar 
capoeira na beira do mar 
 
Ê na beira do mar 
na beira do mar 
É com alegria que eu vou jogar 
 
É com alegria que eu vou jogar 
capoeira na beira do mar 

Alô maria - mestre camisa - abadá capoeira

Vou ligar pra você
Alo, alo Maria
Vou dizer que te amo
No final do ano
Eu vou pra Bahia
E Maria, capoeira eu não largo não
Já tentei mas meu coração
Não vive sem ela não
Tinha que perder a visão
E nunca escutar então
A voz do lamento
Ver um jogo de São Bento
Explode meu coração
Vou ligar pra você
Alo, alo Maria
Vou dizer que te amo
No final do ano
Eu vou pra Bahia
Capoeira angola, regional, samba de
roda e maculele
Isso tá no meu sangue
Tá perto de mim
Só falta você
Coro

Angola ê ê, angola

Angola Ê Ê,
Angola Ê Angola
Onde Eu Vim
É De Angola Ê Ê,
Onde Eu Vim
É De Angola Iaia
ANGOLA Ê Ê,
ANGOLA Ê ANGOLA
Vou Me Embora
Pra Angola Ê Ê
Capoeira De Angola
Vai Vadiar*
Angola ê ê,
Angola ê Angola
Ô Puxa Puxa,
Leva Leva
Eu Quero Jogar
E Vadiar
Angola ê ê,
Angola ê Angola
Capoeira É Mandingueiro
Capoeira É Malandragem

Anjo

Uma luz me iluminou 
Clariando meu viver 
Luz que vem do seu amor 
Amor de anjo que é você 
(coro) Uma luz me iluminou 
Clariando meu viver 
Luz que vem do seu amor 
Amor de anjo que é você 
Fico em paz com seu sorriso 
Me vejo no seu olhar 
O seu colo é o meu ninho 
Onde me deito pra sonhar 
(coro) Uma luz me iluminou 
Clariando meu viver 
Luz que vem do seu amor 
Amor de anjo que é você 
Sua fala me acalma 
Quando eu quero chorar 
Quando choro o seu beijo 
O meu pranto faz parar 
(coro) Uma luz me iluminou 
Clariando meu viver 
Luz que vem do seu amor 
Amor de anjo que é você 
Miguel, Arcanjo, Serafim 
Gabriel e Querubim 
Me dai força, me dai luz 
Pra esse amor que é sem fim 
(coro) Uma luz me iluminou 
Clariando meu viver 
Luz que vem do seu amor 
Amor de anjo que é você 

Antigamente

(Refrão) Eu dei, eu dei, eu dei, eu dei; 
Eu dei um nó no rami do berimbau;(Refrão) 
 
(Refrão) 
 
Que eu sou do tempo; 
Que dobrão era dinheiro; 
E com uma pedra; 
Se tocava berimbau; 
E a alegria do negro acorrentado; 
Era só a capoeira; 
Depois do carnaval; 
 
(Refrão) 
 
Mudaram mesmo até o nome; 
Dos santos pra esconder; 
A verdade do senhor; 
Corpo fechado era chamado feitiço; 
Diziam pára com isso; 
Que lá vem o feitor; 
 
(Refrão) 
 
Ainda me lembro; 
Quando alguém tava doente; 
Não tinha médico; 
Só um velho rezador; 
Ia pro mato, trazia raiz de pau; 
O doente levantava; 
Sem precisar de doutor; 
 
(Refrão) 
 
Já não se faz mais como antigamente; 
Houve a queda das correntes; 
Mas de pouco adiantou; 
Mas foi Zumbi; 
No Quilombo dos Palmares; 
Grande a sua valentia; 
Que seu povo libertou; 
 
(Refrão) 

Apanha a laranja no chão, tico tico

Apanha a laranja no chão, tico tico
Se meu amor foi embora eu não fico
Apanha a laranja no chão, tico tico
Meu abada é de renda, e de fita
Apanha a laranja no chão, tico tico
Não apanha com mão, só com pe e
com bico

Aquibabá, aquilele

Nego quando morre vai pra cova de bengue
amigo tão dizendo que urubu tem que come
aquibabá, aquilele, nego nago fede mais que sarigue
aquibabá, aquilele, nego nago fede mais que sarigue

Aruanda ê, aruanda

Aruanda ê
Aruanda ê, aruanda
Aruanda ê camar (Coro)
Vem de dentro do peito
Essa chama que acende
Meu corpo inteiro não pode parar
Eu sou mandigueiro de lá da Bahia
Axé capoeira salve Abadá
Coro
Oxalá que me guie
Por todo caminho
Não deixe na roda a fé me faltar
Sou vento que sopra eu sou capoeira
A luta de um povo prá se libertar

Aruandê

Autores: Peninha e Bolha 
 
Eu sai do navio 
Cai na senzala, sofri muita dor, iô Iô 
Mas fugi pro quilombo 
Foi a capoeira que me libertou 
 
Na capoeira aprendi 
Todos fundamentos 
Que o Mestre ensinou, iô iô 
Agora sou guerreiro 
Guerreiro de luta, de grande valor 
 
E nos caminhos aprendi 
Que os mandamentos não podem faltar 
Liberdade e justiça 
Somente o divino que pode te dar 
 
Aruandê, Aruandá 
Liberdade e justiça 
Somente o divino que pode te dar 

Ás vezes me chamam de negro

Ás vezes me chamam de negro 
Pensando que vão me huilhar 
Mas o que eles não sabem 
É que só me fazem lembrar 
Que eu venho daquela raça 
Que lutou pra se libertar 
 
Que eu venho daquela raça 
Que lutou pra se libertar 
 
Que criou o maculelê 
Que acredita no candomblé 
Que tem o sorriso no rosto 
A ginga no corpo e o samba no pé 
 
Que tem o sorriso no rosto 
A ginga no corpo e o samba no pé 
 
Que fez surgir de uma dança 
Uma luta que pode matar 
Capoeira, arma poderosa 
Luta de libertação 
Brancos e negros na roda 
Se abraçam como irmãos 
 
Camarada o que é meu? 
É meu irmão 

Avisa meu mano

Avisa meu mano, avisa meu mano, 
avisa meu mano, capoeira mandou me chamar
 
Capoeira é luta nossa da era colonial
E nasceu foi na Bahia Angola e Regional
 
Gunga é meu, gunga é meu
Gunga é meu foi meu pai quem me deu
 
Valha-me Deus, senhor São Bento
Vou cantar meu barravento
Valha-me Deus senhor São Bento
Buraco fundo tem cobra Dentro
 
Madeira de masaranduba, madeira de jacarandá
Eh beriba é pau é madeira, madeira de tocar 

Bahia axé

Que bom
Estar com vocês
Aqui nesta roda
Com este conjunto
Bahia axé, axé Bahia
Bahia axé, axé Bahia
Io ioioioioo
Ioioioo
Ioioioo
Io ioioioioo
Ioioioo
Ioioioo
O vento
Que venta tão lindo
Entre os coqueirais
Isso é demais
Io ioioioioo
Ioioioo
Ioioioo
Io ioioioioo
Ioioioo
Ioioioo
Bahia axé, axé Bahia
Bahia axé, axé Bahia

Bahia começa com b

Bahia começa com B
Bahia termina e ia
berço e mae da capoeira
meu amigo era a Bahia
Bahia começa com B
Bahia termina e ia
Bahia começa com B
Bahia termina e ia
vim falar dos velhos mestres
que viveram na Bahia
Bahia começa com B
Bahia termina e ia
Bahia começa com B
Bahia termina e ia
Bahia, eee, Bahia, aaa
Bahia, eee, Bahia, aaa

Bahia de qualquer maneira

Esse ano eu vou pra bahia de
qualquer maneira
esse ano eu vou pra bahia de
qualquer maneira
vou tocar berimbau
vou da salto mortal
vou jogar capoeira
vou tocar berimbau
vou da salto mortal
vou jogar capoeira

Bahia o africa

Bahia o Africa vem cá vem nos ajuda
Bahia o Africa vem ca vem nos ajuda
Força baiana, Força africana, Força divina vem cá vem cá
Força baiana, Força africana, Força divinh vem cá vem cá

Bairro da nobreza

Ladeira de São Cristovão, 
no bairro da liberdade, 
tem uma turma decente, 
que joga com lealdade. 
Uma terra conhecida por causa da capoeira. 
Um dos bairros da nobreza, 
dessa gente brasileira. 
Mestres conhecidos, 
gente do nosso passado. 
Aqui na Liberdade capoeira já jogaram. 
E o grupo Topázio, 
que vem fazendo diferente, 
mantendo viva e firme, 
a cultura dessa gente. 
Com mestre Dinho à frente, 
explosão fenomenal, 
ensinando capoeira no estilo regional. 
Sou da Topázio. 
Sou sim senhor. 
Tenho orgulho, desse grupo de valor. 
 
Composição: Rudson. Intérprete: Tatinho. 

Baleiro (boa voz)

Baleiro o que vende ai? 
Pipoca e amendoim 
 
Sou baleiro sim sinhô 
Mas não sou qualquer um não! 
Vendi balas na Bahia 
Nas festas da Conceição 
 
O que esses olhos já viram 
Nas rodas de capoeira 
Se eu fosse lhes contar 
Levava uma vida inteira! 
 
Vi um negro alto e forte 
Com seu berimbau na mão 
Escutei falar é Bimba! 
Igual a esse não tem não 
 
Vi um velhote baixinho 
Com toda autoridade 
Levando na cantoria 
Um tal lá da Liberdade 
 
Tinha mais gente chegando 
E até uns que dava medo 
Mas eu ficava olhando 
Aprendendo seus segredos 
 
Um dia cheguei mais perto 
E um deles olhou pra mim 
Mas antes que eu me assustasse 
"Baleiro o que vende ai?" 

Bate negro irmão

Os negros, que vieram de Angola, escravos 
Para servir ao seu Senhor. 
Foram espancados e marcados, 
Pelos colonizadores que aquí queriam morar 
 
Oi bate negro irmão, 
REFRAO: oi bate com seu pé e sua mão (BIS) 
 
Lá foram, deitando a confusão, 
Daí guarda holandesa… fugiram lá até o sertão 
Formaram, lá na serra tava rica 
No estado de Alagoas o quilombo de Palmares 
CORO REFRAO 1 
Seu chefe, por ser o mais valente 
Foi proclamado de Zumbi 
Nego, de mais de mil fazanhas e do mais de vinte anos 
Criou o quilombo de Palmares 
CORO REFRAO 1 
Extinto o quilombo de Palmares, por Domingo Jorge Velho 
Veio uma redeitora, nossa princesa Isabel 
E proclamou a abolição de nossa escravidão 
CORO REFRAO 1 
 
E foi, nos tempos Coloniaês 
Capoeira conhecida, hoje reconhecida, 
Na historia nacional (BIS) 

Bate palma pra ele

O menino é bom
Bate palma pra ele
É bom é bom
Bate palma pra ele
O menino é bom
Bate palma pra ele
É bom é bom
Bate palma pra ele

Beira mar

Autor: Maxuel 
Eu vi dois camaradas 
Jogando na Beira Mar 
 
Beira Mar 
Beira Mar 
 
Jogando Capoeira 
e falando com Iemanjá 
 
Iemanjá 
Iemanjá 
 
Começou os capoeiras 
Jogando na Beira Mar 
Sem ofensa e sem maldade 
A vadiagem tava lá 
 
E o dia assim passava 
Mas a alegria tava lá 
Junto com mãe Janaina 
Tava também Iemanjá 
 
E a noite já chegava 
Vão embora os camará 
Dando adeus a sua mãe 
A mãe Janaina, sereia do mar 

Berimbau de ouro

O meu berimbau de ouro, minha mãe, eu deixei no Gantois
O meu berimbau de ouro , minha mãe, eu deixei no Gantois
É um gunga bem falante que dá gosto de tocar
Eu deixei com Menininha para ela abençoá
Amanhã as sete horas p’ra Bahia vou voltar
Vou buscar meu berimbau que deixei no Gantois, Ha! ha!
 
Eh a capoeira, camará
Ai ai Aide 
Joga bonito que eu quero ver
joga bonito que eu quero aprender
Joga bonito que eu quero ver
Joga bonito que eu quero aprender
 
Angola ê, Angolá, Angola ê mandigueira, Angolá
Vou mimbora pra Bahia amanhã eu vou pra la
Vou jogar a capoeira no mercado popular
 
Paranaê, paranaê, paraná
Vou mimbora, vou mimbora como ja disse que vou paraná
Paranauê, Paranauê
 
Vim lá da Bahia pra lhe ver
Vim lá da Bahia pra lhe ver
Vim lá da Bahia pra lhe ver
P’ra lhe ver, p’ra lhe ver, p‘ra lhe ver 
 
Vou manda leco 
Cajuê
vou manda loia
Cajuê
Lecô, loiá
 
Eh sacode a poeira, embalança, embalança, embalança
Berimbau e feito de beriba, uma cabeça bem maneira Mestre Bimba que me deu
Entra na roda, abre o peito e sai falando toca Iuna e banguela mostra o som que Deus lhe deu 
 
O meu berimbau de ouro, minha mãe, eu deixei no Gantois
O meu berimbau de ouro, minha mãe, eu deixei no Gantois
Eu sai da minha terra por ter sina viajeira
Caminhando pelo mundo, ensinando capoeira
Amanhã as sete horas p’ra Bahia vou voltar
Vou buscar meu berimbau que deixei no Gantois, camaradinho.
Eh viva meu Deus
Eh é hora é hora
Eh vamos embora
 
Ai ai aide
Olha joga bonito que eu quero aprender
Ai ai aide

Berimbau mandou se benzer

Lá, lá e lá; 
Lê, lê; 
Mandinga de Angola; 
Berimbau mandou se benzer; 
(Refrão) Ê, ê, ê berimbau; 
Mandou se benzer;(Refrão) 
(Refrão) 
 
Capoeira é malícia e mandinga; 
Mantendo sua tradição; 
E reza pra todos os santos; 
E aos seus Orixas pedindo proteção; 
 
(Refrão) 
 
Agachado ao pé do berimbau; 
Ele fez o sinal da cruz; 
Capoeira é sua estrela guia; 
É ela quem te conduz; 
 
(Refrão) 
 
Berimbau é quem comando o jogo, seus rostos; 
Como Cazumbá; 
O negro tem corpo fechado; 
Pois leva seu patuá; 
 
(Refrão) 
 
No ar há desejo de briga; 
Os olhos não vão desviar; 
E no canto do mandingueiro; 
Cantigas de provocar; 
 
(Refrão) 
 
O aperto de mãos é manhoso; 
Sem saber como vai terminar; 
O que é certo na volta do mundo; 
É que vão se encontrar; 
 
(Refrão) 

Berimbau viola (macaco preto/ba)

Berimbau viola 
Berimbau viola 
Porque sera 
Que a viola chora 
 
Será saudade 
Da Cabinda de Luanda 
Que o navio deixou pra trás 
Nas águas da velha Kianda 
 
Chora lembrando 
Dos tempos do cativeiro 
Dos negros acorrentados 
Dentro do navio negreiro 
 
Gunga tá velho 
Mas ainda conta história 
Viola chora, 
Lembrando dos tempos de Outrora 
 
Chora por Bimba 
Pastinha e Valdemar 
Grande mestres de verdade 
Que de saudade, viola pôe-se a chorar 

Berimbau: apanha laranja or santa maria

A quick berimbau tutorial on the toque (rhythm) of Apanha Laranja.
Some may know this as Santa Maria, but not those following Mestre Bimba's tradition.
Learn the notes and where it fits with the pandeiro (Tamborine) so you never fall off beat.
Other variations are also played near the end.
x - buzz or ti (lightly press the rock on the wire, gourd against your body)
o - open or dom (rock is off the wire, hit under where the rock would be placed. Move the cabaca (gourd) away from your body)
? - closed or dim (rock is pressed firmly on the wire. no buzz should be heard. cabaca away from your body)
Berimbau muito tempo

Berimbau: sao bento grande de angola

A quick berimbau tutorial on the toque (rhythm) of São Bento Grande de Angola. Learn the notes and where it fits with the atabaque (drum) so you won't fall off beat. Other variations are also played near the end.
x - buzz or ti (lightly press the rock on the wire, gourd against your body)
o - open or dom (rock is off the wire, hit under where the rock would be placed. Move the cabaca (gourd) away from your body) 
? - closed or dim (rock is pressed firmly on the wire. no buzz should be heard. cabaca away from your body)
Berimbau played by muito tempo

Berimbau: são bento grande de bimba

A quick berimbau tutorial on the toque (rhythm) of Regional.
Learn the notes and where it fits with the pandeiro (Tamborine) so you never fall off beat.
Other variations are also played near the end.
x - buzz or ti (lightly press the rock on the wire, gourd against your body)
o - open or dom (rock is off the wire, hit under where the rock would be placed. Move the cabaca (gourd) away from your body)
? - closed or dim (rock is pressed firmly on the wire. no buzz should be heard. cabaca away from your body)

Berimbau: são bento pequeno

A quick berimbau tutorial on the toque (rhythm) of São Bento Pequeno. Learn the notes and where it fits with the atabaque (drum) so you won't fall off beat. Other variations are also played near the end.
x - buzz or ti (lightly press the rock on the wire, gourd against your body)
o - open or dom (rock is off the wire, hit under where the rock would be placed. Move the cabaca (gourd) away from your body) 
? - closed or dim (rock is pressed firmly on the wire. no buzz should be heard. cabaca away from your body)
Berimbau played by muito tempo

Berimbau: toque de angola

A quick berimbau tutorial on the toque (rhythm) of Angola.  Learn the notes and where it fits with the atabaque (drum) so you never fall off beat.   Other variations are also played near the end.
x - buzz or ti (lightly press the rock on the wire, gourd against your body)
o - open or dom (rock is off the wire, hit under where the rock would be placed.  Move the cabaca (gourd)  away from your body)  
? - closed or dim (rock is pressed firmly on the wire.  no buzz should be heard.  cabaca away from your body)
Berimbau played by muito tempo edited by Cafe

Berimbau: toque de iuna

A quick berimbau tutorial on the toque (rhythm) of Iuna. Learn the notes and where it fits with the pandeiro so you won't fall off beat. Other variations are also played near the end.
x - buzz or ti (lightly press the rock on the wire, gourd against your body)
o - open or dom (rock is off the wire, hit under where the rock would be placed. Move the cabaca (gourd) away from your body) 
ox - open note but pedra is applied to stop the arame's vibration (creates a short buzz sound.  start with cabaca away from body and bring it close as you apply the arame)
Berimbau/edit     muito tempo

Boa noite pra quem é de boa noite

Boa noite pra quem é de boa noite
bom dia pra quem é de bom dia
a benção meu papai a benção
maculêlê é o rei da valentia
boa noite pra quem é de boa noite
bom dia pra quem é de bom dia
a benção meu papai a benção
maculêlê é o rei da valentia

Boa viagem

Adeus
Boa viagem
Adeus, adeus
Boa viagem
Eu vou
Boa viagem
Eu vou, eu vou
Boa viagem
Eu vou-me embora
Boa viagem
Eu vou agora
Boa viagem
Eu vou com Deus
Boa viagem
E com Nossa Senhora
Boa viagem
Chegou a hora
Boa viagem
Adeus...
Boa viagem

Brincadeira de capoeira (brincadeira mandinga)

Vamos começar a brincadeira
A brincadeira de capoeira
Eu dou armada, meia- lua e rasteira
A brincadeira de capoeira
Vamos começar a brincadeira
A brincadeira de capoeira
Vamos começar a brincadeira
A brincadeira de capoeira
Vamos começar a brincadeira
A brincadeira de capoeira
Eu do martelo, cabeçada e ponteira
A brincadeira de capoeira
Vamos começar a brincadeira
A brincadeira de capoeira

Brincadeira tem hora

Quilombola mandigueiro jogador de capoeira
Mestre Bimba era o rei, da Pituba a Ribeira
Quilombola mandigueiro jogador de capoeira 
Jogava duro e manhoso, nossa arte verdadeira 
 
Brincadeira tem hora 
Joga com garra e mandinga 
Esse jogo é tinhoso não é angola 
É capoeira de Bimba 
 
Joga com garra e mandinga
Esse jogo e tinhoso não é angola
É capoeira de Bimba
 
Hoje em dia me espanto 
Com tanto papo furado 
Se dizer que capoeira 
É somente brincadeira
Esquecendo a sua historia 
O seu passado de glória
Como luta verdadeira 
 
Capoeira é uma arte 
Do Africano de valor 
Que usava a cabeçada 
P’ra se livrar do feitor
 
Oi, sim, sim, sim . Oi não, não, não
Oi, sim, sim, sim. Oi Não, não, não

Cajuê

Vou mandar eu vou
Cajuê*
Eu mandar Boiá
Cajuê
Ô menina linda
Cajuê
Venha me buscar
Cajuê

Camungerê

Camungerê como vai como tá
Camungerê
Ô como vai vos micê?
Camungerê
Se vai bem de saude
Camungerê
Para mim é um prazer
Camungerê
Vim aqui pra lhe ver
Camungerê

Canarinho da alemanha

Canarinho da alemanha
quem matou meu curió
eu jogo Capoeira
Mestre Bimba é o melhor ê
Canarinho da alemanha
quem matou meu curió
na roda da Capoeira
quero ver quem é melhor
Canarinho da alemanha
quem matou meu curió
eu jogo Capoeira
e Pastinha é melhor
Canarinho da alemanha
quem matou meu curió
eu jogo Capoeira
na bahia é maceio ê
Canarinho da alemanha
quem matou meu curió

Cantando atravessado

Boa noite gente fina
Boa noite gente fina, a todos vamos louvar
Hoje é dia de festa, sua benção Oxalá
Eu também sou capoeira, da licença vou cantar
Vou cantar para o meu mestre que me ensinou a jogar
Agradeço a Mestre Bimba o que sei da brincadeira
Dessa luta mandigueira, arte de muito valor
Que ele me ensinou sorrindo, com axé e com amor
Vadiar na malandragem e lhe dar o seu valor
Cada qual tem seu caminho, sua ideia opinião
Vida é redemoinho, todo mundo a girar
Gira roda, gira mundo, roda gira vamos la, camaradinho
Viva meu Deus 
 
Olha Santa Maria mãe de Deus, eu fui na igreja vou me confessar
Hoje é dia de festa, dia de Oxalá
Vou rezar p’ro meu santo me abençoá
Quem não pode com mandinga não carrega patuá
Olha Santa Maria mãe de Deus, eu fui na igreja não me confessei
 
Oh nega que vende ai, agora vou perguntar
Onde mora o Waldemar
Voce ouviu ele cantar
aonde mora o Waldemar
Agora vou perguntar
Onde mora o Waldemar
 
Mas to dormindo to sonhando, tão falando mal de mim
Oh não me deixam sossegar
Vou benzer meu patuá
Tão falando mal de mim
Agora vou acordar
 
Olha chora menino
Menino chorou
Porque não mamou
Cala boca menino
Oh menino danado
O menino é chorão
O menino chorou
Porque não mamaou
 
Quem nunca viu venha ver, nicouri quebrar Dendê
Quem nunca viu venha ver, ah meu Deus, Nicouri quebrar Dendê
 
Voou, voou, Meste Bimba avoou
Eh foi por céu e não voltou
Seu Pastinha avoou
Canjiquinha avoou
Eziquiel avoou
O Vermelho avoou
 
Adeus Corina Dandão
Dandandan dandarandão

Canto de saida (autor: boa voz)

É, ê, ê, sinhá 
É, ê, ê, sinhô 
Da licença minha gente 
Que agora eu já me vou 
É, ê, ê, sinhá 
É, ê, ê, sinhô 
 
