CORTE DA NAVALHA
Autor Wilton Vieira dos Santo (Vagalume)
Diziam os antigos que o Capoeira era temido
Mandingueiro vadiava, andava armado, era bandido
Mas dentro do bolso, esse cabra danado escondia
Uma navalha afiada, verdade falsidade existia
O corte da navalha quando acerta no peito nunca falha
Oi o corte...
O corte da navalha quando acerta no peito nunca falha
Meia lua, cabeçada, martelo no alto meu irmão
Capoeira deu rasteira e botou malandro no chão
Mas depois do jogo um sorriso e um aperto de mão
Por trás, um olhar maldoso dizia que vai ter traição
Oi o corte
O corte da navalha quando acerta no peito nunca falha
Na boca da noite o Capoeira se divertia
Oi Bahia com tantas mulheres com tanta bebida se esquecia
Voltando cansado pela madrugada, o Capoeira
Nem mais se lebrava, que derrubou um na rasteira
Oi cuidado um golpe de navalha clareou na escuridão,
Com o peito sangrando, um homem cara no chão
e um Berimbau tocava Lamento e a Cavalaria
Foi mesmo vingança de roda de rua na Bahia
29.TEMPO QUE NÃO VOLTA ATRÁS
Autor Marcus Vinícius G. Magalhães (Coreba)
Na Bahia de outrora
De Mestre Pastinha Mestre Waldemar
Ladainhas de angola
Onde o canto me faz recordar
De um tempo que era tão bom
Onde eu queria viver
Conhecer toda mandinga,
Toda malícia e também o saber
Ai Ai Ai, Ai Ai
Saudades que eu tenho demais
Ai Ai Ai, Ai Ai
De um tempo que não volta atrás
Ai Ai Ai, Ai Ai
Waldemar da Pero Vaz
Ai Ai Ai, Ai Ai
Era um tempo bom demais
Ai Ai Ai, Ai Ai
A capoeira era jogada
O capoeirista que tinha valor
Era um tempo que não tinha grupo
Que não tinha mestre por graduação
Os olhos ensinavam a jogar
Cada um tinha sua expressão
O aluno era discípulo
Aprendia com o mestre toda lição
Ai Ai Ai, Ai Ai
Saudades que eu tenho demais
Ai Ai Ai, Ai Ai
Seu Pastinha lá no cais
Ai Ai Ai, Ai Ai
De um tempo que não volta mais
Ai Ai Ai, Ai Ai
Era um tempo bom demais
Ai Ai Ai, Ai Ai
Author Wilton Vieira dos Santo (Vagalume)
The ancients said that Capoeira was feared
Mandingueiro was a loafer, carried a gun, was a criminal
But inside his pocket, this naughty bastard hid
A sharp razor, truth falsehood existed
The razor cut when it hits the chest never fails
Hi the cut...
The razor cut when it hits the chest never fails
Half moon, headbutt, hammer high my brother
Capoeira tripped him and put the trickster on the ground
Mas depois do jogo um sorriso e um aperto de mão
Por trás, um olhar maldoso dizia que vai ter traição
Hi the cut
The razor cut when it hits the chest never fails
At night Capoeira had fun
Oi Bahia com tantas mulheres com tanta bebida se esquecia
Returning tired at dawn, Capoeira
He no longer remembered that he knocked someone down
Oi cuidado um golpe de navalha clareou na escuridão,
With his chest bleeding, a man faces the ground
and a Berimbau played Lamento and Cavalaria
It was really street revenge in Bahia
29.TIME THAT DOESN’T TAKE BACK
Author Marcus Vinícius G. Magalhães (Coreba)
In the Bahia of yore
By Mestre Pastinha Mestre Waldemar
Angolan litanies
Where the song reminds me
From a time that was so good
Where I wanted to live
Knowing all the mandingo,
All malice and also knowledge
Oh oh oh, oh oh
I miss you so much
Oh oh oh, oh oh
From a time that never goes back
Oh oh oh, oh oh
Waldemar da Pero Vaz
Oh oh oh, oh oh
It was a really good time
Oh oh oh, oh oh
Capoeira was played
The capoeirista who had value
There was a time when there was no group
Who did not have a master's degree
The eyes taught how to play
Everyone had their own expression
The student was a disciple
I learned every lesson from the master
Oh oh oh, oh oh
I miss you so much
Oh oh oh, oh oh
Seu Pastinha there on the pier
Oh oh oh, oh oh
From a time that never comes back
Oh oh oh, oh oh
It was a really good time
Oh oh oh, oh oh
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