Autor: Peninha
De longe eu venho
Venho de Luanda
Bater maculelê
Na colheita da cana
Oi corta a cana
Bate o facão
Salve Popó
Que ensinou toda a nação
Meu camarada
Por aqui choveu
Choveu, choveu
Oi por aqui choveu
Na grande mata
O vaqueiro foi buscar
Seu boi malhado
Na fazenda de sinhá
Choveu, choveu
Oi por aqui choveu
Oi lá lá ê ô lá ê
Lá lá i lá
Ô lê lê
Lá lá i lá
Coro:
Sou eu, sou eu, sou eu
Maculelê, sou eu
E nos viemos das Alagoas
Somos filho da mata real
Viva Zumbi, nosso Re negro
No caminho do canavial
Coro
Você bebeu jurema
Você se embreagou
Na flor do mesmo pau
Vós mecê se alevantou
(O coro repete a Carolina)
Corre pro mato que a batalha começou
E a Guerra dos Palmares
Vamos lutar meu senhor
(O coro repete a Carolina)
Sou eu, sou eu, sou eu, Maculelê, sou eu
(O coro repete a Carolina)
Navio negreiro
Lagrimas no porão
Não sabem que eu sou guerreiro
Maculelê não se entrega não
Navio negreiro
Lagrimas no porão
Não sabem que eu sou guerreiro
Maculelê não se entrega não
Maculelê, maculelê
Maculelê guerriou até vencer
maculelê, maculelê
maculelê guerriou até vencer
Maculelê um dia em sua aldeia
Se viu preso e acuado
Se ele não fosse lutar seria asasinado
Os homens da aldeia foram caçar
Por ser jugado covarde
Não o quiserão levar
Maculelê, maculelê
Maculelê guerriou até vencer
maculelê, maculelê
maculelê guerriou até vencer
Oi maculelê, nesse dia surpriendeu
Com dois pedaços de pau
A sua aldeia defendeu
As mães e os filhos corriam chorando
Enquanto maculelê ali ficava lutando
Maculelê, maculelê
Maculelê guerriou até vencer
maculelê, maculelê
maculelê guerriou até vencer
Os homens da aldeia quando chegaram
Encontaram maculelê
Gritando ser vencedor
Todos se perguntavam
O que avia acontecido
Quase tudo na aldeia
Avia sido destruido
maculelê, maculelê
maculelê guerriou até vencer
Foi maculelê
Que sem medo de morrer
Com muita coragem
Botò todos pra correr
Os antigos inimigos
Que haviam preparado
Uma emboscada
Pra acabar com o povoado
maculelê, maculelê
maculelê guerriou até vencer
Coro:
Sou eu, sou eu, sou eu
Maculelê, sou eu
E nos viemos das Alagoas
Somos filho da mata real
Viva Zumbi, nosso Re negro
No caminho do canavial
Coro
Você bebeu jurema
Você se embreagou
Na flor do mesmo pau
Vós mecê se alevantou
(O coro repete a Carolina)
Corre pro mato que a batalha começou
E a Guerra dos Palmares
Vamos lutar meu senhor
(O coro repete a Carolina)
Sou eu, sou eu, sou eu, Maculelê, sou eu
(O coro repete a Carolina)
Maculelê é valente é gueirreiro
Maculelê é valente é gueirreiro
é dança de preto velho no tempo do cautiveiro
é dança de preto velho no tempo do cautiveiro
é danca da no escuro ou com luz de candinheiro
é danca da no escuro ou com luz de candinheiro
Maculelê é no pau é no facão
Maculelê é no pau é no facão
é danca do preto velho no tempo da escravidão
é danca do preto velho no tempo da escravidão
Maculelê jurou vingança
e diz que a dança que ele dança é mortal
Maculelê é já folclore
mas já foi luta no canavial
Olêlê Maculelê
Nós vamos vadiar
Olêlê Maculelê
Lá no canavial
Maculelê Maculalá
Obé Obé Obá obá
Maculelê Maculalá
Obé Obé Obá obá
Eu sou batuqueiro de Aruanda
Eu vim batucar nesse lugar
Eu saúdo esse povo da Bahia
E peço licença pra dançar
Maculelê Maculalá
Obé Obé Obá obá
Eu trago a espada do guerreiro
e a branca bandeira de Oxalá
No peito a estrela radiante
e o grito de paz dos Orixás
Maculelê Maculalá
Obé Obé Obá obá
Quando meu filho nascer
Vou perguntar pra parteira
O que é que meu filho vai ser
Meu filho vai ser capoeira
Capoeira capú
Maculelé, maracatu
Não é karaté nem também kung-fu
Maculelé, maracatu
Fui na bahia comer carurú+
Maculelé, maracatu
Vim comer caru e não como angu
Maculelé, maracatu
Macungo - Mestre Jabuticaba, posteado en Capoeiras.Com v.05, Posted: 28 Mar 2005 08:48 am por BAMBU
Grupo Capoeira Macungo - Mestre Jabuticaba
Nº1- Ladainha: Capoeira na Bahia
Certa noite eu tive um sonho
Que me deu muita alegria
Sonhei que estava jogando
Capoeira na Bahia
Jogava com seu Pastinha
Em sua academia
Na ladeira do Pelourinho
Na baixada do sapateiro
Lá em Feira de Santana
E no Mercado Modelo
Eu jogava capoeira
De dia e a noite inteira
De dia e a noite inteira
Eu jogava capoeira, Camará
Iê, viva meu Deus
(coro) Iê, viva meu Deus, camará
Eu vou, eu vou
Eu vou, eu vou, eu já vou
Meu Mestre tá me chamando
(coro) Eu vou, eu vou, eu já vou
O povo tá se juntando
(coro) Eu vou, eu vou, eu já vou
A roda vai começar (coro) Eu vou, eu vou, eu já vou
...
Tem dendê
Tem dendê, tem dendê
Jogo de Angola, tem dendê
(coro) Tem dendê, tem dendê
Jogo rasteiro, tem dendê
(coro) Tem dendê, tem dendê
Jogo de dentro, tem dendê
(coro) Tem dendê, tem dendê
...
Nº2- Ladainha: Negro
Quem fala mal de negro
Quem fala mal de negro
Não conhece a história bem
Se conhece ainda fala
Muita ignorância tem
Negro foi capturado, ai meu Deus
E jogados nos porões, dos navios negreiro
E amarrado com correntes e grilhões
Foi jogado no trabalho, em regime de escravidão
Trabalhou nas plantações e campos de mineração
Foi jogado na mendicância, e na prostituição
Deu seu sangue e sua vida, em prol desta nação
Quem fala mal de negro
Quem fala mal de negro, se soubesse
O valor que o negro tem
Tomava banho de piche
Pra ficar negro também, camará
Iê, viva meu Deus
(coro) Iê, viva meu Deus, camará
Sou angoleiro
Sou angoleiro, que vem de Angola
Jogo por Deus e por Nossa Senhora
(coro) Sou angoleiro, que vem de Angola
Que venho de Angola, que vem de Angola
(coro) Sou angoleiro, que vem de Angola
Tocando atabaque, pandeiro e viola
(coro) Sou angoleiro, que vem de Angola
...
Ai, ai, ai dê
Ai, ai, ai dê
Joga capoeira que eu quero ver
(coro) Ai, ai, ai dê
Joga Angola que o mestre quer ver
(coro) Ai, ai, ai dê
Joga bonito que o povo quer ver
(coro) Ai, ai, ai dê
...
Nº3- Ladainha: Voltas do mundo
Vou contar uma história
Que comigo aconteceu
Não desejo a ninguém
Quanto mais a um amigo meu
O mundo dá muitas voltas
E numa das voltas que ele deu
Hoje eu estou distante
Distante de um filho meu
Escute meu amigo
Preste bem muita atenção
Um acontecimento deste
Dá muita dor no coração
Por isso eu peço a Deus
Com muita fé e devoção
Que na vida do meu filho
Lhe guie e dê uma direção, camará
Iê, viva meu Deus
(coro) Iê, viva meu Deus, camará
Jogo de dentro, jogo de fora
Jogo de dentro, jogo de fora
Jogo bonito, jogo de Angola
(coro) Jogo de dentro, jogo de fora
Jogo bonito, jogo de Angola
(coro) Jogo de dentro, jogo de fora
Jogo com você a qualquer hora
(coro) Jogo de dentro, jogo de fora
...
Capoeira, capoeira
Eu vou, eu vou, eu vou
Capoeira, capoeira
Eu vou jogar
(coro) Capoeira, capoeira
Eu vou lutar
(coro) Capoeira, capoeira
Eu vou cantar
(coro) Capoeira, capoeira
...
Nº4- Mundo enganador
Tem de tudo neste mundo
Neste mundo enganador
Tem de tudo neste mundo
Neste mundo enganador
(coro) O, o, o, o, neste mundo enganador
(coro) O, o, o, o, neste mundo enganador
Tem pobre e tem rico
Patrão e trabalhador
Tem tristeza e alegria
Tem ódio e tem amor
(coro) O, o, o, o, tem ódio e tem amor
(coro) O, o, o, o, tem ódio e tem amor
De tudo tem um pouco
Neste mundo sim senhor
O que me causa mais tristeza
Ainda tem escravo e tem senhor
(coro) O, o, o, o, tem escravo e tem senhor
(coro) O, o, o, o, tem escravo e tem senhor
Sou Macungo
Sou macungo, sou macungueiro
No tempo da escravidão
O negro era guerreiro
O negro era guerreiro
No tempo da escravidão
Lutando com suas armas
Pela sua sua libertação
O macungo, o macungueiro
O negro era guerreiro
(coro) O macungo, o macungueiro
No tempo do cativeiro
No tempo do cativeiro
Negro apanhava, pra valer
Mas com sua capoeira
Conseguiu se defender
(coro) O macungo, o macungueiro
O negro era guerreiro
(coro) O macungo, o macungueiro
No tempo do cativeiro
Sou macungo
E com muita emoção
Que meu mestre me ensinou
A jogar com o pé no chão
Meia lua e cabeçada, martelo e arrastão
Me ensinou a capoeira, pra defender o meu irmão
(coro) O macungo, o macungueiro
O negro era guerreiro
(coro) O macungo, o macungueiro
No tempo do cativeiro
Quero ver cair
Olá o lai
Vou bater, quero ver cair
(coro) Olá o lai
Vou bater, quero ver cair
(coro) Olá o lai
Quero ver bater, quero ver cair
(coro) Olá o lai
...
Nº5- Navio Negreiro
Quando o navio negreiro atracou
Oi me deu um calafrio, o meu coração gelou
Eu chorei de desespero, eu também chorei de dor
Olhai o negro, olhai o negro seu feitor
(coro) Olhai o negro, olhai o negro seu feitor
Fui vendido por dez merreis, coronel que me comprou
Pra viver da escravidão, até pro tronco me mandou
E meu povo é valente, o negro se levantou
(coro) Olhai o negro, olhai o negro seu feitor
Olhai o negro, olhai o negro seu feitor
Era tanto sofrimento, só você nunca notou
Que esse povo escravizado, também era lutador
Acreditou na liberdade, pra nunca mais sentir dor
(coro) Olhai o negro, olhai o negro seu feitor
Olhai o negro, olhai o negro seu feitor
Libertação
O sol nasceu e o grito ecoou
Era a chibata do feitor que o negro castigou
Olalaê, laia
Olalaê, laia
OLaê lala e la
E quando ele nascia, apanhava pra valer
E quando ele fugia, apanhava até morrer
(coro) Olalaê, laia
Olalaê, laia
OLaê lala e la
Na senzala onde ele vivia, na mira do capitão
O negro só pensava em libertação
(coro) Olalaê, laia
Olalaê, laia
OLaê lala e la
E o dia tão sonhado finalmente chegou
Com muita luta e suor, o negro se libertou
(coro) Olalaê, laia
Olalaê, laia
OLaê lala e la
Pau rolou caiu
Pau rolou caiu
Por cima da mata, e ninguém viu
(coro) Pau rolou caiu
Por cima da mata, e ninguém viu
(coro) Pau rolou caiu
E ninguém viu, e ninguém viu
(coro) Pau rolou caiu
...
Nº6- Capoeira de guerreiro
Hoje eu jogo capoeira
E bato maculelê
O meu grupo é respeitado
Dentro do A.B.C.
O seu nome é macungo
Onde é fácil de aprender
Capoeira é macungo
O macungo é capoeira
(coro) Capoeira é macungo
O macungo é capoeira
É uma palavra africana
Muito tradicional
Conhecida no Brasil
Como berimbau
O meu mestre me ensinou
A Angola e a Reginal
(coro) Capoeira é macungo
O macungo é capoeira
Um dia vocês vão ouvir
Oi, falar dos macungueiros
Capoeira de encanto
Capoeira de guerreiro
E é lá que eu confio
Pra jogar no mundo inteiro
(coro) Capoeira é macungo
O macungo é capoeira
Luanda ê
Luanda ê pandeiro
Luanda ê pará
Oi Tereza canta sentada
Oi Idalina canta de pé
Oi, lá no caís da Bahia
Na roda de capoeira
Não tem lelê, nem lalá
Não tem lelê, não tem nada
Não tem lelê, nem lalá
O, laê, laelá
(coro) Olelê
O, laê, laelá
(coro) Olelê
...
Sai, sai catarina
Sai, sai catarina
Saia do mar, venha ver Idalina
(coro) Sai, sai catarina
Saia do mar, venha ver Idalina
(coro) Sai, sai catarina
Oi catarina venha ver
(coro) Sai, sai catarina
...
Nº7- Roda de Batizado
Em roda de batizado, capoeira não fique parado
Mostre para o mestre que é aluno dedicado
Solta capoeira, solta o seu jogo
Seu jogo bonito, mostre para o povo
(coro) Solta capoeira, solta o seu jogo
Seu jogo bonito, mostre para o povo
Entra no Aú, na seqüencia dá mortal
Mostre para o povo, que é aluno regional
(coro) Solta capoeira, solta o seu jogo
Seu jogo bonito, mostre para o povo
Confia no ensino, que teu mestre lhe passou
E pratique a capoeira, com dedicação e amor
(coro) Solta capoeira, solta o seu jogo
Seu jogo bonito, mostre para o povo
A pisada de Lampião
Ê, ê, tum, tum, tum
Olha a pisada de Lampião
(coro) Ê, ê, tum, tum, tum
Lampião desceu a serra
(coro) Ê, ê, tum, tum, tum
Ele chegou muito danado
(coro) Ê, ê, tum, tum, tum
...
Mestre Bimba tá chamando
Oi tá, tá, tá
Mestre Bimba tá chamando
(coro) Oi tá, tá, tá
Tá chamando pra jogar
(coro) Oi tá, tá, tá
Menino entre na roda
(coro) Oi tá, tá, tá
...
Nº8- Jogar Capoeira
Não tenho medo deste mundo
Pois neste mundo eu nasci
Dou um viva a Deus do céu
Na terra viva meu mestre
Mas eu vou, eu vou
Jogar capoeira no Pelô
(coro) Mas eu vou, eu vou
Jogar capoeira em Salvador
Aprendi a capoeira, não tenho medo de jogar
Numa roda eu cheguei, logo me apresentei
Me benzi no berimbau, e na roda eu entrei
(coro) Mas eu vou, eu vou
Jogar capoeira no Pelô
(coro) Mas eu vou, eu vou
Jogar capoeira em Salvador
Tinha um negro lá de fora, que me observou
Ele tomou logo a frente, e o jogo comprou
Eu dei uma meia lua, e o negro se assustou
(coro) Mas eu vou, eu vou
Jogar capoeira no Pelô
(coro) Mas eu vou, eu vou
Jogar capoeira em Salvador
Lá vai o nêgo
E lá vai o negro
Olha o negro sinhá
Lá vai o negro
(coro) Olha o negro sinhá
Esse negro é danado
(coro) Olha o negro sinhá
Esse negro é ligeiro
(coro) Olha o negro sinhá
...
Tim, tim, tim Aruandê
Tim, tim, tim Aruandê
Aruanda, Aruanda, Aruandê
(coro) Tim, tim, tim Aruandê
Aruanda, Aruanda, Aruandê
(coro) Tim, tim, tim Aruandê
Aruanda, é caboclo é mangungê
(coro) Tim, tim, tim Aruandê
...