Já aconteceu de tudo 
Todo mundo já jogou 
E até minha violinha 
Que falava já parou 
 
Eu já joguei angola 
Benguela e regional 
Pois então chegou a hora 
De guardar meu berimbau 
 
Já teve até jogo duro 
Jogador já se testou 
Mandingueiro e cantador 
Na roda já se encontrou 
 
Jogo bonito e ligeiro 
A iuna já mostrou 
Teve angola com Mandinga 
E jogo que embolou 

Capela

Toda Bahia Chorou 
A capoeira sentiu
da falta se fez a dor
em todo nosso Brasil 
quando o Mestre dos Mestres
desse plano ele partiu
deixando o seus fundamentos 
a um povo que persistir 
e a capoeira cresceu 
criou forma se multiplicou 
e hoje o mundo conhece 
o que seu Bimba ensinou 
é camaradá fala que é mestre 
mais ainda não conheceu 
quem grande foi de verdade 
e foi Mestre porque mereceu 
Toda Bahia chorou
a capoeira sentiu
da falta se fez a dor
em todo nosso Brasil 
quando o Mestre dos Mestres
desse plano ele partiu
deixando o seus fundamentos
a um povo que persistiu
Manuel dos Reis Machado 
Mestre Bimba do Brasil 

Capenga ontem teve aqui

Capenga ontem teve aqui
Capenga ontem teve aqui
Deu dois mil réis a papai
Três mil réis a mamãe
Café, açúcar a vovó
Deu dois vintém a mim
Sim senhor, meu camará
Quando eu entrar, você entra
Quando eu sair, você sai
Passar bem, passar mal
Mas tudo no mundo é passar
Ha ha ha
Água de beber

Capoeira do brasil

Día desde aquí lleguei, capoeira eu vi jogar, 
Capoeira do Brasil, folclore e arte popular 
Se voce quer aprender vai até lá no Bonfim 
Aquí joga capoeira com toda força de mão 
E conserva nossa arte com amor no coração 
Para ser bom capoeira não precisa um viadão 
Tem que ter bom sentimento e uma boa educação 
Capoeira é uma arte, tem que manter tradição, 
Respeitar os velhos mestres sem nenhuma ingratidão… 
Eu não sou daqui…MARINHEIRO SOU 
PARANAUE 

Capoeira do nordeste

Autores: Peninha, Maxuel e Fabiano 
Capoeira Brasil 
que vem lá do Nordeste 
Também tem bamba, também tem cabra da peste 
 
Na Bahia conheci 
Uma mulata de sinhá 
Oi terra boa de todos os Orixás 
 
Chegando em Pernambuco 
Entrei na trilha do sertão 
Encontrei um cangaceiro 
O temido Lampião 
 
Numa festa eu parei 
Pra dançar um bom Forró 
Joguei nas areias 
Nas praias de Maceió 
 
De jangada eu sair 
Com destino ao Ceará 
É terra de Iracema 
E José de Alencar
 

Capoeira é defesa, ataque

É defesa, ataque
A ginga de corpo
E a malandragem
Capoeira
É defesa, ataque
A ginga de corpo
e a malandragem
São francisco nunes
Preto velho meu avô
Ensinou para o meu pai
Mas meu pai não me ensinou
Capoeira
É defesa, ataque
A ginga de corpo
e a malandragem
O maculelê
É dança do pau
Na roda de capoeira
È no toque do berimbau
Capoeira
É defesa, ataque
A ginga de corpo
e a malandragem
Eu ja tive em moçambique
Eu ja tive em guinè
Tô voltando de angola
Com o jogo de malè
Capoeira
É defesa, ataque…
A ginga de corpo
e a malandragem
Se você quiser aprende
Vai ter que praticar
Mas na roda de capoeira
E' gostoso de jogar
Capoeira
E' defesa, ataque
A ginga de corpo
e a malandragem

Capoeira mandingueira

Capoeira brasileira é mandingueira, 
o jogo da capoeira é de se admirar. 
Capoeira brasileira é mandingueira, 
o jogo do mestre Dinho é de se admirar. 
Ele nasceu na Massaranduba, 
la pro pó de serra se aperfeiçoar. 
O jogo do mestre Dinho é de se admirar. 
Ele mudou pra Liberdade, 
sua semente ele plantou, 
foi quando o grupo Topázio na Bahia 
se espalhou. 
No jogo da capoeira 
meu mestre se dedicou. 
Essa luta brasileira 
pelo mundo ele levou. 
 
Composição: Wagner. Intérprete: Rudson. 

Capoeira me chama

Eu foi encolhendo pelo seu jeito de andar 
Pelo gingar de seu corpo e seu jeito de jogar. 
Sou capoeira, tenho meu corpo fechado, 
Meu berimbau foi queimado na ladeira por meu cor… 
 
REFRAO: Capoeira me chama, eu vou jogar, 
Vou com vontade cuando o berimbau quarar (BIS) 
 
Sou mandingueiro, carrego meu patuá 
nas rodas de capoeira quero ver voces jogar 
Eu jogou aquí, jogou em qualquer lugar 
Pois quem é bom capoeira tem que saber respeitar, oh! 
CORO REFRAO 
A capoeira, hoje é muito popular 
Tem muita moça bonita que tanbem sabei jogar. 
Hoje tem tem crianças, tem gente grande tanbem 
Capoeira é alegria vamos todos a gritar, oh! 
CORO REFRAO 

Capoeira me chama, eu vou jogar - mestre pinheiro “no pé do berimbau”

Eu foi encolhendo pelo seu jeito de andar 
Pelo gingar de seu corpo e seu jeito de jogar. 
Sou capoeira, tenho meu corpo fechado, 
Meu berimbau foi queimado na ladeira por meu cor… 
 
REFRAO: Capoeira me chama, eu vou jogar, 
Vou com vontade cuando o berimbau quarar (BIS) 
 
Sou mandingueiro, carrego meu patuá 
nas rodas de capoeira quero ver voces jogar 
Eu jogou aquí, jogou em qualquer lugar 
Pois quem é bom capoeira tem que saber respeitar, oh! 
CORO REFRAO 
A capoeira, hoje é muito popular 
Tem muita moça bonita que tanbem sabei jogar. 
Hoje tem tem crianças, tem gente grande tanbem 
Capoeira é alegria vamos todos a gritar, oh! 
CORO REFRAO 

Capoeira não é jogo de morte

Autores: Tylenol, Gabi, Dani e Peninha 
Capoeira é um estilo de vida 
Capoeira não é jogo de morte 
Capoeira é luta maneira 
De ginga ligeira e tradição forte 
 
Capoeira é um estilo de vida 
Capoeira não é jogo de morte 
 
Enverga a beriba, pandeiro, atabaque 
São bento rolando pra ficar legal 
A palma e o coro arrepia 
E levantando o nosso astral 
 
O aluno vence o medo 
E uma canção começa a cantar 
Mas a roda fica mais animada 
Quando ele ver o seu mestre jogar 
 
O mestre jogando 
O São Bento rolando 
E o coro cantando aquele astral 
Berimbau, atabaque, pandeiro 
Comanda o festejo 
Conforme o ritual 

Casa do caboclo

(Refrão)Orá-iê-iê, orá-iê-iê; 
No caminho da matamba; 
Quero ver você pisar; 
Orá-iê-iê, orá-iê-iê; 
No caminho da matamba; 
Mandingueiro não vai lá;(Refrão) 
 
(Refrão) 
 
Meu amigo capoeira; 
Ouça o que vou lhe falar; 
Do jogo da traição; 
Você tem que se guardar; 
 
(Refrão) 
 
Como contigo na mesa; 
Dorme, levanta contigo; 
Veja lá meu mano velho; 
Pode ser teu inimigo; 
 
(Refrão) 
 
Se tudo se faz na vida; 
Pra ajudar um companheiro; 
Dá-se a mão ao camarada; 
Ele quer o braço inteiro; 
 
(Refrão) 
 
Você passa numa rua; 
Sem nada desconfiar; 
Mas existe mal olhado; 
Querendo te derrubar; 
 
(Refrão) 
 
A resposta a isso tudo; 
Tá dentro do coração; 
Onde mora o amor de Deus; 
Não existe traição; 
 
(Refrão)

Catarina rala côco

O rala côco
catarina
Fazer cocada*
Catarina
O rala côco
Catarina
Não quebra nada
Catarina
Rala pra que
Catarina
Rala e vender
Catarina
Rala côco, rala côco,
rala côco meu sinho
Rala côco, rala côco, rala côco
meu sinho

Certo dia na cabana um guerreiro

Certo dia na cabana um guerreiro
Certo dia na cabana um guerreiro
Foi atacado por uma tribo pra valê
Pegou dois paus, saiu de salto mortal
E gritou pula menino, que eu sou Maculelê
Certo dia na cabana um guerreiro
Certo dia na cabana um guerreiro
Foi atacado por uma tribo pra valê
Pegou dois paus, saiu de salto mortal
E gritou pula menino, que eu sou Maculelê
Ê pula lá que eu pulo cá
Que eu sou Maculelê
Ê pula lá que eu quero vê
Que eu sou Maculelê
Ê pula eu pula você
Que eu sou Maculelê
Ê pula lá que eu quero vê
Que eu sou Maculelê

Chamado de angola

Chama eu, chama eu; 
Chama eu, Angola chama eu;(Refrão) 
 
(Refrão) 
 
Numa viagem pra África; 
O meu Mestre esteve lá; 
Em busca dos fundamentos; 
Da nossa capoeira; 
 
(Refrão) 
 
Vi falar do embondeiro; 
Que faz casa pra morar; 
Falar dos negros Cuanhama; 
É uma tribo que tem lá; 
 
(Refrão) 
 
O dinheiro é o Kuanza; 
O quimbundo é pra falar; 
Capoeira vai crescendo; 
Bassula pra derrubar; 
 
(Refrão) 
 
Canta Dionísio Rocha; 
Diferente no cantar; 
O povo diz pagimne; 
Pedindo paz para o lugar; 
 
(Refrão) 
 
Muchima é o coração; 
Que bate forte ao chegar; 
Parece que diz baixinho; 
Me leve um pouco pra lá; 
 
(Refrão) 
 
Cabeçada é quitunga; 
Luanda é a capital; 
Atabaque é ningoma; 
Hungo vira berimbau; 
 
(Refrão) 
 
Negro nascido na terra; 
Não pode no chão pisar; 
Pode ser campo minado; 
A guerra ainda tá lá; 
 
(Refrão) 
 
O tempo lá vai rolando; 
Quem manda em mim é Deus; 
Quando ele me abençoar; 
Eu vou lá te conhecer; 
 
(Refrão) 

Chico parauê

Coro: 
Chico parauê, rauê 
Chico parauê, rauá 
Chico parauê, rauê 
Pararauê, rauê 
Pararauê, rauá 
 
A dor de uma mãe escrava 
Ao ver seu filho se afastar 
Vendido para uma fazenda 
Como ele fosee 
Espécie de animal 
 
Coro 
 
A dor do pai era mais forte 
Mais nada podia fazer 
Do que se ajoelhar na terra e 
Pedir para Deus que queria morrer. 
 
Coro 
 
A água que a gente bebia 
Corria logo por ali 
Ração era única comida 
Palha de coqueiro 
Cama pra dormir 
 
Coro 

Chora viola

E chora viola, chora,
Chora viola.
Chora
Chora viola.
Chora
Chora viola.
Chora
Chora viola.
Chora
Chora viola.
Chora

Chuê chuê chuê chuà

Eu pisei na folha seca
ouvi fazer chuê chuà
chuê chuê chuê chuà
ouvi fazer chuê chuà
chuê chuê chuê chuà
ouvi fazer chuê chuà

Chuva molhou

Chuva molhou pro sol secar 
Cai capoeira pra levantar 
(coro)Chuva molhou pro sol secar 
Vai mandingueiro, vai lá jogar 
(coro)Chuva molhou pro sol secar 
A capoeira é popular 
(coro)Chuva molhou pro sol secar 
... 

Cobra verde é um bom sinal

Eu pisei na cobra verde
Cobra verde é um bom sinal
É um bom sinal um bom sinal
Cobra verde é um bom sinal

Coisa mandada (boa voz)

Isso é coisa mandada 
Isso é coisa mandada 
 
Eu sempre andei de noite 
Quanta vez na madrugada 
No meio da malandragem 
Nunca me aconteceu nada 
De repente tudo muda 
Deve ser coisa mandada 
 
Mateiro velho nasci 
Andei na mata fechada 
Serpente corre de mim 
E até onça pintada 
 
De repente nego véio 
Olha o que me aconteceu 
Tudo que andava certo 
Hoje desapareceu 
 
Olha lá meu gunga velho 
Companheiro de estrada 
Quando fui ver outra dia 
Verga e cabarça quebradas 
 
Eu nunca fui para raio 
E nunca me pegou nada 
Maldade passa de longe 
Tenho uma sorte danada 
 
Sempre tive fé em Deus 
E nas coisas mais sagradas 
Me valha senhor Jesus 
Derruaba a coisa mandada 
 
Sai pra lá coisa ruim 
Não cruza na minha estrada 
Cuidado sou capoeira 
Vacilou tomou pernada 

Corda de valor

Escute aqui meu jogador 
A sua corda é de valor 
 
Corad Crua é uma criança 
Aprendendo a engatinhar 
Se tiver pesseverança 
Capoeira jogar 
 
Corda Amarela é Ouro 
Aprendizagem de valor 
Laranja é Sol nascente 
Que desperta um sonhador 
 
Corda Azul é a correnteza 
Da imensidão do Mar 
Corda Verde é a floresta 
Alicerce da Abadá 
 
Corda Roxa tem mistérios 
Só o tempo vai revelar 
Marrom é o Camaleão 
Que preserva a Abadá 
 
Corda Vermelha é Rubi 
E a justiça vai jurar 
Corda Branca é o Diamante 
Que reflete a Abadá 
 
Ao passar do tempo 
Vai sofrer transformação 
Preservando a sua essênçia 
Como o Camaleão 

Cruz-credo, ave maria

Cruz-Credo, Ave Maria
Quanto mais eu cantava
Ninguém respondia
Cruz-Credo, Ave Maria
Essa roda é de mudo
e eu não sabia
Cruz-Credo, Ave Maria
Quanto mais eu rezava
Assombração aparecia
Cruz-Credo, Ave Maria
Eu rezava de noite
E rezava de dia
Cruz-Credo, Ave Maria
Eu rezava e gritava
E ninguém respondia

Cuidado moço

Cuidado moço
Que essa fruta tem caroço
Cuidado moço
Que essa fruta tem caroço
Pela rama que da a arvore
Sei da fruta que ela da
Essa fruta tem caroço
Ela pode lhe engasgar
Cuidado moço
Que essa fruta tem caroço
Cuidado moço
Que essa fruta tem caroço
Mais vale nossa amizade
Que dinheiro no meu bolso
Para quem sabe viver
Essa vida é um colosso
Cuidado moço
Que essa fruta tem caroço
Cuidado moço
Que essa fruta tem caroço
Ando com o corpo fechado
E um rosario no pescoço
Fui criado la na roça
Tomando agua de poço
Cuidado moço
Que essa fruta tem caroço
Cuidado moço
Que essa fruta tem caroço
Você jogava muito
No tempo que era moço
Já tá ficando velho
Olha as rugas no seu rosto
Cuidado moço
Que essa fruta tem caroço
Cuidado moço
Que essa fruta tem caroço
Cachorro que é esperto
Come a carne e roi o osso
A mulher quando não presta
Mata o cabra de desgosto
Cuidado moço
Que essa fruta tem caroço
Cuidado moço
Que essa fruta tem caroço

Dà dà dà no negro

Dà Dà Dà No Negro
No negro você não dà
Dà dà dà no negro
Mas se der vai apanhar
Dà dà dà no negro
No negro você não dà
Dà dà dà no negro
Jogue o negro para cima
Dà dà dà no negro
Deixa o negro vadiar
Dà dà dà no negro
No negro você não dà
Dà dà dà no negro

Dende mare

O dendê dendê maré 
O dendê dendê maré 
 
Pescador já vai pro mar 
Foi de encontro com a maré 
Procurando o peixe bom 
Conforme a baiana quer 
 
Baiana prepara o peixe 
Pescador trouxe do mar 
Põe tempero na moqueca 
Dendê não pode foltar 
 
Tontonho de maré 
Foi um grande jogador 
A onda balança o barco 
Como Totonho balançou 
 
Puxa puxa leva leva 
Puxa a rede do mar 
Se for um bom pescador 
Peixe bom não vai faltar 
 
É noite de lua cheia 
Pescador volta do mar 
Vai ter festa na aldeia 
Capoeira vai jogar 

Deus lhe deu boa noite sinha dona

Eu vinha camainando pela mata do amazonas
encontrei uma preincesa e perguntei como vai com passou sinha dona?
deus lhe deu boa noite sinha dona
Deus lhe deu boa noite sinha dona

Devagar, devagar

Devagar, devagar
Devagar, devagarinho
Devagar, devagar
Cuidado com o seu pezinho
Devagar, devagar
Capoeira de angola é devagar
Devagar, devagar
Esse jogo é devagar
Devagar, devagar
Eu falei devagar, devagarinho
Devagar, devagar
Esse jogo bonito é devagar
Devagar, devagar
Falei devagar, falei devagar
Devagar, devagar

Dia que eu amanheço

Dia que eu amanheço
Dia que eu amanheço
Dentro de Itabaianinha
Homem não monta cavalo
Mulher não deita galinha
As freiras que estão rezando
Se esquecem da ladainha, haha
Água de beber (Ê-ê água de beber, camará)
Ai aruandê (Ê-ê aruandê, camará)
Ai que me vendê (Ê-ê qué me vendê, camará)
Iê na falsidade (Ê-ê na falsidade, camará)
Ai viva Deus do céu (Ê-ê viva deus do céu, camará)
Ê viva meu mestre (Ê-ê viva meu mestre, camará)
Aiai quem me ensinou (Ê-ê quem me ensinou, camará)
Aiai a malandragem (Ê-ê a malandragem, camará)
Ê joga pra lá (Ê-ê joga pra lá, camará)
Aiai joga pra cá (Ê-ê joga pra cá, camará)
Iê volta do mundo (Ê-ê volta do mundo, camará)

Dona alice

Ê dona alice
não me pegue não
não me pegue,
não me agarre,
não me pegue a mão.
Ê dona alice
não me pegue não
não me pegue,
não me agarre,
não me pegue a mão
Ê dona alice
não me pegue não

Dona maria do camboatá

Dona maria do camboatá
Ela chega na venda
ela manda botá
Dona maria do camboatá
Ela chega na venda e começa a
gingar
Dona maria do camboatá
Ela chega na venda e dá salto mortal
Dona maria do camboatá

Dona maria, como vai você

E vai você, e vai você.
Dona maria, como vai você?
Como vai você como vai você
Dona maria, como vai você?
Joga bonito que eu quero ver
Dona maria, como vai você?
E como vai como passou
Dona maria, como vai você?
E vai você, e vai você.
Dona maria, como vai você?
O joga bonito que eu quero aprender.

Dono da casa

Ô Sinhô, dono da casa
nós viemo aqui lhe vê
Viemo lhe perguntá
como passa vosmicê
 
Ô Sinhô, dono da casa
nós viemo aqui lhe vê
Viemo lhe perguntá
como passa vosmicê
E como é seu nome?
É maculelê
E de onde veio?
É maculelê
Lá de Santo Amaro
É maculelê

É com o pé que se bate

Quem nunca jogou capoeira,
Ainda não sabe o que é bom,
É cultura brasileira,
Ensina o folclore,
E é luta da gente,
Quando se escuta o pandeiro,
Rimando com o atabaque,
O berimbau vem dizendo,
Não é com a mão,
É com o pé que se bate
Não é com a mão
É com o pé que se bate
Não é com a mão
É com o pé que se bate
Não é com a mão
É com o pé que se bate
Não é com a mão
É com o pé que se bate

É da nossa cor.

au ê au ê au ê ê
E Lê lê lê lê lê lê lê lê lê ô
au ê au ê au ê ê
E Lê lê lê lê lê lê lê lê lê ô
tá no sangue da raça brasileira
Capoeira
é da nossa cor
berimbau
é da nossa cor
atabaque
é da nossa cor
o pandeiro
é da nossa cor
au ê au ê au ê ê
E Lê lê lê lê lê lê lê lê lê ô
au ê au ê au ê ê
E Lê lê lê lê lê lê lê lê lê ô

Ê dalila

Ê dalila, ilê ilê, dalila ô
ê dalila, ilê ilê, dalila ô
capoeira mandou lhe dizer, também
capoeira mandou lhe chamar
capoeira mandou lhe dizer,
também capoeira mandou lhe
chamar
quero falar com dalila, dalila, dalila,
dalila
quero falar com dalila, dalila, dalila,
dalila
dalila, dalila
ê dalila, ilê ilê, dalila ô
vamos se embora dalila
ê dalila, ilê ilê, dalila ô

É de couro de boi

O meu berimbau tem cordão de ouro
Ie o meu atabaque
É de couro de boi

É jogo praticado na terra de são salvador

Oi meu mano,
O que foi que tu viu la,
Eu vi Capoeira matando,
Tambem vi maculelê, Capoeira
É jogo praticado na terra de São Salvador
Capoeira
É jogo praticado na terra de São
Salvador
Sou discipulo que aprende,
Sou mestre que da lição,
Na roda de Capoeira,
Nunca dei um golpe em vão,
Capoeira
É jogo praticado na terra de São
Salvador
Capoeira
É jogo praticado na terra de São
Salvador
Manuel dos Reis Machado,
Ele é fenômenal,
Ele é o Mestre Bimba,
Criador do Regional, Capoeira
É jogo praticado na terra de São
Salvador
Capoeira
É jogo praticado na terra de São
Salvador
Capoeira é luta nossa,
Da era colonial,
Nasceu foi na Bahia,
Angola e Regional, Capoeira
É jogo praticado na terra de São
Salvador
Capoeira
É jogo praticado na terra de São
Salvador

É legal, é legal

É legal, é legal
jogar capoeira e tocar berimbau
é legal, é legal
jogar capoeira é um negocio legal
é legal, é legal

E luanda

Ê Luanda 
Ê Luandê 
 
Luta de pescador 
É chamada Bassúla 
Luta de mão aberta 
É chamada Cambangula 
 
Berimbau na capoeira 
Lá é chamado de Ungo 
Ou urugungo 
Que é a sua maneira de dizer 
 
La se fala Kimbundo 
La se fala Kigongo 
Os Angolanos 
Cantam e falam em Português 

E na hora ê, e na hora á

E na hora ê, E na hora á
E na hora ê, sou de Angola
E na hora ê, E na hora á
E na hora ê, sou de Angola
E na hora ê, E na hora á
E na hora ê, dá licença eu passar
 
E na hora ê, E na hora á
E na hora ê, sou de Angola

Ê paraná, e paraná

É Paraná, é Paraná,
Terra da boa madeira, Paraná
Ê Paraná, e Paraná,
Eu vim aqui aqui não vou voltar,
Paraná
Ê Paraná, e Paraná,
Eu quero ver você jogar, Paraná.
Ê Paraná, e Paraná,
Eu quero ver você cantar,Paraná.
Ê Paraná, e Paraná,
Eu vim aqui aqui não vou voltar,
Paraná
Ê Paraná, e Paraná,
Paraná, Paranaué, Paraná.
Ê Paraná, e Paraná,

