No pais do futebol, na terra da capoeira, cai o coco do coqueiro,
cai a rosa da roseira, só não cai esse menino que é bom de capoeira, menino toma cuidado pra não levar rasteira, meia lua e cabeçada isso não é brincadeira, menino abra seu olho
oi ai ai ai, isso aquí é capoeira!
CORO: O que dá pra rir dá pra chorar
SOLO: Sou do Grupo Topazio eu não posso negar!
CORO REFRÃO
No pais do futebol, na terra da capoeira, cai o coco do coqueiro,
cai a rosa da roseira, só não cai esse menino que é bom de capoeira, menino toma cuidado para não levar rasteira, meia lua e cabeçada isso não é brincadeira, menino abra seu olho
oi ai ai ai, isso aquí é capoeira!
CORO: O que dá para rir dá para chorar
SOLO: Sou do Grupo Topazio eu não posso negar!
CORO REFRÃO
Solte seu corpo bata palma de terreiro
Prá manter a tradiçao
Aqui do Rio de Janeiro
Solte seu corpo, bata palma de terreiro
Prá mostrar que a capoeira
É um brinquedo mandinguero
Solte seu corpo, bata palma de terreiro
Pois por aqui
Palma não é um, dois, três
Vamos lá bata de novo
Vamos mostrar pra vocês
Essa palma
Carrega a tradição
Do negro e sua cultura
E não é errada não
Sinta o swing
Sinta o seu corpo tremer
Bata palma com vontade
Para o ritmo acender
O Mestre Bimba
Não falou que tava errado
Ele fez de um outro modo
E foi mal interpretado
Relaxa amigo
Sinta toda essa energia
Capoeira não tem regra
Tem mandinga e tem magia
REFRAO: Para a roda capoeira, para vai ter que parar
Eu nâo parou a roda capoeira
que a cavalaria acabou de chegar
CORO
eu nâo parou a roda capoeira
que eu dou uma armada e eu vou te matar
CORO
Eu nâo parou um jogo nemhum
eu sou filho de Ogum e do paê Oxalá
CORO
Sou cabra ligeiro, eu sou mandingueiro
jamais vai parar
CORO
Sou cabra ligeiro, sou mandingueiro
e dou salto mortal.
Para roda Capoeira, para vai ter que
parar
Eu não para roda Capoeira
que cavalaria acabou de chegar
Para roda Capoeira, para vai ter
que parar
Eu não para roda Capoeira
Os homens tão armado, ele vai te
matar
Para roda Capoeira, para vai ter
que parar
Eu não para dejeito nenhum
sou filho de Ogum e de pai Oxalá
Para roda Capoeira, para vai ter
que parar
Eu não para sou cabra ligeiro
nasci mandingeiro, dou salto mortal
Para roda Capoeira, para vai ter
que parar
Eu não para repito de novo
esse jogo de povo é vai continuar
Para roda Capoeira, para vai ter
que parar
Parabéns pra você
Neste data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida
Parabéns pra você
Neste data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida
Vou dizer minha mulher, Paranà
Capoeira me venceu, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
Ela quis bater pè firme, Paranà
Isso não aconteceu, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
Oh Paranàuê, Paranà
Paranàuê, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
Assim dera que o morro, Paranà
Se mudou para a cidade, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
É batuque todo dia, Paranà
Mulata de qualidade, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
Vou mimbora pra Bahia, Paranà
Eu aqui não fico não, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
Se não for essa semana, Paranà
É a semana que vem, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
Dou nó e escondo a ponta, Paranà
Ninguem sabe desatar, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
Eu sou braço de marè, Paranà
Mas eu sou marè sem fim, Paranà
Paranà ê, Paranà ê, Paranà
Vou dizer a Paraná
O pandeiro que bate pra valer
Dole benção, rasteira e cocorinha
No côcô, na palha de dendé, Paraná
Paranauê, Paranauê, Paraná
Olêlê, Paraná ué Paraná, Paraná, Paranauê, Paraná
Paranauê, Paranauê, Paraná
Se quiser me conhecer
Bote seu navio no mar
Paranauê, Paranauê, Paraná
Eu tambem sou marinero
Quero no barco navegar
Paranauê, Paranauê, Paraná
Paraná, Paranauê
Paraná, Paraná
Paraguaçù, Paraná
Paranauê, Paranauê, Paraná
No dia em que eu amanheço
Dentro de Tabahianinha
Homem não monta cavalo
Nem mulher deita galinha, Paraná
Paranauê, Paranauê, Paraná
Olêlê, Paraná ué
Paraná, Paraná, Paranauê, Paraná
Paranauê, Paranauê, Paraná
O vento bate na vela
Leva o velero no mar, Paraná
Paranauê, Paranauê, Paraná
Sò uma coisa me deruba
E olhar do meu amor, Paraná
Paranauê, Paranauê, Paraná
Paraná, Paranauê
Paraná, Paraná Paranauê, Paraná
Paranauê, Paranauê, Paraná
Ie Paranauê, Paraná, Paraná, Paranaguá, Paraná
Paranauê, Paranauê, Paraná
Era Brito, era Fanho
Era Fanho era eu, Paraná
Paranauê, Paranauê, Paraná
Nòs travamos uma luta
Nem ele venceu nem eu, Paraná
Paranauê, Paranauê, Paraná
Vou me embora
Em quanto é tempo
Mata tenho que passar
Paranauê, Paranauê, Paraná
Olêlê, Paraná ué
Paraná, Paraná, Paranauê, Paraná
Paranauê, Paranauê, Paraná
Vou me embora vou me embora
Já ta na hora de acabar, Paraná
Paranauê, Paranauê, Paraná
Coro:
