Letras del cd Raizes do brasil posteado por diablillo en CBE CapoeiraBahiana.Com en « Respuesta #1 : Junio 21, 2004, 11:46:48 »
Letras del cd Raizes do brasil
"Negro Escravo - by Leonardo Roscoe"
"Bem Macinho - by Capú"
"Mariah & Capoeira Cerrado - by Capú & Charuto"
"Luta que Luta - by Tonelada"
"Moça Bonita - by Max Nobel"
"Raízes & Amor Selvagem - by Capú & Boquinha/Edinho"
"Bahia - by Edinho"
"Gratidão - by Tonelada"
"Lampião - by Edinho"
"Alforria - by Tonelada"
"Malandragem - by Capú"
"Capataz & Canto das Águas - by Charuto & capú"
"Vila Planalto - by Edinho"
Negro Escravo
Iê! Faz muito tempo
Me dói só de lembrar
Que o negro era escravo
Apanhava sem parar
Acordava bem cedinho
E com a dor da chibatada
Que ardia e não passava
Ia pro mato trabalhar
Trabalhava noite e dia
Não sonhava e mal dormia
E nem tinha tempo pra rezar
Por causa de tanta angústia
O negro fez uma luta
E fingiu ser uma dança
Pra poder se libertar
Assustada com essa dança
Que tinha gosto de vingança
A polícia proibiu
E tentou acabar assim
Com a capoeira no Brasil
Mas nada disso adiantou
A capoeira foi mais forte
Venceu o ódio e se firmou
O negro agora é livre
O pesadelo já passou
Capoeira hoje é vida
É arte, é poesia
É mistério, é sentimento
É vontade de vencer
É vontade de cantar
O laê laê lá
Ô lêlê
CORO
Bem mansinho
Benguela pra jogar mansinho
Benguela pra jogar mansinho
Vou voltar para jogar, eoô (2x)
Meu avô sempre dizia
Fofoca não é pra macho
Passarinho acompanhou morcego
Amanheceu de cabeça pra baixo
CORO
Pra os cabras da língua grande
Que se faz de uma donzela
Dou um boi pra não entrar na briga
Dou uma boiada pra não sair dela
CORO
Invejoso está por baixo
Por isso não tenho medo
Enxergo sua navalha
Escondida em seus dedos
CORO
Luta que Luta
Luta que luta ê
Como é boa de lutar
Luta que luta ê
Como é boa de lutar (Coro)
Uma luta que eu não conheço
Eu não vou substimar
Minha luta é capoeira
Por isso eu vou falar
CORO
Você não me conhece
E fica a falar
Isso aqui é capoeira
Quem comanda é o berimbau
É uma dança guerreira
E uma luta mortal
CORO
Capoeira é brasileira
Capoeira é emoção
Capoeira do Raiz
Mexe com meu coração
CORO
Luta que luta ê
Como é boa de lutar
CORO
Jogar sem se atrapalhar
CORO
E bota o bicho pra pegar
CORO
O berimbau lá vai tocar
CORO
E o pandeiro já vai marcar
CORO
Jogar sem se machucar
CORO
E põe a mandinga pra jogar
Moça Bonita
Moça bonita,
Vê se não chora
Eu vou embora
Com meu berimbau viola (Coro)
CORO
Eu vou embora, mas vou voltar
quem sabe um dia agente vai poder se amar
CORO
O gunga marca, o médio dobra
E olha aí a revirada do viola
CORO
O meu viola tem harmonia
pro capoeira ele passa energia
CORO
O meu viola é de biriba
Foi um presente que eu ganhei de Mestre Bimba
CORO
Sou capoeira, sou mandigueiro
Com meu viola já rodei o mundo inteiro
Raízes
[Capú/DF]
A semente quando brota
Nem sempre alguém foi cultivar
Eu sei que vim de longe
Pra você me confiar
Encherguei a traição
Debaixo do meu nariz
Quando surge a salvação
Que brota de uma raiz
Raízes do Brasil (Coro)
Quando brotou, surgiu
Raízes do Brasil
Na capital do meu Brasil
Raízes do Brasil
Surgiu porque Deus pediu
Raízes do Brasil
Cerrado, raiz do Brasil
Ê, inverga esse gunga
O jogo vai começar
O médio e o viola
Que veio pra acompanhar
O pandeiro e o atabaque
As palmas dos meus irmãos
Eu tirei esta cantiga
De dentro do coração
CORO
Bahia
Capoeira nâo sai da minha cabeça
Capoeira nâo sai do coraçâo
Capoeira quem joga e mandingueiro
Capoeira e jogo de irmâo
Capoeira
Eee... Beleza
Capoeira
Eee... Tradiçâo
Capoeira
Tem fundamento
Capoeira
E vibraçâo
Capoeira nasceu foi no quilombo
Olha no sofrimento da senzala
o nego cantava ladainha
Enquanto a cana era cortada
Capoeira
Eee... Beleza
Capoeira
Eee... Tradiçâo
Capoeira
Tem fundamento
Capoeira
E vibraçâo
Na roda de capoeira
pode-se matar ou morrer
Mas também se joga limpo
o que e bonito e pra se ver
Capoeira
Eee... Beleza
Capoeira
Eee... Tradiçâo
Capoeira
Tem fundamento
Capoeira
E vibraçâo
E pra se bom capoeira
Nâo basta so aptidâo
Tem que se entregar de alma
E cantar com o coraçâo
Gratidão
Essa vida é tão difícil
Isso eu posso lhe falar
Mas na vida de capoeira
Eu não tenho a reclamar
Êh, meu mestre
Que me ensinou a jogar (2x)
Desde os tempos de criança
Foi você quem me ensinou
Tudo o que hoje eu sei
Foi você quem me ensinou
CORO
No tempo do CEBEN*
Você ia lá pra me ensinar
Ensinava com tanta vontade
Nos seus olhos dava pra notar
CORO
Você é a luz que me ilumina
Você é a luz do meu brilhar
Se você perder o brilho
Não sei pra onde vou olhar
CORO
O teu canto me arrepia
É um canto de cantador
É um canto de capoeira
É um canto do jogador
CORO
Lampião
Iê!