Nº9- Capoeira Macungo
Ai meu mano, agora o bicho vai pegar
São os macungueiros jogando sem parar
(coro) Capoeira sou eu, capoeira é você
Capoeira macungo é bonito de se ver
Regional come na roda, o corpo chega a arrepiar
É jogo bonito, quem tá de longe quer olhar
(coro) Capoeira sou eu, capoeira é você
Capoeira macungo é bonito de se ver
Macungo joga conciente, tem cultura pra zelar
Capoeira é sua vida, jamais abandonará
(coro) Capoeira sou eu, capoeira é você
Capoeira macungo é bonito de se ver
A cobra me morde
A cobra me morde
Oi sinhô São Bento
A cobra me morde
(coro) Oi sinhô São Bento
Mas que cobra danada
(coro) Oi sinhô São Bento
Ela é venenosa
(coro) Oi sinhô São Bento
...
Maria do Camboatá
Dona Maria do Camboatá
É do Camboatá, é do Camboatá
(coro) Dona Maria do Camboatá
Pega da venda e manda botar
(coro) Dona Maria do Camboatá
É do Camboatá, é do Camboatá
(coro) Dona Maria do Camboatá
...
Nº10- Adeus, adeus
Adeus, adeus
Boa viagem
Adeus, adeus
(coro) Boa viagem
Eu vou me embora
(coro) Boa viagem
Eu vou com Deus
(coro) Boa viagem
Mais quem vem vem / mais quem vem vindo
Mais quem vem vem / pra ver a Capoeira do Solar
Mais quem vem vem...
MAIS QUEM VEM VEM / MAIS QUEM VEM VINDO
MAIS QUEM VEM VEM / PRA VER A CAPOEIRA DO SOLAR
É de frente pro mar / esse mar maravilhoso
Esse mar tão gostoso / esse ar impressionoso
Um conjunto Bahia / que vem vindo que vem lá
Que vem vindo pro Solar
Pra ver Capoeira e também jogar
Mais quem vem vem...
Treina, treina, capoeira, malandragem
brincadeira! - REFRÃO
CORO REFRÃO
Vc diz que é malandro, vc não é malandro por enteiro
Existem coisas nessa vida que te arrepiam o cabelo
Eu sou um negro mandingueiro, tocador de berimbau,
Cantador de ladainha mais que coisa tão legal!
Quando vc entra na roda, é melhor tomar cuidado
Mais se eu fosse você eu partia avoado
REFRÃO
É que vc já falou muito, é que vc fala de mais
Sou jogador de capoeira, faço o que vc não faz.
Se sou bom capoeirista é porque procuro treinar
Eu treino todos os dias, pra me aperfeiçoar.
REFRÃO
Treina, treina, capoeira, malandragem
brincadeira! REFRÃO
CORO REFRÃO
Vc diz que é malandro, vc não é malandro por enteiro
Existem coisas nessa vida que te arrepiam o cabelo
Eu sou um negro mandingueiro, tocador de berimbau,
Cantador de ladainha mais que coisa tão legal!
Quando vc entra na roda, é melhor tomar cuidado
Mais se eu fosse você eu partia avoado
REFRÃO
É que vc já falou muito, é que vc fala de mais
Sou jogador de capoeira, faço o que vc não faz.
Se sou bom capoeirista é porque procuro treinar
Entreno todos os dias, para me aperfeiçoar.
REFRÃO
REFRAO: Maldade existe, camarada, maldade existe,
Tome cuidado de ese tom ese me dizia
CORO REFRAO 1
E o capoeira não começo a jogar,
já vai dizendo que vai sair para quebrar
não aprendeu que capoeira é jogada,
e so falar iso não vai dar lhe nada, não
CORO REFRAO 1
Chegou na roda com pinta de valentão
e na saida ele tomou um esporão,
deu um martelo, a rasteira ele levar,
de volta ao mundo cabra assim falou: eh
CORO REFRAO 1
Voce dizia que fazia cortesía,
mais não sabia que a maldade existia,
na meia lua pode tomar cabeçada,
rasteira e benção disso voce não sabia não
CORO REFRAO 1
REFRAO: Maldade existe, camarada, maldade existe,
Tome cuidado de ese tom ese me dizia
CORO REFRAO 1
E o capoeira não começo a jogar,
já vai dizendo que vai sair para quebrar
não aprendeu que capoeira é jogada,
e so falar iso não vai dar lhe nada, não
CORO REFRAO 1
Chegou na roda com pinta de valentão
e na saida ele tomou um esporão,
deu um martelo, a rasteira ele levar,
de volta ao mundo cabra assim falou: eh
CORO REFRAO 1
Voce dizia que fazia cortesía,
mais não sabia que a maldade existia,
na meia lua pode tomar cabeçada,
rasteira e benção disso voce não sabia não
CORO REFRAO 1
REFRAO: Maldade existe, camarada, maldade existe,
Tome cuidado de ese tom ese me dizia
CORO REFRAO 1
E o capoeira não começo a jogar,
já vai dizendo que vai sair para quebrar
não aprendeu que capoeira é jogada,
e so falar iso não vai dar lhe nada, não
CORO REFRAO 1
Chegou na roda com pinta de valentão
e na saida ele tomou um esporão,
deu um martelo, a rasteira ele levar,
de volta ao mundo cabra assim falou: eh
CORO REFRAO 1
Voce dizia que fazia cortesía,
mais não sabia que a maldade existia,
na meia lua pode tomar cabeçada,
rasteira e benção disso voce não sabia não
CORO REFRAO 1
Autor Wilton Vieira dos Santo (Vagalume)
Oi no Rio de Janeiro , Oi no Rio de Janeiro
Pernambuco e velha Bahia
Chegaram os ex-escravos colega vei à grande periferia
Vagando pela cidade, oi então o negro ia
Oi para os portos e mercados, oi as feiras e ferrovias
Sem ninguém pra lhe ajudar, colega vai e sem ter informação
Sem dinheiro pra gastar, ai meu Deus, às vezes sem ter o pão
Negro ia vadiar, na capoeira meu irmão
Falava alto o berimbau, golega vei e o pandeiro acompanhava
Reco-Reco de mansinho, ai meu Deus e o joga começava
Rabo de arraia, na cabeçada e na rasteira,
Os turistas vinham ver e davam Dinheiro ao capoeira
Mas, o passado escravo, oi fez o negra inferior
Sem condições de viver, colega vei marginal ele virou
Assaltando casas nobres, oi mercenário sim senhor
Até se vestia de mulher pra roubar seja quem for
Manhosos e traiçoeiros, eram Guaiamuns, eram Nagôs
Maltas do Rio de Janeiro foi verdadeiro terror
E nem mesmo a polícia
Podia nada fazer
Pois se ficassem frente a frente, colega vei era certo alguém morrer
A navalhada afiada , faca envenada, bengala de lado e lenço no pescoço
Malandro de branco descia a ladeira o povo dizia vem o capoeira
Mas isso tudo é passado hoje melhor posso entender
Mas se eu fosse daquele tempo
Eu Também queria ser das maltas de capoeira oiaia que lutaram para viver
Maltas de capoeira não existem mais
Mas o negra ainda luta por seus ideais
Maltas de capoeira não existem mais
Malandro capoeira ficou para trás
Maltas de capoeira não existem mais
Obrigado por Deus não somos marginais
8.MESTRE GIGANTE
Foi valente capoeira
Patriu pra nunca mas voltar
Deixando muitas saudades
Que até hoje faz chorar
Ensinou-me a ser guerreiro
E o meu medo derrotar
A ser valente mandingueiro
A cair e a levantar
Não desprezar o mais fraco
Nem o mais forte rebaixar
Mas o destino um dia me fez chorar
Gigante partiu pra longe
Foi pro céu, com Deus morar
Mas a vida é assim mesmo
Eu so posso lamentar
E ter no peito a esperança
De um dia meu mestre reencontrar
Lá no céu tem três estrelas
Uma é Bimba, outra e Pastinha
Outa é Mestre Giante
Com toda sua forca e valentia(coro)
Ôi no sonho eu vi Cobrinha verde
E o famoso Mestre Paraná
Eu vi Mestre Canjiquinha
E o lendário Besouro Mangangá
Waldemar da Liberdade tocava o seu berimbau
Fazendo festa na chegada
Pra um Capoeira respeitado
Ero o meu mestre Gigante
Que lá no céu tinha chegado
(coro)
9.EDUCAÇÃO DA CAPOEIRA
O que adianta ter estudo
O que adianta ter estudo o iá iá
Se eu posso me comparar
Pois também, eu sou doutor
Na minha arte popular
Eu pego meu berimbau
O meu tambor e o meu pandeiro
Eu me jogo nesse mundo
Ah! Como meu jeito brasileiro
E vocês que são formados
E dizem que tem educação
As vezes vocês não vêem
O que eu presto atenção
Vejo crianças sendo mortas
E jogadas no porão
Pois elas pegam pra comer
O qe vocês jogam no chão
Pois a minha educação
Não foi a escola quem me deu
Quem me deu foi a capoeira
Hoje eu agradeço a Deus
Adeus escola meu mano
Meu mano, ô meu mano
Adeus escola meu mano
Berimbau tá me chamando
Adeus escola meu mano
10.MENINA DOS OLHOS
A menina dos meus olhos
Tinho poco pra falar
Autor Wilton Vieira dos Santo (Vagalume)
Oi no Rio de Janeiro , Oi no Rio de Janeiro
Pernambuco e velha Bahia
Chegaram os ex-escravos colega vei à grande periferia
Vagando pela cidade, oi então o negro ia
Oi para os portos e mercados, oi as feiras e ferrovias
Sem ninguém pra lhe ajudar, colega vai e sem ter informação
Sem dinheiro pra gastar, ai meu Deus, às vezes sem ter o pão
Negro ia vadiar, na capoeira meu irmão
Falava alto o berimbau, golega vei e o pandeiro acompanhava
Reco-Reco de mansinho, ai meu Deus e o joga começava
Rabo de arraia, na cabeçada e na rasteira,
Os turistas vinham ver e davam Dinheiro ao capoeira
Mas, o passado escravo, oi fez o negra inferior
Sem condições de viver, colega vei marginal ele virou
Assaltando casas nobres, oi mercenário sim senhor
Até se vestia de mulher pra roubar seja quem for
Manhosos e traiçoeiros, eram Guaiamuns, eram Nagôs
Maltas do Rio de Janeiro foi verdadeiro terror
E nem mesmo a polícia
Podia nada fazer
Pois se ficassem frente a frente, colega vei era certo alguém morrer
A navalhada afiada , faca envenada, bengala de lado e lenço no pescoço
Malandro de branco descia a ladeira o povo dizia vem o capoeira
Mas isso tudo é passado hoje melhor posso entender
Mas se eu fosse daquele tempo
Eu Também queria ser das maltas de capoeira oiaia que lutaram para viver
Maltas de capoeira não existem mais
Mas o negra ainda luta por seus ideais
Maltas de capoeira não existem mais
Malandro capoeira ficou para trás
Maltas de capoeira não existem mais
Obrigado por Deus não somos marginais
8.MESTRE GIGANTE
Foi valente capoeira
Patriu pra nunca mas voltar
Deixando muitas saudades
Que até hoje faz chorar
Ensinou-me a ser guerreiro
E o meu medo derrotar
A ser valente mandingueiro
A cair e a levantar
Não desprezar o mais fraco
Nem o mais forte rebaixar
Mas o destino um dia me fez chorar
Gigante partiu pra longe
Foi pro céu, com Deus morar
Mas a vida é assim mesmo
Eu so posso lamentar
E ter no peito a esperança
De um dia meu mestre reencontrar
Lá no céu tem três estrelas
Uma é Bimba, outra e Pastinha
Outa é Mestre Giante
Com toda sua forca e valentia(coro)
Ôi no sonho eu vi Cobrinha verde
E o famoso Mestre Paraná
Eu vi Mestre Canjiquinha
E o lendário Besouro Mangangá
Waldemar da Liberdade tocava o seu berimbau
Fazendo festa na chegada
Pra um Capoeira respeitado
Ero o meu mestre Gigante
Que lá no céu tinha chegado
(coro)
9.EDUCAÇÃO DA CAPOEIRA
O que adianta ter estudo
O que adianta ter estudo o iá iá
Se eu posso me comparar
Pois também, eu sou doutor
Na minha arte popular
Eu pego meu berimbau
O meu tambor e o meu pandeiro
Eu me jogo nesse mundo
Ah! Como meu jeito brasileiro
E vocês que são formados
E dizem que tem educação
As vezes vocês não vêem
O que eu presto atenção
Vejo crianças sendo mortas
E jogadas no porão
Pois elas pegam pra comer
O qe vocês jogam no chão
Pois a minha educação
Não foi a escola quem me deu
Quem me deu foi a capoeira
Hoje eu agradeço a Deus
Adeus escola meu mano
Meu mano, ô meu mano
Adeus escola meu mano
Berimbau tá me chamando
Adeus escola meu mano
10.MENINA DOS OLHOS
A menina dos meus olhos
Tinho poco pra falar
Mandar leco
Cajueiro
Mandar olhar
Cajueiro
Lêco
Cajueiro
Lê co, lê co
Cajueiro
Lê co, olhar
Cajueiro
Capoeira que vem da Bahia
Vem da terra de São Salvador
Mande um abraço pra ela
E diga pro meu amor
Diga que estou pra morrer de saudade
Capoeira me chamou
Tico tico canta na mata
Sabia’ canta na laranjeira
Nunca vi roda de samba
Sem jogo de capoeira
Eh beriba e’ pau de fazê berimbau
Beriba é pau
De fazê berimbau
E toma sentido
No aperto da mão
Que a capoeira
E’ historia e tradição
Eleva o espirito
Para me inspirar
Jogo capoeira
Pra pode me libertar
Eu falei capoeira ai ai
Eh capoeira ai aia
E’ um jogo que balança o corpo pra la’ e pra ca’ Eu falei capoeira ai ai ai
Entrou pra historia
No Brasil colonial
Lutou em batalhas
Virou luta nacional
E deu volta ao mundo
E o mundo virou
Em terras alheias a todos encantou
Que barulho e’ esse e’ um tal de zum zum zum?
Foi o Manduca da praia que acabou de matar um
Quando a policia chegou foi um tal de auê, auê
Vamo simbora seu moço que essa briga e’ pra vale
Capoeira que vem da Bahia
Vem da terra de São Salvador
Mande um abraço pra ela
E diga pro meu amor
Diga que estou pra morrer de saudade
Capoeira me chamou
Tico tico canta na mata
Sabia canta na laranjeira
Nunca vi roda de samba
Sem jogo de capoeira
Eh beriba e pau de fazê berimbau
Beriba é pau
De fazê berimbau
E toma sentido
No aperto da mão
Que a capoeira
E historia e tradição
Eleva o espirito
Para me inspirar
Jogo capoeira
Pra pode me libertar
Eu falei capoeira ai ai
Eh capoeira ai aia
E um jogo que balança o corpo pra la e pra ca Eu falei capoeira ai ai ai
Entrou pra historia
No Brasil colonial
Lutou em batalhas
Virou luta nacional
E deu volta ao mundo
E o mundo virou
Em terras alheias a todos encantou
Que barulho e esse e um tal de zum zum zum?
Foi o Manduca da praia que acabou de matar um
Quando a policia chegou foi um tal de auê, auê
Vamo simbora seu moço que essa briga e pra vale
3.brincadeira tem hora
Quilombola mandigueiro jogador de capoeira
Mestre Bimba era o rei, da Pituba a Ribeira
Quilombola mandigueiro jogador de capoeira
Jogava duro e manhoso, nossa arte verdadeira
Brincadeira tem hora
Joga com garra e mandinga
Esse jogo é tinhoso não é angola
É capoeira de Bimba
Joga com garra e mandinga
Esse jogo e tinhoso não é angola
É capoeira de Bimba
Hoje em dia me espanto
Com tanto papo furado
Se dizer que capoeira
É somente brincadeira
Esquecendo a sua historia
O seu passado de glória
Como luta verdadeira
Capoeira é uma arte
Do Africano de valor
Que usava a cabeçada
Pra se livrar do feitor
Oi, sim, sim, sim . Oi não, não, não
Oi, sim, sim, sim. Oi Não, não, não
Lá vem menino vem vê;
Lá vem menino vem vê;
Pra depois você contar;
Como foi que aconteceu;
(Refrão)Vem menino vem vê;(Refrão)
Traíra chegou primeiro;
Agachou no berimbau;
Do outro lado Cobra Verde;
Que respondeu ao sinal;
(Refrão)
Um jogo impressionante;
Que ninguém viu nada igual;
Era um jogo mandingado;
De forma tradicional;
(Refrão)
Um bailado perigoso;
Mas tudo com muita calma;
Tinha o dentinho de Angola;
Que era pra assombrar a alma;
(Refrão)
Meia lua de compasso;
Cabeçada, voadora;
Rasteira, rabo-de-arraia;
E a famosa tesoura;
(Refrão)
Enquanto o tempo passava;
Parecendo não ter fim;
Outra dupla se agachava;
E o jogo rolava assim;
(Refrão)
REFRAO 1: Le le le
.