É so prestar atenção

Iê madalena rojão, bota lenha no
fogão,
Para fazer armação
Hoje é dia de sol, alegria de coiôte, é
curtir o verão
Iiiê te te te te te tee iê
Te te te te te teiâ
Iiiê te te te te te tee iê
Te te te te te teiâ
É so prestar atenção, que essa luta
brasileira Capoeira meu irmão.
É so prestar atenção, que essa
luta brasileira Capoeira meu irmão.
É so prestar atenção, essa luta
brasileira é Capoeira meu irmão.
É so prestar atenção, que essa
luta brasileira Capoeira meu irmão.
Agora eu quero ouvir berimbau
Agora eu quero ouvir o pandeiro
Agora eu quero ouvir atabaque
Agora eu quero ouvir agogô
Agora eu quero ouvir reco-reco

E' de manhã, idalina tà me chamando

Idalina tem o costume
De chamar e vai andando
E' de manhã, idalina tà me
chamando
O idalina meu amor
Idalina tà me esperando
E' de manhã, idalina tà me
chamando
Idalina tem o costume
De mandar e se vai andando
E' de manhã, idalina tà me
chamando
Idalina tem o costume
Danado de falar de homem
E' de manhã, idalina tà me
chamando
Idalina meu amor
Idalina tà me esperando
E' de manhã, idalina tà me
chamando

Educação do capoeira

O que adianta ter estudo! 
O que adianta ter estudo! 
Se eu posso me comparar 
Pois eu também já sou doutor 
Na minha arte popular 
Eu pego meu Berimbau 
O meu tambor e o meu Pandeiro 
Eu me jogo no mundo 
É com meu jeito brasileiro 
E vocês que são formados 
E dizem ter educação 
Ás vezes vocês não vêem 
O que eu presto atenção 
Eu vejo crianças sendo mortas 
E elas apnham pra comer 
O que vocês jogam no chão 
Pois a minha educação 
Não foi a escola quem me deu 
Quem me deu foi a capoeira 
Hoje eu agradeço a Deus 
 
Coro: 
Adeus escola meu mano 
 
Meu mano, o meu mano 
Coro 
 
Berimbau ta me chamando 
Coro 
 
Meu mestre ta me chamando 
Coro 
 
Meu mano, o meu mano 
Coro 

Entorta a verga

Entorta a verga, 
Entorta a verga, 
Entorta a verga, mas não deixa ela quebrar 
(coro) Entorta a verga, 
Entorta a verga, 
Entorta a verga, mas não deixa ela quebrar 
Antigamente, se jogava capoeira 
Moleque dava rasteira 
Só pra ver perna pro ar 
(coro) Entorta a verga, 
Entorta a verga, 
Entorta a verga, mas não deixa ela quebrar 
Entorta a verga, 
Entorta a verga, 
Entorta a verga, mas não deixa ela quebrar 
E hoje em dia ela já tá diferente 
Capoeira está pra frente 
Para o povo apreciar 
(coro) Entorta a verga, 
Entorta a verga, 
Entorta a verga, mas não deixa ela quebrar 
Entorta a verga, 
Entorta a verga, 
Entorta a verga, mas não deixa ela quebrar 
E nesse jogo 
Não tem discriminação 
Joga preto joga branco 
Todos nós somos irmãos 
(coro) Entorta a verga, 
Entorta a verga, 
Entorta a verga, mas não deixa ela quebrar 
Entorta a verga, 
Entorta a verga, 
Entorta a verga, mas não deixa ela quebrar 

Estórias de baraúna (autor: boa voz)

Baraúna caiu, 
Baraúna caiu, meu pai 
Baraúna caiu, foi meu mestre 
Quem derrubou, Baraúna 
Baraúna caiu, 
Baraúna caiu, meu pai 
Baraúna caiu, meu pai 
Baraúna caiu 
 
Estória de Baraúna 
É cantada em prosa e verso 
ja diziam os mais antigos 
Nas rodas dos velhos mestres 
 
Madeira de Baraúna 
Dificil de derrubar 
Mas no jogo da mandinga 
Baraúna vai tombar 
 
Pra quem diz que o capoeira 
É dificil de cair 
É mentira camarada 
O meu mestre me disse assim, 
Baraúna 

Eu disse camarada que eu vinha

Eu disse camarada que eu vinha
na tua aldeia camarada um dia
 
Eu disse camarada que eu vinha
na tua aldeia camarada um dia

Eu já vivo enjoado

Eu já vivio enjoado 
De viver aqui na terra 
O mamãe eu vou pra lua 
Falei com a minha mulher 
Ela então me respondeu 
Nós vamos se Deus quiser 
Vamos fazer um ranchinho 
Todo feito de sapé 
Amanhão ás sete horas 
Nós vamos tomar café 
O que eu nunca acreditei 
Não posso me conformar 
Que a lua venha a terra 
Que a terra venha á lua 
Tudo isso é conversa 
Pra comer sem trabalhar 
Ó senhor, amigo meu 
Escute o meu cantar 
Quem é dono não ciúma 
Quem não é que enciúma 
Camará, Iê é hora, é hora 
... 
 
Corridos Tradicionais Angola 
 
Camugerê como vai como tá 
Camugerê (coro) 
Como vai vós mecê (coro) 
Se vai bem de saúde (coro) 
Para mim é prazer (coro) 
Como vai, como tá (coro) 
Como ta vós mecê (coro) 
Se vai bem de saúde (coro) 
Para mim é prazer (coro) 
 
Canarinho da Alemanha 
Quem matou meu curió 
Canarinho da Alemanha 
Quem matou meu curió 
 
Coro: 
Canarinho da Alemanha 
Quem matou meu curió 
Canarinho da Alemanha 
Quem matou meu curió 
 
O segredo da lua 
Quem sabe é o clarão do sol 
Canarinho da Alemanha 
Quem matou meu curió 
 
Coro 
 
 
A onça morreu o mato é meu 
O mato é meu, é meu é meu 
A onça morreu o mato é meu (coro) 
Oi se a danada morreu o mato é meu 
É meu, é meu, é meu (coro) 
 
 
Olá, ola ê 
Vou bater quero ver cair 
Olá, ola ê (coro) 
 
Se vou bater quero, ver cair (coro) 
Se machucar quero, ver cair (coro) 
 
 
Dona Maria do Camboatá 
Ela chega na venda 
Ela manda bota 
Dona Maria do Camboatá (coro) 
É do camboatá, é do camboatá (coro) 
 
Ela chega na venda da salto mortal (coro) 
É do camboatá, é do camboatá (coro) 
 
Ai, ai, aidê 
Olha joga bonito que eu quero aprender 
Ai, ai aidê (coro) 
Minha nossa senhora vem me proteger (coro) 
Joga bonito que o povo quer ver (coro) 
Joga bonito que eu quero aprender (coro) 
 
Apanha laranja no chão tico-tico 
Se meu amor for embora eu não fico 
Apanha laranja no chão tico-tico 
Se meu amor for embora eu não fico (coro) 

Eu já vou a beleza

Eu já vou a beleza, eu já vou me
embora
Eu já vou a beleza, eu já vou me
embora
Eu já vou a beleza, eu já vou me
embora
Eu já vou a beleza, eu já vou me
embora

Eu nasci foi de repente

Eu nasci foi de repente 
Sem parteira e nem Dotô 
Saltei fora bem ligeiro 
Minha mãe nem sentiu dô 
Eu caço sem cão nem gato 
Porque sou bom caçadô 
De mulé eu tive muita 
Mas nehuma me pegô 
Agora cabei de crê 
Que general num é dotô 
 
Camará...
Iê viva meu mestre
Iê quem me ensinou
Iê a capoeira
 
Bentivi botô gameleira no chão
Bentivi botô
Gameleira no chão
Botô que euvi
Gameleira no chão
Botô botô
Gameleira no chão
 
Camujerê como tá como tá
Camujerê
Como vai vosmecê
Camujerê
Eu vou bem de saúde
Camujerê
Para mim é um prazer
 
Nem tudo que reluz é ouro 
Nem tudo que balança cai 
Nem tudo que reluz é ouro
Nem tudo que balança cai
 
Cai cai cai cai 
Cai cai cai cai
Capoeira balança mas não cai
 
Foi você quem me disse 
Que filho de Bimba não cai 
 
Dona Maria do Camboatá
Ela chega na venda e manda botá
Dona Maria do Camboatá
Ela chega na venda e da salto mortá
Dona Maria do Camboatá 
É do Camboatá é do Camboatá
Dona Maria do Camboatá
 
Santo Antônio é protetor
Da barquinha de Noé
Santo Antônio é protetor
Cariri boca da areia
Santo Antônio é protetor
Nazaré Paranaguá
Santo Antônio é protetor
 
Nega que vende aí
Camujerê
Lembaê lemba
Lemba do barro vermelho
Abalou capoeira abalou

Eu queria morar na bahia

Eu queria morar na Bahia 
Eu queria ir pra São Salvador 
 
Eu queria morar na Bahia 
Eu queria ir pra São Salvador 
 
Ô Bahia terra de mandinga e candomblé 
Agua de côco, cocada baiana e acarajé 
 
Eu queria morar na Bahia 
Eu queria ir pra São Salvador 
 
Caravelas, Boipeba, Itacaré e Corumbau 
Mercado Modelo, rodas de capoeira 
E berimbau, ô Bahia 
 
Eu queria morar na Bahia 
Eu queria ir pra São Salvador 
 
Amaralina, Pelourinho e Abaeté 
Jogo ligeiro nesta arte de bater com o pé 
 
Eu queria morar na Bahia 
Eu queria ir pra São Salvador 
 
Mestre Bimba, Pastinha, Besouro e Aberrê 
Cobrinha Verde, João Grande 
João Pequenho e Mucungê 
 
Eu queria morar na Bahia 
Eu queria ir pra São Salvador 

Eu quero ver maculelê

Maculelê la la e le o,Maculelê la e la la
Maculelê la la e le o,Maculelê la e la la
bate tambor garoto que eu quero ver,
eu quero ver maculelê
bate tambor garoto que eu quero ver,
eu quero ver maculelê

Eu sou angoleiro

Eu sou angoleiro
angoleiro é o que eu sou
eu sou angoleiro
angoleiro de valor
eu sou angoleiro
angoleiro salvador
eu sou angoleiro
angoleiro sim senhor
eu sou angoleiro
meu mestre me ensinou
eu sou angoleiro

Eu sou um menino

Eu sou um menino
Minha mãe soube me educar
Quem anda em terras alheias
Pisa no chão devagar
 
Eu sou um menino
Minha mãe soube me educar
Quem anda em terras alheias
Pisa no chão devagar

Eu tava na bahia

Eu tava lá na Bahia 
Ê Bahia 
 
Quando o berimbau tocou 
Ê Bahia 
 
Lá no alto da ladeira 
Ê Bahia 
 
Capoeira me chamou 
Ê Bahia 
 
Menino vem aprender a jogar 
Capoeira 
 
Menino vem aprender a jogar 
Capoeira 

Eu tenho que ir me embora

Eu tenho que ir-me embora
eu não posso demorar
A maré tá cheia,
eu não posso navegar
Eu Tenho Que Ir-Me Embora
Eu Não Posso Demorar
A maré tá cheia,
eu não posso navegar
Eu Tenho Que Ir-Me Embora
Eu Não Posso Demorar
Eu não posso demorar
eu não posso navegar
Eu Tenho Que Ir-Me Embora
Eu Não Posso Demorar

Eu vi a cutia com coco no dente

Eu vi a cutia com coco no dente,
Com coco no dente com coco no
dente
Eu vi a cutia com coco no dente
Comendo farinha, olhando pra gente.
Eu vi a cutia com coco no dente
Com coco no dente com coco no
dente.

Eu vi relampear (boa voz)

Eu vi relampear 
O iaiá, eu vi relampear 
 
Meu Deus, eu vi relampear 
Na roda relampear 
Sem barulho de trovão 
Pé passou perto demais 
Se não esquiva o cabra cai! 
Navalha riscou ligeiro 
Faisca brilhou no ar 
Iaiá lá vem cruzo de carreiro 
Golpe que vale lembrar 
O dindinha meu joelho 
Cuidado pra não quebrar 

Eu vim de luanda

Eu vim de Luanda é... 
Ê Luanda 
 
Fui trazido de navio 
Vi o meu irmão sofrer 
No açoite do chicote 
Apanhava até morrer 
 
O meu pai disse meu filho 
Fuja para não morrer 
O meu pai não fujo não 
A batalha eu vou vencer 
 
Nossa arte Brasileira 
Descendente das culturas 
De origens Africana 
N’golo Cambangula e Bassúla 
 
Africano no Brasil 
Com o Indio Guarany 
E o branco estrangeiro 
Formaram o povo Brasileiro 
 
Criou uma raça mestiça 
Conhecida no mundo inteiro 
Boa de bola e de ginga 
E tambem hospitalheiro 

Eu vim pela mata eu vinha

Eu vim pela mata eu vinha
Eu vim pela mata escura
Eu vi seu Maculelê
No clarear, no clarear da lua
 
Eu vim, pela mata eu vinha
Eu vim pela mata escura
Eu vi seu Maculelê
No clarear, no clarear da lua

Eu vou

Hoje eu vou, 
Vou jogar capoeira, eu vou 
Hoje eu vou, 
Vou jogar Capoeira, euvou 
 
Eu vou jogar Capoeira 
Eu vou tocar meu berimbau 
 
Eu vou jogar Capoeira 
Eu vou tocar meu berimbau 
 
Este jogo que é mandinga e malícia 
É luta, que também é mortal 
 
Eu vou jogar Capoeira 
Eu vou tocar meu berimbau 
 
Angola e a Cavalaria 
Iúna, São Bento Regional 
 
Eu vou jogar Capoeira 
Eu vou tocar meu berimbau 
 
Eu vou dançar ao some de um instrumento 
Todo feito de arame e de pau 
 
Eu vou jogar Capoeira 
Eu vou tocar meu berimbau 
 
Eu já rodei o mundo inteiro 
Mas nunca vi nada assim igual 
 
Eu vou jogar Capoeira 
Eu vou tocar meu berimbau 
 
Rabo de arraia, meia lua, martelo e rolê 
Faca de ponta, navalha cortando é pra valer 

Faca de ponta

Faca de ponta quer lhe furar 
Cuidado moço que o negro quer lhe pegar 
 
Faca de ponta quer lhe furar 
Cuidado moço que o negro quer lhe pegar 
 
Esse negro mandingueiro 
Ta lhe armando uma emboscada 
Espera você passar 
Sozinho pela estrada 
Escondido numa moita 
Com sua faca amolada 
 
Faca de ponta quer lhe furar 
Cuidado moço que o negro quer lhe pegar 
 
No toque do berimbau 
O jogo é a lei do cão 
O negro levou rasteira 
Na roda caiu no chão 
Agora jura vingança 
Com sua faca na mão 
 
Faca de ponta quer lhe furar 
Cuidado moço que o negro quer lhe pegar 
 
Berimbau tocou São Bento 
Hoje o jogo é pra valer 
Se você não der no negro 
O negro dá em você 
 
Faca de ponta quer lhe furar 
Cuidado moço que o negro quer lhe pegar 
 
Mas você é capoeira 
E tem que usar mandinga 
No molejo da esquiva 
Pra que a faca não te atinja

Falso capoeira

Mas você diz que é professor. 
Professor de quê? 
Você diz que é instrutor. 
Instrutor de quê? 
Você diz que já é mestre. 
Mestre de quem? 
Só vejo você sozinho, 
você não treina com ninguém. 
Não sabe dar uma armada, 
muito menos uma rastreira. 
Só fica se gabando dizendo que é capoeira. 
E quando entra na roda, 
é um desastre total. 
Não sabe bater uma palma, 
nem tocar um berimbau. 
Olha aí meu camarada, 
ouça o que eu vou lhe dizer, 
procure um sábio mestre, 
procure aprender. 
 
Composição: Tatinho. Intérprete: Tatinho.

Famoso capoeira/arte de valor/mestre innovador

Relampejou no galho da serengueira. 
Vou falar de Mestre Dinho um famoso capoeira 
La tem jogo corrido, tem Iuna mandigueira, 
La tem jogo de Angola na roda da Capoeira. 
 
Esse estilo rico e forte, Mestre Dinho foi quem criou 
Se espelhou em Mestre Bimba e o sucesso chegou. 
 
Essa arte é brasileira e sucesso nacional, viajou ganhou 
O mundo nosso arte marcial. 
 
A capoeira é uma arte de valor e uma luta brasileira 
Que alguem me ensinou. Agradeço ao Mestre Dinho 
 
É da Topazio em Salvador 
E da Liberdade eu sei que sou 
 
E da Liberdade eu sei que sou 
Fala minha Bahia, joga Capoeira na Liberdade 
Mestre Dinho não é brincadeira. 
 
É discipulo de seu Bimba, 
Da mortal e da rasteira, 
É jiu jitsu e valetudo e é Mestre de Capoeira, 
Jogador, jogador 
Jogador de Capoeira… 
 
Composição: Famoso Capoeira - Negão Interprete: Tatinho 
Arte de Valor - Serjão Interprete: Tatinho 
Mestre Innovador - Serjão Interprete: Tatinho

Fazendo versos (autor: boa voz)

Fazendo versos eu ja venho ha muito tempo 
Valei-me Deus, nesse momento 
Fazendo versos eu ja venho ha muito tempo 
Valei-me Deus, nesse momento 
 
Letras sem pé nem cabeça 
Começa pelo final 
Não importa, colega velho 
Quem manda é o berimbau 
 
Inspiração é coisa que só Deus dá 
É coisa que tem mistério 
Ninguém sabe explicar 
 
Aprende a rimar com A, 
Aprende a rimar com B 
Respeitando fundamentos 
Pro mundo ouvir você 
 
Ouvi Mestre Valdemar 
Traira e Cobrinha Verde 
João Grande e João pequeno 
Caiçaras e Mucungê 
 
Não sempre que se entende 
O que eles querem dizer 
Mas arrepia o seu corpo 
E faz teu sangue ferver 

Foi no clarão da lua

Foi.....
Foi no clarão da lua
que eu vi acontecer
Num vale tudo com jiu-jitsu
o capoeira vencer., mas foi
Foi.....
Foi no clarão da lua
que eu vi acontecer
Num vale tudo com jiu-jitsu
o capoeira vencer
Deu armada, e deu rasteira
meia lua e a ponteira
logo no primeiro round
venceu o capoeira
em baixo do ring
mestre bimba vibrava
tocando seu berimbau
enquanto a gente cantava
Foi.....
Foi no clarão da lua
que eu vi acontecer
Num vale tudo com jiu-jitsu
o capoeira vencer

Grandes mestres no ceú

REFRAO: Eu vi a folha da palmeira balançar 
Oi lá no ceú os grandes mestres foram jogar 
CORO REFRAO 
Pois vi Zumbi e o Besouro Mangangá 
Tem Aberre, seu Pastinha e Waldemar 
CORO REFRAO 
Chegou Manduca, seu Bobó e Acarajé 
Mestre Limão, Canjiquinha e o Paulão 
CORO REFRAO 
Tem o Gigante e o Totonho de Maré 
Seu , Ferreira e Paraná 
CORO REFRAO 
Eu sei que um día nessa roda eu vou jogar 
Tou esperando os grandes mestres me chamar 
CORO REFRAO 
E já no ceú, na terra e tanbem no mar 
A capoeira já não pode mais parar 
CORO REFRAO 
(se repite la canción entera) 

Graúna (boa voz)

Graúna, Graúna, onde vai você? 
Onde vai, onde vai você? 
 
Graúna, onde vai você ? 
Vou cantar lá no ipel 
Eu ia pelo caminho 
Quando ouvi o seu cantar 
Não me pergunte porque 
Comecei arrepiar 
Me lembrei da capoeira 
E dos nossos ancestrais 
De repente fez silêncio 
Ela parou de cantar 
A ave bateu asa 
Ai meu Deus, foi cantar noutro lugar 
Onde vai Graúna, onde vai você! 

Gunga é meu, gunga é meu

Gunga é meu, gunga é meu
Gunga é meu, é meu, é meu
Gunga É Meu, Gunga É Meu
Gunga é meu, foi pai quem me deu
Gunga É Meu, Gunga É Meu
Gunga é meu, eu não dou a ninguém
Gunga É Meu, Gunga É Meu
Eu não vendo, eu não dou

Hoje é dia de nossa senhora

Hoje é dia de nossa senhora
A conceição viemos louvar
A trovoada ronca no mar
Aranda ie ie e, aranda ie ie a
Hoje é dia de nossa senhora
A conceição viemos louvar
A trovoada ronca no mar
Aranda ie ie e, aranda ie ie a
Aranda ie ie e, aranda ie ie a
Aranda ie ie e, aranda ie ie a

Homenagem a zumbi dos palmares

Angola terra dos meus ancestrais; 
Angola; 
De onde veio a capoeira; 
Angola; 
Do toque do berimbau; 
Angola; 
E vivia no Quilombo; 
O valente rei Zumbi; 
Guerreiro de muitas lutas; 
Por seu povo sofredor; 
Foi general de batalha; 
Sem patente militar; 
Inteligência e coragem; 
Não lhe podia faltar; 
Ele nasceu no Quilombo; 
Porém foi aprisionado; 
Criado por padre Antônio; 
Francisco foi batizado; 
Aprendeu lingua de branco; 
Mas não se subordinou; 
Dentro dele era mais forte; 
O seu "eu" de lutador; 
Fugindo para Palmares; 
Ganga Zumba o recebeu; 
O Quilombo estava em festa; 
Viva Zumbi Ganga o rei; 
Foi quando tudo mudou; 
Até vir a traição; 
Mataram Zumbi guerreiro; 
Sem nenhuma compaixão; 
Seu nome será lembrado; 
Para sempre na história; 
Força de espírito presente; 
Não nos saia da memória; 
 
Iê, viva meu Deus; 
(Refrão) Iêêêê, viva meu Deus, camará;(Refrão) 
 
Iê, viva Zumbi; 
(Refrão) Iêêêê, viva Zumbi, camará;(Refrão) 
 
Iê, viva meu Mestre; 
(Refrão) Iêêêê, viva meu Mestre, camará;(Refrão) 
 
Iê, a capoeira; 
(Refrão) Iêêêê, a capoeira, camará;(Refrão) 
 
Iê, viva Deus do céu; 
(Refrão) Iêêêê, viva Deus do céu, camará;(Refrão) 
 
Iê, salve a Bahia; 
(Refrão) Iêêêê, salve a Bahia, camará;(Refrão) 

Hora de lutar

Autores: Peter e Maxuel 
Eu sinto em minha pele 
A dor do meu passado 
Era do negro forte 
No tempo que era escravo 
 
Escutei histórias antigas 
De que nego tinha mandinga 
Que fugia do feitor 
Usando a sabedoria 
 
Mais aqueles que ficavam 
Senhor neles descontava 
Dizendo nego trabalha 
E ainda por cima o torturava 
 
Negro criou a capoeira 
Cansado de lamentar 
Pedia força pro santo 
Que era hora de lutar 
 
Que era hora de lutar 
Que era hora de lutar

Iaia ioio

Quando o meu mestre se foi
Toda a bahia chorou
Iaia ioio
Iaia ioio iaia ioio
Oi menino com quem tu aprendeu
Oi menino com quem tu aprendeu
Aprendeu a jogar capoeira aprendeu
Quem te ensinou já morreu
Quem te ensinou já morreu
O seu nome esta gravado
Na terra onde ele nasceu
Salve o mestre Bimba
Salve a Ilha de Maré
Salve o mestre que me ensinou
A mandinga de bater com o pé
Iaia ioio
Iaia ioio iaia ioio
Mandingueiro
Cheio de malevolência
Era ligeiro o meu mestre
Que jogava conforme a cadência
Do bater do berimbau
Salve o mestre Bimba
Criador da regional
Salve o mestre bimba
Criador da regional
Iaiá Ioiô
Iaiá Ioiô Iaiá Ioiô
Aprendeu meia- lua aprendeu
martelo e rabo- de- arraia
Jogava no pé da ladeira
Muitas vezes na beira da praia
Salve São Salvador
A Bahia de maré
Salve o mestre que me ensinou
A mandinga de bater com o pé
Iaia ioio
Iaia ioio iaia ioio
Quando meu mestre se foi
Toda a bahia chorou
Iaia ioio
Iaiá Ioiô Iaiá Ioiô

Iê parana

Iê parana
Parana parana iê parana
iê parana
É para boa maneira
iê parana
Quero ouvir vocês cantar
iê parana
Meia lua e rasteira
iê parana
Na roda de capoeira
iê parana
Parana parana iê parana
iê parana
Meu para parana iê parana
iê parana
Meu para é melhor que você parana
iê parana
E o coro vai ajudar parana
iê parana
Terra boa de morar parana
iê parana
Terra que você planta dar parana

Iê quem foi seu mestre?

