D Lyrics


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Dà dà dà no negro

Dà Dà Dà No Negro
No negro você não dà
Dà dà dà no negro
Mas se der vai apanhar
Dà dà dà no negro
No negro você não dà
Dà dà dà no negro
Jogue o negro para cima
Dà dà dà no negro
Deixa o negro vadiar
Dà dà dà no negro
No negro você não dà
Dà dà dà no negro

Dança da Malandragem - 2002

Dança da Malandragem - 2002 (ainda não lançado: EXCLUSIVA por cortesia do Mestre Tonho Materia para Capoeiras.Com - Formado Comprido)
Dança da malandragem: Mestre Tonho Matéria
A ginga: Mestre Tonho Matéria
Caxinguelê: Mestre Tonho Matéria
Capoeiragem: Mestre Tonho Matéria
Capoeirê: Mestre Tonho Matéria
Pout-pourri
a)baila o corpo: Mestre Tonho Matéria
b)capoeira é natureza: Mestre Tonho Matéria
c)mandinga: Mestre Tonho Matéria
Cântico de capoeira i : d.p. adapt: Mestre Tonho Matéria
Corta cana: d.p.
Por favor meu mano: d.p. adapt: Mestre Tonho Matéria
Cântico de capoeira ii : d.p. adapt: Mestre Tonho Matéria
Rasteira no chão: Mestre Tonho Matéria
Amigo meu: wellington
Camaradinha: Mestre Tonho Matéria (corrido) d.p.
Capoeiragem ( ao vivo ): Mestre Tonho Matéria
DANÇA DA MALANDRAGEM
DE: TONHO MATÉRIA
D.P. XÔ SABIÁ/ BAIANO BOM
quando o capoeirista
se benze no pé do berimbau
tá pedindo proteção
esse é o seu ritual
na dança da malandragem
não se deve vacilar
tem que ter cuidado e respeito
se o jogo for na banguela
quem canta bonito é galo
que é rei lá no terreiro
vou mostrar pro camarada
quem é melhor é mais ligeiro
xô, xô
sabiá cantou bateu asas e vôo
e foi morar no abaeté
baiano bom, baiano bom
baiano bom é o baiano carcará
baiano bom é o baiano carcará
que tira água do coqueiro
e deixa o côco no lugar
o que é que eu sou
sou baiano carcará
A GINGA
DE: TONHO MATERIA
a ginga é a coluna vertebral
sem ela é impossível jogar
um bom capoeirista que se presa
não pode lhe abandonar
ele pode dá martelo, rabo de arraia e esporão
cair na cocorinha dá galopante e escorão
mais se não gingar
nada disso vale não
tem que gingar, tem que gingar
pra ficar firme no chão
tem que gingar, tem que gingar
como besouro mangangá
a ginga balançada, mole, quebrada na cintura
faz com quer o jogador respire melhor
é preciso obedecer o ritmo do berimbau
a ginga é quem define a expressão corporal
aquele que não ginga fica no tempo olhando a poeira
porque a ginga é o movimento principal da capoeira
CAXINGUELÊ
DE: TONHO MATÉRIA
caxinguelê
é menino que pratica capoeira
que sai no aú e dá rasteira
e que cai na negativa
caxinguelê
é menino sabido matreiro
que vai pro mercado modelo
driblar a vingativa
ele é mandingueiro
ele é mangangá
um capoeira ligeiro
que ninguém segura
você pode tomar meia lua, queixada
martelo e ponteira
se vacilar na roda de capoeira
CAPOEIRAGEM
DE: TONHO MATÉRIA
do berimbau, atabaque
pandeiro e agogô
nasceu a capoeira
capoeiragem, capoeirada
ela veio pro brasil
na era colonial
fez pastinha angoleiro
bimba um regional
me ensinou entrar em roda
e nunca dá meu golpe em vão
capoeira é verdadeira
cada toque é uma lição
o nego que escorrega
e não cai na ladeira
joga capoeira
e sabe bailar, sabe bailar
tá na ginga
tá na vida, ê paraná
tá no golpe arrependido, ê paraná
dando um “aú” batido ê paraná
angola rola no chão
capoeira meu irmão
é a certeza do cativo do valor
CAPOEIRÊ
DE: TONHO MATÉRIA/EDYBINHO
capoeirê
capoeirá
na roda da capoeira
ninguém vai me segurar
disse o mestre um dia
que pra aprender
tem que se dedicar
por isso no brilho do sol
eu vou capoeira jogar
é uma arte africana
que aqui no brasil
já se consagrou
deslizo o meu corpo inteiro
no quilombo da capoeira
capoeirê...
jogo bonito com bamba
jogo com alabama, macaco e carlinhos
jogo com mestre bozó
com suassuna, romeu e lazinho
meu mestre é mandingueiro
capoeira já me ensinou
hoje o mundo me ensina
o que capoeira eu sou
BAILA O CORPO
DE: TONHO MATÉRIA
ê capoeira aiá
é uma dança
que baila o corpo
pra lá e pra cá
nos dá um sentido
a forte visão
a capoeira é uma união
prepara o espírito
e nos faz delirar
jogo capoeira
para executar
capoeira iaiá...
educa o corpo
a capoeira
é uma lição
a capoeira
ensina a vida
a capoeira
pro sim da razão
a capoeira
CAPOEIRA É NATUREZA
DE: TONHO MATÉRIA