CORO REFRAO 1
REFRAO 2: Mandingueiro era o Manduca da Praia, mandingueiro
CORO REFRAO 2
Começado a carreira lá a lua prateiou, frente do corral,
com dores extravios em meio do negocio da Freguesia de São José
e na banda uma planta de pés na Liberdade invadiou todo o seu ser.
Manduca da Praia era um homen brigão, combate claro e valentão,
pegou muita gente nas brigas de medo
foi se para as praças ele se safo, mandingueiro
CORO REFRAO 1
REFRAO 3: Vinha lá compassando, lá confiado, casaba ao temor, mandingueiro
CORO REFRAO 1
Nas eleçoes de São José ouviamse gritos e correrias,
Manduca na briga com cinco homens que iam armados do pau,
deu cabeçada, jingo, deu armada e levou uma paulada
se desmaio, desceu na rasteira subiu na ponteira e saio vencedor, mandingueiro
CORO REFRAO 1 (x2)
Destacou na sombra de tudos os procesos e ele se safo, mandingueiro
CORO REFRAO 1
Cidade nova era o Rio de Janeiro chegou um homen de Portugal,
um deputado chamado Santana e venceu o brigão, jogador de pau,
procurou o Manduca o desafiou
Manduca era claro e aceito no final deste conto com muito dor lhes conto
fica saber que Manduca caiou, mandingueiro
CORO REFRAO 2
CORO REFRAO 3
REFRAO 1: Le le le
.
CORO REFRAO 1
REFRAO 2: Mandingueiro era o Manduca da Praia, mandingueiro
CORO REFRAO 2
Começado a carreira lá a lua prateiou, frente do corral,
com dores extravios em meio do negocio da Freguesia de São José
e na banda uma planta de pés na Liberdade invadiou todo o seu ser.
Manduca da Praia era um homen brigão, combate claro e valentão,
pegou muita gente nas brigas de medo
foi se para as praças ele se safo, mandingueiro
CORO REFRAO 1
REFRAO 3: Vinha lá compassando, lá confiado, casaba ao temor, mandingueiro
CORO REFRAO 1
Nas eleçoes de São José ouviamse gritos e correrias,
Manduca na briga com cinco homens que iam armados do pau,
deu cabeçada, jingo, deu armada e levou uma paulada
se desmaio, desceu na rasteira subiu na ponteira e saio vencedor, mandingueiro
CORO REFRAO 1 (x2)
Destacou na sombra de tudos os procesos e ele se safo, mandingueiro
CORO REFRAO 1
Cidade nova era o Rio de Janeiro chegou um homen de Portugal,
um deputado chamado Santana e venceu o brigão, jogador de pau,
procurou o Manduca o desafiou
Manduca era claro e aceito no final deste conto com muito dor lhes conto
fica saber que Manduca caiou, mandingueiro
CORO REFRAO 2
CORO REFRAO 3
REFRAO 1: Le le le
.
CORO REFRAO 1
REFRAO 2: Mandingueiro era o Manduca da Praia, mandingueiro
CORO REFRAO 2
Começado a carreira lá a lua prateiou, frente do corral,
com dores extravios em meio do negocio da Freguesia de São José
e na banda uma planta de pés na Liberdade invadiou todo o seu ser.
Manduca da Praia era um homen brigão, combate claro e valentão,
pegou muita gente nas brigas de medo
foi se para as praças ele se safo, mandingueiro
CORO REFRAO 1
REFRAO 3: Vinha lá compassando, lá confiado, casaba ao temor, mandingueiro
CORO REFRAO 1
Nas eleçoes de São José ouviamse gritos e correrias,
Manduca na briga com cinco homens que iam armados do pau,
deu cabeçada, jingo, deu armada e levou uma paulada
se desmaio, desceu na rasteira subiu na ponteira e saio vencedor, mandingueiro
CORO REFRAO 1 (x2)
Destacou na sombra de tudos os procesos e ele se safo, mandingueiro
CORO REFRAO 1
Cidade nova era o Rio de Janeiro chegou um homen de Portugal,
um deputado chamado Santana e venceu o brigão, jogador de pau,
procurou o Manduca o desafiou
Manduca era claro e aceito no final deste conto com muito dor lhes conto
fica saber que Manduca caiou, mandingueiro
CORO REFRAO 2
CORO REFRAO 3
Na Bahia de Outora, de Mestre Bastinha, Mestre Valdemar Madainhas de Angola, onde o canto me faz acordar O tempo que era tão bom, onde eu queria viver Conhecer toda a mandinga, toda a malícia e também o saber Ai, ai, ai, ai, ai, saudade que eu tenho demais Ai, ai, ai, ai, ai, de tempo que não volta atrás Ai, ai, ai, ai, ai, quando viver a rapaz Era o tempo bom demais Capoeira era a jogada, o capoeirista que tinha valor Era um tempo que não tinha grupo, não tinha mestre por graduação Os goles ensinavam a jogar, cada um tinha sua expressão O aluno era discípulo, aprendia com mestre toda lição Saudade que eu tenho demais Seu baixinho é lá no cais Ai, ai, ai, ai, ai Ô, Valdemar do Queiroz Ai, ai, ai, ai, ai Ô, e era um tempo bom demais Ai, ai, ai, ai, ai
REFRAO: Eh mar veio, quero mar
Traz para mim
o seu remar
CORO REFRAO
REFRAO 2: Para que eu possa te guiar
Ir em frente para o mar
CORO REFRAO 2
REFRAO 3: Canoeiro que eu sou,
capoeira vou jogar
CORO REFRAO 3
REFRAO 4: Ir remando pelo mar,
para Luanda vou boltar
CORO REFRAO 4
Oi Luanda terra querida, terra do meu bem querer
E chegando lá em Luanda, pois eu sei que vou vencer
Jogarei com o meu povo, viverei até morrer
Ê
--- CORO
Luanda meu bem querer
CORO
Viverei até morrer
CORO
REFRAO: Eh mar veio, quero mar
Traz para mim
o seu remar
CORO REFRAO
REFRAO 2: Para que eu possa te guiar
Ir em frente para o mar
CORO REFRAO 2
REFRAO 3: Canoeiro que eu sou,
capoeira vou jogar
CORO REFRAO 3
REFRAO 4: Ir remando pelo mar,
para Luanda vou boltar
CORO REFRAO 4
Oi Luanda terra querida, terra do meu bem querer
E chegando lá em Luanda, pois eu sei que vou vencer
Jogarei com o meu povo, viverei até morrer
Ê
--- CORO
Luanda meu bem querer
CORO
Viverei até morrer
CORO
REFRAO: Eh mar veio, quero mar
Traz para mim
o seu remar
CORO REFRAO
REFRAO 2: Para que eu possa te guiar
Ir em frente para o mar
CORO REFRAO 2
REFRAO 3: Canoeiro que eu sou,
capoeira vou jogar
CORO REFRAO 3
REFRAO 4: Ir remando pelo mar,
para Luanda vou boltar
CORO REFRAO 4
Oi Luanda terra querida, terra do meu bem querer
E chegando lá em Luanda, pois eu sei que vou vencer
Jogarei com o meu povo, viverei até morrer
Ê
--- CORO
Luanda meu bem querer
CORO
Viverei até morrer
CORO
Maracangaya danada, Maracangaya malvada,
REFRAO: quero saber quem matou o meu Besouro vuô
Besouro Cordão de Ouro, Besouro Cordão de Ouro,
Quero saber quem matou, o meu Besouro quem foi?
CORO REFRAO
Coro:
Maré ta cheia,
Cheia pra dana
Enquanto lá no sertão,
Não tem chuva pra molhar
Coro
Ê, mais pe,co a Deus,
que olhe pro nosso povo
De norte a sul
de leste a oeste
Menino cabra da peste
Jogador de capoeira
Na roda faz sua prece
Pra chover lá no agreste
Mais quando chove
alegria é geral
O cabra toca pandeiro,
Atabaque e berimbau
Maré ta cheia
Cheia pra dana,
seu burguês
Coro
Enquanto lá no sertão
Não tem chuva pra molhar
Marimbondo marimbondo
Pélo sinal
Marimbondo me mordeu
Pélo sinal
Oi me mordeu foi no umbigo
Pélo sinal
Mas se fosse mais pra baixo
Pélo sinal
O mundo estava pérdido
Pélo sinal
Marimbondo que e danado
Pélo sinal
Marimbondo e venenosó
Pélo sinal
Eu não sou daqui
Marinheiro só
Eu não tenho amor
Marinheiro só
Eu sou da Bahia
Marinheiro só
De São Salvador
Marinheiro só
Marinheiro, marinheiro,
Marinheiro só
Quem te ensinou a nadar
Marinheiro só
Foi o tombo do navio
Marinheiro só
Ou foi o balanço do mar
Marinheiro só
La vem, la vem,
Marinheiro só
Como ele vem façeiro
Marinheiro só
Como todo de branco
Marinheiro só
Com seu bonezinho
Marinheiro só
Eu não sou daqui
Coro:
Marinheiro só
Eu não tenho amor (coro)
Eu sou da Bahia (coro)
De São Salvador (coro)
Ô Marinheiro, Marinheiro (coro)
Quem te ensinou a nadar (coro)
O foi tombo do navio (coro)
O foi o balanço do mar (coro)
Lá vem lá vem (coro)
Ele vem faceiro (coro)
Todo de branco (coro)
Com seu boneizinho(coro)
Sai, Sai, Catarina
Coro:
Sai, Sai Catarina
Saia do mar venha ver Idalina (coro)
Saia do mar venha ver venha ver (coro)
Saia do mar venha ver Idalina (coro)
Eu não sou daqui
Coro:
Marinheiro só
Eu não tenho amor (coro)
Eu sou da Bahia (coro)
De São Salvador (coro)
Ô Marinheiro, Marinheiro (coro)
Quem te ensinou a nadar (coro)
O foi tombo do navio (coro)
O foi o balanço do mar (coro)
Lá vem lá vem (coro)
Ele vem faceiro (coro)
Todo de branco (coro)
Com seu boneizinho(coro)
Sai, Sai, Catarina
Coro:
Sai, Sai Catarina
Saia do mar venha ver Idalina (coro)
Saia do mar venha ver venha ver (coro)
Saia do mar venha ver Idalina (coro)
Coro:
Me emocionei
lá na Bahia
Quando de
Mestre Valdemar
Sua história
eu ouvia
Ê Bahia do dendê,
acarajé e vatapá
De todos os Santos E do mestre Valdemar
Coro
Tocando meu berimbau
Que saudade que me trás
Lembrei de Valdemar
Tocando na Perovaz
Coro
Tocando meu berimbau
Que saudade que me trás
Lembrei de Valdemar
Tocando na Perovaz
Coro
Na Avenida Peixe
Todos que passaram lá
Ainda sentem
sua presença
E seu gunga tocar
Coro
Na Avenida Peixe
Todos que passaram lá
Ainda sentem
sua presença
E seu gunga tocar
Coro
Quando lembro
do passado
E me vem grande emoção
Seu Burguês entrevistou
O Valdemar da Paixão
Eu que já lhe fiz inveja
Hoje só lhe causo pena
Perdi tudo que já tive
Pelo amor de uma morena
Me leva morena me leva
Me leva pro teu bangalô
Me leva e com um beijo me cala
Que eu sou da Senzala
Sou seu professor
Me leva morena me leva
Me leva pro teu bangalô
Me leva morena querida
Que eu dou minha vida
Pelo teu amor
Me leva morena me leva
Me leva pro teu bangalô
Me leva morena não esquece
Que o dia amanhece
O galo já cantou
Me leva morena me leva
Me leva pro teu bangalô
Me leva de noite e de dia
Eu faço poesia
Eu te falo de amor
Me leva morena me leva
Me leva pro teu bangalô
Me leva depressa, ligeiro
Que eu sou prisioneiro
Desse teu amor
Me leva morena me leva
Me leva pro teu bangalô
Leva me leva
Me leva morena
Que eu vou
Coro:
Me leva pra Angola que eu
quero voltar
Me lava que eu sinto
Saudades de lá
Me trouceram de Angola pra cá
Num porão de um navio negreiro
Para me escravizar
E a mulher que eu tanto amo
Ainda me espera, mas me leva
Coro
A lua cheia clariou
A saudade no peito apertou
Saudades do povo de Angola
Eu peço a Deus que me proteja
E me leve de volta pra Luanda
Que é capital de Angola, me leva
Coro
Eu fui um negro escravo
Que fugi para me libertar
Hoje em dia eu fico pensando
Para que se não posso voltar
Mais pra Angola
Coro
Coro:
Me leva pra Angola que eu
quero voltar
Me lava que eu sinto
Saudades de lá
Me trouceram de Angola pra cá
Num porão de um navio negreiro
Para me escravizar
E a mulher que eu tanto amo
Ainda me espera, mas me leva
Coro
A lua cheia clariou
A saudade no peito apertou
Saudades do povo de Angola
Eu peço a Deus que me proteja
E me leve de volta pra Luanda
Que é capital de Angola, me leva
Coro
Eu fui um negro escravo
Que fugi para me libertar
Hoje em dia eu fico pensando
Para que se não posso voltar
Mais pra Angola
Coro
Ê me leva na Bahia
Ê leva na Bahia
Ê me leva na Bahia
Ê leva na Bahia
Vou conhecer a Fazenda Estiva
Na terra de Jacobina
O meu mestre veio de lá
Ê me leva pra Bahia
Ê leva pra Bahia
Côco mironga
Na Bahia chama dendê
Dá o tempero ao Caruru
E também ao vatapá
Ê me leva pra Bahia
Ê leva pra Bahia
A casa de pedra
Que foi cativeiro de escravo
Onde o navio negreiro
Chegava na beira do mar
Ê me leva pra Bahia
Ê leva pra Bahia
Lá tem macumba
No pé de iroco velho
Na da casa de Pai Xangô
No Axé Opô Afonjá
Ê me leva pra Bahia
Ê leva pra Bahia
Minha Bahia
Berço da cultura brasileira
É terra de Mestre Bimba
E também da capoeira
Ê me leva pra Bahia
Ê leva pra Bahia
Ê me leva na Bahia
Ê leva na Bahia
Ê me leva na Bahia
Ê leva na Bahia
Vou conhecer a Fazenda Estiva
Na terra de Jacobina
O meu mestre veio de lá
Ê me leva pra Bahia
Ê leva pra Bahia
Côco mironga
Na Bahia chama dendê
Dá o tempero ao Caruru
E também ao vatapá
Ê me leva pra Bahia
Ê leva pra Bahia
A casa de pedra
Que foi cativeiro de escravo
Onde o navio negreiro
Chegava na beira do mar
Ê me leva pra Bahia
Ê leva pra Bahia
Lá tem macumba
No pé de iroco velho
Na da casa de Pai Xangô
No Axé Opô Afonjá
Ê me leva pra Bahia
Ê leva pra Bahia
Minha Bahia
Berço da cultura brasileira
É terra de Mestre Bimba
E também da capoeira
Ê me leva pra Bahia
Ê leva pra Bahia
Menina que é capoeira
Menina que sabe jogar
Tua ginga é uma beleza
Teu sorriso me faz delirar
Ê, lê lê e, e lê a e, lê lê
Quero ver a menina jogar
Ê, lê lê e, e lê a e, lê lê
Quero ver a menina jogar
Que molejo é esse menina
Tu me ensina que eu quero aprender
Quando for jogar capoeira
Eu não deixo ninguém te bater
Ê, lê lê e, e lê a e, lê lê
Quero ver a menina jogar
O menina preste atenção
Sua margia não pode faltar
Quando morre uma capoeira
Uma estrela no ciel va brilhar
Ê, lê lê e, e lê a e, lê lê
Quero ver a menina jogar
Entra na roda e balança
Faz meu corpo todo vibrar
Toque o pandeiro menina
oi não deixe atabaque parar
Ê, lê lê e, e lê a e, lê lê
Quero ver a menina jogar
Eu mandei
Um recado lá pro céu
Pedindo pra Nosso Senhor
Que olhasse ao chegar
Que recebesse com glória
Nosso mestre Waldemar
A roda deve estar pronta
Pra quando ele chegar
Dê lhe um berimbau vozeiro
E por favor, deixe-o cantar
Diga lá menino velho
Como lá na Pero Vaz
Na Bahia de outrora
Dos seus tempos de rapaz
Lá se foi Pastinha e Bimba
E Besouro Mangangá
Deus achou que era tempo
De levar seu Waldemar
Atenção capoeiristas
Não é hora pra chorar
Feche os olhos e imagine
A roda vai começar, Camará
Eu mandei
Um recado lá pro céu
Pedindo pra Nosso Senhor
Que olhasse ao chegar
Que recebesse com glória