Iê quem foi seu mestre?
Menino quem foi seu mestre?
Meu mestre foi Salomão
Discípulo que aprendo
Mestre que deu lição
O mestre que me ensinou
Que veio da conceição
A ele devo dinheiro
Saúde e obrigação
Segredo de São Cosme
Mas quem sabe é São Damião, camará
Água de beber (Ê-ê água de beber, camará)
Êi aruandê (Ê-ê aruandê, camará)
Aiai camaradinho (Ê-ê camaradinho, camará)
Ai tamo na escola (Ê-ê tamo na escola, camará)
Oiá aprendendo a lê (Ê-ê, aprendendo a lê, camará)
Água de benzê (Ê-ê, água benzê, camará)
Oiá faca de ponta (Ê-ê faca de ponta, camará)
Ê sabe furá (Ê-ê sabe furá, camará)
Iê quer me matar (Ê-ê quer me matar, camará)
Ai viva deus do céu (Ê-ê viva deus do céu, camará)
Aiai viva meu mestre (Ê-ê viva meu mestre, camará)
Iê quem me ensinou (Ê-ê quem me ensinou, camará)
Aiai a malandragem (Ê-ê a malandragem, camará)
Iê volta do mundo (Ê-ê volta do mundo, camará)

Ingratidão (autor: boa voz)

Quati sozinho na mata 
É papa de onça 
Quati sozinho na mata 
É papa de onça 
 
Quando o quati tá no bando 
Põe a onça pra correr 
Mas quando ele tá sozinho 
Ele vira de comer 
 
Esse canto é um aviso 
Pra você capoeirista 
Respeita sempre o seu mestre 
Que te prepara pra vida 
 
Bicho ingrato é coisa feia 
Depois que caiu na rede 
So resta aos seus companheiros 
Por o couro na parede 
 
Na vida tem coisas tristes 
Mas também tem alegrias 
No jogo da capoeira 
Preze a sua parceria 
 

Isso é coisa da gente

Se você faz um jogo ligeiro
dá um pulo pra lá e pra cá
não se julgue tão bom capoeira
Que a capoeira não é tão vulgar
Para ser um bom capoeirista
pra ter muita gente que lhe dè valor
você tem que ter muita humildade
Tocar instrumentos, ser um bom
professor
O capoeira faz chula bonita
canta um lamento com muito emoção
quando vê seu mestre jogando
Sente alegria no seu coração
Ele joga angola miudinho
se a coisa esquenta não corre do
pau
Tem amigos por todos os lados
um grande sorriso também não faz
mal
Isso é coisa da gente
ginga pra lá e pra cá
mexe o corpo ligeiro
a mandinga não pode acabar
Isso é coisa da gente
ginga pra lá e pra cá
mexe o corpo ligeiro
a mandinga não pode acabar

Jogar capoeira de angola

Jogar capoeira de angola
Não é brincadeira
Menino vem ver lelê
Com a cabeça no chão
Vai saindo de aú
Completando rolê
Jogar capoeira de angola
Não é brincadeira
Menino vem ver lelê
Com a cabeça no chão
Vai saindo de aú
Completando role
Eu fui lá no cais da bahia
Jogar capoeira
Lembrei de pastinha e seu Aberrê*
lelê
Capoeira de angola
Não é brincadeira
menino vem ver
Jogar capoeira de angola
Não é brincadeira
Menino vem ver lelê
Com a cabeça no chão
Vai saindo de aú
Completando role
Porquinho sempre falou
Solte o corpo menino
Deixe de falar
Tem que ter sentimento
Para capoeira de angola jogar
Jogar capoeira de angola
Não é brincadeira
Menino vem ver lelê
Com a cabeça no chão
Vai saindo de aú
Completando role
Você diz que entra na roda
Com ginga de corpo sabe balançar
Tem que ser mandingueiro
Para capoeira de angola jogar

Jogo arrepiado

Lá na mata escura, o galo cacarejou
Nessa roda mandigueira o jogo arrepiou
Ole-le-ô, o jogo arrepiou
 
Quem não quer melar o dedo, não come do vatapá
Quem não tem o couro grosso nessa roda vai sobrar
Ole-le-ô, o jogo arrepiou
 
Oi sim, sim, sim, 
Oi não, não, não
 
Oi sim, sim, sim, 
Oi não, não, não
 
Mas hoje tem amanhã não, mas hoje tem amanha não
Oi sim, sim, sim, 
Oi não, não, não
 
Mas o facão bateu em baixo, comadre
A banananeira caiu
Mas o facao bateu em baixo, compadre
A bananeira caiu
Cai, cai, cai bananeira
A bananeira caiu
Cai, cai, cai, cai, cai bananeira
A bananeira caiu
 
Mas eu pisei na folha seca eu ouvi fazer xuê, xuá
Xuê, xuê, xuê, xuá
eu ouvi fazer, xuê, xuá
 
Lá na mata escura, o galo cacarejou
Nessa roda mandigueira o jogo arrepiou
Ole-le-ô o jogo arrepiou
Ole-le-ô o jogo arrepiou, macá
 
Quebra la mi cumugê, macá (Quebra milho como gente, macaco)

Jogo da bassúla

Lá na Ilha de Luanda (x2) 
Pescador já vem do mar 
Vem trazendo bom pescado 
Graças a velha Kianda 
Nossa Rainha do Mar 
 
No Jogo da Bassúla 
Negro vai te derrubar 
Cuidado menino pescador 
já vem do mar 
 
No jogo da Bassula 
Negro vai te derrubar 
Pescador tem tradição para 
seu filho ensinar 
 
 
No jogo da Bassula 
Negro vai te derrubar 
Vem trazendo bom pescado 
para um mufete preparar 
 
 
No jogo da Bassula 
Negro vai te derrubar 
No jogo da capoeira 
A Bassúla eu vou botar 
 
 
No jogo da Bassula 
Negro vai te derrubar 
lemanjá velha Kianda nossa 
Rainha do Mar 
 
 
No jogo da Bassula 
Negro vai te derrubar 
No tronco do imbondeiro 
faz se casa pra morar 

Jogo de angola

No tempo que o negro 
Chegava fechado em gaiola 
Nasceu no Brasil, quilombo 
E quilombola 
E todo dia negro fugia 
Jogando a corriola 
De faca de ponta e zunido de bala 
Negro voltava pra argola 
No meio da senzala 
E ao som do tambor 
Primitivo berimbau, marca 
E viola 
Negro gritava abre alas! 
Vai ter jogo de angola 
Perna de brigar camará 
Perna de brigar olé 
Ferro de furar camará 
Ferro de furar olé 
Arma de atirar câmara 
Arma de atirar olé, olé 
Dança guerreira 
Corpo do negro e de mola 
Na capoeira 
Negro embola e desmbola 
E a dança que era 
Uma festa do dono da terra 
Virou a principal defesa 
Do negro na guerra, pelo 
O que se chamou libertação! 
E por toda força, coragem e rebeldia 
Louvado será todo dia 
Esse povo cantar e lembrar 
O jogo de angola da escravidão 
Do Brasil 

Jogo de dentro, jogo de fora

Jogo de dentro, jogo de fora *
Joga bonito no jogo de Angola
Jogo de dentro, jogo de fora
Valha me Deus, minha Nossa
Senhora
Jogo de dentro, jogo de fora

Lá vem vindo

Lá vem vindo, lá vem só
É Capoeirista, com a força maior
Lá vem vindo, lá vem só
A força divina com a força maior
Lá vem vindo, lá vem só

Laça laça laçador quero ver voce lacar

E ie e ie a,e ie e a
E ie e ie a,e ie e a
Maculelê guerreiro
Caboclo maracaia
E filho de Ogum e Oxoci,do meu pai Oxala
Laça laça laçador quero ver voce lacar
Laça laça laçador quero ver voce lacar
Version 2 :
Maculelê é guerreiro , caboclo Marajuará, ele é filho de Ogun e de Oxossí e de meu Pai Oxála
Maculelê é guerreiro , caboclo Marajuará, ele é filho de Ogun e de Oxossí e de meu Pai Oxála
Caboclo roxo da pele morena ele é Oxossí cacador lá da Jurema
Caboclo roxo da pele morena ele é Oxossí cacador lá da Jurema
Ele jurou tornou a jurar de seguir os conselhos que a Jurema mandou dar
Ele jurou tornou a jurar de seguir os conselhos que a Jurema mandou
Nao me mate a cobra nao me pise na coral
Nao me mate a cobra nao me pise na coral

Lamento da bahia

A Bahia chorou 
A Bahia chorou 
A Bahia chorou chorou 
A Bahia chorou 
 
Foi se embora Mestre Bimba 
Que a regional criou 
Mas deixou a capoeira 
Nossa arte de valor 
 
Na roda dos velhos Mestres 
Só se ouvia um lamento 
Foi se embora seu Pastinha 
Foi morar no finamento 
 
Berimbau tava tão triste 
Eu não sabia o porque 
Percebi que era saudade 
Do saudoso Aberrê 
 
Na roda do cáis do porto 
Berimbau silenciou 
Foi se embora Waldemar 
O maior dos cantador 
 
A Bahia sente a falta 
Mas devia recordar 
De Traira, Canjiquinha 
E Besouro Mangangá 

Lamento do berimbau (pelezinho/go)

Berimbau chorou 
Chorou de lágrima 
Chorou de lágrima 
Chorou de lágrima 
 
Berimbau chorou de lágrima 
Por causa de uma nação 
Só Deus sabe o sofrimento 
Que o negro teve na escravidão, berimbau chorou 
 
Negro deu volta ao mundo 
No berimbau se agachou 
Berimbau viu tanto sofrimento 
Que até o arame se quebrou, berimbau chorou 
 
A amargura e tristeza 
Na senzala de sinhá 
Gunga, médio e viola 
Estavam ali pra consolar, berimbau chorou 
 
Berimbau chorou de lágrima 
Castigo de uma nação 
Sé Deus sabe o sofrimento 
Que o negro teve na escravidão, berimbau chorou 
 
Berimbau chorou de lágrima 
Uma lágrima sentida 
Adeus mano velho 
É hora da despidida, berimbau chorou 

Lamento do menino

Certa vez eu caminhava 
Senti um aperto no coração 
Vi um menino chorando 
Com se u berimbau na mão 
Perguntei para o menino 
O que foi que aconteceu 
O menino ainda chorando 
Disse meu mestre morreu 
Eu sentei com o menino 
E comecei a lhe explicar 
Que seu mestre ele partiu 
Foi pro céu com Deus morar 
Foi pra perto de seu Bimba, 
Pastinha e Besouro Mangangá 
Foi pra junto de Trairá, Canjiquinha 
E o mestre Waldemar 
Onde tu tiver jogando 
Teu mestre vai estar lá 
Para guiar os seus caminhos 
Junto com seu pai Oxalá 
Ô menino tu não chora (bis) 
Teu mestre não vai gostar 
Porque tu es a semente 
Que um dia vai brotar 
O menino levantou 
E com um gesto sorridente 
Apertando a minha mão 
E caminhou logo sorridente 
Apertando a minha mão 
E caminhou logo contente 
O seu gesto sorridente 
Isso sim me comoveu 
Porque vi que o menino 
Naquele momento entendeu 
 
Coro: 
Não chora menino, não fique a chorar, 
Não chora menino 
Que teu mestre foi pro céu com Deus morar 

Lava, lava, lavadeira

Lava, lava, lavadeira
A roupa do Capoeira
Lava, lava, lavadeira
A roupa do Capoeira
Porque hoje é domingo
Amanhã segunda feira
Hoje a festa é no bonfim
Amanhã é na ribeira
Oi, vai ter roda de samba
E jogo de capoeira
Moleque, tome cuidado
Com o tombo da ladeira
Sua roupa está limpa
Coitada da lavadeira
Lava, lava, lavadeira
A roupa do capoeira
Lava, lava, lavadeira
A roupa do capoeira

Le la lae lae la

Le La Lae Lae La
La Lae Lae La
Le Le Le Le La La
Le La Lae Lae La
La Lae Lae La
Le Le Le Le La La
Berimbau chamou pro jogo
Pandeiro me respondeu
O Atabaque já entrou
Mestre Bimba apareceu
La Lae Lae La
Coro
Manoel dos Reis Machado
Criador da Regional
Espalhando pelo mundo
Essa cultura national
La Lae Lae La
Coro
Lá no cais se batizou
A Capoeira Regional
Espalhando pelo mundo
Essa arte marcial
La Lae Lae La
Coro

Lei áurea

Dorme preso como animais 
Acorda cedo pra trabalhar 
Era na foice e no machado 
Com o facão nos canaviais 
 
Quatorze horas por dia 
E sem poder reclamar 
O negro caia cansado 
E logo era chicoteado 
 
E gritava... não bata neu mais não 
Não bata neu mais não, não bata neu mais não 
Seu feitor que eu vou me levantar 
 
Coro: 
Não bata neu mais não, não bata neu mais não 
Não bata neu mais não 
Seu feitor que eu vou me levantar 
 
Mil oitocentos e oitenta e oito 
A lei áurea Isabel assinou 
O negro foi jogado na rua 
essa lei não adiantou 
 
Com saudades da terra natal 
Com aperto no coraçao 
O negro já não apanha mais 
Mas continua na escravidão 
 
Libertação, Libertação, 
Libertação, olha o negro Libertação 
 
Coro: 
Libertação, Libertação, 
Libertação, olha o negro Libertação 
 

Lembranças

Às vezes paro, e me pego a recordar 
Eu ainda era menino, mas pra sempre vou lembrar 
Um grande amigo, me falou vou te mostrar 
A luta da capoeira, que comecei a treinar 
O interesse,te confesso que foi pouco 
Só que quando lá cheguei 
Fui ficando quase louco 
Eu via aquilo, não podia acreditar 
Na rapidez, que eu via a perna passar 
Do outro lado, vi um menino jogar... 
Era um tal de Lelu... 
Coisa igual eu nunca vi 
Desde o norte até o sul 
Em cada tinha, um molejo pertinente 
Tinha um gingado no corpo 
Era mesmo diferente... 
Ali na porta, eu estava a admirar 
Quando um homem de repente 
Me chamou pra conversar 
Ele me disse que essa é a capoeira 
Que é cultura brasileira 
Se quiser posso ensinar... 
Não exitei, nem um pouco em aceitar 
Jogo até hoje, não consigo mais parar 
Não me arrependo e sei que valeu a pena 
Fico muito agradecido 
Ao meu grande Mestre Tena 
O mundo gira, e faz o tempo passar 
Muitas lembranças, ele pode apagar 
Mas do mestre, eu pra sempre vou lembrar 
Porque ele fez, minha vida melhorar 
Que Deus proteja, quem me ensinou a jogar 
Esta tal de capoeira 
Eu te juro a vida inteira 
Que pra sempre vou jogar 
Leleleo, lelelea 
Do Mestre Tena, eu pra sempre vou lembrar, olele 
(coro) Leleleo, lelelea 
Foi Mestre Tena, que me ensinou a jogar, olele 
(coro) Leleleo, lelelea 

Lenda viva (boa voz)

Mandei, caiá meu sobrado 
Mandei, mandei, mandei 
Mandei caiá de amarelo 
Caiei, caiei, caiei! 
 
Amarelo que lembra dourado 
Dourado, que é meu berimbau 
Dourado, de cordão de ouro 
Besouro, Besouro, Besouro 
 
Pra quem nunca ouviu falar 
Pra aqueles que dizem: é lenda! 
Pois saibam que Besouro preto 
Viveu, viveu e morreu! 
 
Pras bandas de Maracangalha, 
Sem temer a inimigo nenhum 
Não valeu, seu corpo fechado 
Pras facas de aticum! 
 
Mas mesmo depois de morto 
Entre uma e outra cantiga 
Besouro vai sempre viver 
Enquanto existir mandinga! 
 
Mandei, caiá meu sobrado 
Mandei, mandei, mandei 
Mandei caiá de amarelo 
Caiei, caiei, caiei! 
 
Iê viva meu Deus! 
Iê viva meu Deus, camará ! 
Iê viva meu mestre! 
Iê viva meu mestre, camará ! 
Iê na capoeira! 
Iê na capoeira, camará ! 
Iê vamos embora ! 
Iê vamos embora, camará ! 

Leva eu para angola

Leva eu pra Angola êê 
Leva eu pra Angola êâ 
Pra saber dos fundamentos 
Entender capoeira (coro) 
 
Angola do Imbundeiro 
Da manha do mandingueiro 
Pra entender a capoeira 
Você tem que ir lá primeiro 
 
Entender a capoeira 
E as lutas que tem lá 
No N’golo e na Bassúla 
O nego faz derrubar 
 
Lá nasceu o berimbau 
Quem comanda agora é o Gunga 
Em Luanda chamam Ungo 
Em Beguela é Mburunbunba 
 
Terra que tem energia 
Você sente a emoção 
A cultura do meu povo 
Carrego no coração 
 
Passando por Luanda 
Eu pude presenciar 
As histórias de Muxima 
E a energia que tem lá 
 
Santa Maria na Bahia 
Cupela na capital 
Hoje em dia virou jogo 
No toque do Berimbau 

Leva morena me leva

Leva morena me leva
Me leva pro seu bangalo
Leva morena me leva
Me leva pro seu bangalo
Leva morena me leva
Eu sou Capoeira já disse que sou
Leva morena me leva
Me leva pro seu bangalo
Leva morena me leva
O hoje faz frio, amanhã faz calor
Leva morena me leva
Me leva pro seu bangalo
Leva morena me leva
Me leva pro baixo do seu cobertor
Leva morena me leva
Me leva pro seu bangalo
Leva morena me leva
Hoje sou pobre, amanhã sou doutor
Leva morena me leva
Me leva pro seu bangalo

Lição do capoeira

Neste mundo de meu Deus (2x) 
só vejo ingratidao 
Amigo traindo amigo 
que um dia lhe estendeu a mão 
 
Mas o mundo dá muitas voltas 
e das voltas vem a lição 
E hoje quem está por cima 
amanhá, pode ester no chão 
 
Oi sacode a poeira 
Levanta do chão 
Oi jogue Capoeira 
Conforme a razão 
 
Oi sacode a poeira 
Levanta do chão 
Oi jogue Capoeira 
Conforme a razão 
 
A vida tem dessas coisas 
Que magoa o coração 
Da maldade de um falso amigo 
Eu fiz essa canção 
 
Oi sacode a poeira 
Levanta do chão 
Oi jogue Capoeira 
Conforme a razão 
 
Oi sacode a poeira 
Levanta do chão 
Oi jogue Capoeira 
Conforme a razão 
 
Vou tornar a te dizer 
Pois não guardo ingratidão 
Se um dia você precisar 
Ainda te dou a mão 

Linda bahía

Bahía, linda Bahía 
Terra de tanta beleza 
Há alí Amaralina, lagoa do Abaeté 
Boqueiro de Itapõa, ladeira do Pelourinho 
E no Mercado Modelo, camará, capoeira acarajé…
Viva meu Deus! 
 

Linda morena

Menina dos olhos castanhos. 
Bela flor de framboesa, 
me leve pra minha casa. 
Me tira dessa tristeza. 
Sou um capoeira abandonado, 
desprezado pela vida, conheci uma morena. 
Que mudou a minha vida. 
Morena te olho, te desejo, sinto vontade de ti Ter, 
mas eu sou um negro pobre, 
não tenho nada pra te dar. 
Eu só tenho a capoeira ela vai nos ajudar. 
Toda mulher me deixava 
mas essa não me deixou, 
se todo homem soubesse, 
a mulher dava valor. 
Balança Topázio, 
Topázio balança. 
Capoeira de verdade, 
é Salvador é Bahia. 
 
Composição: Reni e Rasta. Intérprete: Rudson. 

Linda morena

Linda morena, 
Tô ligado em você 
Tô amarrado no seu jeito 
Já não sei o que vou fazer 
Quando te encontro 
Fico parecendo louco 
Agradeço Deus aos poucos 
Quando começo a cantar 
A melodia de amor... 
Linda morena, 
Eu fico passando mal 
Quando vejo seu gingado 
No jogo Regional 
Em harmonia, 
Com o toque do berimbau 
Oooo, morena 
Morena do cheiro de jasmim 
(coro)Oooo, morena 
Morena quero ter você pra mim 
(coro)Oooo, morena 

Livre arbítrio (boa voz)

Só levo pra capoeira 
Quem quiser comigo ir 
Só levo pra capoeira 
Quem quiser comigo ir 
 
Já to nela há tanto tempo 
Que eu já nem me lembro mais! 
Tocando meu berimbau 
E cantando eu sigo em paz 
 
Meu filho disse outro dia 
O meu pai me leva lá 
Quero ouvir esquindum-dum 
Que tu chama berimbau 
 
Obrigar não faço não 
Mas eu levo ele pra ver 
E se for de coração 
Capoeira ele vai ser 
 
Capoeira é esporte 
Saúde filosofia 
Se eu continuar falando 
Converso pra mais de dia 
 
Só quem nasce capoeira 
Sabe a falta que ela faz 
Já tô ficando velhinho 
Cada dia gosto mais! 