Paranauê, Paranauê, Parana
Vou me embora, vou me embora, paraná
Como já disse que vou paraná
Coro
Eu qui não sou querido, paraná
Mas na minha terra eu sou, paraná
Coro
Quem não pode com mandinga, paraná
Não carrega patuá, paraná
Coro
Bom Jesus dos navegantes, paraná
Que navega pelo mar, paraná
Coro
A mulher pra ser bonita, paraná
Não precisa se pintar, paraná
Coro
Vou me embora, vou me embora, paraná
Como já disse que vou paraná
Corridos Tradicionais
Abalou Capoiera abalou, o abalou deixa abalar
Abalou Capoeira abalou (coro)
o abalou deixa abalar (coro)
Abalou deixa abalar (coro)
Eu vou dizer a meu senhor
Que a mentaiga derramou
Ô a manteiga não é minha
A manteiga é de iôiô
Eu vou dizer a meu senhor
Que a manteiga derramou (coro)
A manteiga não é minha
Caiu no chão e derramou (coro)
Mas a manteiga não é minha
A manteiga é de iôiô (coro)
Sim, sinhá, sim, sinhô
Salve a Bahia de São Salvador
(coro)Sim, sinhá, sim, sinhô (coro)
E mestre Bimba de São Salvador (coro)
Oi é tu que é moleque
Moleque é tu (coro)
Oi é tu que é moleque (coro)
Oi é tu que é moleque (coro)
Oi é tu que é moleque (coro)
O meninou chorou
Nhêm, nhêm, nhêm (coro)
É porque não mamou (coro)
Sua mãe tá na feira (coro)
Cala a boca menino (coro)
Que menino danado (coro)
E chora menino (coro)
Oi sim, sim sim
Oi não, não, não
Oi sim, sim sim
Oi não, não, não (coro)
Mas hoje tem amanhã não
Mas hoje tem amanhã não (coro)
Adeus, adeus
Boa viagem (coro)
Eu vou me embora (coro)
Eu vou com deus (coro)
Minha nossa senhora (coro)
Adeus (coro)
Já vou (coro)
Adeus (coro)
Eu vou eu vou (coro)
Coro:
Paranauê, Paranauê, Parana
Vou me embora, vou me embora, paraná
Como já disse que vou paraná
Coro
Eu qui não sou querido, paraná
Mas na minha terra eu sou, paraná
Coro
Quem não pode com mandinga, paraná
Não carrega patuá, paraná
Coro
Bom Jesus dos navegantes, paraná
Que navega pelo mar, paraná
Coro
A mulher pra ser bonita, paraná
Não precisa se pintar, paraná
Coro
Vou me embora, vou me embora, paraná
Como já disse que vou paraná
Corridos Tradicionais
Abalou Capoiera abalou, o abalou deixa abalar
Abalou Capoeira abalou (coro)
o abalou deixa abalar (coro)
Abalou deixa abalar (coro)
Eu vou dizer a meu senhor
Que a mentaiga derramou
Ô a manteiga não é minha
A manteiga é de iôiô
Eu vou dizer a meu senhor
Que a manteiga derramou (coro)
A manteiga não é minha
Caiu no chão e derramou (coro)
Mas a manteiga não é minha
A manteiga é de iôiô (coro)
Sim, sinhá, sim, sinhô
Salve a Bahia de São Salvador
(coro)Sim, sinhá, sim, sinhô (coro)
E mestre Bimba de São Salvador (coro)
Oi é tu que é moleque
Moleque é tu (coro)
Oi é tu que é moleque (coro)
Oi é tu que é moleque (coro)
Oi é tu que é moleque (coro)
O meninou chorou
Nhêm, nhêm, nhêm (coro)
É porque não mamou (coro)
Sua mãe tá na feira (coro)
Cala a boca menino (coro)
Que menino danado (coro)
E chora menino (coro)
Oi sim, sim sim
Oi não, não, não
Oi sim, sim sim
Oi não, não, não (coro)
Mas hoje tem amanhã não
Mas hoje tem amanhã não (coro)
Adeus, adeus
Boa viagem (coro)
Eu vou me embora (coro)
Eu vou com deus (coro)
Minha nossa senhora (coro)
Adeus (coro)
Já vou (coro)
Adeus (coro)
Eu vou eu vou (coro)
Oi idade eu quebro com recá
to falando para você
sei que o seu olho é grande
mas nâo consigue me ver
CORO: E vai tirando a mâo do seu patuá
que essa mandinga e forte e vai lhe derrubar
O seu aco nâo me corta e nâo me pode corta
pois o aco que me cobre nâo vem do mesmo lugar
CORO
que essa mandinga forte vai te derrubar
Oi eu vou lhe encontra na volta
porque volta o mundo dá
e quem hoje está por acima
amanha nâo estará
CORO
que essa mandinga forte vai te derrubar
Oi sua mâo é traicoeira
mais nâo pode me asustar
na roda de capoeira tem historia para contar
CORO
que essa mandinga forte vai te derrubar
Eu venho de linha nobre
porque venho com ferro e bara
quero que você se dobre ao guerreiro da Senzala
CORO
Papagaio velho não aprende a falar
Aprendeu errado, é dificil endireitar
A meia lua de frente
Tem que encaixar o quadril
Capriche no movimento
Já que todo mundo viu
Olha o jeito dessa armada
Tá igual de um bailarino
Ainda fica me olhando
Veja se eu estou sorrindo
Capoeira sem esquiva
É carro sem direção
Parte pra cima do golpe
Sem saber qual a razão
Olha o pau que nasce torto
Tarde ou nunca se endireita
Eu não acredito nisso
Se treinar você se ajeita
Ao meu mestre muito obrigado
Pela Capoeira eu poder jogar
Pelo au, pelo "s" dobrado
Pela Capoeira eu poder jogar
Ao meu Deus muito obrigado
Pela Capoeira eu poder jogar
Pelo au, pelo "s" dobrado
Pela Capoeira eu poder jogar
Aos meus amigos muito obrigado
Pela Capoeira eu poder jogar
Pelo au, pelo "s" dobrado
Pela Capoeira eu poder jogar
Mestre Bimba muito obrigado
Pela Capoeira eu poder jogar
Pelo au, pelo "s" dobrado
Pela Capoeira eu poder jogar
Riachão tava cantando, ai meu Deus!