a capoeira é natureza
a capoeira é natureza
me lembro do azul celeste
onde o arco íris é o berimbau
o sol é o pandeiro
as nuvens o salto mortal
aprendi a capoeira
hoje dela sou doutor
capoeira é coisa nossa
mercado modelo salvador
MANDINGA
DE: TONHO MATÉRIA
iê camarada
vem ver o capoeira jogar bis
o capoeira já entrou na roda bis
e fez a roda girar bis
no tempo da escravidão
eu jogava com meu bisavô
me ensinou a mandinga do jogo
hoje desconfiado eu sou
capoeira e ginga e expressão
na bahia já se consagrou
mestres bimba e pastinha se foram
mas pro capoeira
a semente ficou
o menino é bom
bate palma pra ele
CÂNTICOS DE CAPOEIRA I
DE: D.P. ADAPT. TONHO MATÉRIA
vinheram três pra bater no negro
trouxeram faca, porrete e facão
você não sabe
o que pode fazer o negro
troca as mãos pelos pés
os pés pelas mãos
tapa na cara rasteira no chão
você não sabe o que pode
fazer o negro
mil novecentos e sessenta e três
teve um barato de arrepiar
a policia quebrando o calcanhar
quero beber uma garrafa de cana
para adormecer
capoeira ô lelê
capoeira ô lala
pra lelê, lelê
ô lelê, lelê, lelê, lelê, lalá, lalá, lalá
quero viver nessa vida
uma grande transformação
de jogar capoeira pelo mundo
e me espalhar pelo chão
capoeira dos bons amigos
capoeira do coração
capoeira pro resto do mundo
somos todos irmãos
CORTA CANA/ MOÇA CHORANDO/MACACO NA LEVADA/ PEIXE ESCRIVÃO
D.P. ADAPTAÇÃO: TONHO MATÉRIA
ô corta cana, ô corta cana, ô corta cana
ô corta cana no canavial
já tive pai, já tive mãe, já tive filho, já tive alguém comigo
que um dia me deu valor
por isso jogo na mangangá a capoeira
com meu mestre tonho matéria que foi ele quem me ensinou
angola ê ê ê angola ah ah ah
meu berimbau tá me chamando eu vou jogar
eu não sou daqui marinheiro só
eu não tenho amor marinheiro só
eu sou da bahia de são salvador
ô marinheiro, marinheiro, marinheiro só
foi que te ensinou a nadar se foi no tombo do navio
ou foi no balanço do mar lá vem, lá vem
ele vem faceiro todo de branco com seu bonezinho
quando eu morrer disse besouro
não quero choro nem vela
também não quero barulho na porta do cemitério
eu quero o meu berimbau
com uma fita amarela gravado com o nome dela
e o meu nome é besouro e como é o meu nome é besouro
olha aqui siri de mangue quanto tempo não é um
sei que aqui você não agüenta com a presa de um gaiamum
quando eu entro você sai quando seu saio você entra
nunca vi mulher danada que não fosse ciumenta
apanha laranja no chão tico, tico se o meu amor for se embora eu não fico lá em cima da janela da janela do sobrado
tinha um moça chorando chorando pra se acabar
por causa do cordão de ouro que o ladrão tinha roubado
mais não chore dona moça que o ladrão já está sendo procurado
quem pegar este ladrão será bem recompensado
dou um berimbau maneiro dou um gunga ritimado
ô chiquinho ê ô chiquinho ah
a menina de ouro mandou lhe chamar
na volta que o mundo dá na volta que o mundo dá
dedo de mulher quer dedo dedo de mulher quer mão
um macaco na levada dois leões passaram a mão
mariposa não me prenda dentro do seu coração
ê êê ê eu venci a batalha de camugerê
olha joga bonito que eu quero aprender
se o mar fosse de tinta as ondas papel pautado
o peixe o fosse escrivão daquele mais diplomado
não teria anotado a capoeira que eu tenha jogado
POR FAVOR MEU MANO
D.P. ADAPTAÇÃO: TONHO MATÉRIA
por favor meu mano
eu não quero barulho aqui não
da terra de onde vim
trouxe a fama de meu povo
gente valente e guerreira
sofredora de um mundo novo
andei no mato caçando
na minha terra natal
fui guerreiro corajoso
enfrentei bicho do mau
quando sair lá de casa
meu pai me deu muito conselho
desconfie de mulher moça
que só vive se olhando no espelho
tome cuidado também
como mulato sarará
traiçoeiro como é
gosta muito de enganar
por favor...
nêgo, tu diz que é bom
no jogo da capoeira
tu tá com medo de mim
tá preparando rasteira
sou mulato sarará
me orgulho de verdade
tenho fama de valente
por aqui, nesta cidade
na roda onde sou mestre
tenho que ser respeitado
gente de fora e valente
será sempre derrubado
se veio de longe amizade
por aqui tome cuidado
te entrego a um menino
que é manhoso e afamado
CÂNTICOS DE CAPOEIRA II
DE: D.P. ADAPT. TONHO MATÉRIA