Luanda é meu boi

Luanda é meu boi,
Luanda é para
Tereza canta sentado
Oi Marina samba de pè
La no cais da Bahia
Na roda de Capoeira
Não tem lêlê não tem nada
Oi, não tem lêlê nem lala
Oi laê laê la
Oi lêlê
Oi lae lae la
Oi lêlê
Oi la laê la laê la laê o laê la
Oi la laê la laê la laê o laê la
Oi la laê la laê la laê o laê la
Oi la laê la laê la laê o laê la
Oi laê
la laê la
Oi lêlê
la laê la
Oi laê
la laê la
Oi lêlê
la laê la

Luta com dança

Autor: Peninha 
Ê, olha o negro na mata criou, 
olha o negro na mata criou, 
olha o negro na mata criou 
uma luta com dança que o libertou 
 
Ê, se sentindo maltratado 
Olha o negro então criou 
Uma luta de guerreiro 
Que lá em Palmares 
Zumbi ensinou 
 
Ê frente a frente 
Com seu patrão 
Olha o negro então lutou 
Se prepare meu compadre, olha aí 
Sinhosinho sua hora chegou 
 
Ê sinhosinho se lamentava 
Explicando assim então 
Aquela luta de guerreiro 
Que bate com o pé, 
Olha bate com a mão 
 
Olha bate com o pé 
Olha bate com a mão 
 
O Rato cantando 
com o Gunga na mão 
 
A mandinga é do berço 
dizia o Paulão 
 
A navalha cortando, 
olha o negro no chão 
 
Ê liberdade do povo 
Sinhosinho eu quero ter 
O meu quem me mandou 
Colega velho, pra luta até morrer 

Maculelê

Autor: Peninha 
De longe eu venho 
Venho de Luanda 
Bater maculelê 
Na colheita da cana 
 
Oi corta a cana 
Bate o facão 
Salve Popó 
Que ensinou toda a nação 
 
Meu camarada 
Por aqui choveu 
Choveu, choveu 
Oi por aqui choveu 
 
Na grande mata 
O vaqueiro foi buscar 
Seu boi malhado 
Na fazenda de sinhá 
Choveu, choveu 
Oi por aqui choveu 
 
Oi lá lá ê ô lá ê 
Lá lá i lá 
Ô lê lê 
Lá lá i lá 

Maculelê

Coro: 
Sou eu, sou eu, sou eu 
Maculelê, sou eu 
 
E nos viemos das Alagoas 
Somos filho da mata real 
Viva Zumbi, nosso Re negro 
No caminho do canavial 
 
Coro 
 
 
Você bebeu jurema 
Você se embreagou 
Na flor do mesmo pau 
Vós mecê se alevantou 
(O coro repete a Carolina) 
 
Corre pro mato que a batalha começou 
E a Guerra dos Palmares 
Vamos lutar meu senhor 
(O coro repete a Carolina) 
 
Sou eu, sou eu, sou eu, Maculelê, sou eu 
(O coro repete a Carolina) 

Maculelê é valente é gueirreiro

Maculelê é valente é gueirreiro
Maculelê é valente é gueirreiro
é dança de preto velho no tempo do cautiveiro
é dança de preto velho no tempo do cautiveiro
é danca da no escuro ou com luz de candinheiro
é danca da no escuro ou com luz de candinheiro
Maculelê é no pau é no facão
Maculelê é no pau é no facão
é danca do preto velho no tempo da escravidão
é danca do preto velho no tempo da escravidão

Maculelê jurou vingança

Maculelê jurou vingança
e diz que a dança que ele dança é mortal
Maculelê é já folclore
mas já foi luta no canavial
Olêlê Maculelê
Nós vamos vadiar
Olêlê Maculelê
Lá no canavial

Maculelê maculalá

Maculelê Maculalá
Obé Obé Obá obá
Maculelê Maculalá
Obé Obé Obá obá
Eu sou batuqueiro de Aruanda
Eu vim batucar nesse lugar
Eu saúdo esse povo da Bahia
E peço licença pra dançar
Maculelê Maculalá
Obé Obé Obá obá
Eu trago a espada do guerreiro
e a branca bandeira de Oxalá
No peito a estrela radiante
e o grito de paz dos Orixás
Maculelê Maculalá
Obé Obé Obá obá

Maculelé, maracatu

Quando meu filho nascer
Vou perguntar pra parteira
O que é que meu filho vai ser
Meu filho vai ser capoeira
Capoeira capú
Maculelé, maracatu
Não é karaté nem também kung-fu
Maculelé, maracatu
Fui na bahia comer carurú+
Maculelé, maracatu
Vim comer caru e não como angu
Maculelé, maracatu

Mande um abraço pra ela

Capoeira que vem da Bahia 
Vem da terra de São Salvador 
Mande um abraço pra ela 
E diga pro meu amor 
Diga que estou pra morrer de saudade 
Capoeira me chamou 
 
Tico tico canta na mata 
Sabia’ canta na laranjeira 
Nunca vi roda de samba
Sem jogo de capoeira
Eh beriba e’ pau de fazê berimbau 
Beriba é pau 
De fazê berimbau
 
E toma sentido 
No aperto da mão 
Que a capoeira 
E’ historia e tradição 
Eleva o espirito 
Para me inspirar 
Jogo capoeira 
Pra pode me libertar 
Eu falei capoeira ai ai 
 
Eh capoeira ai aia 
E’ um jogo que balança o corpo pra la’ e pra ca’ Eu falei capoeira ai ai ai
 
Entrou pra historia 
No Brasil colonial 
Lutou em batalhas 
Virou luta nacional 
E deu volta ao mundo 
E o mundo virou 
Em terras alheias a todos encantou 
 
Que barulho e’ esse e’ um tal de zum zum zum?
Foi o Manduca da praia que acabou de matar um
Quando a policia chegou foi um tal de auê, auê
Vamo simbora seu moço que essa briga e’ pra vale 

Mandinga de angola

Lá vem menino vem vê; 
Lá vem menino vem vê; 
Pra depois você contar; 
Como foi que aconteceu; 
 
(Refrão)Vem menino vem vê;(Refrão) 
 
Traíra chegou primeiro; 
Agachou no berimbau; 
Do outro lado Cobra Verde; 
Que respondeu ao sinal; 
 
(Refrão) 
 
Um jogo impressionante; 
Que ninguém viu nada igual; 
Era um jogo mandingado; 
De forma tradicional; 
 
(Refrão) 
 
Um bailado perigoso; 
Mas tudo com muita calma; 
Tinha o dentinho de Angola; 
Que era pra assombrar a alma; 
 
(Refrão) 
 
Meia lua de compasso; 
Cabeçada, voadora; 
Rasteira, rabo-de-arraia; 
E a famosa tesoura; 
 
(Refrão) 
 
Enquanto o tempo passava; 
Parecendo não ter fim; 
Outra dupla se agachava; 
E o jogo rolava assim; 
 
(Refrão) 

Maracangaya

Maracangaya danada, Maracangaya malvada, 
REFRAO: quero saber quem matou o meu Besouro vuô 
Besouro Cordão de Ouro, Besouro Cordão de Ouro, 
Quero saber quem matou, o meu Besouro quem foi? 
CORO REFRAO 

Marinheiro só

Eu não sou daqui
Marinheiro só
Eu não tenho amor
Marinheiro só
Eu sou da Bahia
Marinheiro só
De São Salvador
Marinheiro só
Marinheiro, marinheiro,
Marinheiro só
Quem te ensinou a nadar
Marinheiro só
Foi o tombo do navio
Marinheiro só
Ou foi o balanço do mar
Marinheiro só
La vem, la vem,
Marinheiro só
Como ele vem façeiro
Marinheiro só
Como todo de branco
Marinheiro só
Com seu bonezinho
Marinheiro só

Marinheiro só

Eu não sou daqui 
 
Coro: 
Marinheiro só 
 
Eu não tenho amor (coro) 
Eu sou da Bahia (coro) 
De São Salvador (coro) 
 
Ô Marinheiro, Marinheiro (coro) 
Quem te ensinou a nadar (coro) 
O foi tombo do navio (coro) 
O foi o balanço do mar (coro) 
 
Lá vem lá vem (coro) 
Ele vem faceiro (coro) 
Todo de branco (coro) 
Com seu boneizinho(coro) 
 
Sai, Sai, Catarina 
Coro: 
Sai, Sai Catarina 
 
Saia do mar venha ver Idalina (coro) 
Saia do mar venha ver venha ver (coro) 
Saia do mar venha ver Idalina (coro) 

Me leva pra bahia

Ê me leva na Bahia 
Ê leva na Bahia 
Ê me leva na Bahia 
Ê leva na Bahia 
 
Vou conhecer a Fazenda Estiva 
Na terra de Jacobina 
O meu mestre veio de lá 
 
Ê me leva pra Bahia 
Ê leva pra Bahia 
 
Côco mironga 
Na Bahia chama dendê 
Dá o tempero ao Caruru 
E também ao vatapá 
 
Ê me leva pra Bahia 
Ê leva pra Bahia 
 
A casa de pedra 
Que foi cativeiro de escravo 
Onde o navio negreiro 
Chegava na beira do mar 
 
Ê me leva pra Bahia 
Ê leva pra Bahia 
 
Lá tem macumba 
No pé de iroco velho 
Na da casa de Pai Xangô 
No Axé Opô Afonjá 
 
Ê me leva pra Bahia 
Ê leva pra Bahia 
 
Minha Bahia 
Berço da cultura brasileira 
É terra de Mestre Bimba 
E também da capoeira 
 
Ê me leva pra Bahia 
Ê leva pra Bahia 

Menino da pero vaz

Eu mandei 
Um recado lá pro céu 
Pedindo pra Nosso Senhor 
Que olhasse ao chegar 
Que recebesse com glória 
Nosso mestre Waldemar 
A roda deve estar pronta 
Pra quando ele chegar 
Dê lhe um berimbau vozeiro 
E por favor, deixe-o cantar 
Diga lá menino velho 
Como lá na Pero Vaz 
Na Bahia de outrora 
Dos seus tempos de rapaz 
Lá se foi Pastinha e Bimba 
E Besouro Mangangá 
Deus achou que era tempo 
De levar seu Waldemar 
Atenção capoeiristas 
Não é hora pra chorar 
Feche os olhos e imagine 
A roda vai começar, Camará 

Menino não zangue comigo

O menino não fale besteira 
Oi não fale nem de brincadeira 
Que você quer me deixar 
Se eu errei eu peco perdão 
Berimbau toca no coração 
E na roda eu não posso faltar 
Capoeira é a minha escola 
Regional, benguela, angola 
E é menino preste atenção! 
Pois é da capoeira que eu vivo 
Mais menino não zangue comigo 
Você mora o meu coração 
 
Coro: 
Mais menino não zangue comigo 
Você mora o meu coração 

Mercado modelo

Quando chego no mercado modelo
na festa do amanhecer 
ja tem muita gente me esperando
perguntando, negão que vai fazer
eu respondo
eu sou capoeira
e batuquege
la, la, lauá
la, la, lauê
lauê
la, la, lauá
la, la, lauê

Mestre rato

Autores: Marquinho e Maxuel 
À mais de vinte anos 
Ele conheceu a arte 
Hoje roda pelo mundo 
Leva capoeira como um estandarte 
Sempre com muita humildade 
E dedicação 
Tem a luta brasileira 
Dentro do seu coração 
 
Lê, lê, lê , lê, lê a 
Eta cabra pra jogar 
Lê, lê, lê , lê, lê a 
Mestre Rato do Ceará 
 
O seu jogo é bonito 
É bonito de se ver 
O au à meia lua 
O salto mortal e o role 
Quando o bicho ta pegando 
Ele não foge do pau 
Se você quer conhecê-lo 
Vá no Espaço Cultural 

Meu berimbau, instrumento genial

Meu berimbau
Instrumento genial
Meu berimbau
Você é fenomenal!
Meu berimbau
Instrumento genial
Meu berimbau
Você é fenomenal!

Meu camarada

Oi meu amigo, meu irmão, meu camarada, 
Jogador de capoeira, tocador de berimbau. 
Tanbem sofrei e a saudade doio tanto 
que se transformou em canto de vontade de viver. 
Há quanto tempo, tão distantes nos ficamos 
Que hoje nos encontramos que a capoeira é jogada. 
A capoeira, ela é minha estrela guía 
que ilumina noite e día até o manha onde eu viver… 
 
REFRAO: Ai,ai, aide 
 
Joguei bonito que eu quero ver 
CORO REFRAO 
Dona María como vai vosmice 
CORO REFRAO 

Meu camarada - mestre pinheiro - “no pé do berimbau”

Oi meu amigo, meu irmão, meu camarada, 
Jogador de capoeira, tocador de berimbau. 
Tanbem sofrei e a saudade doio tanto 
que se transformou em canto de vontade de viver. 
Há quanto tempo, tão distantes nos ficamos 
Que hoje nos encontramos que a capoeira é jogada. 
A capoeira, ela é minha estrela guía 
que ilumina noite e día até o manha onde eu viver… 
 
REFRAO: Ai,ai, aide 
 
Joguei bonito que eu quero ver 
CORO REFRAO 
Dona María como vai vosmice 
CORO REFRAO 

Meu gunga (com gunga é meu)

Eu já vi cantar de tudo 
Nas rodas de Capoeira 
Louvação pros velhos mestres 
E até pra quem morreu 
 
Do pandeiro e do atabaque 
Do ganzá e do agogô 
Só não vi falar do dia, 
em que o meu gunga quebrou 
 
Cadê meu gunga que me prometeu 
Oiaiá cadê meu gunga que você me prometeu 
 
Tem sempre um cabra na roda 
Que é pra tomar conta disso 
Troca arame, curva verga 
De beriba ou de caniço 
 
Gunga veio do Kikongo 
Me disseram um tempo atrás 
Dizem que é pessoa velha 
Pra mim o meu gunga é muiton mas 
 
Cadê meu gunga que me prometeu 
Oiaiá cadê meu gunga que você me prometeu 
 
Pode ter bom mandingueiro 
Cantador no meu terreiro 
Pouco importa camaradda 
Meu gunga fala primeiro 
 
Gunga é Meu, Gunga é Meu 
Ê gunga é meu foi meu pai que me deu 
 
Gunga é meu, Gunga é meu 
 
Ai Ai, Gunga é meu, Ai Ai gunga é meu 
Gunga é meu, Gunga é meu 
 
Ê gunga é meu foi meu pai que me deu 
Gunga é meu, Gunga é meu 

Moça bonita

Meu berimbau, ele é viola, berimbau 
bom chora na roda Meu berimbau, 
quem me falou. 
Onde tem samba de roda capoeira 
eu também vou. 
Onde tem samba de roda 
capoeira eu também tou. 
Vamos tocar berimbau. 
Vou jogar capoeira. 
Eu vou, eu vou. 
A moça saiu da roda, 
quando o samba esquentou. 
Moça bonita não vá embora, 
se você for, berimbau chora. 
Moça bonita não vá embora, 
se você for, berimbau chora. 
Meu berimbau, ele é viola, berimbau 
bom chora na roda. A pouco tempo 
Dois de Ouro me falou que a Bahia 
terra de São Salvador pau que nasce 
torto vira berimbau eu vi Capenga 
dando até salto mortal. 
 
Composição: Wagner. Intérprete: He-man. 

Moleque é tu

(oi) é tu que é moleque*
Moleque é tu
É tu que é moleque
Moleque é tu
Cala boca, moleque
Moleque é tu
Oi que eu te bato, moleque
Moleque é tu
Eu te pego, moleque
Moleque é tu
Te castigo, moleque
Moleque é tu
Conforme a razão
Moleque é tu
Oi aqui tá o moleque
Moleque é tu
Quem me chamou de moleque
Moleque é tu
Eu te derrubo, moleque
Moleque é tu
Eu te jogo no chão
Moleque é tu
É você que é moleque
Moleque é tu

Mulher na roda

Coro: 
Mulher na roda 
Não é pra enfeitar 
Mulher na roda 
É pra ensinar 
 
É, ela treina com destreza 
E respeita o educador 
Mostrando delicadeza 
E também o seu valor 
 
Coro 
 
Já passou aquele tempo 
Que era só bater pandeiro 
Bater palma e cantar coro 
Pra poder ganhar terreno 
 
Coro 
 
Não precisa dar espaço 
Pois ela já conquistou 
Hoje cantar bem na roda 
Não é só pra cantador 

Mulher, mulher

Autora: Lekinha 
Na capoeira 
No tempo da escravidão 
sofria homem, menino e mulher 
na luta da libertação 
Só que até hoje 
com a discriminação 
mulher sofre preconceito 
com uma dor no coração 
 
Mulher, mulher 
mostra aí o teu valor 
mostra a tua capoeira 
que teu mestre te ensinou 
 
Mulher, mulher 
mostra aí o teu valor 
mostre que o preconceito 
é coisa de sinhá e de sinhô 
 
Mas na batalha feminina 
para ganhar o seu lugar 
conquistando o seu valor 
não precisa ser vulgar 
Não precisa jogo cuidadoso 
ela aprendeu a jogar 
é só se ver na mulher 
esse brilho no olhar 

Mundo engenador (domínio público)

Todo mundo quer ser bom 
Todo mundo quer ser bom 
Mas ruim ninguém quer ser 
Todo mundo quer matar 
Mas ninguém não quer morrer 
Já não sei como se vive, colega velho 
Nesse mundo engenador 
Fala muito é falador 
Quem fala pouco é manhoso 
Come muito é guloso 
Come pouco é sovino 
Se bater é desordeiro, colega velho 
Se apanha ele é mofino 
Trabalho tem marimbondo, oi iaiá 
Fazer casa no capim 
Vem o vento leva ela, ai meu Deus 
Marimbondo leva fim 
Caveira que te matou, ai meu Deus 
Foi a lingua meu senhor 
Eu sempre te dei conselho 
Tu pensava ser ruim 
E eu sempre lhe avisando 
Colega velho 
Inveja matou Caim, camará 
 
Iê, é hora é hora 
Iê, viva meu Deus 
Iê, galo cantou 
Iê, cocoroco… 

Na áfrica distante

Deixou umos laços na África distante, veio de Angola no navio negreiro 
Deixou seu pãe deixou sua mãe, deixou os filhos de seu coração 
CORO REPITE 
Aquí chegando não perdia historia foi vendido como um animal 
Trabalhou duro lá no cautiveiro plantando cana plantando café -CORO BIS 
 
Surgiou um dia um negro valente, que seus irmãos ele libertou 
Se organizarom em varios quilombos, lá em Palmares onde comandou –CB 
 
Ai surgiou o Capitão do Mato um homen frio grande matador 
Subiu na serra as companhoês potentes o grande chefe ele derrotou –CB 
 
Zumbi foi herido quando ele quis fugir mais atrido por um companheiro 
Se foi de moço foi esquartejado e sua cabeça em um pau picado 
 
Zumbi deu força como é a liberdade, Zumbi é correio onde é saudade 
Deixou para nos a capoeira como herança, como proteção -CORO BIS 

Na estrada da vida

Autor: Maxuel 
Na Estrada da vida 
Eu jogo capoeira 
Vou aprendendo essa arte 
Cem por cento brasileira 
 
To nessa corrida a anos 
Mas só agora posso entender 
Que no jogo da capoeira 
Respeito e humildade 
Você tem que ter 
 
Mas nessa Estrada 
O mundo da voltas 
Você vai aprender 
Capoeira imita a vida 
Hoje ta ganhando 
Mas pode perder 
 
O capoeira é astuto 
Malandro, esperto 
Cuidado você 
Que acha que pode com tudo 
Quem manda no mundo 
É deus, pode ver 

Na mare mansa

Na maré mansa já sei remar 
Na maré brava meu barco não vai virar 
 
Eu já remo a muito tempo 
E sei que não é atoa 
Nem a chuva nem o vento 
Vão virar minha canoa 
 
Não me iludo com a lua 
Nem com o canto de sereia 
Sou filho de jangadeiro 
Pescador sou capoeira 
 
Pode cair temestade 
Pode vir tempo ruim 
Que a vida de um capoeira 
Eu já sei é mesmo assim 

Na vida tudo acontece

Na vida tudo acontece 
Olha o que aconteceu 
João teve ouro teve gado 
Hojge ele é um empregado 
Na fazenda que era sua 
Hoje ele toca o gado 
Já teve várias mulheres 
Vários carros importados 
Hoje tem uma carroça 
E um cavalo impacado 
Uma casa com goteira 
Sobre a luz do lampião 
Bebida e mulher 
Foi a sua perdição 
Hoje nao tem mais dinheiro 
A mulher lhe abandonou 
Hoje vive pelo mundo 
Disprezado sem valor 
Camará... 

Nasci no cautiveiro

Eu nasci no cautiveiro, trabalhei duro no canavial, 
Plantei cana eu plantei café, quase morri de tanto trabalhar… 
CORO REFRAO: Vou cortra cana eu vou, colher café eu vou 
Se não colher eu vou, vou por carbão eu vou (BIS) 
No Engenho foi carregando o açucar e o melaço 
Para adoçar a vida de quem tem me maltratado 
CORO REFRAO 
Apanhei coco, apanhei cacao o algodão foi fenomenal 
O feijão era especial e o milho para façer mingão 
CORO REFRAO 
Lá no tronco foi amarrado, com chicote foi castigado, 
O feitor me maltratou e o meu sangue ele derramou 
CORO REFRAO 
SOLO REFRAO 
CORO REFRAO 
 

Negro chora o lamento

Autor: Peninha 
 
Lá no canto da senzala (2x) 
Negro ajoelhado ao chão 
pedindo a deus do céu 
pra acabar com a escravidão 
negro foi muito guerreiro 
ao fugir de seu patrão 
aprisionado na senzala 
não entendia a razão 
porque tanto sofrimento 
porque tanta maldade 
negro chora o lamento 
gritando a liberdade 
o grito de liberdade 
este fato ocorreu 
acabou a maldade 
e o negro renasceu 
das senzalas para os portos 
roubando velhos mercados 
do sistema o negro foi 
novamente aprisionado 
teu passado tem historia 
que não posso esquecer 
a capoeira que tu criou 
hoje agradeço à você 
camaradinha 
 
Ê viva o negro 
Ê foi o guerreiro 
Ê da história 
Ê do Brasil 
Ê viva meu Deus 
Ê camaradinha 
Ê viva o mestre 
Ê quem me ensinou 

Negro na senzala

Ê, aê, aê 
Ê, aê, aêa. 
Eo o negro na senzala, 
Ê jogava, dançava também a lutar. (bis) 
Ô no tempo, 
no tempo da colonização, 
o chicote rolava nas costas do negro irmão. 
Além de ser maltratado, 
era forçado a trabalhar. 
Corta cana, corta cana, 
dentro do carnavial. 
E quando a noite chegava, 
eles pensavam en descansar. 
Mas era mais importante a luta da liberdade. 
No meio da madrugada, 
o negro ia practicar sua arma secreta 
chamada capoeria. 
 
Composição: Marcos Jitaúna. Intérprete: Tatinho. 