Na cidade do Açú
Quando apareceu um negro
Quando apareceu um negro, oi iaiá
Da espécie de urubu
Com uma camisa de sola, oi iaiá
E calça de couro cru
Beiço grosso e virado, ai meu Deus
Como a sola de um chinelo
Um olho muito encarnado
Um olho muito encarnado
O outro bastante amarelo
Convidou a Riachão, ai meu Deus
Para vir cantar martelo
Riachão lhe respondeu
Eu aqui não tô cantando, oi iaiá
Com negro desconhecio
Você pode ser cativo, oi iaiá
E tá por ai fugido
Isso e dar fala nambú
Isso e dar fala nambú
Puxa já negro enxerido
Eu sou livre como o vento, oi iaiá
A minha linhagem é nobre
Nasci dentro da nobreza, oi iaiá
Não nasci na raça pobre
Você nega por que quer
Está congecido demais
Se você não for cativo, oi iaiá
Me diga o que você faz
Seja livre ou seja ou seja escravo
Eu quero cantar martelo
Afine sua viola
Vamos entrar em duelo
Só com a minha presence
O senhor já tá amarelo, camaradinha
Viva meu Deus…
Pelo sinal da Santa Cruz, pelo sinal
Da Santa Cruz
Pelo Sinal
Da Santa Cruz
Eh, pelo sinal da Santa Cruz, pelo sinal
Da Santa Cruz
Pelo Sinal
Da Santa Cruz
A capoeira me ensina
A capoeira me ensina, colega velho
A capoeira me ensinou
A capoeira me ensina
A capoeira me ensina, colega velho
A capoeira me ensinou
Única coisa nos temos, cv
É só nossa percepção
Quando um fala sim, com certeza
Outro vai fala não
Um fala jogue em cima
Outro é melhor no chão
Uma escola fala bem
Outra (é) contra tradição
Cada dia cada roda
Cada dia cada roda
Sempre tem grande lição
Quem tá certo, quem tá errado
É só sua opinião
Camara
Eu perdi meu pavâo,
Refrâo: na ladeira do río
eu perdi meu pavâo
CORO
Iê tem um vizinho
Ò perto de mim tem um vizinho
Se enricou sem trabalhar
Meu pai trabalhou tanto
Mas nunca foi de enricar
Num deitava uma noite
Que deixasse de rezar, camará
Água de beber (Ê-ê água de beber, camará)
Ê aruandê (Ê-ê aruandê, camará)
Ai viva deus do céu (Ê-ê viva deus do céu, camará)
Iê viva meu mestre (Ê-ê viva meu mestre, camará)
Olha quem me ensinou (Ê-ê quem me ensinou, camará)
Aiai a malandragem (Ê-ê a malandragem, camará)
Aiai volta do mundo (Ê-ê volta do mundo, camará)
Pisa caboclo quero ver você pisar
Pisa lá que eu piso cá
Quero ver você pisar
Pisa caboclo quero ver você pisar
Na batido do meu gunga
Quero ver você pisar
Pisa caboclo quero ver você pisar
Pisa lá que eu piso cá
Quero ver você pisar
Pisa caboclo quero ver você pisar
Na batido do meu gunga
Quero ver você pisar
Pisa caboclo quero ver você pisar
Quem não sabe andar
Pisa no massapé escorrega
Pisa no massapé escorrega
Pisa no massapé escorrega
Quem não sabe andar
Pisa no massapé escorrega
No Centro Oeste já tem capoeira
Mestre Bimba fori lá e ensinou
Aquela gente a passar rasteira
Dar cabeçada, martelo voador
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
O Mestre Bimba foi um grande genio
Foi o criador do estilo regional
Uma verdadeira pedra preciosa
Que hoje brilha no Brasil Central
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
Eu tive um sonho que eu vi capoeira
Nas praias lindas do meu Araguaia
jaguarité plantando bananeira
Corimatá dando rabo de arraia
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
O boi guanú é uma fera selvagem
Que corre livre pelo cerradão
Tem lobo guará e tem gato do mato
A famosa andira que é um morcegão
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
Na minha terra tem grandes chapadas
Rios cristalinos, lindos pantanais
E a capoeira rompeu a fronteira
E já chegou lá no Paraguai
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
Até nas aldeias capeoira cresce
Os índios xavantes gostaram demais
E agora aqui nossa gente agradece
A Mestre Bimba que veio pra Goiás
No Centro Oeste já tem capoeira
Mestre Bimba fori lá e ensinou
Aquela gente a passar rasteira
Dar cabeçada, martelo voador
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
O Mestre Bimba foi um grande genio
Foi o criador do estilo regional
Uma verdadeira pedra preciosa
Que hoje brilha no Brasil Central
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
Eu tive um sonho que eu vi capoeira
Nas praias lindas do meu Araguaia
jaguarité plantando bananeira
Corimatá dando rabo de arraia
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
O boi guanú é uma fera selvagem
Que corre livre pelo cerradão
Tem lobo guará e tem gato do mato
A famosa andira que é um morcegão
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
Na minha terra tem grandes chapadas
Rios cristalinos, lindos pantanais
E a capoeira rompeu a fronteira
E já chegou lá no Paraguai
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
No Planalto Central, no Planalto Central
Foi lá Mestre Bimba ensinar Regional
Até nas aldeias capeoira cresce
Os índios xavantes gostaram demais
E agora aqui nossa gente agradece
A Mestre Bimba que veio pra Goiás
A Topázio tá aqui.
A Topázio tá lá.
A Topázio da Bahia acabou de chegar.
Sou brasileiro,
sou baiano nordestino,
sou homem, e sou menino, e muito gosto de brincar.
Tenho malícia, fundamento e tradição.
No jogo da capoeira, nunca dei meu golpe em vão.
A Topázio da Bahia,
tem grandes nomes sim senhor.
Tem mestres, tem contra-mestres, e também tem professor.
Tem Marcos Jitaúna, tem Jó, e Luizhino,
tem Pastel e seu Lázaro,
e também mestre Fiinho.
Tem seu Valmir e o mestre Dinho,
que ensinou a todos nós da Topázio do Brazil.
E os professores, João, Roque e Tatinho, Tito,
Índio e Serjão, Berico, Wagner, Narzinho,
tem o seu Rudson, tem Cabeção, tem Cleber e
Cadinho em Miami meu irmão.
Pedrinho e Edmilson na Itália sim senhor.
Seu Cacique na Espanha, a Topázio se espalhou.
Composição: Tatinho. Intérprete: Tatinho.
A Topázio tá aqui.
A Topázio tá lá.
A Topázio da Bahia acabou de chegar.
Sou brasileiro,
sou baiano nordestino,
sou homem, e sou menino, e muito gosto de brincar.
Tenho malícia, fundamento e tradição.
No jogo da capoeira, nunca dei meu golpe em vão.
A Topázio da Bahia,
tem grandes nomes sim senhor.
Tem mestres, tem contra-mestres, e também tem professor.
Tem Marcos Jitaúna, tem Jó, e Luizhino,
tem Pastel e seu Lázaro,
e também mestre Fiinho.
Tem seu Valmir e o mestre Dinho,
que ensinou a todos nós da Topázio do Brazil.
E os professores, João, Roque e Tatinho, Tito,
Índio e Serjão, Berico, Wagner, Narzinho,
tem o seu Rudson, tem Cabeção, tem Cleber e
Cadinho em Miami meu irmão.