Nosso mestre Waldemar
A roda deve estar pronta
Pra quando ele chegar
Dê lhe um berimbau vozeiro
E por favor, deixe-o cantar
Diga lá menino velho
Como lá na Pero Vaz
Na Bahia de outrora
Dos seus tempos de rapaz
Lá se foi Pastinha e Bimba
E Besouro Mangangá
Deus achou que era tempo
De levar seu Waldemar
Atenção capoeiristas
Não é hora pra chorar
Feche os olhos e imagine
A roda vai comçar, Camará
Menino do mato, quem te ensinou
Essa tua capoeira que tem muito valor
Menino do mato, quem te ensinou
Essa tua capoeira que tem muito valor
Uma vez tava sentado, em um tronco preparado
Rezando ave-maria e pedindo força aos escravos
Quando acabei o meu pedido, veja o que me aconteceu
Me arrepiei tão diferente, foi um espírito que me apareceu
Menino do mato, quem te ensinou
Essa tua capoeira que tem muito valor
Menino do mato, quem te ensinou
Essa tua capoeira que tem muito valor
Menino do mato, quem te ensinou
Essa tua capoeira que tem muito valor
Foi um negro alto, com um olhar tão piedoso
Ele contou uma história, para mim guardar segredo
Me ensinou a mandinga, de um valente guerreiro
Ele disse para eu ter, espírito nobre mandigueiro
Menino do mato, quem te ensinou
Essa tua capoeira quem tem muito valor
Menino do mato, quem te ensinou
Essa tua capoeira quem tem muito valor
Menino do mato, quem te ensinou
Essa tua capoeira quem tem muito valor
14.COR DE MISTERIO
Oi nago ê ma cor de misterio
De misterio
uma cor de luar
De luar
Oleleleleleo
Leleo
Olelelelela
Lelea
Veio de Africa trazido pra ca
Foi pra ca
Trabalhou e aprendeu sem parar
Sem parar
Oleleleleleo
Leleo
Olelelelela
Lelea
Hoje o negro tem cultura popular
Popular
Ta no gingado
No geste e no olhar
No olhar
Oleleleleleo
Leleo
Olelelelela
Lelea
15.CAPOEIRA MINEIRA
Ô lê lê lê lê lê Ô
Capoeira Mineira
Ô lê lê lê lê lê a
Capoeira Gerais
Ô lê lê lê lê lê Ô
Capoeira Mineira
Ô lê lê lê lê lê a
Capoeira Gerais
Capoeira Mineira Brasileira
Capoeira Gerais(bis)
Eu fui na mata do morro
Buscar pau-pereira
Eu fui na mata do morro
Buscar pau-pereira
Para fazer o berimbau
Pra jogar a capoeira
Para fazer o berimbau
Pra jogar a capoeira
Capoeira Mineira Brasileira
Capoeira Gerais(ter)
Ô capoeira criança
Criança a rastejar
Ô capoeira criança
Criança a rastejar
Mas agora já começa,
Já começa a caminhar
Mas agora já começa,
Já começa a caminhar
Capoeira Mineira Brasileira
Capoeira Gerais
Menino do mato, quem te ensinou
Essa tua capoeira que tem muito valor
Menino do mato, quem te ensinou
Essa tua capoeira que tem muito valor
Uma vez tava sentado, em um tronco preparado
Rezando ave-maria e pedindo força aos escravos
Quando acabei o meu pedido, veja o que me aconteceu
Me arrepiei tão diferente, foi um espírito que me apareceu
Menino do mato, quem te ensinou
Essa tua capoeira que tem muito valor
Menino do mato, quem te ensinou
Essa tua capoeira que tem muito valor
Menino do mato, quem te ensinou
Essa tua capoeira que tem muito valor
Foi um negro alto, com um olhar tão piedoso
Ele contou uma história, para mim guardar segredo
Me ensinou a mandinga, de um valente guerreiro
Ele disse para eu ter, espírito nobre mandigueiro
Menino do mato, quem te ensinou
Essa tua capoeira quem tem muito valor
Menino do mato, quem te ensinou
Essa tua capoeira quem tem muito valor
Menino do mato, quem te ensinou
Essa tua capoeira quem tem muito valor
14.COR DE MISTERIO
Oi nago ê ma cor de misterio
De misterio
uma cor de luar
De luar
Oleleleleleo
Leleo
Olelelelela
Lelea
Veio de Africa trazido pra ca
Foi pra ca
Trabalhou e aprendeu sem parar
Sem parar
Oleleleleleo
Leleo
Olelelelela
Lelea
Hoje o negro tem cultura popular
Popular
Ta no gingado
No geste e no olhar
No olhar
Oleleleleleo
Leleo
Olelelelela
Lelea
15.CAPOEIRA MINEIRA
Ô lê lê lê lê lê Ô
Capoeira Mineira
Ô lê lê lê lê lê a
Capoeira Gerais
Ô lê lê lê lê lê Ô
Capoeira Mineira
Ô lê lê lê lê lê a
Capoeira Gerais
Capoeira Mineira Brasileira
Capoeira Gerais(bis)
Eu fui na mata do morro
Buscar pau-pereira
Eu fui na mata do morro
Buscar pau-pereira
Para fazer o berimbau
Pra jogar a capoeira
Para fazer o berimbau
Pra jogar a capoeira
Capoeira Mineira Brasileira
Capoeira Gerais(ter)
Ô capoeira criança
Criança a rastejar
Ô capoeira criança
Criança a rastejar
Mas agora já começa,
Já começa a caminhar
Mas agora já começa,
Já começa a caminhar
Capoeira Mineira Brasileira
Capoeira Gerais
O menino não fale besteira
Oi não fale nem de brincadeira
Que você quer me deixar
Se eu errei eu peco perdão
Berimbau toca no coração
E na roda eu não posso faltar
Capoeira é a minha escola
Regional, benguela, angola
E é menino preste atenção!
Pois é da capoeira que eu vivo
Mais menino não zangue comigo
Você mora o meu coração
Coro:
Mais menino não zangue comigo
Você mora o meu coração
O menino não fale besteira
Oi não fale nem de brincadeira
Que você quer me deixar
Se eu errei eu peco perdão
Berimbau toca no coração
E na roda eu não posso faltar
Capoeira é a minha escola
Regional, benguela, angola
E é menino preste atenção!
Pois é da capoeira que eu vivo
Mais menino não zangue comigo
Você mora o meu coração
Coro:
Mais menino não zangue comigo
Você mora o meu coração
Quando chego no mercado modelo
na festa do amanhecer
ja tem muita gente me esperando
perguntando, negão que vai fazer
eu respondo
eu sou capoeira
e batuquege
la, la, lauá
la, la, lauê
lauê
la, la, lauá
la, la, lauê
Mercado Modelo - Mestre Gajé, Mestre Valú - Vol.1 posteado en Capoeiras.Com v.05 Publicado: Mie Mar 02, 2005 2:11 pm por Comprido
Mercado Modelo - Mestre Gajé, Mestre Valú - Vol.1
MERCADO MODELO
Cuando chego no mercado modelo, modelo
tá perto do amanhecer
já tem muita gente me esperando
perguntando negao que vai fazer;
eu respondo:
CORO: Eu sou capoeira e batuquege (bis)
Oi lae
CORO: La la lae
Aue
CORO: La la lae
Capoeira eu gosto de voce
REALIDADE BIMBA E PASTINHA
Ca-ango/Ca-anga oi é REFRAO
Voce diz que sabe tudo
mais voce sabe nada
quem saber é Bimba e Pastinha
que morreu e o nome ficou na parada
CORO (REFRAO)
Quem foi que pintou a zebra
quem invernizo a barata
quem deu a luz no nagalume
e quem pintou pecarta
CORO (REFRAO)
PEDREIRO NO MERCADO
Pedreiro, pedreiro
sou capoeira pedreiro CORO(REFRAO)
trabalhei na colher
trabalhei no marceiro
CORO
dei aula em Sao Paulo e
no Río de Janeiro
CORO
escolha de samba
tamben foi primeiro
CORO
nasci capoeira
do mercado modelo
CORO
sou bom de berimbau
sou bom no pandeiro
CORO
pedreiro, pedreiro, pedreiro
PEDREIRO TROVOADA E CESAR
Eles chegaram alguns anos atrás
na capoeira do mercado modelo
mas eles nem sequer
sabiam tocar
sem mais eles nem sequer
sabiam tocar
e nem tao pouco sabiam jogar
Pedreiro, pedreiro
CORO: Menino trovoada
pedreiro, pedreiro
CORO: para la la la lá
Mais hoje estan classificado em primeiro lugar
REFRAO
BIRIBA E PARA TOCAR
Le le le le él
CORO: La la la la lá
CORO BIS
Estava na massarandua
madeira de jacaranda
Biriba é pau pereira
CORO: Biriba é para tocar
Biriba é pau é madeira
CORO
CORO BIS
JÓ JUÁ
Jó juá, eu vou na Bahía
CORO: jó juá
eu quero te ve lá
CORO
Na igreja do bonfim
CORO
Bahiana acarajé
CORO
alegre cantar assim
CORO
bom juá e mau urá
CORO
bom juá e Manoe
CORO
bom juá e bom juá
A LAVADEIRA
Ca ca ca capoeira(bis)
Eu vi um homen vendendo laranjas na feira (bis)
sua mulher tem dez filhos e é lavadeira
pega a lata de agua e sube a ladeira
nao sei a maneira de jogar
CORO: ca ca ca ca capoeira
Me deu canseira
CORO
subir ladeira
DONA FULOR
Há muito tempo que eu foi ao nordeste
eu boltei de lá de a outra terra
eu joguei capoeira
eu já tem maracatú
eu foi na Iandú para pedir a mao de Dona Fulor
CORO: Dó dó
Cade Dona Fulor
BIMBA CREADOR DA REGIONAL
Bimba inventou uma capoeira
com balao e com rasteira
galopante ragional (bis)
Pastinha com seu jogo tao maneiro
corre em falso e traiconeiro
Angola tradicional (bis)
CORO: E e e e é
Eu vir do Mercado Modelo
CORO
O som do pandeiro e do berimbau
CORO
O jogo de Angola e da Regional
CORO
Eu vi Mestre Bimba dar salto mortal
CORO
Mestre Caicara com seu berimbau
SANTO AMARO
Eu foi a Santo Amaro
foi cantar o samba
cheguou lá e um cabra falou:
Samba é meu, samba é meu (CORO)
eu nao dou para ninguem
CORO
samba de roda,sambar
CORO
Foi minha mae quem me dei
CORO
eu nao dou para ninguem
CORO
meu irmao quem inculcou
Coro:
Ê Mestre Bimba
Ê Mestre Bimba
Ê Mestre Bimba
Mestre Bimba da Baía
Eu fui a Baía
Conhecer o Mestre Bimba
Eu andei de um canto ao outro
E assoas historias eu ouvia
Mesmo andando todo dia
Eu não via Mestre Bimba
Mas eu via a capoeira e a sua filosofia
Coro
E andou de norte a sul
Esse ilustre capoeira
Manoel dos Reis Machado
De quem sempre ouvi dizer
Criador da regional
Jogo forte e ligeiro
Veio um pouco da Baía
Pro meu Rio da Janeiro
Coro
Negro velho e mandingueiro
Tocador de berimbau
Ele deu a volta ao mundo
Ensinando o abc da Capoeira Regional
Sou mestre de capoeira
Sou mestre de capoeira
Não consigo entenderto
Do mundo tem problema
So eu que não posso ter
Chega um de cara feia
Outro de cara amarada
A menina bonitinha
Diz que já esta enjoada
Minha mãe oque que eu faço
Minha mãe oque que eu faço
Me responda por favor
Que mal eu fiz a Deus
Será que sou pecador
Meu filho não se aborreça
Tudo isso vai passar
Olha Deus não da á cruz
Maior que possa carregar
Agua de beber
Iê agua de beber
Iê oque vai fazer
Iê oque vai fazer
Iê viva meu mestre
Iê viva meu mestre
Iê que me insinou
Iê que me insinou
O faca de ponta
Iê faca de ponta
Ferro de furar
Iê ferro de furar
Semente do Jogo de Angola - M. Jogo de Dentro - C. Angola posteado en Capoeiras.Com v.05, Posted: 28 Mar 2005 08:46 am por WILSON
Semente do Jogo de Angola - M. Jogo de Dentro - C. Angola
Nº 1- Ritmo
Nº 2- Ladainha: Deus do Céu
Deus quase que se arrepende (2x)
De te feito a humanidade
Viu que tudo era injustiça
Aflição e vaidade
O homem pra ser fiel (2x)
Tem que deixar de ser cruel
Nesse verso minha gente
Escrito por minha mão
Agradeço a Deus do céu
E ao Mestre João
Eu pra conta minha história (2x)
Não conto de uma vez
Trabalho que tenho feito
Fico muito admirado
Por minha felicidade (2x)
Nessa vida eu encontrei
A Capoeira de Angola
Que agora eu vou falar
Meu coração bate forte
Chego até me arrepiá
Eu não sei se é minha sina (2x)
Eu não sei se é minha sorte
Vou jogar a capoeira
Até o dia da minha morte,
Camaradinha,
Iê viva meu Deus...
Nº 3 - Paraná ê
Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Vô mimbora, vô mimbora, Paraná
Tão cedo não venho cá, Paraná
(coro)Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Se não for essa semana, Paraná
E a semana que passou, Paraná
(coro)Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Puxa, puxa, leva, leva, Paraná
Leva pra cima de mim, Paraná
(coro)Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Eu sô braço de maré, Paraná
Mas sô maré sem fim, Paraná
(coro)Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Quem não pode com mandinga, Paraná
Não carrega patuá, Paraná
(coro)Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Quem não pode não intima, Paraná
Deixa quem pode intimar, Paraná
(coro)Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Nº 4 - Canarinho da Alemanha
Canarinho da Alemanha, quem matou meu curió (2x)
(coro - 2x) Canarinho da Alemanha, quem matou meu curió
Canarinho da Alemanha, quem matou meu curió
Eu jogo capoeira, mas meu mestre é melhor
(coro - 2x) Canarinho da Alemanha, quem matou meu curió
Canarinho da Alemanha, quem matou meu curió
O segredo da Lua quem sabe é o clarão do Sol
(coro - 2x) Canarinho da Alemanha, quem matou meu curió
Nº 5 - Eu vô dizê a meu Sinho
Eu vô dizê a meu Sinho
Que a manteiga derramô
Mas a manteiga não é minha,
A manteiga é di Sinhô
(coro) Eu vô dizê a meu Sinho
Que a manteiga derramô
Mas a manteiga não é minha,
A manteiga é de Yôyô
(coro) Eu vô dizê a meu Sinho
Que a manteiga derramô
Mas a manteiga é do patrão
Caiu no chão espatifô
(coro) Eu vô dizê a meu Sinho
Que a manteiga derramô
Nº 6 - Tamanduá
Tamanduá, como vai coroa
Tamanduá, como vai coroa
Tamanduá, como vai coroa,
Tamanduá,
(coro) Como vai coroa
Olha tamanduá,
(coro) Como vai coroa
Nº 7 - Oi Yayá Mandô Dá
Oi Yayá mandô dá uma volta só
Oi Yayá mandô dá
(coro) Uma volta só
Oi Yayá mandô dá
(coro) Uma volta só
Ô que volta ligeira
(coro) Uma volta só
Ô que volta danada
(coro) Uma volta só
Ô que leva e volta
(coro) Uma volta só
Nº 8 - Eu vô dizê a Dendê
Dendê, ô Dendê
Dendê, ô Dendê
Dendê... De aro amarelo
Dendê de aro amarelo
Vai dizê pra Dendê
(coro) Sô homem não sô mulhé
Dendê, ô Dendê
Dendê, ô Dendê
Dendê... De aro amarelo
Dendê de aro amarelo
Vai dizê pra Dendê
(coro) Sô homem não sô mulhé
Nº 9 - Venci a batalha de Camugere
Hê, hê, hê, hê,
Eu vencí a batalha de Camugere
(coro) Hê, hê, hê, hê,
Eu vencí a batalha de Camugere
(coro) Hê, hê, hê, hê,
Eu vencí a batalha não posso morrer
(coro) Hê, hê, hê, hê,
Eu vencí a batalha de Camugere
(coro) Hê, hê, hê, hê,
Capoeira de Angola me ajudou a vecer
(coro) Hê, hê, hê, hê,
Nº 10 - Ô sim, sim, sim
Ô sim, sim, sim, ô, não, não, não,
(coro) Ô sim, sim, sim, ô, não, não, não,
Mas hoje tem, amanhã não (2x)
(coro) Ô sim, sim, sim, ô, não, não, não,
...
