Um brilho clariava no ar
Berimbau começava tocar
Meu peito se enchia de emoção
Ao ver o meu Mestre jogar
Meia lua, martelo e rasteira
Nada disso conseguia pegar
Meu Mestre que era mandingueiro
Pulava e dava salto no ar
E quando meu Mestre cantava
Todo mundo parava pra ouvir
Ainda me lembra até hoje
Quando ele cantava assim
Coro:
Cuidado menino que
o som vai subir
Tu é bom capoeira mais pode cair
Coro
Se o coqueiro balança ele pode cair
Coro
Se o facão bate em baixo
tu tem que subir
Um brilho clariava no ar
Berimbau começava tocar
Meu peito se enchia de emoção
Ao ver o meu Mestre jogar
Meia lua, martelo e rasteira
Nada disso conseguia pegar
Meu Mestre que era mandingueiro
Pulava e dava salto no ar
E quando meu Mestre cantava
Todo mundo parava pra ouvir
Ainda me lembra até hoje
Quando ele cantava assim
Coro:
Cuidado menino que
o som vai subir
Tu é bom capoeira mais pode cair
Coro
Se o coqueiro balança ele pode cair
Coro
Se o facão bate em baixo
tu tem que subir
Olha aê minha mãe África
por que querem me maltratar.
Mas muito mal sabem eles
que eu venho de lá.
Trago na minha bagagem
toda minha valentia,
Sou um negro entediado
inimigo da covardia.
Ela por mim passa distante
eu que jamais posso ver
não vou mais me esconder
Daqui eu só saio morto,
tenho minha liberdade
Sou Gerreiro capoeira
E não nego minha indentidade
Canavial, canaviero
Um grito ecoa de um negro em desespero
Histórias da capoeira
Você já ouviu contar
Mas existem aquelas
Que você hesita em acreditar
Eu me lembro que lá da Bahia
Saiu um menino sem nada levar
Chegando aos pés do Redentor
Mostrou como o mestre soube lhe ensinar
O vento batendo no peito
O rio gaz seu leito
Descende pro mar
Foi visto como um vagabundo
Hoje corre o mundo com seu abadá
Não esperemos sua morte
Pra numa cantiga lhe homenagear
Pois mesmo que seu corpo durma
Jamais sua luz deixará de brilhar
Auê mandinguero
É seu amigo quem lhe avisa
Auê mandinguero
Olhe as armadas dessa vida
Auê mandinguero
Salve amigo Mestre Camisa
Histórias da capoeira
Você já ouviu contar
Mas existem aquelas
Que você hesita em acreditar
Eu me lembro que lá da Bahia
Saiu um menino sem nada levar
Chegando aos pés do Redentor
Mostrou como o mestre soube lhe ensinar
O vento batendo no peito
O rio gaz seu leito
Descende pro mar
Foi visto como um vagabundo
Hoje corre o mundo com seu abadá
Não esperemos sua morte
Pra numa cantiga lhe homenagear
Pois mesmo que seu corpo durma
Jamais sua luz deixará de brilhar
Auê mandinguero
É seu amigo quem lhe avisa
Auê mandinguero
Olhe as armadas dessa vida
Auê mandinguero
Salve amigo Mestre Camisa
Eu vim aqui buscar
um pouquinho de dendê
Eu vim aqui buscar
um pouquinho de dendê
Prá passar do berimbau
um pouquinho de dendê
Prá passar do berimbau
um pouquinho de dendê
Prá passar do atabaque
um pouquinho de dendê
Prá passar do atabaque
um pouquinho de dendê
Prá passar do agogô
um pouquinho de dendê
Prá passar do agogô
um pouquinho de dendê
Um, dois, tres
Bate palma pra ele
Um, dois, tres
Bate palma pra ele
Ô Iaia Mandou Dá
Uma Volta Só
Ô Que Volta Danada
Uma Volta Só
Ô Me Leva, Ô Me Volta
Uma Volta Só
Ô Que Volta Demorada
Uma Volta Só
Mas Que Volta Ligeira
Uma Volta Só
Iáiá mandou dar uma volta só
Iáiá mandou dar
*[coro]Uma volta só
O bote da cobra coral
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