Pedrinho e Edmilson na Itália sim senhor.
Seu Cacique na Espanha, a Topázio se espalhou.
Composição: Tatinho. Intérprete: Tatinho.
Então planta cana
Canavierio
Pra depois cortar
Canaviero
Pra não ir pro tronco
Canaviero
Tem que trabalhar
Canaviero
No velho engenho da moenda
A cana vai virar melado
A custa do suor do negro
A custa do trabalho escravo
A cana de açucar
Adoça a boca do feitor
Enquanto o negro escravizado
Só prova o gosto da dor
Dentro do canavial
O negro planta pra colher
E no meio da colheita
Batia o maculelê
A Topázio chegou, pode tremer
Pode tremer, pode tremer
A Topázio cuando chega
É arte e filosofia.
Tragou no meu patua a mandinga da Bahia.
Tragou do negro escravo
O segredo a malícia.
Profundos fundamentos de esta arte de energía.
Peguei a viola e o gunga
E traga logo para cá.
O atabaque e o pandeiro a roda vai começar.
Cante uma ladainha para o seu Orixá.
Ela é joia rara,
Pedra de muita beleza
Para façer colar bonito para morena com certeza.
Eu sou filho da Bahia.
Nasci em Salvador
Me criei na Liberdade.
Mestre Dinho quem me ensinou
Jogo no Pelourinho e no Solar de Unhão
Jogo dia jogo noite
Para ganhar o meu tostão.
Composição: Tatinho Interprete: Tatinho
A Topázio chegou, pode tremer
Pode tremer, pode tremer
A Topázio cuando chega
É arte e filosofia.
Tragou no meu patua a mandinga da Bahia.
Tragou do negro escravo
O segredo a malícia.
Profundos fundamentos de esta arte de energía.
Peguei a viola e o gunga
E traga logo para cá.
O atabaque e o pandeiro a roda vai começar.
Cante uma ladainha para o seu Orixá.
Ela é joia rara,
Pedra de muita beleza
Para façer colar bonito para morena com certeza.
Eu sou filho da Bahia.
Nasci em Salvador
Me criei na Liberdade.
Mestre Dinho quem me ensinou
Jogo no Pelourinho e no Solar de Unhão
Jogo dia jogo noite
Para ganhar o meu tostão.
Composição: Tatinho Interprete: Tatinho
Coro:
Põe batuque, põe balanço
No jogo da capoeira
Campeão dentro do ringue
Criador da regional
Batam palma a Mestre Bimba
Nunca vi negro igual
Coro
Por motivo financeiro
Foi se embora pra Goiânia
Levando a capoeira
E seu terreiro de bamba
Coro
Se você é capoeira
Quero ver você jogar
Na roda de Mestre Bimba
Cuidado pra não apanhar
Coro
Foi motivo de polémica quando o Mestre Dinho modificou
o jogo da capoeira aquí na grande Salvador
misturando com jiu-jitu, com golpes de finalização
inovando a capoeira, deu sua contribuição,
se Mestre Bimba fosse vivo, com certeza faria o mesmo
inovava a capoeira sem medo sem preconceito.
Eu carrego a bandeira da Topázio com muito amor no coração
Honrarei ao Mestre Dinho em qualquer parte da nação
TODOS: Sou Topázio eu sou!
SOLISTA: E cheguei pra jogar, vou jogar capoeira, até o dia clareiar
CORO REFRÃO
Um Grupo de tradição, honrarei ao Mestre Dinho em qualquer parte da nação.
Foi motivo de polémica quando o Mestre Dinho modificou
o jogo da capoeira aquí na grande Salvador
misturando com jiu-jitu, com golpes de finalização
inovando a capoeira, deu sua contribuição,
se Mestre Bimba fosse vivo, com certeza faria o mesmo
inovaba a capoeira sem medos sem preconceitos.
Eu carrego a bandeira da Topázio com muito amor no coração
Honrarei ao Mestre Dinho em qualquer parte da nação
TODOS: Sou Topázio eu sou!
SOLISTA: E cheguei para jogar, vou jogar capoeira, até o dia clareiar
CORO REFRÃO
Um Grupo de tradição, honrarei ao Mestre Dinho em qualquer parte da nação.
Pomba voou, pomba voou
Pomba voou gavião pegou
Pomba voou, pomba voou
Pomba voou, deixa voar
Pomba voou, pomba voou
Voou voou que eu vi
Pomba voou, pomba voou
Por favor não maltrate esse nego
Esse nego foi quem me ensinou
Esse nego da calça rasgada, camisa
furada
Ele é meu professor
Por favor não maltrate esse nego
Esse nego foi quem me ensinou
Esse nego da calça rasgada,
camisa furada
Ele é meu professor
Por que será, por que será?
Que hoje o negro nao veio trabalhar
Por que será, por que será?
Que hoje o negro nao veio trabalhar
Já correu notícia
Houve morte em Palmares
Morreu o negro chamado
Gangazumba
Já correu notícia
Houve morte em Palmares
Mataram o Negro Chamado
Gangazumba, por que será
Por que será, por que será?
Que hoje o negro nao veio trabalhar
Por que será, por que será?
Que hoje o negro nao veio trabalhar
Naquele tempo não existia a princesa
Não havia pão na mesa
Só tinha o canavial
Era o suor, era o sangue derramado
Era o trabalho do negro
Dia e noite sem parar
Por que será, por que será?
Que hoje o negro nao veio trabalhar
Por que será, por que será?
Que hoje o negro nao veio trabalhar
E hoje em dia
Depois do canavial
Tem o relógio de ponto
Que não para de marcar
E se o negro tá doente
E não consegue chegar
Seu patrão ou sinhozinho
Continua a perguntar
Por que será, por que será?
Que hoje o negro nao veio trabalhar
Por que será, por que será?
Que hoje o negro nao veio trabalhar
Por que será, por que será?
Que hoje o negro nao veio trabalhar
Por que será, por que será?
Que hoje o negro nao veio trabalhar
Já correu notícia
Houve morte em Palmares
Morreu o negro chamado
Gangazumba
Já correu notícia
Houve morte em Palmares
Mataram o Negro Chamado
Gangazumba, por que será
Por que será, por que será?
Que hoje o negro nao veio trabalhar
Por que será, por que será?
Que hoje o negro nao veio trabalhar
Naquele tempo não existia a princesa
Não havia pão na mesa
Só tinha o canavial
Era o suor, era o sangue derramado
Era o trabalho do negro
Dia e noite sem parar
Por que será, por que será?