...
...
Nº 11 - Ladainha: História
Vou contar minha história (2x)
Para quem quizer ouvir
Mestre Pastinha ensinou pra João
E ele ensinou pra mim
O segredo da Capoeira
Que agora eu vou contar
Fui forte de tal maneira
Na coragem e no talento
Se quizer saber meu nome
Me chamo Jogo de Dentro
Não sou dono da verdade (2x)
Mas agora eu vou falar
Foi no forte Sto. Antônio
Que comecei a praticar
A Capoeira de Angola
Mora em meu coração
Eu jogo a capoeira
Pois é minha obrigação
Quando eu entro na roda
Faço minha oração
Pedindo a Deus do céu
Me livra da tentação
Peço aos Orixás
Que venha me acompanhar
Para que meus inimigos
Não venham me atrapalhar
Camaradinha,
Iê viva meu Deus...
Nº 12 - Sô eu Maita
Sô eu Maita, sô eu Maita, sou eu
Sô eu Maita, sou eu, sô eu Maita, sou eu
(coro) Sô eu Maita, sô eu Maita, sou eu
Quem tiver mulher bonita é a chave da prisão
(coro) Sô eu Maita, sô eu Maita, sou eu
Eu vou dizer pra meu amigo que hoje a parada é dura
(coro) Sô eu Maita, sô eu Maita, sou eu
Nº 13 - Deus que me deu
Deus que me deu, Deus que me dá
Capoeira de Angola prá nós vadiá
(coro)Deus que me deu, Deus que me dá
Vida e saúde prá nós vadiá
(coro)Deus que me deu, Deus que me dá
Jogo bonito prá nós vadiá
(coro)Deus que me deu, Deus que me dá
Olha, Deus que me deu e
O Deus que me dá
Vida e saúde prá nós vadiá
(coro)Deus que me deu, Deus que me dá
Nº 14 - Angola Ê Angola A
Angola eee Angola aaa
O berimbau tá me chamando eu vou jogar
(coro) Angola eee Angola aaa
O berimbau tá me chamando eu vou jogar
Jogo de dentro, jogo de fora
Cavalaria, meu barravento
Jogo de dentro, jogo de fora
Cavalaria, sinhô São Bento
(coro) Angola eee Angola aaa
O berimbau tá me chamando eu vou jogar
Nº 15 - Adão cadê Salomé
Adão, Adão cadê Salomé
Adão, ô cadê Salomé
Adão, foi pra ilha de Maré
(coro) Adão, Adão cadê Salomé, Adão,
Ô cadê Salomé Adão
Salomé foi passeá
(coro) Adão, Adão cadê Salomé, Adão,
Ô cadê Salomé Adão
Salomé foi passeá
(coro) Adão, Adão cadê Salomé, Adão,
Ô cadê Salomé Adão
Nº 16 - Meu Atabaque é de couro de boi
Meu atabaque é de couro de boi,
Meu atabaque é de couro de boi,
Meu atabaque é de couro de boi,
Olha, meu atabaque
(coro)É de couro de boi
Olha, meu atabaque
(coro)É de couro de boi
Nº 17 - Esse homem é valente
Esse homem é valente
Sei sim sinhô
Esse homem é valente
(coro) Sei sim sinhô
Ele está com a navalha
(coro) Sei sim sinhô
Ele vai lhe cortar
(coro) Sei sim sinhô
O muleque é ligeiro
(coro) Sei sim sinhô
Ele vai te pegá
(coro) Sei sim sinhô
Cuidado com ele
(coro) Sei sim sinhô
Nº 18 - Ia passando num caminho
Ia passando num caminho, (2x)
Uma cobra me mordeu
Meu veneno era mais forte
Essa cobra que morreu
Olha a cobra, lhe morde
(coro) Sinhô São Bento
Olha o bote da cobra
(coro) Sinhô São Bento
Ela é venenosa
(coro) Sinhô São Bento
...
Nº 19 - Ladainha: Ladeira do Pelourinho
Ladeira do Pelourinho (2x)
Onde eu comecei a andar
No forte Sto. Antônio
Eu comecei a praticar
A Capoeira de Angola
João Pequeno tava lá
Os turistas todos os dias
Iam nos prestigiar
O gogernador vendo isto
Tratou logo de acabar
Vendo Capoeira Angola
Era dança de matar.
Olha, eu disse, governador
Não faça isso mais não
Capoeira de Angola é
Uma grande tradição
Quando eu pego na viola
Dói até meu coração
E o jogo de capoeira
É um jogo de irmão
Quando eu entro na roda
Não tem agressão
Eu jogo a capoeira
Do fundo do meu coração
Agradeço a Deus
E ao Mestre João
Por me ensinar a capoeira
Com toda dedicação.
Camaradinha,
Iê viva meu Deus
...
Nº 20 - Sta. Maria Mãe de Deus
Sta. Maria Mãe de Deus
Cheguei na igreja me confessei
(coro) Sta. Maria Mãe de Deus
Cheguei na igreja me ajuelhei
(coro) Sta. Maria Mãe de Deus
Cheguei na igreja não rezei
(coro) Sta. Maria Mãe de Deus
...
Nº 21 - Gunga é meu
Gunga é meu, gunga é meu,
Gunga é meu, meu pai que me deu
(coro) Gunga é meu, gunga é meu
Gunga é meu, não vendo e não dou
(coro) Gunga é meu, gunga é meu
...
Nº 22 - Um dia São Benedito me disse
Um dia São Benedito me disse
Que eu ia aprender a jogar
A jogar Capoeira de Angola
Que Jogo de Dentro ia me ensiná
O jogo de dentro e de fora,
O jogo de Angola também
O jogo da capoeira
É jogo bonito e não mata ninguém
Olá, quem te ensinô a jogar capoeira
Capoeira de Angola
(coro) A jogar capoeira
...
Nº 23 - Sou angoleiro que veio de Angola
Sou angoleiro que veio de Angola
Valha meu Deus, minha nossa Sra.
(coro) Sou angoleiro que veio de Angola
Tocando pandeiro, berimbau e viola
(coro) Sou angoleiro que veio de Angola
Olha o jogo de dentro, olha o jogo de fora
(coro) Sou angoleiro que veio de Angola
...
Nº 24 - Quem nunca viu, venha vê
Quem nunca viu, venha vê
Licuri quebra dendê
(coro)Quem nunca viu, venha vê
Venha ver para aprender
(coro)Quem nunca viu, venha vê
Capoeira de Angola
(coro)Quem nunca viu, venha vê
Licuri quebra dendê
(coro)Quem nunca viu, venha vê
Nº 25 - Sto. Antônio é protetor
Sto. Antônio é protetor
Dá barquinha de Noé
(coro) Sto. Antônio é protetor
Protetor da capoeira
(coro) Sto. Antônio é protetor
Protetor do berimbau
(coro) Sto. Antônio é protetor
Protetor de todos nós
(coro) Sto. Antônio é protetor
Nº 26 - Tô dormindo, tô sonhando
Eu tô dormindo, eu tô sonhando
Tão falando mal de mim
(coro) Eu tô dormindo, eu tô sonhando
Tão falando mal que eu vi
(coro) Eu tô dormindo, eu tô sonhando
Na roda de capoeira
(coro) Eu tô dormindo, eu tô sonhando
Nº 27 - Olá oláê, vô batê quero ver cair
Olá oláê, eu já bati quero ver cair
(coro) Olá oláê
Quando eu bato quero ver cair
(coro) Olá oláê
Jogo Capoeira Angola
(coro) Olá oláê
Vou bater quero ver cair
(coro) Olá oláê
Nº 28 - Ladainha: Capoeira de Angola
Capoeira de Angola (2x)
Ai meu Deus,
Eu falo de coração
Eu jogo a capoeira
Pois é minha obrigação
Na roda de capoeira
Dou um aperto de mão
Se você quizer me ver
Capoeira vou jogar
Sou discipulo que aprendo
Olha meu Deus
O mestre que dá lição
Na roda da capoeira
Dou um aperto de mão
Camaradinha,
Iê viva meu Deus ...
Nº 29 - O Doralice
O Doralice não me pegue não
Não me pegue, não me agarre
Não me pegue não
(coro) O Doralice não me pegue não
Não me pegue, não me agarre
Não me pegue no ceu coração
(coro) O Doralice não me pegue não
Não me pegue não
Não me pegue não
(coro) O Doralice não me pegue não
Por favor Nossa Senhora
Não me pegue não
(coro) O Doralice não me pegue não
Nº 30 - Eu sou angoleiro
Eu sou angoleiro, angoleiro
O que é que eu sou
(coro)Eu sou angoleiro
Angoleiro de valor
(coro)Eu sou angoleiro
Angoleiro da Bahia
(coro)Eu sou angoleiro
Angoleiro Imperador
(coro)Eu sou angoleiro
Nº 31 - Jogo de dentro
Oi, jogo de dentro, jogo de fora
Valha-me Deus, minha Nossa Senhora
(coro) Jogo de dentro, jogo de fora
Jogo bonito este jogo de Angola
(coro) Jogo de dentro, jogo de fora
Capoeira bonita, Capoeira de Angola
(coro) Jogo de dentro, jogo de fora
Nº 32 - Pra lavar minha roupa não tem sabão
Pra lavar minha roupa não tem sabão,
Não tem sabão, não tem sabão
(coro) Pra lavar minha roupa não tem sabão
Não tem sabão, não tem sabão
(coro) Pra lavar minha roupa não tem sabão
Não tem sabão, não suje não
(coro) Pra lavar minha roupa não tem sabão
Nº 33 - Ô yaya, o sinhô mandô chamá
Ô yaya, o sinhô mandô chamá
O sinhô mandô chamá, ô, yayá
(coro)Ô yaya, o sinhô mandô chamá
Diga a ele que eu vou já, ô, yayá
(coro)Ô yaya, o sinhô mandô chamá
...
Nº 34 - Adeus corina dandã
Adeus corina dandã,
Vou embora, vou embora
(coro) Adeus corina dandã,
Como já disse que vou
(coro) Adeus corina dandã,
Se não for essa semana
(coro) Adeus corina dandã,
E a semana que passou
(coro) Adeus corina dandã,
Vou me embora dessa terra
(coro) Adeus corina dandã,
Tão cedo não venho cá
(coro) Adeus corina dandã,
Eu sei que vou voltar
(coro) Adeus corina dandã,
Nº 35 - Adeus, adeus
Adeus, adeus
(coro) Boa viagem
Eu vou me embora
(coro) Boa viagem
Eu vou com Deus
(coro) Boa viagem
Nossa Senhora
(coro) Boa viagem
Adeus, adeus
(coro) Boa viagem
Mestre Pastinha - Eternamente - « : Enero 25, 2007, 08:40:38 » por Gavião en Capoeiras.Com v.06
Mestre Pastinha's album - Track 1
[Pastinha talking]
Iê, maior é Deus, pequeno sou eu
O que eu tenho, foi Deus que me deu
Na roda de capoeira,
Grande e pequeno sou eu
My name is Vicente Ferreira Pastinha. I was born to capoeira, and will left capoeira only when I'm dead. I love the capoeira game, and there's no better thing in my life than it.
[Music]
Bahia nossa Bahia
Capital é Salvador
Quem não conhece a capoeira
Não pode dar seu valor
Capoeira veio da África
Africano quem a trouxe
Todos podem aprender
General e também quem é Doutor
Quem desejar aprender
Venha aqui em Salvador
Procure o Mestre Pastinha
Ele é professor
Iê viva meu mestre
Iê que me ensinou
Iê Rio de Janeiro
Iê Morro de São Paulo
Iê Farol da Bahia
Dona Alice não me pegue não
Não me pegue,
não me encoste,
não me pegue não
Canarinho da Alemanha,
Quem matou meu curió ?
Quem tem fé em Deus
nunca cai em bozó
Canarinho da Alemanha
Quem matou meu curió ?
Eu jogo capoeira,
mas Pastinha é o maior
Canarinho da Alemanha
Quem matou meu curió ?
O segredo da lua,
Quem sabe é o clarão do sol
Canarinho da Alemanha
Quem matou meu curió ?
Eu jogo capoeira
Na Bahia e em Maceió
Valha-me Deus, senhor São Bento
Vou cantar meu barravento
Valha-me Deus, senhor São Bento
Buraco velho tem cobra dentro
Valha-me Deus, senhor São Bento
Com uma, duas ou tres lá dentro
Valha-me Deus, senhor São Bento
Capoeira só angola
Valha-me Deus, senhor São Bento
Essa é minha opiniao
Valha-me Deus, senhor São Bento
Eu tanto jogo para cima
Valha-me Deus, senhor São Bento
Quanto jogo para o chão
[Pastinha talking]
Today I'm 78 years old. My life is too messy for me to tell, but there are hundreds, thousands of persons who know me. People who are by my side since childhood, who are with me now. They can tell about [my life]. Everyone [of these people] can say something about my biography; I accept it. But there's a detail: I was never a fool !
Mestre Pastinha's album - Track 2
[Pastinha talking]
In mandinga, I was not a fool. But I'll not tell anything about it, because it'd be a very long story, and I'd feel like in heaven...
Iê, cidade de Assunção
capital de Itamaraty
Somos todos das nações
Dessa cultura do Brasil
Pastinha já foi à África
Para mostrar a capoeira do Brasil
[Music]
Eu já vivo enjoado,
De viver aqui na Terra,
Ó mamãe eu vou pra Lua,
Falei com minha mulher,
Ela então me respondeu,
Nós vamos se Deus quiser,
Vamos fazer um ranchinho,
Todo cheio de sapé,
Amanhã as 7 horas,
Nós vamos tomar café,
Eu que nunca acreditei,
Não posso me conformar,
Que a Lua venha à Terra,
Que a Terra vai ao ar,
Tudo isso é conversa,
Vão comer sem trabalhar,
O senhor amigo meu,
Veja bem o meu cantar,
Quem é dono não ciúma,
Quem não é quer ciumar ?
Iêê Galo Cantou,
Iêê Cocorocou,
Iêê Minino É Bom Camará...
Quebra jereba
Quebra tudo hoje
Amanhã nada quebra
Dona Maria que vende aí ?
Coco e pipoca que é do Brasil
Quando eu morrer,
Me enterrem na Lapinha
calça, culote e paletó almofadinha
Adeus Bahia, zum zum zum cordão de ouro
Eu vou partir porque mataram meu Besouro
Ê zum zum zum zum !
Ê Besouro !
[Pastinha talking]
Many fights involving capoeiristas were not exactly their fault... Many were provoked, because sometimes people were playing, they [the police] passed by and decided take and break the berimbaus. Then it set fire... Capoeiristas didn't want to lose their instruments. For instance the berimbau isn't just an instrument... People know the berimbau is music...
Mestre Pastinha's album - Track 3
[Pastinha talking]
Menino preste atenção no que eu vou dizer
O que eu faço brincando você não faz nem zangado
Não seja vaidoso nem despeitado
Na roda de capoeira, Pastinha já está classificado
The berimbau is music, is a musical instrument. But it's also a fighting instrument. In the happy occasions, we use it as an instrument [musical]. But in pain moments, it becomes into a scythe.
[Music]
Eu vou ler o B-A-Bá
B-A-Bá do Berimbau
A cabaça e o caxixi
Com dois pedaços de pau
A moeda e o arame
Aí está o berimbau
Berimbau é um instrumento
Que toca numa corda só
Vai tocar São Bento Grande
Toca Angola em tom maior
Agora acabei de crer
o Berimbau é o maior
Camaradinho
Iê Viva meu Deus
Ai ai ai dê
Dona Maria como vai vosmecê
Joga bonito que eu quero aprender
Era eu era meu mano
Quando nos andava junto
Eu não sei se Deus consente
Numa cova dois defuntos
Xô xô meu canário
Meu canário é cantador
Xô xô meu canário
Foi embora e me deixou
Xô xô meu canário
Meu canário é da Alemanha
Xô xô meu canário
Nego velho também apanha
Xô xô meu canário
Alemão que me mandou
Luanda ê meu boi
Luanda ê, pará
Marina samba de pé
Tereza samba deitada
Lá no cais da Bahia
Não tem le le nem la la
O la e la e la
O le le
[Pastinha talking]
I'll tell you... When I was young I used a little scythe as big as a key. The scythe had a sharp side and a ring to attach it to the bow. But as I was very kind, very lovely with those who wanted to beat me, I sharpened both sides of the scythe. If I could, I would sharpen the third side too... And when needed, I unstringed the bow, attached the scythe and handled it. Because capoeirista does ginga, jumps, [... incomprehensible 5 second part :-( ...], bleeds and defends himself. The capoeirista has the appropriate attitude to any situation, and the calmer the capoeirista, the better for him...