são quatro coisas nesse mundo bis
que o meu coração palpita
é uma casa goteirosa
é um cavalo chotão
é um menino chorando
é uma mulher ciumenta
nisso tudo eu dou um jeito
e a casa eu retelho
e o cavalo eu negocio
e o menino a mãe acalenta
e a mulher ciumenta
cai na penha
tamanduá como vai coroa bis
auê, auê, auê, ê ê ê ê ô lelê, lê, ô
tá no sangue da raça brasileira
king kong é a nossa cor
alabamba, cara dura, mãozinha, vando, geovane, tonho matéria, renê, curió, dedé, buguelo, boa gente, ferreirinha, mica, reginaldo, bozó branco, touro, urso branco, china, barba branca, virgilio, tobe, malícia, magrão, cabeça e azulão
RASTEIRA NO CHÃO
DE: TONHO MATÉRIA
eu vou girar
volta no mundo
capoeira foi que me ensinou
o gingado da revolução
hoje joga do preto doutor
branco livre da inquisição
joga, joga, joga capoeira ê
joga que eu quero ver
joga...
joga que eu quero aprender
capoeira é rasteira no chão
galopante, martelo, esporão
o gingado do bom capoeira
é perdão
AMIGO MEU
DE: WELLINGTON
me conte
me faça
me ensine
como é esse balanço tonho
que me dá uma vontade danada
de também jogar
capoeira que qualquer humano
vibra de alegria
tão gostoso o balanço
em teu corpo
já virou mania
amigo meu...
lembra menino lembra
quando te ver um tempo
me fale que eu quero aprender
deixa o meu corpo ficar
tão ligeiro e faceiro
que possa te acompanhar
CAMARADINHA
DE: TONHO MATÉRIA / D.P.