Que hoje o negro nao veio trabalhar
Por que será, por que será?
Que hoje o negro nao veio trabalhar
E hoje em dia
Depois do canavial
Tem o relógio de ponto
Que não para de marcar
E se o negro tá doente
E não consegue chegar
Seu patrão ou sinhozinho
Continua a perguntar
Por que será, por que será?
Que hoje o negro nao veio trabalhar
Por que será, por que será?
Que hoje o negro nao veio trabalhar
(Refrão)Avô meu, negro de Angola;
Avô meu, berimbau chora;(Refrão)
(Refrão)
Ele chora de saudades;
Por aqui não volta mais;
E nos tempos de criança;
Você nunca teve paz;
(Refrão)
Berimbau falou pra mim;
Menino que bom te ver;
De Waldemar tem saudades;
Que pena que ele morreu;
(Refrão)
Também chora por Pastinha;
Mas nada pode fazer;
Só tirar melancolia;
Enquanto ele viveu;
(Refrão)
Chora pela capoeira;
Que poucos sabem entender;
Quanta coisa ele ainda tem;
De bom pra mim e você;
(Refrão)
Tomara que o berimbau;
Um dia pare o lamento;
Se esqueça do sofrimento;
Pra capoeira vencer;
(Refrão)
Mas negro rezava
Pedindo pra Deus do Céu
E na prece ele chorava
Dizendo que a vida era cruel
Acorrentado na senzala
Se ajoelhava ao chão
Muitas vezes lamentava
Não entendia a razão
De todo aquele sofrimento
Ai meu Deus de tanta judiação
Povo de Luanda
Um dia lutou e venceu
Povo de Luanda
Um dia lutou e venceu
Com que tudo a liberdade
A eles sempre pertenceu
Povo de Luanda
Um dia lutou e venceu
Negro era castigado
Pelo chicote do senhor
Olhando a ferida ele chorava
Sabendo que não tinha valor
Trabalhava sem parar
Preto no canavial
Naquele tempo ele era visto
Como trajecto de animal
Povo de Luanda
Um dia lutou e venceu
Negro foi muito valente
Ao fugir de seu senhor
Na esperança de liberdade
Nas matas se refugiou
Povo de Luanda
Um dia lutou e venceu
No Quilombo dos Palmares
Cantava junto uma nação
Salve salve o Rei Zumbi
Oi ia ia viva o fim da escravidão
Povo de Luanda
Um dia lutou e venceu
A raça negra hoje canta
A liberdade renasceu
A raça negra hoje canta
A liberdade renasceu
12.MARIMBONDO TRAIÇOEIRO
Eu vim de la, eu vim de la
Vim XXXX pra ca
Olha marimbondo traiçoeiro
É de vagar, é de vagar, é de vagar
Olha marimbondo traiçoeiro
É de vagar, é de vagar, é de vagar
Eu vim de la XXXXXXXX
XXXXXXXXX
Olha marimbondo traiçoeiro
É de vagar, é de vagar, é de vagar
Odo ia, odo ia
Odo ia, odo ia
XXXXXXX
XXXXXXX
XXXXXXX
Olha marimbondo traiçoeiro
É de vagar, é de vagar, é de vagar
Olha marimbondo traiçoeiro
É de vagar, é de vagar, é de vagar
Olha marimbondo traiçoeiro
É de vagar, é de vagar, é de vagar
Mas negro rezava
Pedindo pra Deus do Céu
E na prece ele chorava
Dizendo que a vida era cruel
Acorrentado na senzala
Se ajoelhava ao chão
Muitas vezes lamentava
Não entendia a razão
De todo aquele sofrimento
Ai meu Deus de tanta judiação
Povo de Luanda
Um dia lutou e venceu
Povo de Luanda
Um dia lutou e venceu
Com que tudo a liberdade
A eles sempre pertenceu
Povo de Luanda
Um dia lutou e venceu
Negro era castigado
Pelo chicote do senhor
Olhando a ferida ele chorava
Sabendo que não tinha valor
Trabalhava sem parar
Preto no canavial
Naquele tempo ele era visto
Como trajecto de animal
Povo de Luanda
Um dia lutou e venceu
Negro foi muito valente
Ao fugir de seu senhor
Na esperança de liberdade
Nas matas se refugiou
Povo de Luanda
Um dia lutou e venceu
No Quilombo dos Palmares
Cantava junto uma nação
Salve salve o Rei Zumbi
Oi ia ia viva o fim da escravidão
Povo de Luanda
Um dia lutou e venceu
A raça negra hoje canta
A liberdade renasceu
A raça negra hoje canta
A liberdade renasceu
12.MARIMBONDO TRAIÇOEIRO
Eu vim de la, eu vim de la
Vim XXXX pra ca
Olha marimbondo traiçoeiro
É de vagar, é de vagar, é de vagar
Olha marimbondo traiçoeiro
É de vagar, é de vagar, é de vagar
Eu vim de la XXXXXXXX
XXXXXXXXX
Olha marimbondo traiçoeiro
É de vagar, é de vagar, é de vagar
Odo ia, odo ia
Odo ia, odo ia
XXXXXXX
XXXXXXX
XXXXXXX
Olha marimbondo traiçoeiro
É de vagar, é de vagar, é de vagar
Olha marimbondo traiçoeiro
É de vagar, é de vagar, é de vagar
Olha marimbondo traiçoeiro
É de vagar, é de vagar, é de vagar
Pra lavar minha roupa não tem
sabão,
O não tem sabão, colega não
Pra lavar minha roupa não tem
sabão,
O não tem sabão, colega não
Pra lavar minha roupa não tem
sabão,
O não tem sabão, dinheiro não
Pra lavar minha roupa não tem
sabão,
O não tem sabão, colega não
Pra lavar minha roupa não tem
sabão,
O não tem sabão, dinheiro não
Pra lavar minha roupa não tem
sabão,
O não tem sabão, colega não
Pra lavar minha roupa não tem
sabão,
O não tem sabão, dinheiro não
É Preta, é preta, é preta calunga*
Capoeira é preta calunga
É Preta, é preta, é preta calunga
Berimbau é preta calunga
É Preta, é preta, é preta calunga
Capoeira é preta calunga
Bahia de Castro Alves
Jorge Amado e Caribé
Bahia do samba de roda
Da capoeira e candomblé
Bahia, Bahia
Que nem você não tem igual
Bahia, Bahia
A nossa primera capital
Bahia, Bahia, que nem você não tem igual
Bahia, Bahia, a nossa primera capital
A minha vò que é de lá
Não se cansa de falar
De Mestre Bimba e seu Pastinha
De Aberrer e Waldemar
Bahia, Bahia, que nem você não tem igual
Bahia, Bahia, a nossa primera capital
A Bahia e o berço
Da nossa cultura e poesia
E terra de cabra macho
De homem de muita valentia
Bahia, Bahia, que nem você não tem igual
Bahia, Bahia, a nossa primera capital
Em cada rua em cada esquina
Tem uma morena farceira
Tem um berimbau tocando
Em roda de capoeira
Bahia, Bahia, que nem você não tem igual
Bahia, Bahia, a nossa primera capital
Onde está a liberdade,
Se a algema não se quebrou,
O negro quer felicidade,
O negro também quer ser doutor
Princesa Isabel, Princesa Isabel,
Liberdade do negro só tá no papel.