Mestre Pastinha's album - Track 4
[Pastinha talking]
Eu vou ler o meu abc
Porque não queria cantar
Foi no [... Incomprehensible place name...] quem me dera esse lugar
Vieram muitos mestres com pastinha jogar
Vou me embora para São Paulo
Vou me embora seu doutor
Mas trouxe meu berimbau
Um amigo de quem sou
Eu não sou querido aqui
Mas em minha terra eu sou
Quem quiser meu nome
Quem quiser saber quem sou
Sou discípulo de Pastinha
Menino de Salvador
Delegado me intimou
Dentro da secretaria
Para prestar depoimento
Daquilo que eu nao sabia
Iê salve a Bahia
Iê salve o Brasil
E vamonos embora
Pelo mundo afora
Vai dizer a meu senhor
Que a manteiga derramou
A manteiga não é minha
A manteiga é de ioiô
A canoa virou marinheiro
No fundo do mar tem dinheiro
[Pastinha talking]
Exactly the opposite, the capoeirista shouldn't be hasty. Shouldn't provoke. Shouldn't do certaing things. When I was young, there were capoeiristas who walked bent as the nature didn't do them. They got a handkerchief and tied it to the neck. A white handkerchief and "bell-mouth" pants. Sandals and a bent hat, and then walked in the streets, bent. Capoeiristas did these and other kind of things it at that time, but I get surprised nowadays, with capoeiristas doing certain things...
[Music]
Adeus adeus,
boa viagem
Eu vou com Deus
boa viagem
Eu vou me embora
boa viagem
Com Nossa senhora
boa viagem
Quem vem lá ?
Sou eu sou eu
Quem vem lá ?
A cancela bateu
Quem vem lá ?
Quem vem junto sou eu
Dá dá, dá no nego
No nego voce nao dá
Dá dá, dá no nego
Se não der, vai apanhar
Dá dá, dá no nego
Esse nego é malvado, esse nego é maluco, esse nego é o cão
Dá dá, dá no nego
Pega esse nego, derruba no chão
Esse nego é malvado, esse nego é o cão
Pega esse nego, derruba no chão
Esse nego é o diavo, esse nego é o cão
Pega esse nego, derruba no chão
Esse nego é maluco, esse nego é o cão
Mestre Pastinha's album - Track 5
[Pastinha talking]
I'm an example from the past. There are many veterans here, really old capoeiristas, older than me. I had a student called Aberrê. He was my student and also christened by the same person who christened me. He lived at São Francisco hill, and I lived at Monturo hill. When I left the army, I used to take him to my house, to teach him to play capoeira.
Iê
Eu nasci para a capoeira
a capoeira homem me fez
Só deixarei a capoeira
Quando eu morrer
[Music]
Iê eu tava em casa
Sem pensar sem imaginar
Quando ouvi bater na porta
salomão mandou chamar
Para ajudar a vencer
A batalha liderar
Eu que nunca viajei
Nem pretendo viajar
Entre Campos[1] e Campinas[2]
Pernambuco[3] e Ceará[4]
Era eu era meu mano
Era meu mano era eu
Eu não sei se Deus consente
Numa cova dois defuntos
Na Bahia eu nasci
Salvador eu me criei
Iê galo cantou
Iê cocoroco
Vamonos embora
Ele é mandingueiro
Tabaréu que vem do sertão
Que vende maxixe, quiabo e limão
Esse gunga é meu, esse gunga é meu
Gunga é meu, eu não posso vender
Esse gunga é meu, esse gunga é meu
Gunga é meu, foi meu pai que me deu
[Pastinha talking]
I had a friend who invited me to take care of his gambling house, and I accepted. We had to go to the sheriff to get a license to open the house. I was taken to the sheriff, and when I entered his room, my friend said. "Chief, this is the guy who will take care of the gambling house". The sheriff looked at me from hair to shoes, and said "This kid will take care of the gambling house ? He's still smells like milk !". My friend then said "Yes, but I want him to do it". And the chief, again: "This kid can't take care of a gambling house !". "He is really young, but he'll fit", said my friend. The sheriff then agreed and asked my name. I said "Vicente Ferreira Pastinha", and gave him my ID. Then he said "Then you're the brawler I have here in my neighborhood ? I knew only your fame". And I said to myself: "Oh, my... Now I'm jailed".
[Music]
Adão, Adão, cadê Salomé Adão ?
Salomé foi passear
Adão, Adão, cadê Salomé Adão ?
Foi para a ilha de Maré
Tô dormindo, tô sonhando
Tão falando mal de mim
There were a group of capoeiristas at [... incomprehensible place name :-( ...], all of them were mestres. The most famous here in Bahia. Every Sunday, there were a roda there, and only mestres played. No students, just mestres. And Aberrê, my former student, used to play there. The mestres asked him who was his master, and he gave my name. Then they said him "Bring this man here, we need to know him". Aberrê invited me to see him play in a sunday. When we arrived there, he searched for the leader, a police officer called Amorzinho. This guy shaked my hand, and while doing this, told me to lead the roda from then on.
Mandá lecô
Cajueiro
Mandá oiá
Cajueiro
Mestre Pinheiro - Ao pé do berimbau posteado en Capoeiras.Com v.05, Publicado: Mie Mar 02, 2005 2:04 pm por Comprido
MESTRE PINHEIRO Ao pé do berimbau
CAPOEIRA ME CHAMA
Eu foi encolhendo pelo seu jeito de andar
Pelo gingar de seu corpo e seu jeito de jogar.
Sou capoeira, tenho meu corpo fechado,
Meu berimbau foi queimado na ladeira por meu cor
REFRAO: Capoeira me chama, eu vou jogar,
Vou com vontade cuando o berimbau quarar (BIS)
Sou mandingueiro, carrego meu patuá
nas rodas de capoeira quero ver voces jogar
Eu jogou aquí, jogou em qualquer lugar
Pois quem é bom capoeira tem que saber respeitar, oh!
CORO REFRAO
A capoeira, hoje é muito popular
Tem muita moça bonita que tanbem sabei jogar.
Hoje tem tem crianças, tem gente grande tanbem
Capoeira é alegria vamos todos a gritar, oh!
CORO REFRAO
MEU CAMARADA
Oi meu amigo, meu irmão, meu camarada,
Jogador de capoeira, tocador de berimbau.
Tanbem sofrei e a saudade doio tanto
que se transformou em canto de vontade de viver.
Há quanto tempo, tão distantes nos ficamos
Que hoje nos encontramos que a capoeira é jogada.
A capoeira, ela é minha estrela guía
que ilumina noite e día até o manha onde eu viver
REFRAO: Ai,ai, aide
Joguei bonito que eu quero ver
CORO REFRAO
Dona María como vai vosmice
CORO REFRAO
OS DOMINGOS TEM CAPOEIRA
REFRAO 1: Os Domingos tem capoeira, vai rolar lá na beira do mar
CORO REFRAO 1
REFRAO 2: Pula para lá, Bentinho vai jogar
Pula para lá que eu pulo para cá
CORO RERAO 1
Capoeira é manha brasileira que mexe seu corpo para lá e para cá
No toque do berimbau voce entra na roda e começa jingar
CORO REFRAO 2
SOLO REFRAO 1
CORO REFRAO 1
Tomei cuidado eu avisou essa jinga engana ela pode matar
Voce entra na roda e sente que todo seu corpo se arrepiar
CORO REFRAO 2
SOLO REFRAO 1
CORO REFRAO 1
CAPOEIRA DO BRASIL
Día desde aquí lleguei, capoeira eu vi jogar,
Capoeira do Brasil, folclore e arte popular
Se voce quer aprender vai até lá no Bonfim
Aquí joga capoeira com toda força de mão
E conserva nossa arte com amor no coração
Para ser bom capoeira não precisa um viadão
Tem que ter bom sentimento e uma boa educação
Capoeira é uma arte, tem que manter tradição,
Respeitar os velhos mestres sem nenhuma ingratidão
Eu não sou daqui
MARINHEIRO SOU
PARANAUE
LINDA BAHÍA
Bahía, linda Bahía
Terra de tanta beleza
Há alí Amaralina, lagoa do Abaeté
Boqueiro de Itapõa, ladeira do Pelourinho
E no Mercado Modelo, camará, capoeira acarajé
viva meu Deus!
BATE NEGRO IRMÃO
Os negros, que vieram de Angola, escravos
Para servir ao seu Senhor.
Foram espancados e marcados,
Pelos colonizadores que aquí queriam morar
Oi bate negro irmão,
REFRAO: oi bate com seu pé e sua mão (BIS)
Lá foram, deitando a confusão,
Daí guarda holandesa
fugiram lá até o sertão
Formaram, lá na serra tava rica
No estado de Alagoas o quilombo de Palmares
CORO REFRAO 1
Seu chefe, por ser o mais valente
Foi proclamado de Zumbi
Nego, de mais de mil fazanhas e do mais de vinte anos
Criou o quilombo de Palmares
CORO REFRAO 1
Extinto o quilombo de Palmares, por Domingo Jorge Velho
Veio uma redeitora, nossa princesa Isabel
E proclamou a abolição de nossa escravidão
CORO REFRAO 1
E foi, nos tempos Coloniaês
Capoeira conhecida, hoje reconhecida,
Na historia nacional (BIS)
NASCI NO CAUTIVEIRO
Eu nasci no cautiveiro, trabalhei duro no canavial,
Plantei cana eu plantei café, quase morri de tanto trabalhar
CORO REFRAO: Vou cortra cana eu vou, colher café eu vou
Se não colher eu vou, vou por carbão eu vou (BIS)
No Engenho foi carregando o açucar e o melaço
Para adoçar a vida de quem tem me maltratado
CORO REFRAO
Apanhei coco, apanhei cacao o algodão foi fenomenal
O feijão era especial e o milho para façer mingão
CORO REFRAO
Lá no tronco foi amarrado, com chicote foi castigado,
O feitor me maltratou e o meu sangue ele derramou
CORO REFRAO
SOLO REFRAO
CORO REFRAO
NA ÁFRICA DISTANTE
Deixou umos laços na África distante, veio de Angola no navio negreiro
Deixou seu pãe deixou sua mãe, deixou os filhos de seu coração
CORO REPITE
Aquí chegando não perdia historia foi vendido como um animal
Trabalhou duro lá no cautiveiro plantando cana plantando café -CORO BIS
Surgiou um dia um negro valente, que seus irmãos ele libertou
Se organizarom em varios quilombos, lá em Palmares onde comandou CB
Ai surgiou o Capitão do Mato um homen frio grande matador
Subiu na serra as companhoês potentes o grande chefe ele derrotou CB
Zumbi foi herido quando ele quis fugir mais atrido por um companheiro
Se foi de moço foi esquartejado e sua cabeça em um pau picado
Zumbi deu força como é a liberdade, Zumbi é correio onde é saudade
Deixou para nos a capoeira como herança, como proteção -CORO BIS
O JANGADEIRO
REFRAO: Oi jangadeiro, levei a jangada lá pro mar
O día já amanhecía, tá na hora de pescar, jangadeiro
CORO REFRAO
No balanço da canoa, lançe a rede para o mar
CORO REFRAO
Eu tanbem sou capoeira, quero contigo pescar
CORO REFRAO
Vou façer uma oração, para minha Ilé Manjar
Que nos dei a proteção para meu barco não virar
CORO REFRAO
Puxe a rede, tirei o peixe, a noite já vai chegando
Meu amor tá me esperando sinto não poder ficar
CORO REFRAO
Pois eu sou um capoeira goto muito de jogar
CORO REFRAO
Berimbau já está tocando a roda vai começar
CORO REFRAO
Na roda de capoeira quero contigo tocar
CORO REFRAO
Porque hoje é Domingo e amanha Segunda feira
CORO REFRAO
GRANDES MESTRES NO CEÚ
REFRAO: Eu vi a folha da palmeira balançar
Oi lá no ceú os grandes mestres foram jogar
CORO REFRAO
Pois vi Zumbi e o Besouro Mangangá
Tem Aberre, seu Pastinha e Waldemar
CORO REFRAO
Chegou Manduca, seu Bobó e Acarajé
Mestre Limão, Canjiquinha e o Paulão
CORO REFRAO
Tem o Gigante e o Totonho de Maré
Seu , Ferreira e Paraná
CORO REFRAO
Eu sei que um día nessa roda eu vou jogar
Tou esperando os grandes mestres me chamar
CORO REFRAO
E já no ceú, na terra e tanbem no mar
A capoeira já não pode mais parar
CORO REFRAO
(se repite la canción entera)
VENHA JOGAR MENINO
REFRAO: Oi menino a capoeira lhe faz bem,
Vem voce, jogar nas rodas tanbem
CORO REPITE
Voce joga día e noite, noite e día, sem parar
Voce toca o berimbau, voce aprende cantar
Tem queixada, tem armada, meia-lua e a rasteira
Voce aprende o aú, e tanbem salto mortal, oi menino!
CORO REFRAO
Faz vibrar o povo, e lhe da grande emoção
Capoeira é saude e tanbem educação
Vem para roda, vem menino, vem jogar a capoeira
Capoeira é brasileira, nossa arte mandingueira, oi menino
CORO REFRAO
MARACANGAYA
Maracangaya danada, Maracangaya malvada,
REFRAO: quero saber quem matou o meu Besouro vuô
Besouro Cordão de Ouro, Besouro Cordão de Ouro,
Quero saber quem matou, o meu Besouro quem foi?
CORO REFRAO
O CAPOEIRA
O capoeira desceu a ladeira, foi jogar lá na beira do cais,
Plantou bananeira, tombo da ladeira, tirou um aú e deu salto mortal,
REFRAO: O capoeira
CORO REFRAO
Com seu corpo suado, coração partido pediu
liçença e se ajoelho ao pé do berimbau
CORO REFRAO
Canto ladainha e nela dizia que seu amor
foi se embora para nunca mais boltar
CORO REFRAO
Seu lamento tão triste conmoveu o povo que comeó a chorar
CORO REFRAO
Partiou
para nunca mais boltar
CORO REFRAO
SOLO REPITE
Autores: Marquinho e Maxuel
À mais de vinte anos
Ele conheceu a arte
Hoje roda pelo mundo
Leva capoeira como um estandarte
Sempre com muita humildade
E dedicação
Tem a luta brasileira
Dentro do seu coração
Lê, lê, lê , lê, lê a
Eta cabra pra jogar
Lê, lê, lê , lê, lê a
Mestre Rato do Ceará
O seu jogo é bonito
É bonito de se ver
O au à meia lua
O salto mortal e o role
Quando o bicho ta pegando
Ele não foge do pau
Se você quer conhecê-lo
Vá no Espaço Cultural
Ao Mestre Touro
Dedico essa ladainha
Por tudo que me ensinou
Tudo que me fez sentir
Oxalá que derrame suas bênçãos
Sobre o Grupo Corda Bamba
Onde tanto eu aprendi
Fo lá na Penha
Bem lá na Leopoldinense
Que muitos bambas conheci
Seu Mentirinha, Mestre Silas e Paulão
Dentinho, Mestre Zé Pedro
Luiz Malhado e Corvão
E tantos outros
Que jamais vou esquecer
Obrigado Mestre Touro
Eu devo muito a você
Lembro do Axé
Do ritmo da brincadeira
Do orgulho de pertencer
Ao Grupo Corda Bamba de Capoeira
Iê viva Seu Touro
Mestre Waldermar | Mestre Canjiquinha posteado en Capoeiras.Com por Gaviao MCDO, Posted: 28 Apr 2006 03:38 pm
M. Waldermar e M. Canjiquinha
1 Riachão tava cantando 2:07
2 Nega o que vende aí 0:29
3 Siri de mangue 0:44
4 Olha o home que matei 0:41
5 Dente de ouro 1:35
6 Não sei como se vive 1:08
7 Marimbondo assanhou 0:23
8 Quatro coisa neste mundo 0:52
9 É, Santa Amaro 0:38
10 Quebra gereba 1:24
11 Pedro cem 1:52
12 Já canto há muitos anos 1:45
13 ABC de Vilela 2:29
14 Cobra assanhada 1:01
15 O macaco e o leão 2:05
16 Ai, ai, aidê 0:29
17 Quando eu fui pra liberdade 0:54
18 O Brasil disse que sim 0:41
19 Olha o nome do pau 0:15
20 Joguei meu lenço pra cima 0:43
21 Vô dizê a meu sinhô 0:24
22 Era eu, era meu mano 0:46
23 O calado é vencedô 0:54
24 Contaro minha mulhé 0:50
25 Panha daqui, bota ali 0:16
26 Martelo do ciúme 0:31
27 Mandalecô 0:11
28 Minha mão, vô sê bombeiro 0:37
29 Oia lá siri do mangue 0:27
30 O exército é de batalha 0:21
31 Marinheiro só 0:22
32 Toques 3:05
33 Toques 2:10
34 Toques 1:57
1 RIACHÃO TAVA CANTANDO
Iê
Riachão tava cantando
Riachão tava cantando
Na cidade de Açú
Quando apareceu um negro, o meu bem
Da espécie de urubu
Tinha camisa de sola
Calça de couro cru
Beiços grossos e virados, o meu bem
Como a sola de um chinelo
Um olho muito encarnado
O outro bastante amarelo
Ele chamou o Riachão, o meu bem
Para vim cantá martelo
Riachão arrespondeu
Eu aqui não tô cantando, ô meu bem
Com nego desconhecido
Ele pode ser cativo
E andar aqui fugido
Camaradinha
Aruandê
(...)