iê tava pensando
certo dia desencarnar
e deixar a capoeira
coisa que não sei largar
oh! meu deus como é difícil
essa tal compreensão
capoeira é vida é luta
capoeira é nação
o meu mestre king kong
homem forte cidadão
foi ele que me ensinou
a capoeira meu irmão
camaradinha
viva meu deus – iê viva meu deus camará
viva meu mestre - iê viva meu deus camará
a capoeira iê – viva meu deus camará
galo cantou iê – viva meu deus camará
cocorocô iê – viva meu deus camará
volta do mundo iê – viva meu deus camará
que o mundo deu iê – viva meu deus camará
que o mundo dá iê – viva meu deus camará
água de beber
água de beber camará
jogo capoeira
dela hoje tenho noção
capoeira é mandingueira
capoeira é contemplação
meu filho quando nascer
vou perguntar a parteira
o que é que o meu filho vai ser
meu filho vai ser capoeira
capoeirá, catu
maculelê, maracatu
eu fui pra ribeira
comer caruru
foi comer caruru
e não comer angú
beira mar
há! ê beira mar
é o riacho que corre no rio
é o rio que corre no mar
no mar é morada de peixe
quero ver quem vai jogar
é cordão de ouro – beira mar
minha mãe chama eufrosina
o meu pai se chama dão
me fizeram capoeira
no seu velho barracão
ê cordão de ouro – beira mar
ê capoeira tú quer me matar
ê capoeira joga lá que eu jogo cá
CAPOEIRAGEM (AO VIVO)
DE: TONHO MATÉRIA
do berimbau, atabaque
pandeiro e agogô
nasceu a capoeira
capoeiragem, capoeirada
ela veio pro brasil
na era colonial
fez pastinha angoleiro
bimba um regional
me ensinou entrar em roda
e nunca dá meu golpe em vão
capoeira é verdadeira
cada toque é uma lição
o nego que escorrega
e não cai na ladeira
joga capoeira
e sabe bailar, sabe bailar
tá na ginga
tá na vida, ê paraná
tá no golpe arrependido, ê paraná
dando um “aú” batido ê paraná
angola rola no chão
capoeira meu irmão
é a certeza do cativo do valor

DEIXA DE BESTEIRA

Ô! Menina ainda eu me lembro
Tu era contente quando eu te conhecir
Hoje em dia só vive arretada
De cara fechada empinado o nariz
Reclamando falando besteira
Mais da capoeira eu não vou desistir
Capoeira ela é tudo que eu tenho
Foi na capoeira que eu te conhecir
Ô! Menina chega bem pertinho
Olha, escuta direito que eu vou te dizer
Sem a capoeira tu sabe eu não viver
Se tu for embora eu consigo viver
Eu não quero que tu vai embora
Mas se for prometo não chorar
Vou embora vou lá pra ribeira
Jogar capoeira até o sol raiar
Não vai embora, menina, deixa de besteira
Ô! Eu gosto de você
Mais adoro a capoeira, menina
Não vai embora, menina, deixa de besteira
Ai! Eu gosto de você
Mais adoro a capoeira, menina
Não vai embora, menina, deixa de besteira
Ai! Vem comigo pra Recife, ai meu Deus
Vamos jogar capoeira, menina
Não vai embora, menina, deixa de besteira

DEIXA DE BESTEIRA

Ô! Menina ainda eu me lembro
Tu era contente quando eu te conhecir
Hoje em dia só vive arretada
De cara fechada empinado o nariz
Reclamando falando besteira
Mais da capoeira eu não vou desistir
Capoeira ela é tudo que eu tenho
Foi na capoeira que eu te conhecir
Ô! Menina chega bem pertinho
Olha, escuta direito que eu vou te dizer
Sem a capoeira tu sabe eu não viver
Se tu for embora eu consigo viver
Eu não quero que tu vai embora
Mas se for prometo não chorar
Vou embora vou lá pra ribeira
Jogar capoeira até o sol raiar
Não vai embora, menina, deixa de besteira
Ô! Eu gosto de você
Mais adoro a capoeira, menina
Não vai embora, menina, deixa de besteira
Ai! Eu gosto de você
Mais adoro a capoeira, menina
Não vai embora, menina, deixa de besteira
Ai! Vem comigo pra Recife, ai meu Deus
Vamos jogar capoeira, menina
Não vai embora, menina, deixa de besteira

Dende mare

O dendê dendê maré 
O dendê dendê maré 
 
Pescador já vai pro mar 
Foi de encontro com a maré 
Procurando o peixe bom 
Conforme a baiana quer 
 