Princesa Isabel, Princesa Isabel,
Liberdade do negro só tá no papel.
Princesa Isabel, Princesa Isabel,
Onde está a liberdade,
Mas onde está a liberdade,
Se a algema não se quebrou,
O negro quer felicidade,
O negro também quer ser doutor
Princesa Isabel, Princesa Isabel,
Liberdade do negro só tá no papel.
Princesa Isabel, Princesa Isabel,
Liberdade do negro só tá no papel
Procura, procura ele não tá lá
Foi ali já volta já
Procura, procura ele não tá lá
Tem raiz tem dendê "Professor Fanho" posteado en Capoeiras.Com v.05, Publicado: Lun Mar 28, 2005 9:38 am por el entonces usuario WILSON
Tem raiz tem dendê "Professor Fanho"
Nº1- Capoeira de verdade
Se você faz um jogo ligeiro
Dá um pulo prá lá e prá cá
Não se julgue tão bom capoeira
Que a capoeira não é tão vulgar
Para ser um bom capoeirista
Pra ter muita gente que lhe dê valor
Você tem que ter muita humildade
Tocar instrumento, ser bom professor
O capoeira faz chula bonita
Canta o lamento com muita emoção
Quando vê seu mestre jogando
Sente alegria no seu coração
Ele joga Angola miudinho
Se a coisa esquenta não corre do pau
Tem amigo por todos os lados
Um grande sorriso também não faz mal
Isso é coisa da gente, ginga prá lá e prá cá
Mexe o corpo ligeiro, a mandinga não pode acabá
(coro)Isso é coisa da gente, ginga prá lá e prá cá
Mexe o corpo ligeiro, a mandinga não pode acabá
(coro)Isso é coisa da gente, ginga prá lá e prá cá
Nº2- Dia de festa
Mas hoje é dia de festa
Eu jurei que não vou me importar
Se o batuque não sai como eu gosto
Se a morena não vai me olhar
Hoje eu quero jogar capoeira
Ver mandinga Prá lá e prá cá
Essa luta essa dança guerreira
Faz meu corpo se arrepiá
Brincadeira...
Brincadeira mandinga
no molejo do corpo, mamolejá.
Brincadeira...
(coro) Brincadeira mandinga
no molejo do corpo, mamolejá.
Nº3- Cadê o Besouro
Besouro Mangangá
Era homem de corpo fechado
Bala não matava,
Navalha não lhe teria
Sentado ao pé da cruz
Quando a policia lhe seguia
Desapareceu
Enquanto o tenente dizia
Cadê o Besouro, cadê o Besouro,
Cadê o Besouro, chamado cordão de ouro
(coro) Cadê o Besouro, cadê o Besouro,
Cadê o Besouro, chamado cordão de ouro
Besouro era um homem
Que admirava valentia
Não aceitava covardia
Maldade não admitia
Com a traição
Quebrou-se a mandingaria
Mas a reza forte só Besouro sabia
Cadê o Besouro, cadê o Besouro,
cadê o Besouro, chamado cordão de ouro
(coro) Cadê o Besouro, cadê o Besouro,
Cadê o Besouro, chamado cordão de ouro
Atrás de Besouro
Tenente mandou cavalaria
No estado da Bahia
E Besouro não sabia
Já de corpo aberto
Sem sua feitiçaria
Cada golpe de Besouro
Era um homem que caia
Cadê o Besouro, cadê o Besouro,
Cadê o Besouro, chamado cordão de ouro
(coro) Cadê o Besouro, cadê o Besouro,
Cadê o Besouro, chamado cordão de ouro
Nº4- Onça Braba
Ô,a rapadura é doce
A rapadura é doce, oiaiá
Mas ela não é mole não
Se tu quer jogar comigo
Presta muita atenção
Não sou nenhuma onça braba
Mas não convém cutucar não
Pisa bem de vagarinho
Quando pisar no meu chão
O vento que venta lá, oiaiá
É o mesmo que venta cá
Não vai lhe servir mandinga
Você vai se machucar
Não vai me pegar, não vai me pegar
Sou filho de Bimba, não vai me pegar
(coro) Não vai me pegar, não vai me pegar
Sou filho de Ogum e de pai Oxalá
(coro) Não vai me pegar, não vai me pegar
Sua mandinga é fraca, não vai me pegar
(coro) Não vai me pegar, não vai me pegar
Eu saio de banda, dou salto mortal
(coro) Não vai me pegar, não vai me pegar
Nº5- Tempestade
Quem semeia vento, colhe tempestade
Você foi mau, agora vai ser maldade
Você confundiu, a nossa amizade
Eu não lhe dei, toda essa liberdade
Um verdadeiro amigo, adianta não atrasa
Sou respeitador, quando vou a sua casa
(coro)Quem semeia vento, colhe tempestade
Você foi mau, agora vai ser maldade
Eu levo comigo de bobo só a cara
Um bom amigo é coisa muito rara
Você poderia ter seguido outra trilha
Este seu amigo não cai em armadilha
(coro)Quem semeia vento, colhe tempestade
Você foi mau, agora vai ser maldade
Nº6- Joga Moleque
Eu nunca vi você jogar
Joga muleque senão vai apanhar
Tem um moleque
Lá pra riba onde eu nasci
Fala pra mim
Que pula mais que Saci
Fala também que é forte como um touro
Que a capoeira joga mais que Besouro
(coro)Eu nunca vi você jogar
Joga muleque senão vai apanhar
Um belo dia eu me aborreci
Falei pra ele: Saci não para aqui
Touro nem sempre se dá bem na tourada
Besouro preto não viu a emboscada
(coro)Eu nunca vi você jogar
Joga muleque senão vai apanhar
Eu falei moleque toma cuidado
Porque um dia você vai se dar mal
Hoje você diz pra mim que é o tal
Mas a araruta tem seu dia de mingau
(coro)Eu nunca vi você jogar
Joga muleque senão vai apanhar
Nº7- Samba moleque
São José cadê o recado
Que São Pedro mandou você me dá
Recado é esse... meu amigo
O que São Jorge mandou pagar
Dois berimbau e um atabaque
Para a roda que vai ter lá
Samba de roda, maculelê e capoeira
Por favor não faça asneira