Negros da catanga de aruanda

Nós somos negros da catanga de aruanda
à conceição viemos louvar
arandaeee, arandaeeea
nós somos negros da catanga de aruanda
à conceição viemos louvar
arandaeee, arandaeeea

No balanco do mar

No balanço do mar ioio 
No balanço do mar iaia 
No balanço do mar ê ê 
No balanço do mar 
 
Lá vem o navio negreiro 
Trazendo africanos de lá 
E aqui em solo brasileiro 
Escravos iam se tornar 
 
No porto eu fui vendido 
Para o senhor da fazenda 
Pra plantar e cortar cana 
E trabalhar na moênda 
 
Mas o negro era valente 
E tinha alma guerreira 
Fugia do cativeiro 
Pro meio da capoeira 
 
Vou me embrenhar na mata 
As correntes arrebentar 
Eu vou voltar pra minha terra 
Eu vou no balanço do mar 

No mercado modelo tem acarajé

No Mercado modelo
Tem acarajé
No Mercado modelo
Tem acarajé

No navio negreiro

No navio negreiro 
No tempo da escravidão 
Seguia sem rumo o negro 
Sem rumo seu coração 
No canavial 
Negro era o carro forte 
Entre a vida e a morte 
Negro era a solidão 
Hoje negro é vida 
Negro é luz é um talento 
Mas que em certos momentos 
Sinto em seu peito uma dor 
 
Para tentar esquecer 
Das angústias do passado 
Daquele rosto marcado 
Faz meu corpo enfraquecer 
Mas algo 
Dentro de mim é mais forte 
Me conduz além da morte 
E guia meu coração 
Sinto em meu peito 
A força da capoeira 
Essa arte brasileira 
Luta de libertação 
 
Por isso 
Quondo eu toco um berimbau 
Sinto arrepiar a alma 
Sinto a mente mais calma 
Minha dor se vai então, Camarada 

No tempo que eu era escravo

Autores: Lekinha e Maxuel 
No tempo que eu era escravo, Iô, Iô 
Apanhava todo dia do Feitor 
Escravo queria a salvação 
Buscava a sua libertação 
 
Mas essa tal de abolição 
Deixou uma herança maldita, meu irmão 
Os negros não tinham acesso a nada 
Comida, trabalho, educação 
 
Jogando e lutando nas ruas faminto 
Não tinham nenhuma outra opção 
Caindo na marginalidade 
Sofrimento e muita decepção 
 
O negro não tinha o que fazer 
Onde ir, vestir, nem menos comer 
Hoje em dia ainda há perseguição 
Todos querem a sua libertação 

O bom capoeira

Olha eu sou convidada 
Pra tudo que é festa 
De amigo meu 
Eu só levo comigo 
Meu berimbau 
Meu abadá e 
Minha educação 
Ó eu entro na roda Dou rabo de arraia 
Dou salto mortal 
Um aperto de mão 
No camarada 
Que na capoeira 
É meu irmão 
 
Coro: 
Balança o corpo pra lá 
Balança, o corpo pra cá 
Olha o bom capoeira 
Só para uma roda 
Se o mestre mandar 

O capoeira

O capoeira desceu a ladeira, foi jogar lá na beira do cais, 
Plantou bananeira, tombo da ladeira, tirou um aú e deu salto mortal, 
REFRAO: O capoeira 
CORO REFRAO 
Com seu corpo suado, coração partido pediu 
liçença e se ajoelho ao pé do berimbau 
CORO REFRAO 
Canto ladainha e nela dizia que seu amor 
foi se embora para nunca mais boltar 
CORO REFRAO 
Seu lamento tão triste conmoveu o povo que comeó a chorar 
CORO REFRAO 
Partiou… para nunca mais boltar 
CORO REFRAO 
SOLO REPITE
 

O capoeira e o pescador

Mare me leva e, mare me traz
Mare me leva e, mare me traz
A vida do Capoeira
? como a do pedcador
A onda balança o barco
E a ginga o jogador
Coro
A noite oloh as estrelas
Para me orientar
Bom Jesus dos navegantes
? quem me guia pelo mar
Coro
O vento soprou nas velas
Carregando a minha nau
Na roda da Capoeira
Quem me guia é o berimbau
Coro
Âs vezes a pesca é boa
Âs vezes o jogo é bom
Mas quando nada dá certo
Eu volto a tentar entao
Na rede vem a traira
Um peixa que morder a m?o
Na roda brilha a navalha*
E o cinco Salom?o

O chicote do feitor

Autor: Peninha 
O feitor com o chicote chegava 
E o nego assustado tremia 
Depois de um dia de trabalho 
Seu pagamento o negro já sabia 
 
Ê sinhosinho batia sorrindo 
E o negro assustado chorava 
Na sensala sofrendo de dor 
Perguntava porque o maltratava 
 
Oi cansado na sensala num canto 
Olha então o negro chorou 
Em busca de sua liberdade 
Oi na mata se refugiou 

O congo chegou

Olha o Congo de Angola chegou
Ele veio de Aruanda e ficou
Olha o Congo de Angola chegou
Ele veio de Aruanda e ficou
Aruanda, Aruanda ê
Aruanda, Aruanda ê
Aruanda, Aruanda ê
Aruanda, Aruanda ê

O gcab chegou

Mestre BJ com seu grupo de alunos 
Conseguiu uma façanha 
Vem aqui vou lhe mostrar 
Grupo GCAB que nasceu no Arariba 
Se criou na zona sul 
E já tá em todo lugar 
(coro) Mas o GCAB chegou 
Jogando a perna pro ar 
Com som pesado abalou 
Abalou deixa abalar 
Grupo GCAB quando foi recém nascido 
Só depois de muito tempo começou a engatinhar 
E esse grupo que ainda hoje é criança 
Que já fala e que já canta 
Tá sabendo até jogar 
(coro) Mas o GCAB chegou 
Jogando a perna pro ar 
Com som pesado abalou 
Abalou deixa abalar 
A capoeira é esporte é cultura 
Ela também é uma luta 
Eu tenho que admitir 
Grupo GCAB adotou a capoeira 
Em forma de bincadeira 
Pra poder se divertir 
(coro) Mas o GCAB chegou 
Jogando a perna pro ar 
Com som pesado abalou 
Abalou deixa abalar 
Pra esse povo que vem ver a capoeira 
E gosta da brincadeira de Angola e Regional 
É o GCAB que chegou pra te mostrar 
Tá cantando, tá jogando, tá botando pra abalar 
(coro) Mas o GCAB chegou 
Jogando a perna pro ar 
Com som pesado abalou 
Abalou deixa abalar

O gunga tocou

Autor: Peninha 
Iô Iô, olha o gunga tocou iô iô 
olha o gunga tocou iô iô 
oi lê lê camará 
 
E no Quilombo, uma roda se formava 
E zumbi de lá gritava 
Oi iê meus camaradas 
O berimbau, tocou um toque de Guerra 
Eu fui rei na minha terra 
E pra lá quero voltar 
 
Na madrugada 
Olha a lua iluminou 
E o rei Gangazumba 
Então assim falou… 
Nossa batalha, um dia vai acabar 
E o nosso quilombo 
Imortal vai se tornar 
 
Na esperança de sua liberdade 
A nação cantava lá 
Oi pedindo aos Orixás 
Mãe Iemanjá, olha guia 
Meus caminhos 
E leva os meus espinhos 
Pro fundo lá do mar 

O jangadeiro

REFRAO: Oi jangadeiro, levei a jangada lá pro mar 
O día já amanhecía, tá na hora de pescar, jangadeiro… 
CORO REFRAO 
No balanço da canoa, lançe a rede para o mar… 
CORO REFRAO 
Eu tanbem sou capoeira, quero contigo pescar… 
CORO REFRAO 
Vou façer uma oração, para minha Ilé Manjar 
Que nos dei a proteção para meu barco não virar 
CORO REFRAO 
Puxe a rede, tirei o peixe, a noite já vai chegando 
Meu amor tá me esperando sinto não poder ficar 
CORO REFRAO 
Pois eu sou um capoeira goto muito de jogar 
CORO REFRAO 
Berimbau já está tocando a roda vai começar 
CORO REFRAO 
Na roda de capoeira quero contigo tocar 
CORO REFRAO 
Porque hoje é Domingo e amanha Segunda feira 
CORO REFRAO 

O mar vai virar sertão

Ôh Nana deixa eu ir
Ôh Nana eu vou só
Ôh Nana deixa eu ir
Lá pro Sertão* de Caipó
Ôh Nana deixa eu ir
Ôh Nana eu vou só
Ôh Nana deixa eu ir
Lá pro Sertão de Caipó
O Sertão vai virar mar
É O Mar Vai Virar Sertão
O Sertão vai virar mar
É O Mar Vai Virar Sertão

O me da meu dinheiro

O me da meu dinheiro,
me da meu dinheiro valentão
me da meu dinheiro, valentão,
O no meu dinheiro,
ninguem põe a mão
O me da meu dinheiro,
me da meu dinheiro valentão
Eh me da meu dinheiro,
Que no meu dinheiro ninguem põe a
mão
O me da meu dinheiro,
me da meu dinheiro valentão
Que eu dou uma rasteira
Te ponho no chão
O me da meu dinheiro,
me da meu dinheiro valentão

O menino chorou, nhem nhem nhem

O menino chorou
Nhem nhem nhem
Porque não mamou
Nhem nhem nhem
Sua mãe tá na feira
Nhem nhem nhem
Cala boca menino
Nhem nhem nhem
O menino é danado
Nhem nhem nhem
O menino é malvado
Nhem nhem nhem
O menino chorou
Nhem nhem nhem
Chorou chorou
Nhem nhem nhem

O muleque saci perere

Fui na mata cortar lenha
Fui na mata cortar lenha
Que a vovó mandou pegar
Ao chegar na entrada da mata vi um moleque a me olhar
Oi de toca vermelha na cabeça, cachimbo na boca ele estava por la
Fiquei adimirado cheguei mais perto para ver
Foi ai que eu lembrei da hitória sobre o lendario saci pererê
História que contava benedita minha vó
Sobre o saci pererê que pulava em uma perna só
Mais se não acredita vem cá venha ver
O muleque saci perere
O muleque saci, é o saci Pererê
é o moleque saci Pererê
Pererê Pererê Pererê Pererê

O que é berimbau?

O que é berimbau?
A cabaça, arame e um pedaço de
pau
O que é berimbau?
A cabaça, arame e um pedaço de
pau

O sabiá (boa voz)

Planta milho sinhá que eu colho 
Planta milho sinhá que eu colho 
 
Planta milho sinhá que eu colho 
Cantava meu sabiá 
No canto da capoeira 
Tanta vez ouvi falar 
Da sabiá laranjeira 
E hoje ouço seu cantar 
Quantas vezes na Ribeira 
Ou lá na tenda de sinhá 
Cantador falava assim 
Como canta o sabiá 
Meu pai me disse meu filho 
Não me mate o sabiá 
Quem mata o que não se come 
Não perde por esperar 

O velho e o menino (autores: boa voz/ leo filho)

No terreiro lá de casa 
Eu vi chegar 
Um velho e um menino 
que aqui eu vim contar 
No terreiro lá de casa 
Eu vi chegar 
Um velho e um menino 
que aqui eu vim contar 
 
O velho um ancião 
Perto dos setenta anos 
O menino um rapazola 
La pelos seus doze anos 
 
O velho disse menino 
Vim aqui pra te ensinar 
Tu faz parte do futuro 
Da nossa capoeira 
 
Vento forte e calmaria 
Você vai ter que enfrentar 
Mas sendo um bom capoeira 
Você vai sempre passar 
 
Terminando essa conversa 
Pude ver os dois jogar 
O mestre sempre ensinando 
O aluno a pelejar 
 
Mas não levou muito tempo 
A visão já se desfaz 
De esses dois são quem eu penso 
Hoje o menino cresceu e 
O velho descansa em paz 
 

Oh sim, sim, sim, oh não, não, não

Oh sim, sim, sim
Oh não, não, não
Mais hoje tem amanhã não
Mais hoje tem amanhã não
coro
Mais hoje tem amanhã não
Olha pisada de Lampião
coro
Mais hoje tem amanhã não
Mais hoje tem amanhã não
coro
Olha pisada de Lampião
Olha pisada de Lampião
coro
Oh não, não, não
Oh sim, sim, sim
coro

Oi ligeiro, ligeiro

Oi ligeiro*,ligeiro
Paranà
Pintor é ligeiro
Paranà
E Caçapa é ligeiro
Paranà
Eu também sou ligeiro
Paranà
Capoeira é ligeiro
Paranà
Batuqueiro é ligeiro
Paranà

Oi sim sim sim (domínio público)

Oi sim sim sim 
Oi não não não 
Oi sim sim sim 
Oi não não não 
 
Oi essa cobra lhe morde 
Senhor São Bento 
O veneno da cobra 
Senhor São Bento 
Ela é venenosa 
Senhor São Bento 
Essa cobra me morde 
Senhor São Bento 
Olha o bote da cobra 
Senhor São Bento 
A cobra mordeu 
Senhor São Bento 
Ela é jaracuçú 
Senhor São Bento 
Ela é cobra coral 
Senhor São Bento 
Essa cobra é malvada 

Olha o negro sinhà

Olha o negro sinhà
Olha là o negro
Olha o negro sinhà
Mas que negro danado
Olha o negro sinhà
Esse nego è valente
Olha o negro sinhà
Oi me pega esse nego
Olha o negro sinhà
E derruba no chão
Olha o negro sinhà
Esse nego è valente
Olha o negro sinhà
Esse nego è um cão
Olha o negro sinhà
Mas Castiga esso nego
Olha o negro sinhà
Mas conforme a razão
Olha o negro sinhà
Ele é Capoeira
Olha o negro sinhà
Ele é da Bahia
Olha o negro sinhà
Olha là o nego
Olha o negro sinhà
Olha là o nego
Olha o negro sinhà
Mas Castiga esso nego
Olha o negro sinhà
Mas conforme a razão
Olha o negro sinhà
Esse nego è ligeiro
Olha o negro sinhà
Esse nego è Limão
Olha o negro sinhà
Esse nego è safado
Olha o negro sinhà
Esse nego è um cão

Olha pomba voôu

Olha Pomba voôu, pomba voôu.
A Pomba voôu, gavião* pegou
Pomba voôu, pomba voôu
Pomba voôu, gavião* pegou

Olhe, olhe, olhe

Olhe, olhe, olhe
Olhe quem aqui está
Olhe, olhe, olhe
Maculelê é sangue real
Olhe quem aqui está
Olhe, olhe, olhe
Maculelê é sangue real

Onde vai caiman

Onde vai caiman
Caiman vai Caiman
Onde vai caiman
Vai para ilha de mare
Onde vai caiman

Os domingos tem capoeira

REFRAO 1: Os Domingos tem capoeira, vai rolar lá na beira do mar 
CORO REFRAO 1 
 
REFRAO 2: Pula para lá, Bentinho vai jogar 
Pula para lá que eu pulo para cá 
 
CORO RERAO 1 
Capoeira é manha brasileira que mexe seu corpo para lá e para cá 
No toque do berimbau voce entra na roda e começa jingar 
CORO REFRAO 2 
SOLO REFRAO 1 
CORO REFRAO 1 
Tomei cuidado eu avisou essa jinga engana ela pode matar 
Voce entra na roda e sente que todo seu corpo se arrepiar 
CORO REFRAO 2 
SOLO REFRAO 1 
CORO REFRAO 1 

Para roda capoeira

Para roda Capoeira, para vai ter que
parar
Eu não para roda Capoeira
que cavalaria acabou de chegar
Para roda Capoeira, para vai ter
que parar
Eu não para roda Capoeira
Os homens tão armado, ele vai te
matar
Para roda Capoeira, para vai ter
que parar
Eu não para dejeito nenhum
sou filho de Ogum e de pai Oxalá
Para roda Capoeira, para vai ter
que parar
Eu não para sou cabra ligeiro
nasci mandingeiro, dou salto mortal
Para roda Capoeira, para vai ter
que parar
Eu não para repito de novo
esse jogo de povo é vai continuar
Para roda Capoeira, para vai ter
que parar

Parabéns pra você

Parabéns pra você
Neste data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida
Parabéns pra você
Neste data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida

Paranà ê

Vou dizer minha mulher, Paranà
Capoeira me venceu, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
Ela quis bater pè firme, Paranà
Isso não aconteceu, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
Oh Paranàuê, Paranà
Paranàuê, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
Assim dera que o morro, Paranà
Se mudou para a cidade, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
É batuque todo dia, Paranà
Mulata de qualidade, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
Vou mimbora pra Bahia, Paranà
Eu aqui não fico não, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
Se não for essa semana, Paranà
É a semana que vem, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
Dou nó e escondo a ponta, Paranà
Ninguem sabe desatar, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
Eu sou braço de marè, Paranà
Mas eu sou marè sem fim, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà

Paranauê / corridos regional

Coro: 
Paranauê, Paranauê, Parana 
 
Vou me embora, vou me embora, paraná 
Como já disse que vou paraná 
 
Coro 
 
Eu qui não sou querido, paraná 
Mas na minha terra eu sou, paraná 
 
Coro 
 
Quem não pode com mandinga, paraná 
Não carrega patuá, paraná 
 
Coro 
 
Bom Jesus dos navegantes, paraná 
Que navega pelo mar, paraná 
 
Coro 
 
A mulher pra ser bonita, paraná 
Não precisa se pintar, paraná 
 
Coro 
 
Vou me embora, vou me embora, paraná 
Como já disse que vou paraná 
 
Corridos Tradicionais 
 
Abalou Capoiera abalou, o abalou deixa abalar 
Abalou Capoeira abalou (coro) 
o abalou deixa abalar (coro) 
Abalou deixa abalar (coro) 
 
Eu vou dizer a meu senhor 
Que a mentaiga derramou 
Ô a manteiga não é minha 
A manteiga é de iôiô 
Eu vou dizer a meu senhor 
Que a manteiga derramou (coro) 
A manteiga não é minha 
Caiu no chão e derramou (coro) 
Mas a manteiga não é minha 
A manteiga é de iôiô (coro) 
 
Sim, sinhá, sim, sinhô 
Salve a Bahia de São Salvador 
(coro)Sim, sinhá, sim, sinhô (coro) 
E mestre Bimba de São Salvador (coro) 
 
Oi é tu que é moleque 
Moleque é tu (coro) 
Oi é tu que é moleque (coro) 
Oi é tu que é moleque (coro) 
Oi é tu que é moleque (coro) 
 
O meninou chorou 
Nhêm, nhêm, nhêm (coro) 
É porque não mamou (coro) 
Sua mãe tá na feira (coro) 
Cala a boca menino (coro) 
Que menino danado (coro) 
E chora menino (coro) 
 
Oi sim, sim sim 
Oi não, não, não 
Oi sim, sim sim 
Oi não, não, não (coro) 
Mas hoje tem amanhã não 
Mas hoje tem amanhã não (coro) 
 
Adeus, adeus 
Boa viagem (coro) 
Eu vou me embora (coro) 
Eu vou com deus (coro) 
Minha nossa senhora (coro) 
Adeus (coro) 
Já vou (coro) 
Adeus (coro) 
Eu vou eu vou (coro) 

Pau que nasce torto (papagaio velho) (boa voz)

Papagaio velho não aprende a falar 
Aprendeu errado, é dificil endireitar 
 
A meia lua de frente 
Tem que encaixar o quadril 
Capriche no movimento 
Já que todo mundo viu 
 
Olha o jeito dessa armada 
Tá igual de um bailarino 
Ainda fica me olhando 
Veja se eu estou sorrindo 
 
Capoeira sem esquiva 
É carro sem direção 
Parte pra cima do golpe 
Sem saber qual a razão 
 
Olha o pau que nasce torto 
Tarde ou nunca se endireita 
Eu não acredito nisso 
Se treinar você se ajeita

Pela capoeira eu poder jogar

Ao meu mestre muito obrigado
Pela Capoeira eu poder jogar
Pelo au, pelo "s" dobrado
Pela Capoeira eu poder jogar
Ao meu Deus muito obrigado
Pela Capoeira eu poder jogar
Pelo au, pelo "s" dobrado
Pela Capoeira eu poder jogar
Aos meus amigos muito obrigado
Pela Capoeira eu poder jogar
Pelo au, pelo "s" dobrado
Pela Capoeira eu poder jogar
Mestre Bimba muito obrigado
Pela Capoeira eu poder jogar
Pelo au, pelo "s" dobrado
Pela Capoeira eu poder jogar

Peleja de riachão (domínio público)

Riachão tava cantando, ai meu Deus! 
Na cidade do Açú 
Quando apareceu um negro 
Quando apareceu um negro, oi iaiá 
Da espécie de urubu 
Com uma camisa de sola, oi iaiá 
E calça de couro cru 
Beiço grosso e virado, ai meu Deus 
Como a sola de um chinelo 
Um olho muito encarnado 
Um olho muito encarnado 
O outro bastante amarelo 
Convidou a Riachão, ai meu Deus 
Para vir cantar martelo 
Riachão lhe respondeu 
Eu aqui não tô cantando, oi iaiá 
Com negro desconhecio 
Você pode ser cativo, oi iaiá 
E tá por ai fugido 
Isso e dar fala nambú 
Isso e dar fala nambú 
Puxa já negro enxerido 
Eu sou livre como o vento, oi iaiá 
A minha linhagem é nobre 
Nasci dentro da nobreza, oi iaiá 
Não nasci na raça pobre 
Você nega por que quer 
Está congecido demais 
Se você não for cativo, oi iaiá 
Me diga o que você faz 
Seja livre ou seja ou seja escravo 
Eu quero cantar martelo 
Afine sua viola 
Vamos entrar em duelo 
Só com a minha presence 
O senhor já tá amarelo, camaradinha 
Viva meu Deus… 

Percepção - mestre muito tempo

A capoeira me ensina
A capoeira me ensina, colega velho
A capoeira me ensinou
A capoeira me ensina
A capoeira me ensina, colega velho
A capoeira me ensinou
 
Única coisa nos temos, cv
É só nossa percepção 
Quando um fala sim, com certeza 
Outro vai fala não 
Um fala jogue em cima 
Outro é melhor no chão 
Uma escola fala bem 
Outra (é) contra tradição 
Cada dia cada roda
Cada dia cada roda
Sempre tem grande lição 
Quem tá certo, quem tá errado  
É só sua opinião 
Camara
 

Perto de mim tem um vizinho

Iê tem um vizinho
Ò perto de mim tem um vizinho
Se enricou sem trabalhar
Meu pai trabalhou tanto
Mas nunca foi de enricar
Num deitava uma noite
Que deixasse de rezar, camará
Água de beber (Ê-ê água de beber, camará)
Ê aruandê (Ê-ê aruandê, camará)
Ai viva deus do céu (Ê-ê viva deus do céu, camará)
Iê viva meu mestre (Ê-ê viva meu mestre, camará)
Olha quem me ensinou (Ê-ê quem me ensinou, camará)
Aiai a malandragem (Ê-ê a malandragem, camará)
Aiai volta do mundo (Ê-ê volta do mundo, camará)

Pisa caboclo

Pisa caboclo quero ver você pisar
Pisa lá que eu piso cá
Quero ver você pisar
Pisa caboclo quero ver você pisar
Na batido do meu gunga
Quero ver você pisar
Pisa caboclo quero ver você pisar
Pisa lá que eu piso cá
Quero ver você pisar
Pisa caboclo quero ver você pisar
Na batido do meu gunga
Quero ver você pisar
Pisa caboclo quero ver você pisar

Pisa no massapé escorrega

Quem não sabe andar
Pisa no massapé escorrega
Pisa no massapé escorrega
Pisa no massapé escorrega
Quem não sabe andar
Pisa no massapé escorrega

Planalto central

No Centro Oeste já tem capoeira 
Mestre Bimba fori lá e ensinou 
Aquela gente a passar rasteira 
Dar cabeçada, martelo voador 
 
No Planalto Central, no Planalto Central 
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional 
 
No Planalto Central, no Planalto Central 
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional 
 
O Mestre Bimba foi um grande genio 
Foi o criador do estilo regional 
Uma verdadeira pedra preciosa 
Que hoje brilha no Brasil Central 
 
No Planalto Central, no Planalto Central 
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional 
 
No Planalto Central, no Planalto Central 
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional 
 
Eu tive um sonho que eu vi capoeira 
Nas praias lindas do meu Araguaia 
jaguarité plantando bananeira 
Corimatá dando rabo de arraia 
 
No Planalto Central, no Planalto Central 
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional 
 
No Planalto Central, no Planalto Central 
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional 
 
O boi guanú é uma fera selvagem 
Que corre livre pelo cerradão 
Tem lobo guará e tem gato do mato 
A famosa andira que é um morcegão 
 
No Planalto Central, no Planalto Central 
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional 
 
No Planalto Central, no Planalto Central 
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional 
 
Na minha terra tem grandes chapadas 
Rios cristalinos, lindos pantanais 
E a capoeira rompeu a fronteira 
E já chegou lá no Paraguai 
 
No Planalto Central, no Planalto Central 
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional 
 
No Planalto Central, no Planalto Central 
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional 
 
Até nas aldeias capeoira cresce 
Os índios xavantes gostaram demais 
E agora aqui nossa gente agradece 
A Mestre Bimba que veio pra Goiás 

Planeta topázio

A Topázio tá aqui. 
A Topázio tá lá. 
A Topázio da Bahia acabou de chegar. 
Sou brasileiro, 
sou baiano nordestino, 
sou homem, e sou menino, e muito gosto de brincar. 
Tenho malícia, fundamento e tradição. 
No jogo da capoeira, nunca dei meu golpe em vão. 
A Topázio da Bahia, 
tem grandes nomes sim senhor. 
Tem mestres, tem contra-mestres, e também tem professor. 
Tem Marcos Jitaúna, tem Jó, e Luizhino, 
tem Pastel e seu Lázaro, 
e também mestre Fiinho. 
Tem seu Valmir e o mestre Dinho, 
que ensinou a todos nós da Topázio do Brazil. 
E os professores, João, Roque e Tatinho, Tito, 
Índio e Serjão, Berico, Wagner, Narzinho, 
tem o seu Rudson, tem Cabeção, tem Cleber e 
Cadinho em Miami meu irmão. 
Pedrinho e Edmilson na Itália sim senhor. 
Seu Cacique na Espanha, a Topázio se espalhou. 
 