O tempo voa, o tempo passa
Vai deixando no caminho
Histórias que o povo fala
Fecho a porta e a janela
Mergulhando na lembrança
Do calor do meu sertão
Do famoso Virgulino
Conhecido Lampião
Matava cobra com a boca
Pegava onça com a mão
Corria atrás de raposa
E infrentava um batalhão
Destemido e respeitado
Mesmo assim foi emboscado
Levado por traição
Cortaram sua cabeça
Para entregar pro capitão
E nesse dia todo cangaço parou
Só pra saber da notícia
Que em pouco tempo se apalhou
E hoje poucos guardam na memória
Se foi covardia ou glória
A história que aqui narrei
A morte de um grande homem
Que para muitos foi um rei
É lampa, é lampa, é lampa
É lampa, é Lampião (Coro)
Matava cobra com a boca
Pegava onça com a mão
CORO
O famoso Virgulino
Cabra macho do sertão
CORO
Também tem Maria Bonita
Era a mulher de Lampião
CORO
Alforria
No tempo da escravidão,
Negro dormia na senzala (2x)
Ai, o chicote batia
No meu tronco de valia
O meu corpo tremia
E meu sangue escorria
CORO
Eh, mas o nêgo não desistia
Na necessidade de sobreviver
Falava mais alto e ele mesclava
Jogava capoeira pra valer
CORO
Zumbi foi morto nos quilombos
Quase que todos destruídos
Mas o nêgo com sua vontade
Resistiu mesmo assim
CORO
Ai, o chicote me batia
No tempo da escravidão,
Negro dormia na senzala
O meu corpo tremia
No tempo da escravidão,
Negro dormia na senzala
E meu sangue escorria
No tempo da escravidão,
Negro dormia na senzala
Tudo isso acabou
No tempo da escravidão,
Negro dormia na senzala
Vou embora...
Malandragem
Malandro, malandro (Coro)
Capoeira
Malandro, malandro
Na Bahia
Malandro, malandro
Na ladeira
Malandro, malandro
Malandragem
Malandro, malandro
Na cultura
Malandro, malandro
Negro canta
Malandro, malandro
Joga e pula
Malandro, malandro
Ê, finge que vai mas não vai
Bicho vem e eu me faço de morto
Mas se a coisa apertar
Pra Deus eu peço socorro
Entro e saio sem me machucar
Subo e deço sem escorregar
Vou louvando o criador da mandinga
O malandro que inventou a ginga
Malandragem
CORO
Capataz
Lembrança da escravidão
De um negro na senzala
Tá gravada na mente
De um preto velho que fala
Uma dança diferente
Do negro se defender
Se você não der no preto
O preto dá em você
Capataz quer me bater
Meu Deus, não sei por que (Coro)
Eu não fiz por merecer
CORO
Meus Deus, não sei por que
CORO
Tem mancha de sangue no tronco
É sinal de sofrimento
E quando o negro fugia
Pra morte faz juramento
Capataz é destemido
Diz que o negro vai buscar
E voltava carregado
Da mata capoeira
CORO
Você diz que é capoeira
Fala muito e não faz nada
Quero ver entrar na roda
Vacilar tomar porrada
Uma arte brasileira
Que mistura o bem e o mal
O sangue do negro é vinho
Dentro do canavial
CORO
Vila Planalto
[Mestre Edinho/DF]
Foi assim que começou
Você pode acreditar
Acordava bem cedinho
Ia pra Vila ensinar
No Cebem e na pracinha
No cerrado e na igreja
Tem gente jogando bola
E treinando capoeira
Vila boa de morar
Muitas eu já conheci
Mas igual Vila Planalto
É difícil de existir
Olha a Vila aê
Olha a Vila aê (Coro)
A roda de capoeira
Vai até anoitecer
CORO
Quando eu toco o berimbau
Bota o caldo pra ferver
CORO
Tem roda lá no Cebem
Na pracinha, é só querer
CORO
Capoeira lá na Vila
É gostosa pra valer
CORO
Quem não tem capoeira pura
Olha aqui pra você ver
CORO
Começa de tardinha
Vai até anoitecer
NOTA: Estas canciones las he sacado del libro de letras de canciones recopiladas por Comprido
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