2 NEGA O QUE VENDE AÍ
O nege que vende aí, vende aí
que vende aí
- O nege que vende aí
Arroz de Maranhão
- O nege que vende aí
A Moça mandô vendê
- O nege que vende aí
Arroz de Maranhão
3 SIRI DE MANGUE
Iê!
Mas abre o zóio siri-de-mangue
Abre o zóio siri-de-mangue
Todo tempo não é um
A maré de março, o meu bem
É maré de gaiamum
Entre grandes e pequeno
Hoje não me escapa um
Siri tá se vendo doido, o meu bem
Na presa do gaiamum
Camaradinho
4 OLHA O HOME QUE MATEI
Ê ê, ê ê, olha o home que eu matei
- Ê ê, ê ê
na cadeira eu não vô
- Ê ê, ê ê
Olha o home que eu matei
- Ê ê, ê ê
Era um fino disordero
- Ê ê, ê ê
E um fino matadô
- Ê ê, ê ê
Amanhã eu vou-me embora
- Ê ê, ê ê
por esse mundo de deus
- Ê ê, ê ê
5 DENTE DE OURO
Iê
Ela tem um dente de ouro
Ela tem um dente de ouro, o meu bem
Foi eu quem mandei botar
Eu vou rogar uma praga
Pro dente se quebrá
Dela eu não me alembro, o meu bem
E não quero me alembrá
Das hora amargurada, o iá iá
Com ela eu conversava
Na beira de uma praia
E um bonito luar
Ela sempre me jurando, o meu bem
Que a outro não amava
Vim da Ilha de Maré
Jogá em Santa Rita
Duas coisa neste mundo
Que meu coração palpita
É um berimbau boseiro
E uma moça bonita
Camaradinho
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6 NÃO SEI COMO SE VIVE
Iê!
Eu não sei como se vive
Eu não sei como se vive, O meu bem
Neste mundo enganadô
Fala muito é faladô
Fala poco é manhoso
Cómi muito é guloso
Cómi poco é suvina
Si batê é desordeiro, o meu bem
Si apanhá ele é mofino
Trabalho tem marimbondo
Fazê casa no capim
Vem um vento, leva ela, o meu bem
Marimbondo leva fim
Cavera, quem ti matô, o meu bem
Foi a língua, meu senhô
Eu ti dava conselho
Pensava ser ruim
Eu sempre lhi dizendo
Inveja matô Cain
Camaradinha
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7 MARIMBONDO ASSANHOU
Ê ê ê, Marimbondo Marimbondo
- pelo sinal
Marimbondo Marimbondo
- pelo sinal
Marimbondo Marimbondo
- pelo sinal
Marimbondo me mordeu
- pelo sinal
Marimbondo assanhou
- pelo sinal
Marimbondo Marimbondo
- pelo sinal
8 QUATRO COISA NESTE MUNDO
Quatro coisa neste mundo
Quatro coisa neste mundo
Que aperreia o cidadão
Uma casa com pingueira
E um cavalo chotão
Uma mulher ciumento
E um minino chorão
Tudo isso si dá jeito
O cavalo anegoceio
Menino se aquelenta
Casa ele reteio
E a mulhé me cai na peia
camaradinho
9 Ê, SANTA AMARO
Ê, Sano Amaro, vô vê Lampião na moita
Ê, Sano Amaro, vô vê Lampião na moita
Vô vê Lampião na moita, eu vô vê Lampião na moita
Ê, Sano Amaro, vô vê Lampião na moita
Meu cumpade amarra o bode, que eu também amarro o meu
Ê, Sano Amaro, vô vê Lampião na moita
10 QUEBRA GEREBA
Quebra Quebra gereba
Quebra tudo hoje,
Amanhã aqui é que quebra
- Quebra Quebra gereba
Quebra tudo hoje,
Amanhã nada quebra
- Quebra Quebra gereba
Quebra tudo hoje,
Amanhã qui é que quebra
- Quebra Quebra gereba
11 PEDRO CEM
Ie!
Lá no céu vai quem merece (bis)
Na terra vale quem tem
A soberba combatida, O meu bem
Foi quem matô Pedro Cem
Deus é pai de nós todos
E eu não sô pai de ninguém
Lá se foi minha fortuna
Exclamava Pedro Cem
Onte eu fui millionário
Já tive e hoje não tenho
O que ontem me valia
Hoje nem valia tem
Ele dizia nas portas
Uma esmola a Pedro Cem
Que já teve hoje não tem
A quem eu neguei esmola
Hoje me nega também
Nasci num berço dourado
Cresci num colchão macio
Hoje eu morro no relento
Neste mundo e chão frio
A justiça examinando, Oi meu bem
Os bolsos de Pedro Cem
Encontrou uma muchila
Dentro dela um vintêm
E um leteiro que dizia
Já teve, hoje não tem
Camaradinho
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12 JÁ CANTO HÁ MUITOS ANOS
Iê
Eu já canto há muitos anos bis
Não vou em toda função
Arranco ponta de tôro, o meu bem
Cesso fúria de leão
Nunca terei ciência, o meu bem
Que é pra mim sem prestação
O diabo arrespondeu
Você hoje fica sabendo
O peso de um cantadô
Ele odeia obediência
Conhecer o meu valô
Quando me vê de outra vez
Me chama de professô, a há há
Me diga de onde veio
Me diga prá onde vai
Se é casado ou solteiro
Que trabalho você faz
O diabo respondeu
Eu não tenho superior
Sou filho da liberdade
Eu não conto minha vida, o meu bem
Pois não há necessidade
Eu não sou foragido
Nem vocês autoridade
Camaradinho
13 ABC DE VILELA
Iê
Sinhores peço licença
Sinhores peço licença
Para contá uma história
Do valente Vilela, o meu bem
Trago sempre na memória
Ele lutou quinze anos
Sempre alcançando vitória
Ali tinha um capitão
Um sujeito muito ousado
Disse, eu vô na Serra Torta
Trago Vilela amarrado
No outro dia bem cedo
Marcharo para o lugá
Onde morava Vilela, oi, iá, iá
O povo foi ensiná
Chegô lá, o capitão
Mandô a casa cercá
Cercaram ali a casa
Ficaram de prontidão
Vilela, abre a porta,
Por orde do capitão
Você hoje sai daqui, o meu bem
Diretinho para a prisão
Vilele tava em casa
Sem nada disso sabê
Disse vocês vão simbora
Não venha me aborrecê
Responda-me soldado, oi iáiá
Vem mata ou morrê
Responda-me soldado
Se vem mata ou morrê
O soldado arrespondeu
Não vim matá e nem morrê
Por ordem do delegado, o meu bem
Que é um home de direito
Você hoje me dá conta
Das mortes que já tem feito
Eu aqui na Serra Torta
Já digo pelo comum
O home qui mata cem
Também mata cento e um
Camaradinho
14 COBRA ASSANHADA
Iê
Quando vê cobra assanhada
Ie, cobra assanhada, o meu bem
Não bote o pé na rodia
A cobra assanha da morde
Si eu fosse cobra mordia
Cachorro qui engole osso
Nalguma coisa se fia
Ou na guela, ou na garganta
Ou ni outra travissia
Prendero pedro minero
Dentro de Secretaria
Para dar depoimento daquilo
Qui não sabia
Camaradinho
15 O MACACO E O LEÃO
Iê
O macaco e o leão
O macaco e o leão
Fizeram combinação
O macaco na levada
Dois leão passou a mão
Mariposa não me prenda
Dentro do seu coração
Você tem dente de ôro
Foi eu qui mandei botar
Vou te rigar ume praga
Presse dente se quebrar
Ei, quinderreis...
ê quinderreis, camara
16 AI, AI, AIDÊ
Ai, ai, Aidê
Joga bonito que eu quero aprendê
- Ai, ai, Aidê
Oi já começa, vai você
- Ai, ai, Aidê
17 QUANDO EU FUI PRA LIBERDADE
Qunado eu fui pra liberdade
Qunado eu fui pra liberdade
Eu passei pelo Barbalho
Encontrei Getúlio Vargas, oi meu bem
Com o ministro do trabalho
A baleia me pediu
Dentro da veneração
Que arpoasse na cabeça, meu bem
Não é nas cadeiras não
É verdade, Waldemar
Sua palavra valeu
O disciplu deu no mestre, ai meu bem
Capoeira me venceu
18 O BRASIL DISSE QUE SIM
O Brasil disse que sim
O Brasil disse que não
O Brasil disse que sim
Mas o Japão disse que não
Duas esquadre poderosa
Pra brigá com alemão
Dei meu nome, agora eu vô
Num sorteio militá
Quem não pode com mandinga
Ai meu bem
Não carrega patuá
Quem não pode não inventa, o meu bem
Deixa quem pode inventá
Camaradinho
19 OLHA O NOME DO PAU
Olha o nome do pau e pindombê
Olha a copa do pau
- É pindombê
Olha o nome do pau
- É pindombê
Olha a copa do pau
- É pindombê
Olha a cinza do pau
- É pindombê
Olha o nome do pau
- É pindombê
20 JOGUEI MEU LENÇO PRA CIMA
Joguei meu lenço pra cima
Joguei meu lenço pra cima
Aparei no canivete
Quem me ensina esta quadra, o meu bem
Foi o Bamba 17
Joguei meu lenço lá em cima
De maduro foi ao fundo
Tirei carta de malandro, o meu bem
Certidão de vagabundo
Na roda da malandrage, ai meu bem
Eu não dei meu passo errado
Ê galo cantô....
21 VÔ DIZÊ A MEU SINHÔ
Vô dizê a meu sinhô
Que a mantêga derramô
Mas a mantêga não é minha
Mas a mantêga de ioiô
- Vô dizê a meu sinhô
Que a mantêga derramô
Mas a mantêga não é minha
Mas a mantêga de ioiô
- Vô dizê a meu sinhô
Que a mantêga derramô
22 ERA EU, ERA MEU MANO
Era eu, era meu mano
Era eu, era meu mano
Era meu mano mais eu
Eu vi a terra molhada, meu bem
Mas não vi quando choveu
Era eu, era meu mano
Quando os dois andava junto
Eu não seu se deus consente, meu bem
Numa cova dois defunto
Dedo de munheca é dedo
Dedo de munheca é mão
Sangue corre pela veia, oi meu bem
Na palma de minha mão
Ê aquinderreis...
23 O CALADO É VENCEDÔ
O calado é vencedô
O calado é vencedô
Mas pra quem juízo tem
Quem espera ser vingado, oi meu bem
Não roga praga a ninguém
A mulhé é como a cobra
Tem sangue, tem peçanha
Deixa o rico na miséria, oi meu bem
Deixa o pobre sem verginha
Vou dizê pra meu amigo
Que hoje a parada é dura
Quem ama mulhé dos otros, meu bem
Não tem a vida segura
La la i la i la
Ô lê lê
24 CONTARO MINHA MULHÉ
Contaro minha mulhé
Contaro minha mulhé
Que a poliça me entimô
Dentro da delegacia
Para dar depoimento, o meu bem
De um caso que eu não sabia
Quem me dé também apanha
Outro remédio não há
Na igreja bate o sino, o meu bem
Lá na mata deu o sinal
Mataro Pedro Minero, o meu bem
Dentro da delegacia
Delegado me intimô
Para dar depoimento, o meu bem
De um caso que eu não sabia, camara
25 PANHA DAQUI; BOTA ALI
Panha daqui, bota ali
- Oi dalila
Panha daqui, bota ali
- Oi dalila
26 MARELO DO CIÚME
Contaro minha mulhé
Contaro minha mulhé
Que cpaoeira me venceu
Ela bateu pé firme, jurou
Isso não aconteceu
Quando eu entro, você sai
Quando eu saio, você entra
Nunca vi mulhé danada
Qui não fosse ciumenta
É martelo do ciúme
É ciúme do desejo
Quando o sino grande bate, o meu bem
O pequeno já bateu
27 MANDALECÔ
Manda lá lecô
- caju ê
Manda loiá
- caju ê
Manda lá lecô
- caju ê
Manda loiá
28 MINHA MÃE, VÔ SÊ BOMBEIRO
Minha mãe, vô vê bombêro
Minha mãe, vô vê bombêro
Meu filho, bombêro não
O bombêro apaga o fogo, o meu bem
Anda com a morte na mão
Birimbau
Que é tem que tá gemendo
Está com uma dô de cabeça
Não podi panhá sereno
Sigura, minino
Lambaio
Lambaio
Lambaio
29 OIA LÁ SIRI DO MANGUE
Oia lá, Siri de mangue
Oia lá, Siri de mangue
Todo o tempo não e um
Eu sei que cê não guenta, meu bem
Com a presa do guaianum
Já comprei todos tempero
Só faltou farinha e banha
Eu não caio em arapuca, meu bem
Em leço ninguém me panha
Ê viva meu deus
30 O EXÉRCITO É DE BATALHA
O exército é de batalha
A marinha é de campanha
O bombêro apaga o fogo
A poliça é que apanha
Camaradinho
Ê aquinderris
31 MARINHEIRO SÓ
Eu não sô daqui
- Marinhero sô
Eu não tenho amô
- Marinhero sô
Eu sô da Bahia
- Marinhero sô
Sô de Salvador
- Marinhero sô
ô chora, chora marinhero
- Marinhero sô
Quem ti ensino a nadá
- Marinhero sô
Foi o tombo do navio
- Marinhero sô
Meu barco vem de longe
Veio lá do Ceará
Passou pelo Rio de Janeiro
For parar no Paraná
Meu barco é pequeniniho
Mas eu sei remar
Meu barco é pequeno
Mas eu sei remar
Eu sei remar meu camarada
Eu sei remar no rio e mar
Se a maré tá boa eu sei remar
Meu berimbau
Instrumento genial
Meu berimbau
Você é fenomenal!
Meu berimbau
Instrumento genial
Meu berimbau
Você é fenomenal!
Oi meu amigo, meu irmão, meu camarada,
Jogador de capoeira, tocador de berimbau.
Tanbem sofrei e a saudade doio tanto
que se transformou em canto de vontade de viver.
Há quanto tempo, tão distantes nos ficamos
Que hoje nos encontramos que a capoeira é jogada.
A capoeira, ela é minha estrela guía
que ilumina noite e día até o manha onde eu viver…
REFRAO: Ai,ai, aide
Joguei bonito que eu quero ver
CORO REFRAO
Dona María como vai vosmice
CORO REFRAO
Oi meu amigo, meu irmão, meu camarada,
Jogador de capoeira, tocador de berimbau.
Tanbem sofrei e a saudade doio tanto
que se transformou em canto de vontade de viver.
Há quanto tempo, tão distantes nos ficamos
Que hoje nos encontramos que a capoeira é jogada.