Baiana prepara o peixe 
Pescador trouxe do mar 
Põe tempero na moqueca 
Dendê não pode foltar 
 
Tontonho de maré 
Foi um grande jogador 
A onda balança o barco 
Como Totonho balançou 
 
Puxa puxa leva leva 
Puxa a rede do mar 
Se for um bom pescador 
Peixe bom não vai faltar 
 
É noite de lua cheia 
Pescador volta do mar 
Vai ter festa na aldeia 
Capoeira vai jogar 

Desapareceu no Ar

A roda tava repleta
Todo mundo estava lá
Eu no gunga estava alerta
Pois meu Mestre ia jogar
E quando meu mestre joga
Meu coração joga também
Eu vou quando ele vai
E venho quando ele vem
Berimbau tava arretado
O clima tava perfeito
Tudo muito organizado
Tudo bem, tudo direito
Os movimentos do Mestre
Eram poemas no ar
Era um artista jogando
A arte de se jogar
De repente veio um raio
Sem aviso do trovão
Engasguei no berimbau
Traído pela emoção
Numa fração de segundos
Eu vi meu Mestre no chão
É que o olhar de aluno
É lento pra acompanhar
Meu Mestre tinha sumido
Desapareceu no ar
Reapareceu sorrindo
Que é do jeito que ele faz
Era um negro roubando
A alma do capataz
Esse momento jamais
Vai sair da minha memória
Eu vi meu Mestre assinando
O seu nome na história
Vi Peixinho transformado
A maldade em brincadeira
Muito mais do que jogando
Sendo a própria capoeira

Deus lhe deu boa noite sinha dona

Eu vinha camainando pela mata do amazonas
encontrei uma preincesa e perguntei como vai com passou sinha dona?
deus lhe deu boa noite sinha dona
Deus lhe deu boa noite sinha dona

Devagar, devagar

Devagar, devagar
Devagar, devagarinho
Devagar, devagar
Cuidado com o seu pezinho
Devagar, devagar
Capoeira de angola é devagar
Devagar, devagar
Esse jogo é devagar
Devagar, devagar
Eu falei devagar, devagarinho
Devagar, devagar
Esse jogo bonito é devagar
Devagar, devagar
Falei devagar, falei devagar
Devagar, devagar

Dia de Festa

Mais hoje é dia de festa
Eu jurei que não vou me importar
Se o batuque não sai como eu gosto
E a morena não vai me olhar
Hoje eu quero jogar capoeira
Ver mandinga pra lá e pra cá
Essa luta, essa dança guerreira
Faz meu corpo se arrepiar
Brincadeira
Brincadeira, mandinga
O molejo do corpo, ma moleja, brincadeira
Brincadeira, mandinga
O reflexo do corpo, ma moleja, brincadeira
Brincadeira, mandinga

Dia Marcante

Coro:
Toda Bahia chorou...
chorou...
Toda Bahia chorou...
de lágrimas...
Cinco de fevereiro uma data
marcante pra todos lembrar,
foi-se embora um grande mestre
que fez todo canto
do mundo abalar.
Coro
Salve a Bahia, terra da magia
também do cacau,
num canto ficava calado
o com do berimbau.
Coro
Benguela e luna Santa Maria
angola e regional
Perseram o sentido,
sentido se quebrou o
arame o berimbau.
Coro
Gunga médio viola,
atabaque, pandeiro também agogô
perderam o sentido da sua alegria
trocando na dor.

Dia que eu amanheço

Dia que eu amanheço
Dia que eu amanheço
Dentro de Itabaianinha
Homem não monta cavalo
Mulher não deita galinha
As freiras que estão rezando
Se esquecem da ladainha, haha
Água de beber (Ê-ê água de beber, camará)
Ai aruandê (Ê-ê aruandê, camará)
Ai que me vendê (Ê-ê qué me vendê, camará)
Iê na falsidade (Ê-ê na falsidade, camará)
Ai viva Deus do céu (Ê-ê viva deus do céu, camará)
Ê viva meu mestre (Ê-ê viva meu mestre, camará)
Aiai quem me ensinou (Ê-ê quem me ensinou, camará)
Aiai a malandragem (Ê-ê a malandragem, camará)
Ê joga pra lá (Ê-ê joga pra lá, camará)
Aiai joga pra cá (Ê-ê joga pra cá, camará)
Iê volta do mundo (Ê-ê volta do mundo, camará)