Composição: Tatinho. Intérprete: Tatinho. 

Planta cana

Então planta cana 
Canavierio 
Pra depois cortar 
Canaviero 
Pra não ir pro tronco 
Canaviero 
Tem que trabalhar 
Canaviero 
 
No velho engenho da moenda 
A cana vai virar melado 
A custa do suor do negro 
A custa do trabalho escravo 
 
A cana de açucar 
Adoça a boca do feitor 
Enquanto o negro escravizado 
Só prova o gosto da dor 
 
Dentro do canavial 
O negro planta pra colher 
E no meio da colheita 
Batia o maculelê 

Pode tremer

A Topázio chegou, pode tremer 
Pode tremer, pode tremer 
A Topázio cuando chega 
É arte e filosofia. 
Tragou no meu patua a mandinga da Bahia. 
Tragou do negro escravo 
O segredo a malícia. 
Profundos fundamentos de esta arte de energía. 
Peguei a viola e o gunga 
E traga logo para cá. 
O atabaque e o pandeiro a roda vai começar. 
Cante uma ladainha para o seu Orixá. 
Ela é joia rara, 
Pedra de muita beleza 
Para façer colar bonito para morena com certeza. 
Eu sou filho da Bahia. 
Nasci em Salvador 
Me criei na Liberdade. 
Mestre Dinho quem me ensinou 
Jogo no Pelourinho e no Solar de Unhão 
Jogo dia jogo noite 
Para ganhar o meu tostão. 
 
Composição: Tatinho Interprete: Tatinho 

Por favor não maltrate esse nego

Por favor não maltrate esse nego
Esse nego foi quem me ensinou
Esse nego da calça rasgada, camisa
furada
Ele é meu professor
Por favor não maltrate esse nego
Esse nego foi quem me ensinou
Esse nego da calça rasgada,
camisa furada
Ele é meu professor

Por que será?

Por que será, por que será? 
Que hoje o negro nao veio trabalhar 
Por que será, por que será? 
Que hoje o negro nao veio trabalhar 
 
Já correu notícia 
Houve morte em Palmares 
Morreu o negro chamado 
Gangazumba 
 
Já correu notícia 
Houve morte em Palmares 
Mataram o Negro Chamado 
Gangazumba, por que será 
 
Por que será, por que será? 
Que hoje o negro nao veio trabalhar 
Por que será, por que será? 
Que hoje o negro nao veio trabalhar 
 
Naquele tempo não existia a princesa 
Não havia pão na mesa 
Só tinha o canavial 
 
Era o suor, era o sangue derramado 
Era o trabalho do negro 
Dia e noite sem parar 
 
Por que será, por que será? 
Que hoje o negro nao veio trabalhar 
Por que será, por que será? 
Que hoje o negro nao veio trabalhar 
 
E hoje em dia 
Depois do canavial 
Tem o relógio de ponto 
Que não para de marcar 
 
E se o negro tá doente 
E não consegue chegar 
Seu patrão ou sinhozinho 
Continua a perguntar 
 
Por que será, por que será? 
Que hoje o negro nao veio trabalhar 
Por que será, por que será? 
Que hoje o negro nao veio trabalhar 

Por quem chora o berimbau

(Refrão)Avô meu, negro de Angola; 
Avô meu, berimbau chora;(Refrão) 
 
(Refrão) 
 
Ele chora de saudades; 
Por aqui não volta mais; 
E nos tempos de criança; 
Você nunca teve paz; 
 
(Refrão) 
 
Berimbau falou pra mim; 
Menino que bom te ver; 
De Waldemar tem saudades; 
Que pena que ele morreu; 
 
(Refrão) 
 
Também chora por Pastinha; 
Mas nada pode fazer; 
Só tirar melancolia; 
Enquanto ele viveu; 
 
(Refrão) 
 
Chora pela capoeira; 
Que poucos sabem entender; 
Quanta coisa ele ainda tem; 
De bom pra mim e você; 
 
(Refrão) 
 
Tomara que o berimbau; 
Um dia pare o lamento; 
Se esqueça do sofrimento; 
Pra capoeira vencer; 
 
(Refrão) 

Pra lavar minha roupa não tem sabão

Pra lavar minha roupa não tem
sabão,
O não tem sabão, colega não
Pra lavar minha roupa não tem
sabão,
O não tem sabão, colega não
Pra lavar minha roupa não tem
sabão,
O não tem sabão, dinheiro não
Pra lavar minha roupa não tem
sabão,
O não tem sabão, colega não
Pra lavar minha roupa não tem
sabão,
O não tem sabão, dinheiro não
Pra lavar minha roupa não tem
sabão,
O não tem sabão, colega não
Pra lavar minha roupa não tem
sabão,
O não tem sabão, dinheiro não

Preta calunga

É Preta, é preta, é preta calunga*
Capoeira é preta calunga
É Preta, é preta, é preta calunga
Berimbau é preta calunga
É Preta, é preta, é preta calunga
Capoeira é preta calunga

Princesa isabel, princesa isabel

Onde está a liberdade,
Se a algema não se quebrou,
O negro quer felicidade,
O negro também quer ser doutor
Princesa Isabel, Princesa Isabel,
Liberdade do negro só tá no papel.
Princesa Isabel, Princesa Isabel,
Liberdade do negro só tá no papel.
Princesa Isabel, Princesa Isabel,
Onde está a liberdade,
Mas onde está a liberdade,
Se a algema não se quebrou,
O negro quer felicidade,
O negro também quer ser doutor
Princesa Isabel, Princesa Isabel,
Liberdade do negro só tá no papel.
Princesa Isabel, Princesa Isabel,
Liberdade do negro só tá no papel

Puxada de rede

Minha jangada vai sair pro mar 
Vou trabalhar 
Meu bem querer 
Se Deus quiser 
Queando eu voltar do mar 
Um peixe bom 
Eu vou trazer 
Meus companheiros 
Também vão voltar 
E a deus do céu vamos agradecer 
(O coro repete a Carolina) 

Quebra gereba

Oia quebra, Gereba
Quebra
Oia quebra, oia quebra
Quebra
Eu quero ver quebrar
Quebra
Oia quebra daí
Quebra
Oia quebra de lá
Quebra
Vou quebrar tudo hoje
Quebra
Amanhã quem que quebra
Quebra
Oia quebra Gereba
Quebra

Quem é você

Quem é você, quem vem de la,
Quem é você, quem vem de la
Sou da Bahia, vim me apresentar
Sou da Bahia, vim me apresentar
A mueda, um arame, a cabaça e um
pedaço de pau
Meu berimbau só faz assim
Meu berimbau só faz assim
Meu berimbau só toca assim
Meu berimbau só faz assim
Tim tim tim dong dong, tim tim tim
dong dong
Meu berimbau só faz assim
Tim tim dong, tim tim tim dong dong
Meu berimbau só faz assim

Quem jogo

Quem jogo jogo
Quem nao jogo, nao jogo mais
Quem jogo jogo
Quem nao jogo, nao jogo mais

Quem vem lá sou eu

Quem vem lá sou eu, quem vem lá
sou eu
Berimbau bateu, capoeira sou eu
Quem vem lá sou eu, Qem vem lá
sou eu
Berimbau bateu, capoeira sou eu
Eu venho de longe, venho da Bahia
Jogo capoeira, Capoeira sou eu
Quem vem lá sou eu, Qem vem lá
sou eu
Berimbau bateu, capoeira sou eu
Sou eu, sou eu
Quem vem lá
Eu sou brevenuto
Quem vem lá
Montado a cavalo
Quem vem lá
E fumando um charuto
Quem vem lá

Quilombola

Autores: Fabiano e Maxuel 
Ê, foi no Quilombo 
Cativeiro 
Quilombola 
Liberdade 
Para esse negro 
 
Ô Negro 
Assoitado no terreiro 
Mostre sua liberdade 
Saia desse cativeiro 
 
Após sua liberdade 
Dentro dos navios negreiros 
Aprendeu a capoeira 
Se espalhou no mundo inteiro 

Renovação

Nos terreiros cativeiro 
Negro era sofredor, 
Lutou com muita vontade 
A capoeira ele emcontrou 
Foi nos tempos de mandinga 
Malandragem e escravidão 
Ao som dos atabaques 
Sangrava meu coração 
Nos deixou sua cultura 
O banzo e a solidão 
Agradeça a Mestre Bimba 
Que a regional criou 
Olha a luta que veio do Batuque 
No mundo se espalhou 
Começou pela Bahia 
Em Goias ele parou 
Mas a luta ai não para 
Mestre Camisa chegou 
Branco em forma de negro 
A capoeira renovou 
Camará 
É viva meu Deus! 
 

Respeite o tempo

(Refrão)Tu não sabe andar; 
Já quer correr; 
Cuidado moço pro mundo não lhe bater;(Refrão) 
 
(Refrão) 
 
Eu nunca vi dá rasteira; 
Sem ginga, sem base boa; 
Só com muito treinamento; 
Pra não dar o golpe à toa; 
 
(Refrão) 
 
Quem tem telhado de vidro; 
Não joga pedra pro ar; 
Pedra em cachorro morto; 
Nunca vi ninguém jogar; 
 
(Refrão) 
 
Vê você a capoeira; 
Que sempre nos aceitou; 
Não importa meus defeitos; 
Nunca me diz não senhor; 
 
(Refrão) 
 
Os bambas da capoeira; 
Começaram no ABC; 
Mas sempre com a consciência; 
Que ainda tem o que aprender; 
 
(Refrão) 
 
O calado é vencedor; 
Perguntar nunca é demais; 
Humildade não é talento; 
Pra quem quer viver em paz; 
 
(Refrão) 
 
Afobado como quente; 
Diz o dito popular; 
Eu digo na capoeira; 
Que um dia eu chego lá; 
 
(Refrão)

Respeite o tempo menino (autor: boa voz)

Tu não sabe andar, já quer correr 
Cuidado moço pro mundo não lhe bater 
Tu não sabe andar, já quer correr 
Cuidado moço pro mundo não lhe bater 
 
Eu nunca vi da rasteira 
Sem ginga sem base boa 
So com muito treinamento 
Pra não da o golpe à toa 
 
Quem tem telhado de vidro 
Não joga pedra pro ar 
Pedra em cachorro morto 
Nunca vi ninguém jogar 
 
Vê você a capoeira 
que sempre nos aceitou 
Não importa meus defeitos 
Nunca me diz não senhor 
 
Os bambas da capoeira 
Começaram no ABC 
Mas sempre com a consciênca 
Que ainda têm o que aprender 
 
O calado é vencedor 
Perguntar nunca é demais 
Humildade não é talento 
Pra quem quer viver em paz 
 
Afobado come quente 
Diz o dito popular 
Eu digo na capoeira 
Que um dia eu chego lá 

Roda boa

Roda boa, roda boa, roda boa 
É roda boa em São Paulo da garoa 
(coro) Roda boa, roda boa, roda boa 
É roda boa em São Paulo da garoa 
Quando se fala em capoeira 
Isto já lhe vaz lembrar 
Roda em Salvador Bahia 
Rio de Janeiro e Paraná 
Mas Aqui em nossa terra 
É coisa de admirar 
A capoeira de São Paulo 
Tá botando pra quebrar 
(coro) Roda boa, roda boa, roda boa 
É roda boa em São Paulo da garoa 
Roda boa, roda boa, roda boa 
É roda boa em São Paulo da garoa 
Filho de Bimba na Bahia 
Rio de Janeiro Abada 
Paraná grupo Muzenza 
Sem querer menosprezar 
A capoeira de São Paulo 
O GCAB vai mostrar 
(coro) Roda boa, roda boa, roda boa 
É roda boa em São Paulo da garoa 
Roda boa, roda boa, roda boa 
É roda boa em São Paulo da garoa 

Roda do barracão

Vinha de Ilha de Maré 
Pelas praias da Ribeira 
Pescador Estivador 
Para as rodas de capoeira 
 
Seu andar malandriado 
No corpo sua proteção 
No chapéu uma navalha 
E uma estrela de Salamão 
 
Passado de tradição 
Uma vida traiçoeira 
De oficio Artesão 
Da arte da Capoeira 
 
No peito um sentimento 
Saudade do ancestral 
Na garganta um lamento 
No toque do berimbau 
 
Era Traira, Najé 
Onça Preta, Cabelo Bom 
Bráulio Buglaho e 
Waldemar da Paixão 
 
Domingo dia de festa 
Malandragem vadiação 
Alegria e camaradagem 
Na roda do barracão 
 
Seu nome será lembrado 
Morreu não está mais aqui 
Nas pinturas de Caribé 
Nas fotos do Fatumbi 

Roda maravilhosa

Bem-te-vi* vôou, vôou
Bem-te-vi vôou, vôou
Deixa voar
Lá lauê lauê lauê lauê
Lá lauê lauê lauê lauê
Que som o que arte é essa
de luta e brincadeira
Que roda maravilhosa é essa
é o Bantus Capoeira
Em cada som, em cada toque
em cada ginga, tem um estilo de jogo
Em cada som, em cada toque
em cada ginga, tem um estilo de
jogo
Lauê lauê lá...
Lá lauê lauê lauê lauê

Roda no céu

Vi... vi pelo céu inteiro 
Eu vi muito capoeira 
Eu vi muito mandingueiro 
(coro) Vi... vi pelo céu inteiro 
Eu vi muito capoeira 
Eu vi muito mandingueiro 
A roda estava pegando fogo 
E era Mestre Bimba 
Que comandava o jogo 
(coro) Vi... vi pelo céu inteiro 
Eu vi muito capoeira 
Eu vi muito mandingueiro 
No côro o Mestre Pastinha 
Cantava bonito 
Uma ladainha 
(coro) Vi... vi pelo céu inteiro 
Eu vi muito capoeira 
Eu vi muito mandingueiro 
Mestre Canjiquinha na chapa de chão 
E quem se esquivava 
Era Mestre Limão 
(coro) Vi... vi pelo céu inteiro 
Eu vi muito capoeira 
Eu vi muito mandingueiro 
No céu é todo mundo igual 
Até o Cheiroso 
Tocava berimbau 
(coro) Vi... vi pelo céu inteiro 
Eu vi muito capoeira 
Eu vi muito mandingueiro 
Com jogo de exibição 
Lá eu também vi 
Eu vi o Formigão 
(coro) Vi... vi pelo céu inteiro 
Eu vi muito capoeira 
Eu vi muito mandingueiro 
Neíro com toda destreza 
Continua em forma 
Meu Deus mas que belesa 
(coro) Vi... vi pelo céu inteiro 
Eu vi muito capoeira 
Eu vi muito mandingueiro 
Encantado com o jogo, eu vi São José 
E Jesus Cristo 
Aplaudiu de pé 
(coro) Vi... vi pelo céu inteiro 
Eu vi muito capoeira 
Eu vi muito mandingueiro 

Rodas na praça

Saudades das rodas na praça; 
Onde eu via meu Mestre jogar; 
(Refrão) São Bento Grande, Benguela, Santa Maria;(Refrão) 
Ia e vinha; 
Sem ter hora pra parar; 
 
Amigo meu me responde aí; 
Me responde aí; 
o que eu vou contar; 
Amigo meu me responde aí; 
Me responde aí; 
o que eu vou contar; 
 
(Refrão) 
 
Você se lembra; 
Parece até lenda; 
As rodas na Penha; 
Mas nós tava lá; 
Sou testemunhas desses tempos idos; 
Fiz esse corrido; 
Que é pra nós lembrar; 
 
(Refrão) 
 
Saudades das rodas na praça; 
Onde eu via meu Mestre jogar; 
(Refrão) São Bento Grande, Benguela, Santa Maria;(Refrão) 
Ia e vinha; 
 
Por trás da mata; 
Quando escurecia; 
A lua surgia para clarear; 
Era o sinal que ao findar o dia; 
Berimbau dizia que era pra acabar; 
Meu coração que ainda acalenta; 
Hoje se lamente; 
Ao ouvir cantar...; 
Saudades; 
 
(Refrão) 

Sai sai catarina

Sai sai Catarina
Saia do mar venha ver Idalina
Sai sai Catarina
Saia do mar venha ver venha ver
Sai sai Catarina
Oh Catarina, meu amor
Sai sai Catarina
Saia do mar, saia do mar
Sai sai Catarina

Sai sai sai boa noite meu senhor

Sai sai sai Boa noite meu Senhor
Sai sai sai
Boa noite meu Senhor
Sai sai sai
O meu senhor e delicencia
Sai sai sai
e como vai como passo
Sai sai sai
Boa noite meu senhor
Sai sai sai

Salomê, salomê

Capoeira é pra homen tambem pra
mulher
Salomê, Salomê
Capoeira é do povo não é de
ninguem
Salomê, Salomê

Salve o maculelê

Oi Salve salve o Maculelê
a dança guerreira do negro canaveiro
Oi Salve salve o Maculelê
a dança guerreira do negro canaveiro
Maculelê que e dança guerreira
virou folclore nessa terra Brasileira
Maculelê que e dança guerreira
virou folclore nessa terra Brasileira
Nego fugia da Senzala
formando quilombo dentro das nossas matas
Nego fugia da Senzala
formando quilombo dentro das nossas matas
Nego dançava Maculelê
para aliviar as dores do cativeiro
Nego dançava Maculelê
para aliviar as dores do cativeiro

Samba de roda

Na praia da amaralina tem dois camarão na areia 
Camarão tava sentado falando da vida alheia 
(O coro repete a Carolina) 
 
Na praia da amaralina tem dois camarão sentado 
Falando da vida alheia e camarão malvado 
(O coro repete a Carolina) 
 
 
Vovó não quer casca de coco no terreiro o Maria 
Me faz lembrar do tempo de cativeiro 
(O coro repete a Carolina) 
 
Seu guarda civil não quer a roupa no quarador 
(O coro repete a Carolina) 
 
Meu Deus onde vou quarar, quarar minha roupa 
(O coro repete a Carolina) 
 
 
Samba lelê ta doente 
Ta com a cabeça quebrada 
Samba lelê precisava 
É de umas boas palmadas 
 
Samba, samba, samba 
O lelê 
 
Samba, samba, samba 
O lalá 
 
Samba, samba, samba 
O lelê 
 
Samba, samba, samba 
O lalá 

Santa maria mãe de deus

Santa Maria
mãe de Deus
eu fui na igreja
e me confessei
Santa Maria
Mãe De Deus
Hoje é dia de festa,
dia de Oxalá #
Santa Maria
Mãe De Deus
Vou rezar
p'ro meu santo
me abençoá
Santa Maria
Mãe De Deus
Quem não pode
com mandinga
não carrega patuá*
Santa Maria
Mãe De Deus
Eu fui na igreja
não me confessei
Santa Maria
Mãe De Deus

Saudade do mestre waldemar

A Bahia hoje chora 
De apreto no coração 
Mestre Waldemar foi embora 
Seu Waldemar da Paixão 
Berimbau silenciou 
De saudade que não se acaba mais 
Do legendário capoeira 
Valdemar da Pero Vaz 
Angoleiro respeitado 
Fabricador de berimbau 
Nas rodas de capoeira 
Nunca vi tocar igual 
Mestre muito obrigado 
Do fundo do coração 
Hoje eu lhe agradeço 
Por me dar inspiração 
Waldemar, lê, lê, lê, lê, lêo 
Mestre Waldemar foi embora 
 
Coro: 
lê, lê, lê, lê, lêo 
 
A Bahia hoje chora 
Coro 
 
Toca o berimbau viola 
Coro 
 
De saudade vou embora 
 

Saudades de bimba

Coro: 
To ficando velho, com cadência e ginga 
Na batida do gunga, com saudade de bimba 
 
Se um dia eu ficar velho, sem pernas para jogar 
Eu vou tocar meu berimbau 
e mais uma vez vou cantar 
 
Coro 
 
Saiba que meu coração 
vai bater forte e vai sentir 
Ele guarda lembrança é de alegria 
e mais uma vez vou sorrir 
 
Coro 
 
Pois não tem nada nesse mundo 
que me afaste de você 
Mesmo que eu adoeça 
minha doença é você 
 
Coro 
 
Cheio de sabedoria 
e o mundo na palma da mão 
Eu vou morar na bahia 
perto da Capoeira, longe da solidão 
 
Coro 
 
Na batida do gunga 
 
Coro: 
Com saudade de Bimba 

Senhor sao bento

Valha me Deus senhor Sao Bento
Vou cantar meu barravento*
Valha me Deus senhor Sao Bento
Buraco velho tem cobra Dentro
Valha me Deus senhor Sao Bento

Sim sinha, sim sinho

Sim sinha, Sim Sinho,
Salve a Bahia de São Salvador.
Sim sinha, Sim Sinho,
E Mestre Bimba de São Salvador
Sim sinha, Sim Sinho,

Sinha dona (autor: boa voz)

A vida do capoeira 
Tá precisando mudar 
Ele que contar com ajuda 
Da sinha dona do lar 
 
Ê mulher 
Tu tá marcando bobeira 
Eu não conheço gaiola 
Que segure capoeira 
Ê mulher 
Tu tá marcando bobeira 
Eu não conheço gaiola 
Que segure capoeira 
 
Ele te ama 
Do fundo do coração 
Mas junto da capoeira 
Sua primeira paixão 
 
Ele é como passarinho 
Livre e solto pelo ar 
Seu coração lhe carrega 
Pra onde o berimbau mandar 
 
E até lá no prisão 
Pra tudo ele da jeito 
Ensina pro delegado 
E tudo fica direito 
 
Se tu quer ficar com ele 
Escute vou lhe dizer 
Paciência e respeito 
Faz parte do bem querer 
 
E você que é capoeira 
E o namorado não é 
Não te deixa ir nas rodas 
Segurando no seu pé 
 
Ouça bem o meu conselho 
Que é para bem viver 
Saiba mais da capoeira 
Que você vai lhe entender 

Sinha mandou chamar

Sinhá mandou chamar 
Sinhá mandou dizer 
Que se o negro não vim vai apanhar 
Mais nego não quer saber 
 
Nego não quer saber 
Se vai para o tronco de madeira 
Pois o nego esquece tudo 
Quando está na Capoeira 
 
Antigamente era assim que acontecia 
Se o nego não obedecesse 
Tinha o Capitão que prendia 
Pra bater na covardia 
 
Hoje em dia é diferente 
Com a Aboliçao da Escravatura 
E a corda que amarrou o nego 
Hoje trago na cintura 
 
A dor era tanta 
Que feria o coração 
Pois sabia que apanhava 
O castigo quem dava era um irmão 

Solidão do capoeira

Moça bonita dos cabelos enrolados, 
que me deixou afogado nas águas da solidão. 
Maré baixou, ela veio e me salvou. 
Olhei para os olhos dela, ai meu Deus 
que tanto amor. 
Berimbau toca, a roda vai começando. 
Capoeira eu vou jogando, porque tenho 
que jogar. 
Sou capoeira, me orgulho da minha arte. 
É uma arte brasileira da vida da escuridão. 
Os negros escravos foram uma raça 
tão sofrida, ê, ê, ê. 
Tanta dor, tanta ferida nas costas do negro 
irmão. 
Sofri bastante, hoje já não sofro mais ê, ê, ê. 
Encontrei o meu amor ô, ia ia, não esquecerei jamais. 
Iê moça bonita, 
Iê moça bonita, camarada... 
 
Composição: Serjão. Intérpetre: Tatinho.