A capoeira, ela é minha estrela guía
que ilumina noite e día até o manha onde eu viver…
REFRAO: Ai,ai, aide
Joguei bonito que eu quero ver
CORO REFRAO
Dona María como vai vosmice
CORO REFRAO
Eu já vi cantar de tudo
Nas rodas de Capoeira
Louvação pros velhos mestres
E até pra quem morreu
Do pandeiro e do atabaque
Do ganzá e do agogô
Só não vi falar do dia,
em que o meu gunga quebrou
Cadê meu gunga que me prometeu
Oiaiá cadê meu gunga que você me prometeu
Tem sempre um cabra na roda
Que é pra tomar conta disso
Troca arame, curva verga
De beriba ou de caniço
Gunga veio do Kikongo
Me disseram um tempo atrás
Dizem que é pessoa velha
Pra mim o meu gunga é muiton mas
Cadê meu gunga que me prometeu
Oiaiá cadê meu gunga que você me prometeu
Pode ter bom mandingueiro
Cantador no meu terreiro
Pouco importa camaradda
Meu gunga fala primeiro
Gunga é Meu, Gunga é Meu
Ê gunga é meu foi meu pai que me deu
Gunga é meu, Gunga é meu
Ai Ai, Gunga é meu, Ai Ai gunga é meu
Gunga é meu, Gunga é meu
Ê gunga é meu foi meu pai que me deu
Gunga é meu, Gunga é meu
Eu já vi cantar de tudo
Nas rodas de Capoeira
Louvação pros velhos mestres
E até pra quem morreu
Do pandeiro e do atabaque
Do ganzá e do agogô
Só não vi falar do dia,
em que o meu gunga quebrou
Cadê meu gunga que me prometeu
Oiaiá cadê meu gunga que você me prometeu
Tem sempre um cabra na roda
Que é pra tomar conta disso
Troca arame, curva verga
De beriba ou de caniço
Gunga veio do Kikongo
Me disseram um tempo atrás
Dizem que é pessoa velha
Pra mim o meu gunga é muiton mas
Cadê meu gunga que me prometeu
Oiaiá cadê meu gunga que você me prometeu
Pode ter bom mandingueiro
Cantador no meu terreiro
Pouco importa camaradda
Meu gunga fala primeiro
Gunga é Meu, Gunga é Meu
Ê gunga é meu foi meu pai que me deu
Gunga é meu, Gunga é meu
Ai Ai, Gunga é meu, Ai Ai gunga é meu
Gunga é meu, Gunga é meu
Ê gunga é meu foi meu pai que me deu
Gunga é meu, Gunga é meu
O Meu Mestre que conhece a vida
Sabe da mandinga que rola no ar
Tu me disse pra eu subir na vida
Tem que ter cuidado
Pra nao escorregar
Mais sobe no coqueiro,
Desce devagar
Oi cuidado seu moço
Pra não escorregar
Coro:
Sobe no coqueira, desce devagar
Cuidado seu moço pra não escorregar
O capoeira tem mandinga
Tem que conhece o jogador
Não precisa usar covardia
Para mostrar o seu valor
Coro
Só peão que correu o trecho
Que sabe contar a vardadeira história
Quantas quedas ele própio caiu
E jamais apagou da memória
Coro
Não se pode contar vantagem
Em cima de um jogador mais fraco
Um examplo disso é o Licuri
Que levou dendê pro buraco
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Esse cabra é danado ele é mandingueiro
Tem o corpo fechado na roda é ligeiro
Vai no berimbau faz uma oração
Pede os Orixás sua proteção
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Ô! Soltou uma armada desceu na rasteira
Subio no rolê plantou bananeira
Meia lua, queixada, martelo esporão
Meu mestre é danado mas tem bom coração
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Ele é nordestino é cabra da pestre
Saiu do nordeste pro mundo girar
Já rodor o mundo inteiro
Hoje em dia ensina no Canadá
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Ê! Quando eu vejo meu mestre jogando
Sinto o corpo arrepiar
Quando canta ladainha
Quando toca o berimbau
Quando joga capoeira
Oi seja Angola ou Regional, ê!
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Esse cabra é danado ele é mandingueiro
Tem o corpo fechado na roda é ligeiro
Vai no berimbau faz uma oração
Pede os Orixás sua proteção
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Ô! Soltou uma armada desceu na rasteira
Subio no rolê plantou bananeira
Meia lua, queixada, martelo esporão
Meu mestre é danado mas tem bom coração
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Ele é nordestino é cabra da pestre
Saiu do nordeste pro mundo girar
Já rodor o mundo inteiro
Hoje em dia ensina no Canadá
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Ê! Quando eu vejo meu mestre jogando
Sinto o corpo arrepiar
Quando canta ladainha
Quando toca o berimbau
Quando joga capoeira
Oi seja Angola ou Regional, ê!
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre é bamba
Ele é bamba é bamba de capoeira
Meu mestre sempre falou(bis), colega velho
que na roda de capoeira
tanto faz jogando Angola ou tanto faz Regional
Refrâo: Oi jogador, jogador
jogador de capoeira
oi menino joga e nâo faca besteira.
Refrâo
Ô / meu povo
MEU POVO / QUE BELEZA
MAS ESSA É A CAPOEIRA COM CERTEZA
Meu povo...
Quando / o meu Mestre passar
PASSAR
Batam palma / ascenando para o ar
PARA O AR / PARA O AR
Mais não se esqueça / do que ele falou
FALOU
Toque pandeiro, berimbau / toque agôgô
Falou!
TOQUE PANDEIRO, BERIMBAU / TOQUE AGÔGÔ
Berimbau chorou no terreiro
Sinhazinha correu pra escutar
Berimbau falou de um guerreiro
Que os negro ia libertar
Ele vem vestido com a noite
As estrelas à lhe iluminar
Tem a força do mar nas entranhas
E o poder dado por orixás
Sinhazinha tremeu assustada
Sem saber se ainda ficava ali
Berimbau então silenciou
E no terreiro apareceu Zumbi
Foi Zumbi
Sinhazinha tombou de joelhos
O rei negro então a possuiu
A noite fez-se fogo e o negro
Assim como veio partiu
Deixou a semente da raça
No ventre da terra Brasil
Misturou, misturou
Quem pensar que é só branco se enganou
Misturou, misturou
Branco, negro e índio misturou
Misturou, misturou
A semente da raça misturou
Misturou, misturou
No Brasil foi que tudo misturou
Dois gigantes se confrontam
Um feito de carvão e outro de bronze
De fundo um berimbau e um pandeiro
Cruzando o ar tal qual espadas
Fortes pernas, olhares se cruzando, se buscando
Em meio a rodopios e negaças
Enquanto um voa o outro beija o solo
De fundo um berimbau e um pandeiro
E de repente um talho, outro talho
O sangue irriga a terra e a ira
A perna sai mais forte o corpo gira
E vai ao chão um bravo capoeira
O outro triunfante e cansado
Se chega para o pé do berimbau
E canta ladainha de vitória
E pronto a inspirar mais uma história
Olha ao redor com ar de desafio
De fundo um berimbau e um pandeiro
Meu berimbau, ele é viola, berimbau
bom chora na roda Meu berimbau,
quem me falou.
Onde tem samba de roda capoeira
eu também vou.
Onde tem samba de roda
capoeira eu também tou.
Vamos tocar berimbau.
Vou jogar capoeira.
Eu vou, eu vou.
A moça saiu da roda,
quando o samba esquentou.
Moça bonita não vá embora,
se você for, berimbau chora.
Moça bonita não vá embora,
se você for, berimbau chora.
Meu berimbau, ele é viola, berimbau
bom chora na roda. A pouco tempo
Dois de Ouro me falou que a Bahia
terra de São Salvador pau que nasce
torto vira berimbau eu vi Capenga
dando até salto mortal.
Composição: Wagner. Intérprete: He-man.
Meu berimbau, ele é viola, berimbau
bom chora na roda Meu berimbau,
quem me falou.
Onde tem samba de roda capoeira
eu também vou.
Onde tem samba de roda
capoeira eu também tou.
Vamos tocar berimbau.
Vou jogar capoeira.
Eu vou, eu vou.
A moça saiu da roda,
quando o samba esquentou.
Moça bonita não vá embora,
se você for, berimbau chora.
Moça bonita não vá embora,
se você for, berimbau chora.
Meu berimbau, ele é viola, berimbau
bom chora na roda. A pouco tempo
Dois de Ouro me falou que a Bahia
terra de São Salvador pau que nasce
torto vira berimbau eu vi Capenga
dando até salto mortal.
Composição: Wagner. Intérprete: He-man.
(oi) é tu que é moleque*
Moleque é tu
É tu que é moleque
Moleque é tu
Cala boca, moleque
Moleque é tu
Oi que eu te bato, moleque
Moleque é tu
Eu te pego, moleque
Moleque é tu
Te castigo, moleque
Moleque é tu
Conforme a razão
Moleque é tu
Oi aqui tá o moleque
Moleque é tu
Quem me chamou de moleque
Moleque é tu
Eu te derrubo, moleque
Moleque é tu
Eu te jogo no chão
Moleque é tu
É você que é moleque
Moleque é tu
Fui na mata cortar lenha
Fui na mata cortar lenha
Que a vovó mandou pegar
Ao chegar na entrada da mata
Vi um moleque a me olhar
Oi de touca vermelha na cabeça
Cachimbo na boca ele estava a pular
Fiquei admirado
Cheguei mais perto pra ver
Foi aí que eu lembrei da história
Sobre o lendário sace pererê
História que contrava
Benedita mina avó
Sobre o saci pererê
Que pulava de uma perna só
Se não acredita venha cá venha ver
é o moleque Saci Pererê
Oi moleque saci, saci pererê
é o moleque Saci Pererê
Pererê pererê pererê
é o moleque Saci Pererê
Fui na mata cortar lenha
Fui na mata cortar lenha
Que a vovó mandou pegar
Ao chegar na entrada da mata
Vi um moleque a me olhar
Oi de touca vermelha na cabeça
Cachimbo na boca ele estava a pular
Fiquei admirado
Cheguei mais perto pra ver
Foi aí que eu lembrei da história
Sobre o lendário sace pererê
História que contrava
Benedita mina avó
Sobre o saci pererê
Que pulava de uma perna só
Se não acredita venha cá venha ver
é o moleque Saci Pererê
Oi moleque saci, saci pererê
é o moleque Saci Pererê
Pererê pererê pererê
é o moleque Saci Pererê
Fui na mata cortar lenha
Fui na mata cortar lenha
Que a vovó mandou pegar
Ao chegar na entrada da mata
Vi um moleque a me olhar
Oi de touca vermelha na cabeça
Cachimbo na boca ele estava a pular
Fiquei admirado
Cheguei mais perto pra ver
Foi aí que eu lembrei da história
Sobre o lendário sace pererê
História que contrava
Benedita mina avó
Sobre o saci pererê
Que pulava de uma perna só
Se não acredita venha cá venha ver
é o moleque Saci Pererê
Oi moleque saci, saci pererê
é o moleque Saci Pererê
Pererê pererê pererê
é o moleque Saci Pererê
Foi na bahia
Recife rio de janeiro
Te ver cabra mandingueiro
E muita gente ouviu falar.
Nascimento grande
Manduca da praia
E besouro mangangá,
Esses sim eram valentes e muita gente ouviu falar
De nascimento grande e manduca da praia
E besouro manganá
Esses sim eram valentes
E muita gente ouviu falar
Manduca da praia
No rio de janeiro
Esse era malvado
Valente e desordeiro
E na bahia muita gente ouviu falar
Do lendário mandingueiro besouro mangangá
Lá em recife
Muita gente vinha ver
Nascimento quando brigava fazia recife tremer
De nascimento grande e manduca da praia
E besouro manganá
Esses sim eram valentes
E muita gente ouviu falar
De nascimento grande e manduca da praia
E besouro manganá
Esses sim eram valentes
E muita gente ouviu falar
Foi na bahia
Recife rio de janeiro
Te ver cabra mandingueiro
E muita gente ouviu falar.
Nascimento grande
Manduca da praia
E besouro mangangá,
Esses sim eram valentes e muita gente ouviu falar
De nascimento grande e manduca da praia
E besouro manganá
Esses sim eram valentes
E muita gente ouviu falar
Manduca da praia
No rio de janeiro
Esse era malvado
Valente e desordeiro
E na bahia muita gente ouviu falar
Do lendário mandingueiro besouro mangangá
Lá em recife
Muita gente vinha ver
Nascimento quando brigava fazia recife tremer
De nascimento grande e manduca da praia
E besouro manganá
Esses sim eram valentes
E muita gente ouviu falar
De nascimento grande e manduca da praia
E besouro manganá
Esses sim eram valentes
E muita gente ouviu falar
Foi na bahia
Recife rio de janeiro
Te ver cabra mandingueiro
E muita gente ouviu falar.
Nascimento grande
Manduca da praia
E besouro mangangá,
Esses sim eram valentes e muita gente ouviu falar
De nascimento grande e manduca da praia
E besouro manganá
Esses sim eram valentes
E muita gente ouviu falar
Manduca da praia
No rio de janeiro
Esse era malvado
Valente e desordeiro
E na bahia muita gente ouviu falar
Do lendário mandingueiro besouro mangangá
Lá em recife
Muita gente vinha ver
Nascimento quando brigava fazia recife tremer
De nascimento grande e manduca da praia
E besouro manganá
Esses sim eram valentes
E muita gente ouviu falar
De nascimento grande e manduca da praia
E besouro manganá
Esses sim eram valentes
E muita gente ouviu falar
Nada tenho nesse mundo, nada teve a vida enteira
só a moca no peito e o jogo da capoeira
Ai meu Deus muito obrigado
Refrâo: pela capoeira eu poder jogar
Oxalá seja louvado
CORO
está longe o passado
CORO
o meu mestre respeitado
CORO
meu Deus muito obrigado
CORO
pelo aú e s dobrado
Coro:
Mulher na roda
Não é pra enfeitar
Mulher na roda
É pra ensinar
É, ela treina com destreza
E respeita o educador
Mostrando delicadeza
E também o seu valor
Coro
Já passou aquele tempo
Que era só bater pandeiro
Bater palma e cantar coro
Pra poder ganhar terreno
Coro
Não precisa dar espaço
Pois ela já conquistou
Hoje cantar bem na roda
Não é só pra cantador
Coro:
Mulher na roda
Não é pra enfeitar
Mulher na roda
É pra ensinar
É, ela treina com destreza
E respeita o educador
Mostrando delicadeza
E também o seu valor
Coro
Já passou aquele tempo
Que era só bater pandeiro
Bater palma e cantar coro
Pra poder ganhar terreno
Coro
Não precisa dar espaço
Pois ela já conquistou
Hoje cantar bem na roda
Não é só pra cantador
Autora: Lekinha
Na capoeira
No tempo da escravidão
sofria homem, menino e mulher
na luta da libertação
Só que até hoje
com a discriminação
mulher sofre preconceito
com uma dor no coração
Mulher, mulher
mostra aí o teu valor
mostra a tua capoeira
que teu mestre te ensinou
Mulher, mulher
mostra aí o teu valor
mostre que o preconceito
é coisa de sinhá e de sinhô
Mas na batalha feminina
para ganhar o seu lugar
conquistando o seu valor
não precisa ser vulgar
Não precisa jogo cuidadoso
ela aprendeu a jogar
é só se ver na mulher
esse brilho no olhar
Vivemos aqui nessa terra
Lutando pra sobreviver
Num lugar onde
poucos tem muito
E muitos sem ter o que comer
Olhando isso fico trste
E mim pergunto qual é a solução
Sou feliz por ter a capoeira
Como forma de expressão
Capoeira é uma arte
E arte é obra de Deus
Nessa terra eu não tenho muito
Mas tudo que eu tenho
Foi Deus quem me deu
Eu tenho canárinho cantador
Um berimbau afinado
E um cavalo chantão
E carinho de uma morena faceira
Que me deu seu amor e
um menino chorão
Ai meu Deus quando eu parti
Desse Mundo enganador
Pra meu filho deixarei
Uma coisa de valor
Coro:
Não é dinheiro, não é ouro
E nem é prata, é um
berimbau maneira
Que eu ganhei do meu avô
Vivemos aqui nessa terra
Lutando pra sobreviver
Num lugar onde
poucos tem muito
E muitos sem ter o que comer
Olhando isso fico trste
E mim pergunto qual é a solução
Sou feliz por ter a capoeira
Como forma de expressão
Capoeira é uma arte
E arte é obra de Deus
Nessa terra eu não tenho muito
Mas tudo que eu tenho
Foi Deus quem me deu
Eu tenho canárinho cantador
Um berimbau afinado
E um cavalo chantão
E carinho de uma morena faceira
Que me deu seu amor e
um menino chorão
Ai meu Deus quando eu parti
Desse Mundo enganador
Pra meu filho deixarei
Uma coisa de valor
Coro:
Não é dinheiro, não é ouro
E nem é prata, é um
berimbau maneira
Que eu ganhei do meu avô
Todo mundo quer ser bom
Todo mundo quer ser bom
Mas ruim ninguém quer ser
Todo mundo quer matar
Mas ninguém não quer morrer
Já não sei como se vive, colega velho
Nesse mundo engenador
Fala muito é falador
Quem fala pouco é manhoso
Come muito é guloso
Come pouco é sovino
Se bater é desordeiro, colega velho
Se apanha ele é mofino
Trabalho tem marimbondo, oi iaiá
Fazer casa no capim
Vem o vento leva ela, ai meu Deus
Marimbondo leva fim
Caveira que te matou, ai meu Deus
Foi a lingua meu senhor
Eu sempre te dei conselho
Tu pensava ser ruim
E eu sempre lhe avisando
Colega velho
Inveja matou Caim, camará
Iê, é hora é hora
Iê, viva meu Deus
Iê, galo cantou
Iê, cocoroco…
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