Para a roda começar
Samba de roda, maculelê e capoeira
Por favor não faça asneira
Para a roda começar
Sambá, sambá, samba capoeira
Sambá, sambá, samba camará
Sambá, sambá, samba capoeira
(coro)Sambá, sambá, samba capoeira
Sambá, sambá, samba camará
Sambá, sambá, samba capoeira
Que o samba vem no pé
E na mente a capoeira
(coro)Sambá, sambá, samba capoeira
Sambá, sambá, samba camará
Sambá, sambá, samba capoeira
Samba menino mostra que você é bamba
Mostra que o corpo balança
Sem se quer escorregar
Samba menino mostra que você é bamba
Dentro da roda de samba
O capoeira vai sambá
(coro)Sambá, sambá, samba capoeira
Sambá, sambá, samba camará
Sambá, sambá, samba capoeira
Nº8- Capoeira não é ninja
Não vem com essa onda
De dizer que cê é ninja
Eu não aturo isso
Eu não acredito em ninja
Dá um pulo pro teto, mortal
Ainda escapa de bala
Dá um gritinho louco
Que deixa todos sem fala
Vem aprender capoeira
Vem ver o bicho que dá
Cê não para no teto
Mas mortal você vai dá
(coro)Vem aprender capoeira
Vem ver o bicho que dá
Cê não dá grito louco
Mas aprende a cantar
(coro)Vem aprender capoeira
Vem ver o bicho que dá
Cê não escapa de bala
Mas mole também não dá
(coro)Vem aprender capoeira
Vem ver o bicho que dá
Nº9- Relampejou, mas não choveu
Relampejou, mas não choveu (2x)
Você diz que é danado
Que joga melhor que eu
Faz ventar e faz chover
Só que desta vez não deu
(coro) Relampejou, mas não choveu (2x)
Você diz que sabe tudo
Que não tem o que aprender
Agora vou lhe dizer
Que se aprende até morrer
(coro) Relampejou, mas não choveu (2x)
Você diz que já é mestre
Porque sabe até pular
Mas não vejo fundamento
De Angola e Regional
(coro) Relampejou, mas não choveu (2x)
Você diz que bate muito
Um dia vai aprender
Você vai ficar sozinho
Não vai ter em quem bater
(coro) Relampejou, mas não choveu (2x)
Você diz que é valente
Que nunca vai apanhar
Quero ver na encruzilhada
Você poder se safar
(coro) Relampejou, mas não choveu (2x)
Você diz que joga ngola
Quero ver você jogar
Quero ver fazer mandinga
Ficar de perna pro ar
(coro) Relampejou, mas não choveu (2x)
Nº10- Elevando o astral
Eu quero ver seu moço
Eu quero ver ... A capoeira com muito dendê
(coro) Eu quero ver seu moço
Eu quero ver ...
A capoeira com muito dendê
Jogue bonito
Faça um jogo de mansinho
Jogue com muito carinho
A Angola e Regional
Procure ver que essa arte é brasileira
Por favor não faça asneira
Que isso não é legal
(coro) Eu quero ver seu moço
Eu quero ver ...
A capoeira com muito dendê
Eu jogo em cima, jogo embaixo miudinho
Esse é o melhor caminho
De elevar o meu astral
Canto uma chula
Faço letra pra morena
Quero que você me entenda
Sem você eu fico mal
(coro) Eu quero ver seu moço
Eu quero ver ...
A capoeira com muito dendê
Nº11- A nossa turma
Eu já joguei do Oiapoque ao Chuí
Turma de bamba assim nunca vi
Não vim para lhe desmerecer
Mas essa turma você tem que conhecer
Os nêgo voa, ninguém para no chão
Se o jogo é dentro, ninguém arreda não
Mas eu lhe digo, e eu não minto não
Que nessa turma, é todo mundo irmão
Você pediu para ver a brincadeira
Turma do Fanho é capoeira, Pau Pereira
(coro) Você pediu para ver a brincadeira
Turma do Fanho é capoeira, Pau Pereira
Nº12- Tem raiz, tem dendê
Meu bentevi já cantou
Mas falou que de um tempo pra cá
A arte popular brasileira
Já virou notícia nas bandas de lá
Tem alemão jogando capoeira
Japonês tocando berimbau
Meu bentevi já falou
Qualquer dia a gente
Vai comer com pau
Vem vê, vem vê
Vem cá vê, vem cá vê
Capoeira Brasil
Tem raiz tem dendê
(coro) Vem vê, vem vê
Vem cá vê, vem cá vê
Joga embaixo, em cima
Sorrindo pra você
(coro) Vem vê, vem vê
Vem cá vê, vem cá vê
A morena faceira
Jogando maculelê
(coro) Vem vê, vem vê
Vem cá vê, vem cá vê
Nº13- Fruta venenosa
Um dia gostei de alguém (2x)
Oiaiá, eu não pude entender
Como eu um moço forte
Virei criança sem querer
Entreguei meu coração
Como se não deve fazer
Eu achei que era feitiço
Fui tentar me defender
Oh! Minha mãe Menininha
Me livra desse cangerê
Já me livrei desse feitiço
Fui ao cantuá agradecer
Agora a fruta venenosa
Eu já sei reconhecer
Por mais doce que pareça
Jogo fora sem doer
Hoje eu já aprendi
Eu não me engano mais
Que todo capoeirista
Tem que ter um pé atrás
Da vida nada se leva (2x)
Oiaiá
Só amor e emoção
A capoeira foi o amor
Que inundou meu coração
Capoeira escorrega e logo tá de pé
Quem fica no chão capoeira não é
Para ser capoeira tem que ter é
(coro)Capoeira escorrega e logo tá de pé
Quem fica no chão capoeira não é
Capoeira não é, capoeira não é
(coro)Capoeira escorrega e logo tá de pé
Quem fica no chão capoeira não é
Nº14- Minha mandinga
O capoeira tem segredos
Que não costuma revelar
É um geito todo próprio
Sua maneira de gingar
Esse jeito é a mandinga
Sua forma de expressão
O é a quebra de cintura
É o molho meu irmão
A mandinga vem de dentro
De dentro do coração
É uma coisa sentida
Não é só repetição
Eu não jogo igualzinho