Solta a mandinga

Solta a mandinga ê*
Solta a mandinga
Solta a mandinga ê, Capoeira
Solta a mandinga
(Eu falei)
Solta a mandinga ê
Solta a mandinga
Solta a mandinga ê, Capoeira
Solta a mandinga

Sou angoleiro e venho de angola

Sou angoleiro e venho de Angola,
Jogo com Deus e com Nossa
Senhora.
Sou angoleiro e venho de Angola,
Venho de angola, de Angola, de
Angola.
Sou angoleiro e venho de Angola,
Toco um atabaque, um berimbau e
uma viola.
Sou angoleiro e venho de Angola,
Jogo com você a qualquer hora.
Sou angoleiro e venho de Angola,

Sou capoeira e pego na viola

Sou Capoeira e pego na viola
Sou Capoeira e pego na viola
Se essa roda ficar boa não vai
terminar agora
Se essa roda ficar boa não vai
terminar agora
Não vai terminar agora
Não vai terminar agora
Não vai terminar agora
Não vai terminar agora
Toquei berimbau e cantei prá iaiá
Toquei berimbau e cantei prá iaiá
Na roda de Capoeira, quero
ver gunga falar
Na roda de Capoeira, quero ver
gunga falar
Quero ver gunga falar
Quero ver gunga falar
Quero ver gunga falar
Quero ver gunga falar

Sou da topázio

Eu sou da Topázio, arara, arêrê. 
A Topázio chegou, todo mundo quer ver. 
Eu sou da Topázio, arara, arêrê. 
A Topázio chegou, todo mundo quer ver. 
É um jogo de mandigueiro, 
é um floreiro sem igual. 
No jingar do capoeira que a Topázio 
é sem igual sem igual, 
eu falei pra você. 
Mestre Bimba foi embora 
Mas o exemplo ele deixou 
A Topázio entendeu 
E o mundo conquistou, 
Eu falei pra você. 
 
Composição: Marcos Jitaúna. Intérprete: Tatinho. 

Sou eu, sou eu maculelê sou eu

Sou eu,sou eu,Sou eu Maculelê sou eu
Sou eu,sou eu,Sou eu Maculelê sou eu
O nós viemos de Mato grosso
tirar acuçena da mata real
tirar sossego de quem me ensinou
A dizer sim ao invés de não senhor
porque um dia livre eu serei
e o povo ajusta as contas com o rei
Sou eu…
Sou eu,sou eu,Sou eu Maculelê sou eu
O nós viemos lá da Bahia
quanto mais tarde quanto mais chovia
E o povo pedia implorava
a princesa nos de alforria
sou eu
Sou eu,sou eu,Sou eu Maculelê sou eu

Tabaréu que vem do sertão

Tabaréu que vem do sertão
Vendo quiabo, maxixe e limão
Tabaréu que vem do sertão
Ele vende quiabo, maxixe e limão
Tabaréu que vem do sertão

Tava lá em casa

Tava lá em casa ó ia ia sem pensar
nem imaginar
Tava lá em casa ó ia ia sem pensar
nem imaginar
Quando ouvi bater na porta
Quando ouvi bater na porta ó ia ia
Salomão mandou chamar
Era hora de lutar
Para ajudar a vencer
Para ajudar a vencer ó ia ia
A batalha liderar
Eu que nunca foi de lutar
Nem pretendia a lutar amigo velho
Botei a arma na mão
Era tempo de lutar
Era hora de lutar
Tempo de Lutar

Tava lá na beira do mar

Tava lá na beira do Mar, quando
Curio chegou
Tava lá na beira do Cais, quando
Curio chegou
Com o pandeiro e atabaque,
berimbau e agogô
Com o pandeiro e atabaque,
berimbau e agogô
Vai rolar, vai rolar, Capoeira na beira
do mar
Vai rolar, vai rolar, Capoeira na
beira do mar

Tava na minha casa

Iê na minha casa
Tava na minha casa
Sem pensar, sem imaginar
Mandaram me chamar
Pra ajudar a vencer
Mas a guerra do Paraná, haha
Água de beber (Ê-ê água de beber, camará)
Êi aruandê (Ê-ê aruandê, camará)
Aiá que me vendê (Ê-ê qué me vendê, camará)
Aiá na falsidade (Ê-ê na falsidade, camará)
Viva deus do céu (Ê-ê viva deus do céu, camará)
Viva meu mestre (Ê-ê viva meu mestre, camará)
Iê quem me ensinou (Ê-ê quem me ensinou, camará)
Aiai a malandragem (Ê-ê a malandragem, camará)
Ai água de beber (Ê-ê água de beber, camará)
Ai água pra lavar (Ê-ê água pra lavar, camará)
Aiê volta do mundo (Ê-ê volta do mundo, camará)

Tem dendê, tem dendê

Tem dendê, tem dendê
No jogo de Angola tem dendê
Tem dendê, tem dendê
No jogo de baixo tem dendê

Tempo da escravidão

Lembra ê, lembra ê meu irmão (bis) 
Oh! Lembra ê, o tempo da escravidão. 
Lembra ê. 
Eu vou contar uma história, 
que já contaram pra vocês. 
Só pra te lembrar 
conto eu mais uma vez. 
O negro acorrentado 
trabalhando pra o senhor ao caminho 
da senza a ele muito se acabou. 
Lembra ê, lembra ê meu irmão (bis) 
Oh! Lembra ê, o tempo da escravidão. 
Lembra ê. 
Com a revolta dos escravos, a capoeira surgiu. 
Em busca da liberdade, os africanos no Brasil. 
Essa luta mandingueira, que no Brasil se criou, 
o negro se defendia do chicote do feitor. 
Com o nome de Palmares um Quilombo veio 
a surgir na Cidade de Alagoas comandado 
por Zumbi. 
 
Composição: Wagner. Intérprete: He-man 

Tim tim tim aruandê

Tim tim tim Aruandê
Aruanda, Aruanda, aruandê
Tim tim tim Aruandê
Aruanda, Aruanda, aruandê
Tim, Tim, Tim Aruande
Aruanda, Aruanda, Aruande
Tim, Tim, Tim Aruande
Aruanda, Aruanda, Aruande
Tim, Tim, Tim Aruande
Aruanda, Aruanda e mandigueiro
Tim, Tim, Tim Aruande
Aruanda, Aruanda e Macunge
Tim, Tim, Tim Aruande

Tim, tim, tim, lá vai viola

O lê lê la vai viola
Tim, Tim, Tim, la vai viola
O viola meu bem viola
Tim, Tim, Tim, la vai viola
Jogo o bonito no jogo de angola
Tim, Tim, Tim, la vai viola
Jogo de dentro e jogo de fora
Tim, Tim, Tim, la vai viola

Tindolelê auê cauiza

Tindolelê auê Cauiza
Tindolelê é sangue real
Meu pai é filho eu sou neto de Aruanda
Tindolelê auê Cauiza
Cauiza, de onde é que veio
Eu vim de Angola ê
Maculelê, de onde é que veio
Eu vim de Angola ê
Mestre Popó, de onde é que veio
Eu vim de Angola ê
E o atabaque, de onde é que veio
Eu vim de Angola ê
E o agogô, de onde é que veio
Eu vim de Angola ê

Tô dormindo to sonhando

Tô dormindo to sonhando,
tão falando mal de mim
Tô Dormindo tô Sonhando
Ô não me deixam sossegar
Tô Dormindo tô Sonhando
Vou benzer meu patuá
Tô DormindotTô Sonhando
Tão falando mal de mim
Tô Dormindo tô Sonhando
Agora vou acordar
Tô Dormindo tô Sonhando
Quem falou não está longe
tô dormindo tô sonhando
Na roda de capoeira

Topázio de coração

A capoeira é arte todo dia, 
mas não se pode esquecer da atenção. 
Temos que sempre treinar pra melhorar 
e praticar e querer de coração. 
Ê, ê, ê, quero ver você jogar, 
solte a sua mandinga que 
o mestre vai gostar. 
Ê, ê, ê, sou topázio de coração, 
capoeira é minha arte que herdei 
dos meus irmãos. 
Lá no Quilombo, Zumbi já praticava. 
Essa é uma luta do tempo de escravidão. 
É a história do povo brasileiro. 
E foi a grande arma da abolição. 
Ê, ê, ê, quero ver você jogar, 
solte a sua mandinga que 
o mestre vai gostar. 
Eu agradeço, a Deus por seu Pastinha 
que encanto, com Angola esta nação. 
Ao mestre Bimba, criador da regional, 
ao mestre Dinho a modernização. 
Ê, ê, ê, quero ver você jogar, 
solte a sua mandinga que 
o mestre vai gostar. 
 
Composição: Santos. Intérprete: Tatinho. 

Topei quero ver cair

Ô â ô â ei
Eu vou bater
quero ver cair
Ô â ô â ei
Eu vou bater
quero ver cair
Ô â ô â ei
Topei
quero ver cair
Ô â ô â ei
Quero ver
quero ver cair
Ô â ô â ei
Eu aprendí
com Pastinha
Ô â ô â ei
A jogar de capoeira
Ô â ô â ei
Puxa puxa, leva leva
Ô â ô â ei
Eu vou bater
quero ver cair
Ô â ô â ei

Totonho de maré

Ê Maré 
ÔÔ Maré 
 
Ê Maré 
ÔÔ Maré 
 
Totonho de Maré é Capoeira 
Totonho de Maré é da Bahia 
 
 
Ê Maré 
ÔÔ Maré 
 
Ê Maré 
ÔÔ Maré 
 
Quando você foi a Bahia 
Pra buscar o seu axé 
Lembre de Mestre Bimba 
E de Tontonho de Maré 
 
Ê Maré 
ÔÔ Maré 
 
Ê Maré 
ÔÔ Maré 
 
Nas rodas de capoeira 
Ele mostrava o seu valor 
Era um grande capoeira 
E tambêm estivador 
 
Ê Maré 
ÔÔ Maré 
 
Ê Maré 
ÔÔ Maré 
 
Revirando as lembranças 
As memórias do passado 
Recordei um capoeira 
Que poucos estão lembrados 
 
Ê Maré 
ÔÔ Maré 
 
Ê Maré 
ÔÔ Maré 

Troca mão pelo pé

Vieram tres pra bater no nego
Trosseram faca, chicote e facao,
Trabalha cara rasterar no chão
Trabalha cara rasterar no chão
Voce não sabe que poder fazer o
nego
Voce não sabe que poder fazer o
nego
Troca mão pelo pé
Troca pé pela mão
Troca mão pelo pé
Troca pé pela mão
Troca pé pela mão
Troca mão pelo pé

Tumba la é ca

Eu vi a luta, eu tava la
Eu vi a luta, eu tava la
Dois guerreiros se pegando dentro do canavial
Eu vi a luta, eu tava la
Eu vi a luta, eu tava la
Dois guerreiros se pegando dentro do canavial
Lutava Maculelê na terra do Manganga
Um gritava para o outro
Tumba ê caboclo
Tumba la é ca
E tumba ê guerreiro
Tumba la é ca
E tumba ê Popo
Tumba la é ca
E nao me deixe so
Tumba la é ca
Tumba e caboclo
Tumba la é ca

Um menino

Histórias da capoeira 
Você já ouviu contar 
Mas existem aquelas 
Que você hesita em acreditar 
Eu me lembro que lá da Bahia 
Saiu um menino sem nada levar 
Chegando aos pés do Redentor 
Mostrou como o mestre soube lhe ensinar 
O vento batendo no peito 
O rio gaz seu leito 
Descende pro mar 
Foi visto como um vagabundo 
Hoje corre o mundo com seu abadá 
Não esperemos sua morte 
Pra numa cantiga lhe homenagear 
Pois mesmo que seu corpo durma 
Jamais sua luz deixará de brilhar 
 
Auê mandinguero 
É seu amigo quem lhe avisa 
 
Auê mandinguero 
Olhe as armadas dessa vida 
 
Auê mandinguero 
Salve amigo Mestre Camisa 

Um pouquinho de dendê

Eu vim aqui buscar
um pouquinho de dendê
Eu vim aqui buscar
um pouquinho de dendê
Prá passar do berimbau
um pouquinho de dendê
Prá passar do berimbau
um pouquinho de dendê
Prá passar do atabaque
um pouquinho de dendê
Prá passar do atabaque
um pouquinho de dendê
Prá passar do agogô
um pouquinho de dendê
Prá passar do agogô
um pouquinho de dendê

Um, dois, tres

Um, dois, tres
Bate palma pra ele
Um, dois, tres
Bate palma pra ele

Uma volta só

Ô Iaia Mandou Dá
Uma Volta Só
Ô Que Volta Danada
Uma Volta Só
Ô Me Leva, Ô Me Volta
Uma Volta Só
Ô Que Volta Demorada
Uma Volta Só
Mas Que Volta Ligeira
Uma Volta Só

Vadiação (boa voz)

Chama ioiô, chama iaiá 
Berimbau me chama, eu vou vadiar 
 
Não adianta 
Tu tentar me segurar 
Corrente já foi quebrada 
E hoje eu quero é vadiar 
 
Dizia a lei 
É proibido vadiar 
Mas eu sentia no peito 
A vontade de jogar 
 
Andei, vaguei, 
Sem saber no que pensar 
Sempre fui trabalhador 
Mas também capoeira 
 
De tocar meu berimbau 
E uma cantiga levar 
Mostrando meus sentimentos 
Sem ninguém prejudicar 
 
O bem e o mal 
Nunca andaram de mãos dadas 
Não escolhem preto nem branco 
Ao findar esta jornada 

Vai ter brincadeira

Aê me chamaram pra roda 
Vai ter brincadeira 
Aê me chamo Carolina 
Canto capoeira 
Esse jogo valente é da natureza 
Um instinto que o homem 
Responde com o corpo 
Ela traz fundamento 
Da sua história 
Que sobrevive até hoje 
Pois é arte do povo 
E capoeira....e capoeirá (bis) 
Ela é dança é luta 
Pois é... 
É mandinga feitiço 
Pois é... 
Ela é genuína 
Pois é.... 
Misticismo de um povo 
Ela é... 
 

Valha-me, nossa senhora

Valha-me, Nossa Senhora
Mãe de Deus do criador
Nossa senhora me ajude
Nosso senhor me ajudou, camará
Água de beber (Ê-ê água de beber, camará)
Êi aruandê (Ê-ê aruandê, camará)
Joga pra lá (Ê-ê joga pra lá, camará)
Campo de mandinga (Ê-ê campo de mandinga, camará)
Ai é Mandingueiro (Ê-ê é Mandingueiro, camará)
Ai ele é cabeçeiro (Ê-ê é cabeçeiro, camará)
Aiai sabe jogá (Ê-ê sabe jogá, camará)
Aiai a capoeira (Ê-ê a capoeira, camará)
Oiá Regional (Ê-ê Regional, camará)
Aiê volta do mundo (Ê-ê volta do mundo, camará)

Vamos todos à louvar

Vamos todos à louvar
a nossa nação brasileira
salve zumbi dos palmares ora meu deus
que nos livrou do cativeiro
vamos todos à louvar
a nossa nação brasileira
salve zumbi dos palmares ora meu deus
que nos livrou do cativeiro

Vem capoeirar

Vem Capoeirar, vem capoeirar 
Entra na roda menino 
Vem capoeirar 
(coro) Vem Capoeirar, vem capoeirar 
Joga na roda menino 
Vem capoeirar 
(coro) Vem Capoeirar, vem capoeirar 
Joga bonito menino 
Vem capoeirar 
(coro) Vem Capoeirar, vem capoeirar 
... 

Vem começo a roda io io

Vem começo a roda io io
Começo o canto ia ia
Vem começo a roda io io
Começo o canto ia ia
Vem começo a roda io io
Começo o canto ia ia
Vem começo a roda io io
Começo o canto ia ia
Berimbau ta tocando menino
Chamando voce pra jogar
Capoeira Arte e magia
E a coisa mais linda aqui
Vem começo a roda io io
Começo o canto ia ia
Vem começo a roda io io
Começo o canto ia ia
Começo a roda io io
Começo o canto ia ia
Começo a roda io io
Começo o canto ia ia
Vem começo a roda io io
Começo o canto ia ia
Vem começo a roda io io
Começo o canto ia ia

Venha jogar menino

REFRAO: Oi menino a capoeira lhe faz bem, 
Vem voce, jogar nas rodas tanbem 
CORO REPITE 
Voce joga día e noite, noite e día, sem parar 
Voce toca o berimbau, voce aprende cantar 
Tem queixada, tem armada, meia-lua e a rasteira 
Voce aprende o aú, e tanbem salto mortal, oi menino! 
CORO REFRAO 
Faz vibrar o povo, e lhe da grande emoção 
Capoeira é saude e tanbem educação 
Vem para roda, vem menino, vem jogar a capoeira 
Capoeira é brasileira, nossa arte mandingueira, oi menino… 
CORO REFRAO 

Vi voador

Vi voador 
Vou te mostrar 
Olha eu vi o Cobrinha 
Pulando salto mortal 
(coro)Vi voador 
Vou te mostrar 
Olha agora eu vi o Branco 
Pulando salto mortal 
(coro)Vi voador 
Vou te mostrar 
Agora eu vi Formiguinha 
Pulando salto mortal 
(coro)Vi voador 
Vou te mostrar 

Vinha da bahia pra lhe ver

Vinha da Bahia pra lhe ver, vinha
da da Bahia pra lhe ver
Vim da da Bahia pra lhe ver, pra
lhe ver pra lhe ver, pra lhe ver, pra
lhe ver
Coro
Tava la no alto da Ribeira
Na Bahia que è terra de muito axê
Minha mae è uma grande lavadeira
O meu pai nos appendera na colheita
do cafè
Coro
Minha jangada~ vem pro Rio de
janeiro
Vem ate Salome e São Tropè
Vem que eu so um bom jangadeiro
Tambem so um capoeira vim aqui so
pra lhe ver
Coro
Chegar ao Rio de Janeiro
Terra com clima genial
Trouxe de lembrança pra você um
atabaque
Um pandeiro e tambem trouxe um
berimbau
Coro
Para na Baía de Guanabara
De frente ao faro Cristo Redentor Me
deu fome eu comei o Pao de açucar
Fui pra Barra da Tijuca so pra ver o
meu amor

Viola de waldemar

(Refrão 1)Ê lê, lê, lê, lê, lê; 
Ê lê, lê, lê, lê, lê; 
Lê lê, lê, lê, lê, lê; 
Lê lê, lê, lê, lê, lê;(Refrão 1) 
 
(Refrão 1) 
 
Eu fui na Bahia pra tocar; 
(Refrão 2)Berimbau de Mestre Waldemar;(Refrão 2) 
 
(Refrão 2) 
 
Minha viola; 
Que eu não canso de tocar; 
Quando bate uma saudade; 
De Mestre Waldemar; 
 
(Refrão 2) 
 
Cada toque um lamento; 
Parecia solidão; 
Waldemar levando a vida; 
Como um simples artesão; 
 
(Refrão 2) 
 
E hoje eu digo a vocês; 
E recordo a todos nós; 
Que quem tem um berimbau; 
De Waldemar é o Boa Voz; 
 
(Refrão 2) 
 
Só restaram as histórias; 
Que o tempo não apaga mais; 
Cantando na Liberdade; 
E também no Pero Vaz; 
 
(Refrão 2) 
 
(Refrão 1) 

Viva bimba

Viva Bimba e e 
Viva Bimba a a 
 
Lutador renomado 
Hoje não tem igual 
Jogador na Angola 
Mestre na regional 
 
Defendeu a sua arte 
Combatendo no ringue 
Adotou o Salomão 
Pois a faca não atinge 
 
No engenho de Brotas 
Nordeste de Amaralina 
E na Roça do Lobo 
Bimbau viveu sua sina 
 
Manoel foi para o céu 
Bimba ficou na história 
Onde o berimbau toca 
Reinará a sua glória
 

Vivência

A mulher da língua grande 
A mulher da língua grande 
E galo que não tem espora 
Um fala da vida alheia 
O outra canta fora de hora 
 
Galo velho quando canta 
Avisa que está na hora 
Tropeiro que acorda tarde 
Pega o burro na espora 
Caçador quando se perde 
É coisa do caipora 
O cabra do sangue quente 
Pra brigar não escolhe a hora 
Quando vê a coisa feia 
Na hora não se apavora 
Quem sabe pega com jeito 
Qem não sabe pega na tora 
Vivo aprendendo nessa vida 
O mundo é minha escola, Camaradinha... 

Você bebeu jurema

Você bebeu Jurema
Você se embriagou
Você bebeu Jurema
Você se embriagou
Com a fulô do mesmo pau,
Vosmicê se levanto
Você bebeu Jurema
Você se embriagou

Você que é forte

Você que é forte
Que só pensa em pegar peso.
Quero ver entrar na roda
E mostrar que é mandingeiro
Você que é forte
Que só pensa em pegar peso.
Quero ver entrar na roda
E mostrar que é mandingeiro.
Seu jogo não tem mandinga
Seu jogo não tem molejo
Quando é jogo bonito
Você não faça nem um floreio
E quando o jogo aperta
Você fica sem reação
Para logo pra agarrar
E jogar outro no chão
Você que é forte
Que só pensa em pegar peso.
Quero ver entrar na roda
E mostrar que é mandingeiro.
E num jogo de Angola
Você é a negação
Todo esse corpo duro
Não saber jogar no chão
Vou te dizer meu camarada Que eu
não sou bom de capoeira
Mas o que tu faça cansado
Eu faço na brincadeira

Vou cantar pra você

Coro: 
Ô lelê, Ô lelê 
Olha eu sou capoeira 
Sou filha de Oyá 
Vim cantar pra você 
 
Quando eu chego na roda 
Pra cantar a ladainha 
Fecho os olhos só escuto 
Gunga, médio e violinha 
Durante minha oracão 
Lembro de mestre pastinha 
Capoeira de angola 
E do Amor que tu me tinhas 
 
Coro 
 
Pra roda de capoeira 
Tem gente de todo o canto 
Tem baiano, tem mineiro 
Carioca e paulistano 
 
Coro 
 
Na roda de capoeira 
Todo mundo é igual 
Não importa quem você seja 
Quem comcanda é o berimbau 

Xarél, xereré

Xarél, xereré
É o peixe do mar

Xô xô meu canario

Xô xô meu canario
Meu canario é cantador
Xô xô meu canario
Foi embora e me deixou
Xô xô meu canario
Meu canario é da alemanha

Zum, zum, zum capoeira mata um

Zum, zum, zum (x2)
Capoeira mata um
Zum, zum, zum
Capoeira mata um
Onde tem marimbondo (x4)
é zum, zum, zum.
Oh a o a e (x4)
Quero ver bater, quero ver cair
Zum, zum, zum (x2)
Capoeira mata um
Zum, zum, zum
Capoeira mata um
Onde tem marimbondo (x4)
é zum, zum, zum.
Oh a o a e (x4)
Quero ver bater, quero ver cair

Zumbi

Zumbi negro valente guerreiro, 
que fugiu do cativerio para uma luta começar. 
Ele fundou o Quilombo dos Palmares, 
onde tinha liberdade e poder de se expressar. 
Lá eles viviam em grande comunidade, 
não existia desigualdade, nem tronco pra apanhar. 
Mas certo dia, 
em uma noite tão sombria, 
todos esperavam ele. 
Nada de Zumbi chegar, e de repente 
no meio da multidão uma ecoava forte, 
aconteceu a traíção. 
Zumbi morreu, mas nada disso adiantou. 
Hoje fazem 300 anos, 
todos cantam em sou louvor 
Iê, viva Zumbi 
Iê, guerreiro de Palmares 
Iê, viva meu mestre. 
 
Composição: Jairão. Intérprete: Jairão. 


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