Coro:
Pedro Vaz Chorou,
liberdade chora
Da paixão lamenta,
Waldemar foi-se embora.
Discípulo de antigos mestres,
como Talabi, Canário Pardo,
Peripiri, Siri-de-Mangue,
da ilha de Maré
Mestre Ricardo
Todos foram ilustres mestres,
eu guardo.
Coro
Roda boa quem se lembra
na estrada da liberdade?
Num barração no corta-braço, tinha
roda bamba de verdade
reunia grandes mestres
do passado.
Coro
No embalo do seu canto,
prosa e verso de humildade.
Melodia vinha da alma como
exemplo de humanidade,
De Waldemar sentimos falta
e saudades.
Coro
Se sua morte foi alforria,
Jesus Cristo o libertou.
De mau de Parckinson sofria,
sofrimento não levou,
Pras nós somente a lembrança
restou.
Coro
Com sentimento de alegria,
pintava seu berimbau
por mais que eu tente um dia
nunca pintarei igual,
Seu pintura é como sua alma,
imortal.
Hoje é dia de nossa senhora
A conceição viemos louvar
A trovoada ronca no mar
Aranda ie ie e, aranda ie ie a
Hoje é dia de nossa senhora
A conceição viemos louvar
A trovoada ronca no mar
Aranda ie ie e, aranda ie ie a
Aranda ie ie e, aranda ie ie a
Aranda ie ie e, aranda ie ie a
Angola terra dos meus ancestrais;
Angola;
De onde veio a capoeira;
Angola;
Do toque do berimbau;
Angola;
E vivia no Quilombo;
O valente rei Zumbi;
Guerreiro de muitas lutas;
Por seu povo sofredor;
Foi general de batalha;
Sem patente militar;
Inteligência e coragem;
Não lhe podia faltar;
Ele nasceu no Quilombo;
Porém foi aprisionado;
Criado por padre Antônio;
Francisco foi batizado;
Aprendeu lingua de branco;
Mas não se subordinou;
Dentro dele era mais forte;
O seu "eu" de lutador;
Fugindo para Palmares;
Ganga Zumba o recebeu;
O Quilombo estava em festa;
Viva Zumbi Ganga o rei;
Foi quando tudo mudou;
Até vir a traição;
Mataram Zumbi guerreiro;
Sem nenhuma compaixão;
Seu nome será lembrado;
Para sempre na história;
Força de espírito presente;
Não nos saia da memória;
Iê, viva meu Deus;
(Refrão) Iêêêê, viva meu Deus, camará;(Refrão)
Iê, viva Zumbi;
(Refrão) Iêêêê, viva Zumbi, camará;(Refrão)
Iê, viva meu Mestre;
(Refrão) Iêêêê, viva meu Mestre, camará;(Refrão)
Iê, a capoeira;
(Refrão) Iêêêê, a capoeira, camará;(Refrão)
Iê, viva Deus do céu;
(Refrão) Iêêêê, viva Deus do céu, camará;(Refrão)
Iê, salve a Bahia;
(Refrão) Iêêêê, salve a Bahia, camará;(Refrão)
Autores: Peter e Maxuel
Eu sinto em minha pele
A dor do meu passado
Era do negro forte
No tempo que era escravo
Escutei histórias antigas
De que nego tinha mandinga
Que fugia do feitor
Usando a sabedoria
Mais aqueles que ficavam
Senhor neles descontava
Dizendo nego trabalha
E ainda por cima o torturava
Negro criou a capoeira
Cansado de lamentar
Pedia força pro santo
Que era hora de lutar
Que era hora de lutar
Que era hora de lutar
Domínio Público
Era a hora grande quando eu cheguei na Bahia (2x)
Procuranda nega Rosa, filha da Rosa Maria
Todo mundo viu a Rosa, só oe mesmo é que não via
A Rosa tava na igreja
Rezando por mim
orando por ti
Catarina minha nega
onde tá que eu não te vejo
Eu tô na cozinha do branco
Preparando carangueijo
no fogo sinhá
Catarina
Tava no fogo ia ia
Catarina
No fogo lê lê
Catarina
Carangueijo Sinhá
Catarina
Vou dizer ao meu senhor que a manteiga derramou
Vou dizer ao meu senhor que a manteiga derramou
A manteiga não ê minha, a manteiga é de io io
Vou dizer ao meu senhor que a manteiga derramou
A mantega do patrao, parafina de io io
Vou dizer ao meu senhor que a manteiga derramou
A manteiga do patrao caiu no chao e derramou
Vou dizer ao meu senhor que a manteiga derramou
É tu que é moleque
Moleque é tu
Me chama moleque
Moleque é tu
Segura o moleque
Moleque é tu
Me pega o moleque
Moleque é tu
Apanha a laranja do chão Tico-Tico
Se meu amor for se embora eu não fico
Apanha a laranja do chão Tico-Tico
Apanha com o pé e com a ponta do bico
Apanha a laranja do chão Tico-Tico
Horacio do mato por ser mau criado
chegou na Bahía e morreu
Refrâo: Adâo subiu, Adâo desceu
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