Você não deve jogar
A roda de capoeira
Ela não é cortejo militar
A sua mandinga
Não me convém
A minha mandinga
Eu não dou pra ninguém
(coro) A sua mandinga
Não me convém
Nº15- A lua alta
A lua alta iluminou (2x)
Oiaiá
As águas claras
Lá em Belém do Pará
Mas eu peguei um Ita no norte
Para buscar minha sorte
O lá em outro lugar
O Círio de Nazaré
Já em romaria
Eu pedi à Santa Maria
Que me desse muita fé
No Maranhão
Meu beribau Gunga
Jagandeiros e rendeiras
Tradições do Ceará
Lá em Natal
Suas palhas e salinas
Suas águas cristalinas
Que me faz arrepiar
Mas o encanto
Que a natureza nos dá
Ê ginga menino
Na dança do Maracatu
Que de cais em cais eu vou
Olhando esse mar azul
E velha Bahia
Terra que Pastinha amou
Mas salve a Bahia
Que é terra de Bimba
Que é terra de Bimba, que é terra de Bimba
(coro) Mas salve a Bahia
Que é terra de Bimba
Que é terra de Bimba e Pastinha também
(coro) Mas salve a Bahia
Que é terra de Bimba
Nº16- Toques de berimbau
Nº17- Eu naveguei
Eu naveguei
Pelo mundo afora
Fui na paz de meu Senhor
Na fé de Nossa Senhora
Em cada porto que passo
Eu vejo um retrato
Ô em fantasia
Cultura, folclore e arte
Vou vivendo o dia-a-dia
No mar eu jogo a saudade
Na terra eu jogo alegria
Eu falo da capoeira
Agradeço à Bahia
Me lembro de dois velhos mestres
Um é Bimba, outro é Pastinha
Tocador de berimbau
Cantador de ladainha
Mas todos dois eram baiano
Velho mestre respeitado
Eu navego pelo mundo
Mas em busca de um retrato
Que nestes estão gravados
As história de Santo Amaro
Eu sou, eu sou lá de Santo Amaro
Terra de São Salvador
(coro) Eu sou, eu sou lá de Santo Amaro
Terra de São Salvador
(coro) Eu sou, eu sou lá de Santo Amaro
Nº18- Verdade é essa
Verdade é esssa
Que acontece na Bahia
Terra de muita magia
E de muita solidão
Vamos saudar
Essa luta brasileira
Cujo o nome é capoeira
Agradeço a escravidão
Mas isso tudo
Já tem uns anos atrás
Tempos que não voltam mais
Se voltasse era bom
Tempos que não voltam mais
(coro) Se voltasse era bom
Mas tempo bom, tempos que não voltam mais
Tempos bom de capoeira
Tempos que não voltam mais
Mas tempos bom
(coro) Tempo bom, tempos que não voltam mais
Tempos que Bimba e Pastinha
Jogavam na beira do cais
(coro) Tempo bom, tempos que não voltam mais
Nº19- Tamanho não assusta
Tamanho não assusta (2x)
Corpo forte não põe medo
Sou capoeira das antigas
Carrego muitos segrados
Você que ainda é moço
Ouça bem para aprender
Ouvindo os mais antigos
Que você vai entender
Rasteira que derruba fraco
Também põe forte no chão
Você vem com sua fúria
Eu jogo com coração
Capoeira pra tu é briga
Pra mim é vadiação
Camará
Água de beber
...
Nº20- Andorinha
Certa vez o meu bom mestre
Me disse com emoção
Que sozinha uma andorinha
Não pode fazer verão
É por isso que eu lhe digo
Meu maor escute bem
Se eu gosto de você
Cê tem que gostar também
Não me olhe dessa forma
Que o capoeira é assim
Faz do amor a sua vida
É principio meio e fim
Não levo faca de ponta
Nem carrego patuá
Minha força é a capoeira
E o meu pai Oxalá
Um amor assim tão puro
É difícil encontrar
Do amor dessa capoeira
Você sempre irá se lembrar
Eu viajo pelo mundo
No toque do berimbau
Vou jogando capoeira
De Angola e Regional
(coro) Eu viajo pelo mundo
No toque do berimbau
Ele cura ferida
E me livra do meu mal
(coro) Eu viajo pelo mundo
No toque do berimbau
Nº21- Mistérios da vida
Viola de violeiro
Viola de cantador
Vem chegando o capoeira
Berimbau já lhe chamou
(coro)Viola de violeiro
Viola de cantador
Vem chegando o capoeira
Berimbau já lhe chamou
O que eu levo dessa vida
É o axé dos meus irmãos
O amor de uma morena
Com calor no coração
Eu não tenho paradeiro
Não sou bom e não sou mau
Mas não posso resistir
Ao toque do berimbau
(coro)Viola de violeiro
Viola de cantador
Vem chegando o capoeira
Berimbau já lhe chamou
Os mistérios dessa vida
Eu ainda não descobri
O que dela eu vou fazer
Não preciso decidir
Eu começo a estremecer
Quando ouço uma viola
E quase sem perceber
Eu viajo nessa Angola
(coro)Viola de violeiro
Viola de cantador
Vem chegando o capoeira
Berimbau já lhe chamou
O jeito que o gunga toca
Faz o corpo arrepiar
De baixo do candieiro
Sob a luz do luar
Vou lembrando da morena
Que me deu tanto calor
A saudade vai batento
Saudade do meu amor
(coro)Viola de violeiro
Viola de cantador
Vem chegando o capoeira
Berimbau já lhe chamou
Nº22- Ginga legal
Ginga legal, ginga legal
Ginga legal, capoeira
Ginga legal...
Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar
Meu bem querer
Se Deus quiser
Queando eu voltar do mar
Um peixe bom
Eu vou trazer
Meus companheiros
Também vão voltar
E a deus do céu vamos agradecer
(O coro repete a Carolina)
Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar
Meu bem querer
Se Deus quiser
Queando eu voltar do mar
Um peixe bom
Eu vou trazer
Meus companheiros
Também vão voltar
E a deus do céu vamos agradecer
(O coro repete a Carolina)
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