Dificil Pra Calar

Tá difícil pra calar a boca do cantador
O meu canto vem de dentro
Já nem sei quem me ensinou
É canto que tem mandinga
Tem magia tem amor
Por isso náo adianta
Tu querer me derrubar
Dei o bote na serpente
Antes dela se enroscar
Mandinga que vem para aqui
Meu bom Deus manda pra lá

Dona alice

Ê dona alice
não me pegue não
não me pegue,
não me agarre,
não me pegue a mão.
Ê dona alice
não me pegue não
não me pegue,
não me agarre,
não me pegue a mão
Ê dona alice
não me pegue não

Dona Alice

Coro:
Ê Dona Alice,
Ê Dona Alice,
Deixa de tanta
Conversa Mulher
Olha deixa de
disse me disse
Ontem eu lhe avistei
Na igreja do Bom fim
Eu te vi você não viu
Falando mau de mim
Coro
Ê na estrada da Liberdade
E na praça da sé
Capoeira não é de boca
Se joga com a mão com pé
Coro

Dona Isabel

Dona Isabel que história é essa
De ter feito a abolição
De ser princesa boazinha
Que libertou a escravidão
To cansado de conversa
To cansado de ilusão
Abolição se fez com sangue
Que inundava esse país
Que o negro transformou em luta
Cansado de ser infeliz
Abolição se fez bem antes
E ainda há por se fazer agora
Com a verdade da favela
Não com a mentira da escola
Dona Isabel chegou a hora
De se acabar com essa maldade
De se ensinar aos nossos filhos
O quanto custa a liberdade
Viva Zumbi nosso rei negro
Que fez-se herói lá em Palmares
Viva a cultura desse povo
A liberdade verdadeira
Que já corria nos quilombos
E já jogava capoeira
Iê viva Zumbi

DONA MARIA

Dona Maria mae de deus
eu chegei na igreja me confesei
trabalha negro,o negro trabalha
o negro trabalha sem neda gagnar
tira daqui bota ali
Dalila
tira de la bota cá
Dalila

Dona Maria como vai você

Dona Maria como vai você
Eh como vai você, eh como vai você
Dona Maria como vai você
Como vai, como passou, como vai você
Dona Maria como vai você
Joga bonito que eu quero ver
Dona Maria como vai você
Vai você ou vai você
Dona Maria como vai você

Dona maria do camboatá

Dona maria do camboatá
Ela chega na venda
ela manda botá
Dona maria do camboatá
Ela chega na venda e começa a
gingar
Dona maria do camboatá
Ela chega na venda e dá salto mortal
Dona maria do camboatá

Dona Maria do Camboatá

Dona Maria do Camboatá
Chega na venda ele manda botar
Dona Maria do Camboatá
Ela chega na venda e dá salto mortal
Dona Maria do Camboatá
Ela chega na venda e comeca a gingar
Dona Maria do Camboatá

Dona maria, como vai você

E vai você, e vai você.
Dona maria, como vai você?
Como vai você como vai você
Dona maria, como vai você?
Joga bonito que eu quero ver
Dona maria, como vai você?
E como vai como passou
Dona maria, como vai você?
E vai você, e vai você.
Dona maria, como vai você?
O joga bonito que eu quero aprender.

Dono da casa

Ô Sinhô, dono da casa
nós viemo aqui lhe vê
Viemo lhe perguntá
como passa vosmicê
 
Ô Sinhô, dono da casa
nós viemo aqui lhe vê
Viemo lhe perguntá
como passa vosmicê
E como é seu nome?
É maculelê
E de onde veio?
É maculelê
Lá de Santo Amaro
É maculelê

Dor

Meu bisavô me falou
Que no tempo da escravidão
Era dor muita dor tanta dor
Morriam de dor os negro meus irmãos
Dor, dor, dor
O sangue jorra no chicote do feitor
O negro morre de saudade sem amor
Dona Isabel sua lei não adiantou
O negro morre de Paris a Salvador
O sangue jorra na caneta do doutor
A raça negra não nasceu para ter senhor
Minha alma é livre o berimbau me libertou


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